Olá pessoas! =D
Aqui vós trago o novo capítulo de crônicas! Espero que gostem =3
Na verdade, esse capítulo já estava escrito há algum tempo... Mas como eu mal tinha tempo para revisá-lo, e como ela ainda tinha poucas visualizações e entradas, eu dei uma adiada.
A mesma coisa para o capítulo 3, eu já o tenho escrito, e minha pressa para revisá-lo vai depender da pressa/vontade de vocês em lerem o próximo capítulo XD Assim que...A Review'ezar o/
Crônicas de Estados
Parte I – Crônicas de UM Estado
Capítulo 2 –Um conto sobre amor e problemas
Seguiram pelos corredores, sendo o capixaba a guiar, como Estado esquecido que era o mais novo conhecia lugares afastados e desconhecidos em quase todos os prédios em que faziam as reuniões, a fim e a cabo, passear sem rumo por esses lugares era uma de suas pequenas diversões nos dias de encontros.
São Paulo o seguiu sem fazer perguntas e cantarolando, o que para sua surpresa, parecia um samba...
-...Hmmm... Acho que ninguém vai nós ouvir aqui - Tentou abrir uma grande e imponente porta de carvalho, que indicava que aquele prédio já tinha uns quantos anos de idade - ...Ah...Está trancada...Que pena eu adorava este lugar, tem uma vista que-
Sampa fez um gesto com a mão para que o mais baixo se afastasse, e antes que pudesse terminar a frase o paulista deu-lhe uma bicuda na porta, abrindo-a com um estrondo.
-Oolha, está aberta - Colocou quase com um sarcasmo maligno e entrou como se nada, ao tempo que Espi o observava de boca aberta
Era por coisas assim que Sampa ainda o assustava... Esse seu ímpeto de fazer o que quiser, como e quando quiser...Engoliu em seco e o seguiu, fechando a porta.
Apesar das inúmeras cadeiras que ali haviam, o mais velho sentou sobre a grande mesa oval e polida, cruzando-se de braços e encarando aquele que o chamara ali... Espi ainda não conseguia andar, ou soltar a porta fechada, tamanho era seu nervosismo...E isso que ele não costuma ser alguém tímido!
-Calma pequeno, eu não mordo...Em geral - Deu um sorrisinho ladeado. - Pode começar dizendo o que te aflige, e eu vejo como posso ajudar.
Respirou fundo mais quatro vezes, tomando coragem, lembrando-se que São Paulo não era tão hostil quanto parecia.
- ...E-eu...B-bem...Queria pedir alguns conselhos...
-Contanto que não seja diretamente sobre Minas... Eu só venho tornando a vida do meu pequeno mais difícil...- Suspirou tristonho desviando o olhar para a janela - ... Nunca deveria ter sequer pensado em ter um relacionamento com ele, olhando para trás hoje em dia, eu não sei o que eu tinha na cabeça...Quero dizer...Eu o criei desde pequeno! Eu o segurei nos meus braços quando tinha só uns centímetros e...
- Bem, não é como se você tivesse conhecido Rio de forma muito difere- Congelou ao receber uma expressão assassina e completamente espontânea do paulista...Sua sinceridade ainda iria matá-lo.
-É diferente! -Disse quase entre dentes - Na época, eu também era uma criança...
-Mas era um relacionamento a principio fraternal também, não? - Mordeu a língua, parecia realmente que o paulista estava a ponto de pular no seu pescoço. Por que maldição não conseguia escolher melhor suas palavras e ser menos sincero e direto?!
- ...Eu já pensei nisso... - Levantou-se e voltou-se completamente à janela, muito provavelmente notando que sua pose estava deixando o menor aterrorizado, mesmo que não fosse sua intenção. - Acho que... Se tivesse continuado com ele... Se tivéssemos crescido juntos... Talvez eu nunca tivesse me ...Er...Envolvido assim com o Rio...Talvez o visse de forma completamente diferente... Nos conhecemos quando ele tinha poucos anos, passamos apenas um mês juntos e... Só depois de meio século ou mais voltamos a nos encontrar... Nesse momento então já éramos adolescentes...
