Primeiro quero me desculpar pela demora! Falta de inspiração é uma coisa complicada... bom, com esse cap eu termino a historia! \o/ Espero que gostem!

PS: One piece nao me pertence, se pertencesse nao seria o sucesso que é! xD

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Capítulo 2

-Ei!Nami! – gritou Ruffy a segurando em seus braços.

-Eu não devia ter falado para ela andar... ela havia acabado de acordar...

-Não adianta se culpar agora pai! Temos que levá-la de volta para casa.

-Pode deixar, eu levo! – Disse Ruffy que saiu correndo com ela em seus braços.

-Que menino impulsivo e energético. – Comentou o pai.

-Sim. – Concordou a menina.

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-Já faz três dias que estamos seguindo o log pose e não chegamos a nenhuma ilha! – Disse Ussop irritado.

- Você é muito irritado, que saco! Está atrapalhando meu treinamento. – Disse Zoro.

- É uma pessoa irritada mesmo. Aqui Robin-chaann! Seu refresco!

-Obrigada cozinheiro-kun. Mas não adianta ficarmos tão aflitos, logo chegaremos à ilha que o log pose está nos levando. Pelo menos assim eu espero.

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Nami recobrou a consciência e sentiu que estava sendo carregada por alguém. Eram braços fortes, mas não os reconhecia. Então lentamente abriu seus olhos que mesmo ofuscados pelo sol que brilhava no alto do céu, conseguiram fazer com que ela definisse cabelos negros e um rosto jovial, e logo percebeu tratar-se de seu capitão. Nunca havia prestado atenção em como ele tinha crescido e amadurecido desde que se encontraram pela primeira vez. No inicio ele era bem idiota e ingênuo. Ruffy que a estava carregando percebeu que ela havia aberto os olhos.

-Nami você está bem? – Perguntou com a voz preocupada.

-Sim. Acho que foi apenas uma recaída. –Avistou a cabana – Posso andar a partir de agora, muito obrigada por me trazer.

Nami ameaçou descer do colo do capitão, mas ele a segurou mais firmemente.

-R-Ruffy? – Disse corando levemente.

-Eu vou te levar até o quarto. Você não está bem.

Não teve forças para contrariar, afinal ainda estava debilitada e fraca devido à febre forte que sentira durante os dias em que ficou inconsciente. Ruffy entrou na casa e tomou rumo ao quarto em que Nami estivera deitada durante o tempo em que esteve enferma. Finalmente a desvencilhou de seus braços colocando-a na cama. Após cobri-la olhou fixamente em seus olhos como se quisesse dizer algo. Nami que já estava corada sentiu seu coração bater mais rápido.

-Algo errado Ruffy? – Perguntou timidamente.

-Eu só...

Não terminou a frase. Sentou-se no banquinho que o dono da casa havia colocado ao lado da cama para cuidar de Nami, e continuou a olhá-la fixamente.

-Durma um pouco... você ainda precisa se recuperar.

Nami apenas concordou. Não sabia o porquê mais instintivamente segurou uma das mãos de Ruffy, e para surpresa dela, ele não a largou, e sim a segurou mais firmemente. Após isso adormeceu profundamente.

-Ele ainda está lá no quarto pai. Será que ele virá comer?

-Bom, quando a fome bater ele virá. Venha comer.

-Você tem razão.

Os donos da casa tomaram o lanche da tarde e continuaram a fazer seus afazeres. De vez em quando Tirk entrava no quarto em que os dois estavam para ver como Nami estava. Da ultima vez que entrara vira Ruffy dormindo sentado e ainda segurava a mão da garota.

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O pequeno Going Merry que até pouco tempo atrás se encontrava sozinho na imensidão da Grand Line finalmente avista uma ilha no amanhecer do quarto dia. Após um longo período de espera, seus tripulantes estavam um pouco aflitos. E se eles não estiverem nesta ilha? Era o que cada um pensava. Atracaram na pequena ilha e logo desceram em direção à vila que se encontrava em uma planície morro acima.

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Ao abrir os olhos Ruffy percebeu que ainda segurava a mão de Nami, que agora o olhava serena e fixamente. Quando seus olhos se encontraram ambos coraram e viraram o rosto. De repente o garoto começa a falar e a garota volta a encará-lo curiosa.

-Nami eu... – parou por um momento – Eu só não quero que você se machuque mais... você é... – parou novamente de falar.

Nami não estava entendendo, mas ao mesmo tempo estava feliz. Ele estava se preocupando com ela, mas ela queria saber o que ele ia dizer, assim resolveu tentar continuar o assunto.

-Eu sou o que?

Ruffy a encarou por alguns segundos. Hesitante resolveu continuar.

