Disclaimer: Harry Potter, infelizmente, não me pertence, se não estaria zilhonaria. Essa historia foi feita apenas para divertir.

No último capitulo...

Logo, algumas pessoas já iam embora, arrasadas. Hermione se desvencilhou do garoto, deixando um Rony totalmente desamparado para trás com seu guarda-chuva. Ela foi ate Harry, e adiantou-se para ele, oferecendo dividir o guarda-chuva, com um gesto.

- Obrigado. – disse ele, rouco.

Hermione apenas fez um gesto com a cabeça.

- Vamos embora, Harry. – sussurrou, puxando-o pela manga do sobretudo.

- Vamos. – disse, antes que fosse forçado a encarar Rony ou Gina.

Capitulo 2

Mais tarde naquele mesmo dia, Harry e Hermione chegaram em casa. Ambos tiraram os casacos molhados e penduraram perto da porta.

- Vou para o quarto, Hermione. – sussurrou, sem esperar resposta, já correndo escada acima.

Entrou no quarto, batendo a porta atrás de si. Colocou as mãos na cabeça, nervoso.

- Droga! Droga, droga! – disse, chutando a maleta mais próxima.

Socou, então o armário, deslizando para o chão.

Ela foi diretamente até a cozinha, com a idéia de fazer chocolate quente para ambos, para melhorar os ânimos. Ela sabia que Harry adorava chocolate quente à noite. A garota ainda se divertia em lembrar a época que os dois saiam tarde da noite do salão comunal, escondidos sob a Capa de Invisibilidade, para pegar chocolate quente e biscoitos com os elfos domésticos na cozinha.

Preparou o chocolate rapidamente e pegou uma xícara para levar para Harry. Parou na porta do quarto do garoto, hesitante.

- Harry? – chamou, batendo de leve na porta.

Não ouvindo nada, ela abriu a porta devagar. Ao olhar o quarto, deixou a xícara cair no chão. Harry estava de joelhos no chão, com as mãos na cabeça baixa, escondendo o rosto.

- Harry... – tentou completar a frase, mas sua voz morreu na garganta antes das palavras saírem.

Ela foi até o garoto, se abaixando ao lado dele. Ele estava tremendo. Ela se sentou lá por um momento, pensando o que mais poderia fazer. Ele parecia tão desamparado, tão assustado.

Ele encolheu os joelhos de encontro ao peito, bem apertado. Se fechasse bem os olhos, pensou, talvez aquele pesadelo se desfizesse e tudo voltasse ao normal quando o dia amanhecesse. Hermione tocou a cabeça de Harry. Ela jamais o havia visto chorar. Nervoso, talvez, mas nunca chorando. Ele sempre se mostrara tão forte, tão capaz de controlar suas emoções! Agora estava chorando como uma criancinha, como alguém que acabara de se descobrir menos forte do que pensava ser.

Vendo Hermione próxima a ele, ele não hesitou em entrar em seus braços, enterrando sua cabeça em seu peito enquanto tremia com os soluços. Ela o segurou contra seu corpo, acariciando seu cabelo, o balançando em seus braços.

- É tudo minha culpa - ele choramingou. - Tudo minha culpa. Como as coisas ficaram tão ruins?

- Harry, pare com isto. Está tudo bem - Hermione murmurou, tentando confortá-lo.

Ele apenas tremeu mais, chorou mais, e continuou repetindo essas palavras. Uma lágrima escorreu pelo rosto de Hermione. Ela o tirou de seus braços por um momento, agarrando o rosto dele, forçando-o a olhar para ela.

- Harry, a morte deles não foi sua culpa!

Ele a abraçou forte, apertando o rosto contra seus cabelos. Ela cheirava a flores. Harry tomou fôlego, seu tórax subindo e descendo rápido, agora chorando baixinho. Também queria confortá-la um pouco, afinal ela também chorava.

- Fique aqui comigo, Hermione, por favor...

A garota não respondeu, mas escondeu o rosto no ombro do moreno. Ele apenas se aconchegou a ela, inspirando o perfume de flores. Agora respirava mais tranqüilo, sabendo que estava seguro.

E ficaram os dois abraçados, chorando baixinho.