-Pera, pera, pera! Cê tá dizendo que na Bandeiras você era um adolescente?! - Lembrou-se da figura imponente, alta, e verdadeiramente assustadora que o paulistano tinha naquela época... Nunca havia pensado que estava passando somente por sua adolescência... Sempre teve a ilusão que Sampa fosse muito mais velho.
E para seu espanto, o paulista riu.
-Pois é, a puberdade não foi muito legal comigo.
-Hmmm... Faz muito sentido...
-Você é muito sincero
-...Desculpa...
-Tudo bem... Acho que é normal vindo de quem foi criado pela Bahia... - Disse de malgrado como se lembrasse de momentos amargos relacionados à baiana - Ela pode parecer um anjo, mas sabe ser o demônio em pessoa... Eu e São Pedro acima de qualquer um sabíamos bem disso...O viadu deve ser mesmo muito insano para tentar algo com ela...
Espi pensou em defender sua mãe, mas pensando melhor...Já tinha visto ela brava e...É, São Paulo tinha razão.
-Maas, acredito que não estamos aqui para discutir meu passado...Porque acredite, isso demoraria uns 500 anos...Eu realmente me arrependo do que fiz com Minas... - Lamentou, voltando-se uma vez mais para a vista da janela - ... Eu me sentia muito instável e perdido...E acabei deixando-me levar...Sei que Minas planejou que eu mal visse o Rio na época da Republica da Espada para que eu o odiasse e ele tivesse uma chance...Mas como eu posso culpá-lo...? Se eu...meio que notei que algo estava errado...Não encaixava... E ainda assim, me deixei levar...? Eu fui um grande idiota...E isso só causou dor a todo mundo...
-...Sim você foi um idiota...-Concordou, e ao sentir o ar tesar-se adicionou rapidamente - Ah! Era uma pergunta retorica né?! Desculpa!
-...Você...- Voltou-se ao capixaba com passo lento e ameaçador - ...Realmente não tem amor a sua vida não é..? - Colocou uma mão sobre sua cabeça.
-A-ah...D-desculpa...Eu...Me...Exce- Lembrou-se da arma que sempre carregava na cintura, e institivamente levou a mão a ela...Se fosse necessário iria atirar...Mas então lembrou-se de Rio...E o quanto essa possível briga poderia feri-lo...Sem contar que o ex-capital tinha fobia ao sangue... Abaixou a cabeça - ...Desculpa...Eu só queria dizer que todos foram idiotas naquela época... Eu também fui, porque não tentei me meter... E apenas assisti.
E para seu completo espanto, São Paulo recomeçou a rir.
-Não é à toa que Rio gostou tanto de você! -Exclamou entre risos - Sabe, sendo narcisista e esbanjador do jeito que ele é, só atraí interesseiros e falsos... Ele deve sentir falta de pessoas como você que o colocam "na real". Dizem o que realmente tem que dizer... Sempre faltou isso na corte, e na primeira republica... Sempre o pouparam muito de opiniões sinceras...- Pós a mão no queixo pensativo - ...Alias, talvez por isso ele acabou gostando de mim...Eu sempre dizia na lata...
-Ah, claro...Como se fosse só por isso...
E seu coração parou, e teve que esforçar-se muito para não suspirar... São Paulo numa completa mudança de postura lhe sorriu, de forma calorosa, e ...podia estar ficando louco, mas tinha a impressão que aqueles olhos azuis e vidrosos brilhavam como um sorriso também...Era simplesmente...Apaixonante...
Desviou o olhar, TINHA que desviar o olhar, pelo bem de sua cordura.
- Own~ Você também é muito fooofooo ~ - E sentiu ser tomado num abraço, assustando-se - Tão fofiiin~ Que dá vontade de apertar
Ah sim...Claro...Era nesses momentos que dava para perceber o QUÃO Gay o paulista conseguia ser...
Espírito Santo realmente não sabia o que dizer quanto a isso...REALMENTE o paulista era completamente imprevisível!
- ...Er...
- ...Você pensou em atirar em mim assim que sentiu-se ameaçado... - Disse repentinamente em tom sério - Você nem queira saber o que eu teria feito se você se atrevesse a atirar...Mas você não o fez...Não por medo, mas porque pensou no Rio...Não é?