-Você é muito importante para mim... não consigo ser eu mesmo perto de você...perco a razão quando machucam você... o que é isso Nami? Você sabe? – Perguntou sinceramente. Estava em dúvida nunca havia tido sentimentos assim antes.

Nami agora estava em choque. Ela mesma havia percebido seus sentimentos há pouco tempo. Conheciam-se a um bom tempo e durante sua jornada o que achava ser uma grande amizade mostrou-se ser maior e tornar-se um amor que já quase não conseguia guardar. Sentou-se na cama com os olhos de Ruffy ainda fixos em si. Ainda seguravam a mão um do outro. Aproximou-se mais de seu capitão até que seus lábios tocaram-se gentil e suavemente. Foi surpreendida. Seu capitão aprofundara o beijo, e a segurava pela cintura. Ambos perderam a noção do tempo durante o momento em que ficaram tão íntimos e felizes. Logo que se separaram, soltaram um sorriso e Nami disse:

-Isso é amor Ruffy. Sinto o mesmo com você... Mas sou fraca. Quando você se machuca não posso fazer nada a não ser estar ao seu lado. Não posso derrotar inimigos fortes, mesmo perdendo a razão respiro fundo e tento manter a calma, tudo isso pelo fato de que não tenho a mesma força que você, e os outros. Às vezes eu também gostaria de te proteger...

Ruffy que não havia tirado os olhos dela toca-lhe o rosto com uma das mãos e solta um ligeiro sorriso.

-Você é forte Nami. Olhe tudo que você agüentou. Desde o maldito do Arlong que te fez de escrava aos desafios da Grand Line. Quando você ficou doente na ilha do Chopper, fiquei tão desesperado que não sabia o que fazer. E mesmo naquelas condições você nos salvou de um tornado. A força não é somente física. Quando me machuco, fico feliz de você estar ao meu lado.

Os olhos de Nami começaram a arder, e silenciosas lagrimas brotaram deles. Ruffy a abraçou fortemente.

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A vila era pequena. Nas ruas mercadorias eram vendidas, os tripulantes do grupo do Chapéu de Palha aproveitaram para comprar o que estava faltando no navio. Robin decide perguntar se haviam encontrado duas pessoas na praia.

-Com licença mercador-san. Gostaria de saber se não encontraram duas pessoas na praia esses dias.

-Duas pessoas? Bom, não nesta praia acredito. Mas há outra praia do outro lado da Ilha onde mora um pai e sua filha. Pode ser que eles tenham achado alguém por lá.

Robin agradeceu ao vendedor e logo falou para seus companheiros o que havia descoberto.

-Então vamos dar a volta na ilha com o Going Merry e chegar à outra costa. – Sugeriu Ussop.

-É melhor mesmo. Perguntei em quanto tempo o log pose irá se adaptar, e me disseram que dura apenas cinco horas. Se não estiverem aqui não podemos perder tempo.

Assim que todos concordaram voltaram para o navio e logo tomaram rumo à outra costa da ilha. Não demorou muito para avistarem a praia, era menor do que a que acabaram de sair, Ussop logo avistou uma cabana no alto da baixa colina ali existente.

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Saíram do quarto com o chamado de Tirk e sua filha para tomarem o café da manhã. Ainda estavam de mãos dadas, mas assim que se sentaram para comer ruffy precisou das duas mãos. Estavam no meio da refeição quando escutam uma batida na porta. Tirk levantou-se e a abriu.

-Pois não?

-Boa tarde senhor. Gostaríamos de saber se você não encontrou duas pessoas na praia esses dias... – Perguntou Sanji

-Ora! Vocês são amigos do Ruffy e da Nami?

-Eles estão aqui? – Disseram em coro.

-Sim! Estão comendo, entrem!

Logo que entraram na cabana avistaram ambos na mesa.

-Naaaamiii-swaaannn!

-Ah! Pessoal! Como chegaram aqui?

-Você esqueceu o log pose no navio, o seguimos para ter um rumo e acabamos chegando aqui. – Explicou Robin.

Após todas as apresentações e explicações Ruffy e Nami agradeceram a Tirk e Lilith por cuidarem deles. Enquanto iam em direção ao navio, Nami contou a Chopper que esteve doente e pediu-lhe que a examinasse depois. Ruffy que estava andando atrás do grupo, observando Nami, a puxou silenciosamente para seu lado.

-O que fazemos? Contamos a eles? – Sussurrou.

-Acho que é melhor não. Não ainda. Mesmo porque um amor escondido é sempre melhor não sabia? – Sussurou Nami em resposta.

Chopper que havia escutado a conversa corou.

-O que foi Chopper? Está com febre? – Perguntou Ussop.

-Ah! Não é nada não!

Zoro e Robin soltaram um riso breve como se entendessem a situação.

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Bom, é isso ai! Espero que tenham gostado! No fim ficou grande mesmo não? rs Espero reviews =p