Obs.:Bem, eu estava lendo o primeiro capitulo, e não esta muito bom (é errando que se aprende), então este está um pouco diferente, espero que gostem
Chafurdando o passado
-Como vai? –Era Yuri, ele tinha um sorriso com um ar de mistério, aquele sorriso irritava muito ela, ele sabia é claro.
-Estou Cansada, então peço para que se retire, poderemos conversar mais tarde. –Carla já estava o empurrando para fora, porém, ele a parou e olhou nos olhos delas, um olhar profundo.
-Você acha que adianta adiar esta conversa?
Carla sabia que este momento iria chegar, sabia que teria que encará-lo, sabia disso desde o momento em que comprou a passagem de avião, mas mesmo assim, não queria que este momento chegasse
-Tudo bem, quer entrar?
Enquanto isso Sora estava ensaiando, mas seus pensamentos não. Sua cabeça ainda estava em Carla, às palavras dela ainda soavam fortemente na cabeça da garota, e outros pensamentos também, ela começou a ponderar se realmente cuidava da vida dela, ela pensava o quão descuidada ela era em muitas das apresentações, e de repente começou a pensar em seus pais, os biológicos, será que ela não ligava de morrer? Mas quanta ingratidão para com os seus tios, mas será no fundo ela acha que não faria diferença, será que...
-Sora... –A garota acorda de seu devaneio no meio do ar e acaba caindo na rede de segurança.
-Sora esta na hora do nosso ensaio, você esta pronta?
-Claro Leon
Enquanto estavam no corredor Leon percebeu que Sora parecia preocupada com algo
-Esta tudo bem Sora? Você parece muito concentrada em algo.
-O que..? Ah, não é nada Leon-sam, nada com o que se preocupar ".
-Tudo bem então. –Leon continuou tranqüilo.
Ao longo do ensaio Sora errou muitas vezes, perdeu deixas, esqueceu saltos... e não pegou a mão de Leon uma vez sequer.
-Sora. – Leon desceu e sentou-se em uma cadeira, Sora o seguiu e ficou defronte a ele.
-Desculpe-me Leon-sam... Vou melhorar, é serio, é só que eu..
-Sora, onde esta sua cabeça?
-Nenhum lugar Leon. –Leon lhe deu um olhar "isso-não-vai-colar". -Bem é que a senhorita Carla falou uma coisa que me deixou pensando muito
-?
Sora resolveu falar, ficou bem próxima de Leon depois da peça do lago dos cisnes. -Ela disse que deveria zelar mais pela minha vida... Isso me fez pensar se eu sou descuidada... a Leon não quero te incomodar com meus pensamentos ".
-Bem, talvez seja melhor encerrarmos por hoje –Leon ia saindo. –Mas não se preocupe muito Sora, você tem paixão pelo que faz, e da tudo de si por isso, você é dedicada e isso é admirável. –Leon saiu e deixou uma Sora muito pensativa na sala de treinamento.
Voltando ao quarto da Carla:
-Deixe-me ver se tem alguma coisa aqui pra gente beber. Ah, aqui, você gosta de whisky?
-Desde quando você bebe?
-No Brasil a idade mínima para beber é dezoito anos. –Disse a menina se servindo de uma dose e sentando-se defronte ao loiro.
-você esta diferente do que me lembro Carla.
-Bem, as pessoas mudam em Três anos Yuri.
-É verdade. –Yuri deu uma pequena risada. -Eu mesmo mudei bastante.
-Será mesmo? Meu irmão me contou sobre sua "vingança", isso é bem coisa do Yuri que eu conhecia.
-Bem, depois disso aconteceram várias coisas... Mas teremos muito tempo para falar disso mais tarde, por agora temos assuntos mais importantes para falar não é?
-Olha acho que você já sabe o porquê de eu ter ido, então o que quer conversar?
-Tem certeza que não sabe?
-Não. –A garota falou, mas era mentira no fundo ela sabia o que o garoto queria perguntar, porem ela não queria responder.
-E quero saber... –As palavras iriam sair da boca dele, ela não poderia evitar, bem, ela poderia não responder, porém teria que falar eventualmente, não seria sábio não responder... –O que você fez nesse tempo? Como tem passado o que viu no que tem trabalhado... Esse tipo de coisa. –Bem isso não era o que a garota temia responder (Tão pouco o que Yuri realmente queria falar, porém não achou sábio tocar em assuntos muito delicados), o que a assustava mais era aquele sorriso tranqüilo, ela esperava a costumeira cólera, ou até mesmo o típico sorriso sínico, porem não recebeu nada disso, ao invés recebeu um sorriso, em parte caloroso.