Abriu os olhos como pratos, encarando o maior assim que se afastou.
- M-mas como você...
- Não vai demorar muito para ele se entediar, sentir-se carente e nos procurar... E você sabe tão bem quanto eu como ele reage ao sangue... Você é capaz de pensar nos outros acima de si mesmo, independente da situação que esteja...Isso é muito bonito sabe, mas ao mesmo tempo muito problemático... Eu não sei dizer se é uma qualidade ou um defeito...
-...Como você foi capaz de deduzir tudo isso...?
O paulista tornou a sentar-se na mesa, sorrindo dessa vez de forma enigmática... Apoiando o rosto em uma das mãos, e ela sobre um de seus joelhos. Aqueles olhos azuis absurdamente claros encarando-o sem piscar...Tinha a estranha sensação que aquele olhar era capaz de ver até mesmo através de sua alma...
E o pior, é que parecia que tinha razão...
-...Como sei...? Hmmm...Experiência.
Aqueles olhos... Foram a maior mudança no paulistano... Eles costumavam ser cinzas... Como um dia chuvoso em sua casa, como os edifícios que tampavam a visão do sol...E também usava óculos.
Porém, desde que conseguira colocar sua vida e a do carioca em ordem -ou quase-, ... Seus olhos mudaram...E assumiram esse tom claro e desconcertante... E Campinas, seus óculos fieis e inseparáveis simplesmente sumiram!
Voltando a ser parte de sua retina...
E Bahia, como não, foi a única a explicar... Que depois de uma guerra, revolução, lutas armadas... O trauma de um Estado pode ser tão grande...Que do psicológico pode atingir o físico... Neste caso... A visão do paulista, depois de tudo que passou na revolução de 32, foi nublada...
O pior cego é aquele que não quer enxergar...
E só foi piorando com o passar dos anos... E da mesma forma que para superar um trauma, você deve enfrentá-lo, muito provavelmente fora assim que o paulistano recuperara a sua visão.
Ele havia enfrentado tudo, superado, e tornou-se mais forte apoiando-se nas lições que aprendera. Mais livre
Mais feliz...
E era isso que...Espírito Santo queria alcançar... A felicidade.
-É...Justamente sobre essa experiência que eu...Gostaria de uns conselhos... - Sampa apenas cruzou de braços e esperou o menor falar - ...Sabe...Você está diferente...Não só eu, todos notaram... Essa mudança... Eu ainda mais, porque acompanhei parte dela e... - Mordeu o lábio inferior - ... Eu sei que pode parecer ridículo...Mas eu...Gostaria de saber...Como eu posso fazer, para... Sabe...Er... Não sei...
- Se libertar de si mesmo?
O capixaba levantou o olhar, na verdade, nem notara quando o abaixou.
São Paulo o observou sério, e ao mesmo tempo compreensivo...Era...Uma expressão que nunca esperava ver naquele rosto.
-...Não sei se isso tem só haver com o Rio...Ou..
-Se você pensa que todos os meus problemas se esfumaçaram como mágica depois que comecei a namorar aquele idiota, desculpe te desapontar... Espírito Santo, mesmo que você consiga o amor de Minas, isso não vai acabar com todos os seus problemas. O amor não é a solução, porque o amor é um problema.
O paulista suspirou, e involuntariamente tentou arrumar seus óculos, e notando sua ausência , simplesmente coçou a ponta do nariz.
-Sei que... Pode parecer que eu mudei só, e simplesmente por causa de nosso relacionamento, mas não é simples assim...Você não foi o primeiro que me perguntou, mas eu tenho que dizer que o "felizes para sempre" não existe. Não existe uma fórmula mágica que fará tudo dar certo, sempre haverá a dor, e sempre haverá a tristeza...É impossível fugir disso, sendo humanos ou não...Mas, sim, eu realmente me sinto diferente, e vou te dizer o porquê.
O paulista caminhou lentamente até a janela, onde dava uma ampla visão da cidade em que estavam, dos prédios e predinhos, casas e casarões, ruas e avenidas...Tudo coberto pela névoa do inicio do anoitecer.
