2. Primeiro encontro

- Que tédio, não tinha ninguém lá... Mas, isso é só o começo... – Pensava Heero enquanto caminhava pelas ruas de Paris.

Der repente algo lhe chama a atenção!

- Que perfume delicioso é esse? De onde vem? – Perguntou para si mesmo em forma de sussurro. – Vem da praça!

Heero corre até a praça que está do outro lado da rua, procurando incessantemente a quem pertencia aquele cheiro que o embriagava!

Nisso, ele ouve um grito de socorro, que o chama a atenção. Ele corre até o local e vê uma cena que o desagrada imensamente.

Um homem de mais ou menos uns 35 anos, porte médio, atacava uma garota... Quando ele percebeu que ela não iria se calar, ele bate nela com tanta força que a faz desmaiar... Nisso ele começa a rasgar as roupas dela...

Ao ver essa cena, Heero se enfurece imensamente e parte pra cima do homem!

Espanca-o com toda força, depois resolve sugar todo sangue dele e só para quando vê que o homem estava morto. Para garantir a morte do homem, Heero pega uma faca que estava no chão, provavelmente que pertencia ao estuprador, e finca-a no coração do homem!

Terminado o serviço, foi até a garota e ao se aproximar dela para ver se estava bem, sentiu o mesmo cheiro de antes.

- O perfume que senti é o cheiro dela! Ela é linda... – Pensou enquanto a observava.

Então, ele percebeu que ela ainda estava desacordada e com a roupa rasgada. Tirou seu sobretudo e colocou sobre ela. Levantou ela no colo e começou a caminhar, a procura de um táxi. Não demorou muito para encontrar um, entrou nele e disse o endereço, ignorando a cara de interrogação que o motorista fazia!

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Ao chegar à mansão, pagou o táxi e entrou. Subiu apressadamente as escadas, entrou em sua suíte e deitou a garota sobre a cama.

Então começou a curá-la, tirou as roupas rasgadas dela com cuidado e observou seu corpo...

- Como você é perfeita! Nunca havia visto uma garota tão linda quanto você! – Sussurrou.

Depois colocou nela um roupão e saiu do quarto.

Uma hora depois, ela abre os olhos e começa a observar o ambiente onde estava, tenta se levantar e sente uma forte dor na cabeça, proveniente do soco que levou. Nisso a porta se abre, revelando um Lindo homem, alto de cabelos castanhos escuro, olhos azul escuro que a olhava penetrantemente!

- Onde estou? – Perguntou. Ela não conseguia desviar o olhar do dele, parecia estar hipnotizada.

- Está em minha casa! – Respondeu Heero, ainda observando cada parte daquela garota que o encantava. Mas sem permitir que saísse emoção em suas palavras.

Então ela começou a lembrar do que havia se passado e o medo se apossou de seu rosto... Heero entendendo o que se passava na cabeça da jovem disse:

- Não se preocupe, não aconteceu nada... Eu cheguei a tempo! – Disse dessa vez num tom calmo e acolhedor. O que fez com que ela se acalmasse.

Após ouvir isso, ela respirou fundo e sorrio para ele, dizendo – Obrigada!

Ouvindo isso, Heero assentiu com a cabeça e perguntou – Como se chama?

- Relena Peacecraft! – Disse ela sorrindo. – E você?

- Heero, Heero Yui! – Dessa vez, respondeu com um leve tom sensual na voz.

Ao ouvir isso, Relena se sentiu desconcertada e sentiu como cada partícula de sua pele se estremecia, ao ouvir a voz rouca daquele lindo homem!

Ao perceber a reação da garota, Heero da um leve sorriso que passa despercebido por ela, e volta a falar.

- Se quiser te levo para casa!

- Sim, agradeço! – Disse ela caminhando para até ele quando percebeu que estava de roupão. Então voltou o olhar pra ele, em forma de interrogação, Em sua mente se perguntava quem tinha trocado suas roupas, mas tinha medo de perguntar...

Ao entender o que se passava por sua mente, Heero não falou nada, foi até o armário, pegou uma bermuda e uma camiseta e entregou a ela dizendo:

- Vista isso, te esperarei lá em baixo! – Após dizer isso, sai do quarto deixando ela ainda sem resposta!

Relena veste a roupa que ele havia lhe entregado, e não consegue deixar de sentir o cheiro dele na roupa.

- Eu não sei o que esta acontecendo... Por que esse homem mexe tanto comigo? Eu sinto uma vontade incontrolável de estar com ele! – Pensou Relena enquanto se dirigia para porta.