No dia seguinte, Harry acordou olhando para Hermione, que ainda dormia. Ela estava meio deitada na cama de Harry, enquanto ele mesmo estava de joelhos ao lado da cama, debruçado sobre ela. Ainda estavam de mãos dadas. Ele soltou a mão da garota, com cuidado para não acordá-la. Saiu do quarto, fechando a porta devagar atrás de si.

- Caramba. – murmurou, se lembrando da noite anterior. Tinham ficado abraçados, chorando, até os dois dormirem.

Se pos então a fazer o café da manha. Cerca de vinte minutos depois Hermione desceu as escadas, cambaleando.

- Bom dia! – disse um Harry sorridente. – Já ia te acordar, você ia acabar se atrasando. – estendeu uma xícara de café para a garota.

- Ah, bom dia. – disse – Está tudo bem? – continuou, ponderando.

- Agora está tudo bem! E, Mione... – ela levantou os olhos até ele – Obrigado por ontem. Obrigado mesmo e... me desculpe.

- Desculpar pelo que, Harry?

- Por ter sido tão fraco ontem à noite. Não queria que me visse naquele estado.

- Chorar pela morte de alguém não é fraqueza, Harry.

Este apenas sorriu.

Harry colocou as panquecas que havia feito na mesa, mas não sentou.

- Melhor eu ir, Hermione, ou vou acabar chegando atrasado no Ministério. – e saiu sem mais palavras.

Hermione suspirou e deixou as panquecas de lado. Havia perdido totalmente a fome. Mas quem sabe estudar não abrisse um pouco seu apetite? Havia muito o que estudar se quisesse passar no Vestibular, afinal, não havia freqüentado a escola touxa.

Acordou quando o sol já se punha. Não conseguia acreditar que havia dormido estudando! Mas não precisou pensar muito sobre isso, já que alguém bateu na porta. Ajeitou-se o melhor que pode e a abriu.

O ruivo entrou, sem uma palavra.

- Não vai me cumprimentar? – perguntou, já no meio da sala.

Ao ver que a garota não se adiantara, a segurou pela cintura e depositou um beijo em seus lábios. Tentou aprofundar o beijo, mas a morena colocou a mão em seu peito e o afastou.

- Não Rony... não estou com humor para isso.

O garoto a encarou.

- Você nunca está. Estou começando a achar que o problema é comigo.

- Francamente Rony, acabamos de vir de um enterro.

- Correção. Você veio com Harry.

- E você está nervoso por isso? – perguntou, incrédula.

- Porque não me disse que ele ia morar com você?

- Exatamente para evitar esse tipo de discussão. Acha que eu não sei como você é? Você ia dar um escândalo.

- Eu não estou dando um escândalo! Não acredito que você esta morando sozinha com ele! Porque diabos você não me chamou para morar aqui também? Será que queria ficar sozinha com Harry? Porque se for isso fale de uma vez que nós acabamos com tudo aqui e agora e nada mais vai te impedir! – berrou Rony, segurando Hermione pelos ombros.

- Pare com esse ciúme ridículo Ronald, não chamei você porque, caso não tenha percebido, você tem uma família, que por acaso precisa muito estar unida agora!

Ouviram um clique vindo da porta e um Harry cheio de sacolas de compras entrou. Parou ao ver o estado que os amigos se encontravam.

- Desculpe, eu... volto mais tarde.

- Não se preocupe Harry, está tudo bem. – disse a morena.

- Vou deixar isso na cozinha...

- Não se incomode. Agora que o Perfeito Potter chegou eu vou embora.

- Não coloque o Harry nessa história!

- Eu coloco quem eu quiser! Quem precisa de mim se tem o Potter para usar quando quiser? – adiantou- se para Harry. – Fique com ele então.

Derrubou um dos sacos de compras da mão de Harry e aparatou.

- Desculpe por isso Harry...

- Eu que tenho que me desculpar, não gosto de ser motivo de discussões. Acho que estou atrapalhando a relação de vocês.

- Não está. Ele que não consegue aceitar que estamos morando juntos. Ah, como ele me irrita. – disse, massageando as têmporas, tentando afastar a dor de cabeça que certamente viria.

(Continua)

Bah, capitulo chatinho de escrever. Desculpem a demora...e um obrigada especial para monique e Mel Castilhos pelas reviews!