-Nós, não apenas eu, como também o Rio... Enfrentamos nosso passado... Você, acho que até melhor que Bahia sabe do que falo... Estivemos em lados diferentes do campo de batalha... Escolhemos lados opostos...E suas consequências... E nós dois sofremos com isso por muitas décadas... Nós dois sofríamos por reprimir coisas que...Nos faziam mal...E outras que poderiam nos fazer bem também...
Espirito Santo observava calado, engolindo ainda quente cada palavra dita.
-Eu me apaixonei pelo Rio quando ele era uma Capital, ele se apaixonou por mim quando nem sequer sabia quem eu era...Mas tudo isso demorou quase quatrocentos anos para dar certo...E não só porque somos idiotas, e sim porque não adianta esperar a primavera, sem deixar o outono passar. Resolva sua pendencias, não espere que o amor as resolva por você, eu já disse, não espere que ele resolva tudo, porque o amor também é um problema. Eu e Rio nunca teríamos conseguido estar juntos...Se não tivéssemos superado o que ainda nos prendia no passado. Seja feliz por si mesmo, antes de esperar que alguém venha e faça isso por você...
Espírito Santo apenas afirmou com a cabeça cabisbaixo.
-Isso serve para o próprio Minas...Ele será incapaz de amar alguém, enquanto não deslacrar seu coração. O problema é que ele perdeu a chave.
-...E muito bem perdida...
Assustou-se quando notou o paulista a sua frente, bagunçando seus cabelos... Parecia um pirralho frente àquele homem, afinal batia-lhe tão somente na cintura.
-Desculpe se ao invés de ajudar, só pareci mais um livro de auto ajuda, é o que eu posso te dizer. Eu amo Minas como se fosse meu filho, mas eu te peço que não espere por ele para ser feliz. Mas quando sentir que o é, tente compartilhar com ele. - Aproximou-se um pouco mais, e deu-lhe um beijo na testa, fazendo o menor ruborizar-se violentamente - Boa sorte.
...Não era à toa...Pensou o capixaba neste instante... Que tanto Rio, quanto Minas haviam se apaixonado por este homem...
- ...Hmmm...Obrigado...Eu...Acho...Mas... Como eu faço para descobrir... O que...Estou fazendo de errado...O que preciso ...Arrumar na minha vida? Eu não tenho nada em mente... Meus dias são..Sei lá...Até bem normais...Na medida do possível para um Estado...Eu não tenho um passado...Ou...Algo para...Enfrentar...Além da indiferença de Minas...
-Hmmm...Você podia escrever um diário.
-...Diário? - Piscou os olhos desentendido - Isso é coisa de mulherzinha!
-...Eu tinha um diário...
-...Coisa de mulherzinha e de gays...
Sampa bateu a mão contra a testa.
-Se você não percebe o que está fazendo de errado na sua vida apenas observando, talvez se dê melhor escrevendo-a. Vale tentar.
E antes que o capixaba pudesse responder, a porta foi aperta por um grande baque.
-Moooor, Espiii! A reunião já vai começar! - Entrou entrando o carioca, já abraçando o paulista pela cintura sem pedir licença ou permissão - Já acabaram? Eu estava entediado esperando sozinho.
-...Já disse para não me chamar de "Mor" !
-Momozão?
-NUNCA!
O capixaba não pode evitar dar uma risadinha.
-...Sim...Acabamos. Desculpa roubar ele de você.- Comentou com sarcasmo o capixaba.
-Tudo bem, contanto que não vire hábito
-RIO!
-o quê?
-...Bem...Então, vou deixar vocês à sós novamente...Podem continuar onde estavam - Começou a dar as costas e ir embora, porém voltou-se uma vez mais - ...Desculpe eu te...Incomodar com essas coisas Sampa...Sei que...Cê é muito ocupado, em mais de um sentido - Acrescentou com uma malícia involuntária
Tentou sorrir, mas falhou miseravelmente..
-Hmmm...Espírito Santo - O menor encarou o mais alto já com uma mão na porta para se retirar, notando pela primeira vez que o paulista sim sabia qual era seu nome - Ninguém nunca disse que seria fácil. Mas se fosse, não haveria graça.