Ao sair do quarto, ela começa a observar a decoração da casa e fica encantada.

Desce as escadas e vai de encontro a ele no Hall de entrada da mansão.

- Você mora aqui sozinho? – Perguntou.

- Sim – Ele respondeu, enquanto entregava a ela um casaco. – Esta fazendo frio!

- Obrigada! – Ela agradeceu.

Saíram da mansão e se dirigiram ao carro dele (Jaguar XKR-S, cor preto). Heero abriu a porta do lado do passageiro deu espaço para ela entrar, fechou a porta para depois, dar a volta e entrar no carro e dar a partida.

- Posso lhe fazer uma pergunta? – Disse ela.

- Faça! – Respondeu ele.

- Porque mora sozinho? É que uma mansão tão grande e linda... Você não se sente sozinho? – Perguntou ela.

- Não, eu gosto do silencio. – Respondeu. – Agora é minha vez de te fazer uma pergunta. O que você estava fazendo sozinha, àquela hora na praça?

- Estava... Estava voltando pra casa! – Disse um pouco sem graça.

Heero olhou para Relena sem entender nada, então achou melhor deixar as perguntas pra depois.

O resto do percurso foi feito em silencio...

Quando Heero começou a se aproximar da praça onde havia encontrado Relena, perguntou:

- Onde você mora?

- 195 Rue de la Croix. Conhece? – Falou Relena.

- Sim. – Concluiu Heero.

-/-/-

Chegando ao endereço que ela disse, Heero pode observar uma grande mansão, com uma arquitetura bem moderna. Estacionou o carro e desceu. Foi até o lado do passageiro, abriu a porta e estendeu a mão para ajudá-la a descer do carro.

- Você mora sozinha? – Perguntou.

- Não. Na realidade, moro com meu irmão, mas no momento ele esta em uma viagem de negócios, então, no momento estou sozinha! – Ela respondeu a pergunta com um sorriso. – Gostaria de entrar?

- Sim. – Disse Heero a olhando penetrantemente.

Ao entrarem na casa, Relena levou Heero até a sala e pediu que ele ficasse a vontade enquanto ela ia se trocar. E assim fez Heero.

Ele estava sentado no sofá, esperando ela descer e observando a decoração da sala, quando seu olhar parou em porta retrato que estava em cima de uma estante. Era uma foto dela abraçada a um homem alto de cabelo comprido loiro, ela estava muito feliz. Ao ver a foto, ele sentiu uma pontada de ciúmes, por isso decidiu que quando houvesse oportunidade, questionaria sobre o homem da foto.

Estava ele ainda compenetrado em seus pensamentos, quando ouviu os passos dela descendo a escada e novamente o seu perfume voltou a embriagá-lo. Virou de frente pra porta e esperou que ela entrasse na sala, quando ela assim o fez, deixou ele sem fala...

Relena estava vestindo uma camisola e por cima dela um roupão de seda rosa, que não mostrava muita coisa, mas para ele era muito convidativo!

Ela trazia na mão uma sacola (dessas de loja) com as roupas que ele, lhe havia emprestado. Entregou-lhe a sacola e sorriu dizendo:

- Muito obrigada, não sei o que teria feito se não fosse você! Aceita beber alguma coisa? – Ela não conseguia para de olhá-lo nos olhos, ainda mais sabendo que ele ficou desconcertado quando viu ela vestida daquele jeito.

Depois dessas palavras, ele se recompôs, e disse:

- Não era necessário que me devolvesse a roupa agora...

- Tive medo de não ter outra oportunidade... – Ela respondeu.

- As oportunidades, muitas vezes, somos nós que fazemos... – Disse Heero encurtando um pouco a distancia entre eles.

Atitude que fez o coração dela bater forte e seu corpo amolecer! Relena respirou fundo e quando pensou em dizer alguma coisa foi interrompida por Heero, que disse:

- Quem é o homem da foto? – Perguntou apontando pra foto em cima da estante, onde nela, Relena estava abraçada com o homem a quem ele se referia.

Ela olhou para foto e com um sorriso disse:

- É meu irmão, Miliardo!

Heero sentiu um alivio grande e voltou a olhá-la com desejo nos olhos! Ela percebendo as intenções dele, sentiu seu rosto queimar de vergonha. Mas ao mesmo tempo, sentia esse mesmo desejo para com ele!

- Posso te perguntar uma coisa, Relena?

- Sim... – Estranhamente ela se sentiu muito bem ao ouvir pela primeira vez, seu nome sendo pronunciado por ele.

- Por que, você estava voltando sozinha pra casa, àquela hora?

... Continua ...

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