-Bem... Eu... Eu tenho... –Ela ainda estava chocada, mas se recompôs. –Eu estava no Brasil, cuidando do meu pai, trabalhava de garçonete... Meu pai morreu, Acho que você soube... Hum... Bem menos trabalho para o A.A -Disse a garota com uma risada cínica.
Yuri olhou com um olhar de preocupação.
-Sabe Yuri, eu pensava bastante em você
-Serio?
-Eu queria te escrever todos os dias... Mas... Eu sabia que se você me respondesse eu voltaria então eu desistia. –Carla começou a chorar, um choro silencioso, Yuri queria abraçá-la, mas isso poderia causar uma sensação muito esquisita, a posição em que ele se encontrava era muito desconfortável.
-Eu devo ter começado umas... Mill cartas... Sei lá, você não tem idéia o quanto os dias foram difíceis. Eu nunca queria voltar do trabalho. -Ela chorou por um tempo, mas foi se recompondo aos poucos. –Me desculpe, devo ter te colocado em uma situação realmente desconfortável, não é? –Ela foi a caminho da porta, e a abriu. –Acho melhor você ir agora.
-Esta bem... Depois... Agente se fala. –Ela não sabia se a abraçava a garota, sabia que queria, mas ela estava frágil e uma coisa poderia levar a outra então ele simplesmente acenou e se foi.
Carla se deitou e teve muitas dificuldades para dormir... Porem, quando finalmente conseguiu, ela desejou não ter conseguido
-Yuri eu já te disse o quanto eu te amo? –A garota de 16 anos abraçava o loiro com muita força.
-Já disse sim. –Ele sorriu meio desajeitado, também a amava, mas aquele abraço iria matá-lo.
Ela se afastou dele e ficou olhando muito profundamente em seus olhos.
-E você me ama também? –Ele sorriu com calma e a abraçou
-Boba, é claro que eu... –Mas o resto da frase nunca foi proferido, Ambos os jovens foram puxados em direções opostas, ao redor deles foi formado um total breu. Agora a garota estava sozinha e chorando. Então uma figura, que deveria ser reconfortante, apareceu.
-Maninho, eu estou assustada. –A garota abraçou se irmão, mas o abraço não foi retribuído, ele mantinha uma expressão rígida em sua cara. –O que foi? -O irmão apontou para um canto e uma imagem se formou, A mãe da menina em uma cama de hospital, porem não havia batimento cardíaco. –O q... O que isso quer dizer!?
-Não se faça de boba -Ele falava com muita rispidez. –Nossa mãe esta morta
-O que? MAMÃE! -A menina chorava muito.
-Chorar não adianta, olhe ela esta morta e você terá que cuidar do papai no Brasil
-Mas, mas eu não quero ir ao Brasil, quero ficar aqui, no Kaleido Star, com voe o Yuri, a Laya... Por favor, irmão, deixe-me ficar. –O pedido foi em vão, ele sumiu e deixou - à no escuro, sozinha, ela estava com medo, e triste, pensando em tudo que iria deixar para trás. Agora ela estava na porta de casa, com sua bagagem, seu tio havia a pegado no aeroporto à deixou em casa. Ela abriu a porta, ninguém veio a cumprimentá-la, ou ajudar, ela subiu com as malas, e desceu para procurar o pai, ele estava na sala, varias garrafa vazias de bebida estavam no chão, e ele estava bebendo uma, vendo um filme qualquer na TV.
-Olá papai... como você esta? –Ele ignorou completamente a garota. Ela se dirigiu para o quarto, quando se deitou na cama O quarto inteiro se dissipou, e ela viu... Viu Yuri, queria estar com ele e quando foi abraçá-lo, o menino desapareceu, então ela começou a ver cenas, Yuri esquecendo - à, e continuando com sua vida. Layal virando a estrela do Kaleido Star e aos puocos apagando as lembranças com a menina. Carlos ficando ocupado com o gerenciamento da casa de espetáculos e parando de enviar cheque para a jovem e o pai, mas a pior de todas com certeza foi a cena dela, envelhecendo no Brasil, dedicando a vida a cuidar do pai, Tendo sua juventude sugada aos poucos...
Carla acordou, muito perturbada, em seu quarto ,eram cinco da manhã, decidiu ir treinar, sabia que depois das sete era impossível conseguir uma sala, principalmente tão próximo a grandes peças. Porém quando ela abriu a porta, Sora estava na sala, treinando muito arduamente. Carla saiu, nesse ramo a mais dedicada tem a vantagem... Acredite, na relação dessas duas essa "lei" irá ser importante, sem ser notada, foi para outra sala.
FIM
n/a
Reviws onegai \o.o/