-...Não precisava ser fácil São Paulo, eu só queria que fosse possível... - E sem mais retirou-se cabisbaixo.
-...O que aconteceu...? -Questionou o carioca sério, separando-se do paulista - Foi algo que eu disse?...Era brincadeira!...Bem, em parte.
São Paulo não contestou, apenas suspirou pela milésima vez encostando-se na janela e fechando os olhos de forma meditativa.
-...Não, foi o que eu disse...Acho que não consegui ajuda-lo como ele esperava... - Sentiu um alento quente roçar contra sua face, seguido daqueles lábios tão conhecidos roubando seu próprio respirar.
Ainda estava irritado com a atitude do carioca noite passada, mas também... Desde que Espi dissera que queria conversar, estava muito tenso...Nervoso e apreensivo sobre o que seria a conversa, temendo que Minas tivesse feito alguma besteira sem pensar... O capixaba, porém, sequer percebeu qualquer alteração na figura inabalável do paulista.
-...Se acalma... - Sussurrou Rio sobre sua boca - Relaxa... - E tornou a beija-lo, lento, envolvente...
Rio de Janeiro, em contra partida, agora era plenamente capaz de ver por trás da figura impecável de seu amante, saber o que havia além dessa eterna expressão de indiferença.
-...Me diga o que aconteceu... .
-...Estou preocupado... - Confessou ainda sem abrir os olhos, ainda somente alguns centímetros da face contrária - ... Queria poder tê-lo ajudado mais...Depois de tudo que ele fez...Por nós - Outro beijo selou suas palavras.
-...Não foi o Min-
-RIO! - Interrompeu, franzindo as pálpebras cerradas - ...Por favor, quantas vezes tenho que dizer que tire essa raiva da boca para falar de Minas?! Eu achei que você já o tivesse perdoado, se existiu um culpado em nossa história...Esse fui eu... Por deixar-me acreditar em mentiras sobre você, sabendo perfeitamente que eram mentiras... Eu estava perdido, eu estava desejando o pior para você... Ele só... Usou-se disso para ter uma chance comigo.
-...Eu posso até perdoá-lo sobre as mentiras - Disse num tom bem diferente ao calmado de a pouco, substituído por um coberto de ciúmes - ... O que não posso esquecer é que ele é como...Seu ex! Vocês estiveram juntos e-
-... Você não entende...- São Paulo abriu os olhos, e o tom cinza e apagado que eles repentinamente adotaram travou a afiada língua de seu amante. A dor que aquelas palavras causavam no paulista eram quase palpáveis. - ... Você é egoísta ao ponto de não notar o quanto essa situação é difícil para mim?! Eu criei Minas, Paraná e Matt como se fossem meus filhos, eu sei BEM que nunca devia ter me envolvido com ele dessa forma, não passo um único dia sem me arrepender disso! ... Ainda mais agora, que tenho vocês tratando-se como se fossem inimigos, e ele a cada momento que pode, me evita... - Mordeu o lábio inferior em pura frustração - ...E agora, indiretamente eu também estou ferindo Espi com tudo isso...Ele! Que nos ajudou tanto a estar juntos, mesmo que não tivesse nada haver com nossos problemas!...EU ESTOU FARTO de ser o centro de todos os problemas!
Mordeu as costas da mão direita com uma raiva e frustração contidas, para não exaltar-se mais, e expor muito mais do que queria...O carioca afastou-se dando-lhe espaço, assustado com a mudança repentina de atitude. Apesar dos logros em fazer o paulista se expressar, Rio ainda não conseguia que ele se abrisse completamente, individualismo era um característica forte da personalidade de seu amante.
-...Eu...Hãaaa... Desculpe... - O carioca deu alguns passos para trás, passando a mão por seu cabelo ondulando-o, essa mudança de assunto o tinha deixado confuso...Discutir com Sampa às vezes parecia discutir com uma esposa rancorosa... - Eu não...Queria te deixar mais nervoso... Eu, melhor do que ninguém sei o quanto o brô ajudou, eu queria poder ajudá-lo da mesma forma, então...
- É ISSO! - Berrou inesperadamente o Paulista, fazendo seu namorado pegar um salto de susto - RIO! VOCÊ É UM GÊNIO!
- ...Oi..? - E foi a vez do mais velho beija-lo, puxando-lhe num assalto. Mas este era passional, demandante, ao ponto de Rio soltar um gemidinho na boca contrária e sentir as pernas falharem. - ….hã..cuma...?
-É exatamente isso que vamos fazer!
-...Vamos...Fazer...?
-Isso! Como não pensei nisso antes!? - Abraçou o mais novo - É simplesmente genial! AWESOME!
-… Pera...Hã?! ...E-eu acho que me perdi...Que vamos fa- E soltou um gritinho agudo quando Sampa o levantou do chão como se fosse preenchido de plumas e começou a rodar - OOOOW! SAA-SAAMPA!
-Vamos começar o quanto antes! - Soltou seu amante e seguiu confiante até a saída da porta - Assim pagamos a divida com Espi, resolvemos o problema com Minas, você para com seus acessos de ciúmes, e enfim pareceremos uma família de verdade! Ah... Acho até que vou ter que encontrar um lugar maior para morar! Sabe, com espaço para visitas...Hmmm...
-...Er...Sampa... Eu REALMENTE não estou acompanhando sua linha de raciocínio... - Quase tropeçou nos próprios pés ainda tonto, e tentando seguir o mais velho.
-Você não precisa entender "querida" - Disse com um sorriso misterioso que deu arrepios na espinha do fluminense - Precisa apenas obedecer e fazer tudo EXATAMENTE na hora que eu te disser
- Há! Como se eu fosse idiota de aceitar um plano seu, que nem sei do que se trata!
O paulistano parou seu caminhar no corredor, voltando-se a seu amante ainda com aquele sorrisinho
.
- Se eu contar, você vai recusar
- Mais um motivo para eu saber!
- Aaah~ Mas Rio ... - Sussurrou aproximando-se felino, lento, roçando os lábios na orelha direita do carioca que imediatamente petrificou ao toque - ...Eu vou ficar muito agradecido se você cooperar... -Arrastou os érres, mordiscou sutil a região - Você nem imaagiina o que eu faria...
.
Tomou a mão inerte do carioca que entrecerrara inconsciente o olhar e a levou ao próprio corpo, soprou o lóbulo com um gemidinho.
-... Para te agradecer...
Nesse instante, a razão do quase-loiro que já não é lá muito atuante, saiu da jogada, nunca poderia contra um jogador desses. Era um profissional.
- Que tipo de...Agradecimento..?
São Paulo então disse algo que fez o carioca abrir os olhos como pratos, lamber os lábios com cobiça, e rir de sua própria sorte.
- O que me diz? ~~~
Rio de Janeiro sorriu cúmplice, trazendo São Paulo contra seu corpo e roubando-lhe um beijo.
- Eles não perdem por esperar.
Sessão "Crônicas de Review's" Onde eu espero responder todos os comentários de vocês rsr
1. Natsumi Omura - Bem, sobre os "Tu", a minha amiga que começou CdE comigo, Lyssia, que me deu as primeiras referencias cariocas, foi quem me disse sobre o uso do "Tu", e acabou ficando rsrs Eu conheço outros carioca que o usam também, mas não deve ser uma norma geral...Hmmm...
E não desista de Minas tão fácil! Ele ainda vai te surpreender, já verás!
Espero que leia CdE um dia ^^ Me faria muito feliz
2. Shakinha - Olá! Muito obrigada por ler está história =D CdE é uma história bem longa rsrs Mas se um dia puder lê-la seria muito bom ^^ Minas ira aparecer no capítulo 3, logo no comecinho ;] é só seguir acompanhando
3. Julia - Oi! Você por aqui! XDD
4. Brigadeiro - Obrigado pelo comentário! Que legal você ter lido CdE inteiraa *-* E não se preocupe! Está história é um prato cheio rsrs embora o foco de Estados seja outro.
5. Obrigado a você leitor anonimo, espero poder responder um comentário seu aqui da próxima vez!
Nos lemos!
