Nós faremos isso tudo sozinhos

Nós não precisamos de nada ou de ninguém

Se eu deitasse aqui, se eu apenas me deitasse aqui

Você deitaria comigo

E apenas se esqueceria do mundo?

Esqueça o que foi dito

Antes de ficarmos velhos demais

Mostre-me um jardim

Que esteja ganhando vida

Sansa acordou subitamente quando sua égua pisou em uma pedra solta e escorregou, por pouco levando-a ao chão, caso não houvesse se equilibrado. Observou a floresta ao seu redor, e perguntou-se onde estariam.

As árvores eram bem afastadas umas das outras e a luz da lua penetrava entre as folhas nas copas das árvores, iluminando o caminho. De dia podia-se perceber o quão belo era aquele lugar, cheio de flores, frutos e animais silvestres.

Eles cavalgavam há pelo menos quatro dias sem dormirem, parando apenas para aliviarem suas necessidades fisiológicas. As refeições eram feitas em cima da sela e os cavalos comiam o que podiam puxar dos galhos baixos das árvores enquanto andavam e bebiam apenas quando encontravam um rio ou um lago, e ainda assim, por pouco tempo.

Olhou para o lado e viu Sandor meio adormecido em seu garanhão. Seu semblante era calmo, como se não estivesse ferido da batalha que ocorrera na Água Negra, como se não estivesse montando há dias, ou como se não houvesse percebido ainda que "sequestrara" a prometida do rei, a quem deveria ser leal como um cão.

Ela avistou um casebre aparentemente abandonado em uma clareira, com um pomar e um lago no fundo. Parecia estar há muito desabitado, uma vez que a cerca estava com teias de aranha e o portão estava entreaberto, provavelmente quebrado.

Sansa não queria acordá-lo, portanto pegou as rédeas do seu cavalo sem que ele visse e o obrigou a parar, mas a interrupção do movimento foi o suficiente para que ele acordasse sobressaltado e puxasse a espada em sua direção, por puro reflexo.

Ela se afastou rapidamente, mas não antes de um filete de sangue escorrer de sua bochecha e ela cair de sua égua. Ao perceber o que havia feito, Sandor embainhou a espada e desceu do cavalo imediatamente.

– Está tudo bem. - ela disse com uma careta e uma dor pungente no lado esquerdo do corpo.

Ele fez menção de levantá-la, mas ela recusou. Seus olhos e punhos estavam cerrados, e a dor parecia não ceder. Qualquer mínimo movimento era uma tortura e respirar era algo realmente difícil de se fazer. Ele parecia estar desesperado com a possibilidade de tê-la machucado seriamente.

Após longos minutos de dor, Sansa pôde se sentar.

– Sinto muito - ele murmurou.

– Não, está tudo bem. - Sansa repetiu, indicando a casa com a cabeça - Poderíamos ficar ali por essa noite? - sua voz quase não saía de tão fraca que estava, e agora que estava sentada em um local plano e imóvel, percebia o quão dolorida sua virilha estava, devido à montaria.

Sandor anuiu em resposta e amarrou as montarias perto da casa. Quando voltou Sansa ainda tentava, em vão, levantar-se, com lágrimas de dor misturando-se ao sangue e a terra e descendo por seu decote.

De cima Sansa parecia, de fato, um pequeno e machucado passarinho lutando contra uma asa quebrada. Ele se ajoelhou e a levantou com o maior cuidado possível, mantendo-a na horizontal. Ela controlou o forte impulso de gritar e cravou as unhas no braço, deixando marcas.

[...]

Devo ter desmaiado, pensou ela, pois não se lembrava de ter feito o caminho até a cama. Sandor estava sentado em uma das quatro cadeiras ao redor de uma mesa de jantar afiando seu aço e bebendo um líquido vermelho escuro diretamente da garrafa.

Era a primeira vez que Sansa o via sem a camisa. Ou melhor, era a primeira vez que Sansa o via sem nada que não fosse a cota de malha. Ela notara que as costas dele eram musculosas, seus braços eram fortes e seu peitoral era largo e bem definido, e imaginou como seria tocá-lo. Ele estava limpo de todo o sangue da batalha, notou ela, e sua calça não era a mesma com a qual havia viajado. Chegou a conclusão de que havia um banheiro no casebre, e que também precisava de um banho, uma vez que ainda estava com as mesmas roupas íntimas sujas de seu próprio sangue e seu vestido estava imundo. Tentou levantar, mas mudou de idéia quando uma pontada atingiu o lado esquerdo de seu corpo.

Um grunhido baixo escapou por entre seus lábios e Sandor virou-se para ela, parecendo notar seu olhar. Deixou a espada em cima da mesa e foi em seu auxílio.

– Eu sinto tanto - ele disse, com a voz ébria.

– Você andou bebendo? - ela perguntou, incrédula.

– Eu estava bebendo sentado, na verdade - ele estava a centímetros de distância dela, seu hálito de vinho ficando evidente ao respirar. -, mas não estou bêbado.

Ao sentir a proximidade entre eles, Sansa lembrou-se de quando o beijara em Porto Real e percebeu como estava tentada a fazê-lo novamente.

– Precisa de ajuda para se levantar? - ele ia pegando-a pela cintura, mas ela balançou a cabeça negativamente.

Ficaram algum tempo em silêncio, ela deitada na cama encarando fixamente o teto de madeira, ele ajoelhado na cama ao lado dela.

– O que vamos fazer agora? - ela sussurrou, ainda olhando para o teto.

– Eu não sei - ele admitiu - O plano era te tirar de Porto Real e fugir dos Lannister. O que quer fazer agora? - ele perguntou no mesmo tom.

– Acredito que nos afastamos o suficiente de Porto Real, por enquanto. Poderíamos apenas ficar aqui até a dor passar? - ela perguntou sussurrando e ele anuiu.

A noite estava calma e silenciosa, e nenhum dos dois tinha a intenção de perturbá-la. Sansa suspirou pesadamente e olhou para Sandor, sentindo certa admiração por aquele homem com todas aquelas cicatrizes e se perguntando por que, diabos, ele estava ajudando-a.

– Se eu deitasse aqui... Se eu apenas... Deitasse aqui. Você deitaria comigo e se esqueceria do mundo?– ela perguntou, seus dedos deslizando suavemente pela queimadura do lado esquerdo do rosto de Sandor. Ele fechou os olhos, mas sua expressão era perturbadora. Um vinco marcava sua testa, como se sentisse dor, e Sansa sentiu-se terrivelmente mal por saber que ele odiava aquela cicatriz quase como odiava quem a causara.

Ela beijou aquele lado do rosto dele, surpreendendo-o e mostrando que não se importava em nada se ele gostava ou não da cicatriz.

Sandor lembrou-se do terror nos olhos de Sansa quando ela via seu rosto de relance alguma vez. Toda a repulsa reprimida em um olhar que ela não aguentava sustentar, mas isso parecia que lhe ocorreu há séculos. A garota que o beijava não parecia dar a mínima para as nojentas queimaduras que ele possuía.

Sansa estava se sentindo uma completa "Sandormasoquista" por estar se torturando daquele jeito. Ela definitivamente sentia algo por ele, mas precisava saber se ele sentia algo por ela. Algo que não só a protegesse dos Lannister, mas que também aliviasse seu coração, que no momento estava pesado, cheio de medo e incertezas.

– Eu não sei bem como dizer como me sinto. Aquelas três palavras são ditas demais e não são suficientes. – ele falou como se soubesse o que ela estava pensando.

Ela prendeu a respiração por um momento na tentativa de compreender o que ele havia dito. Talvez sua interpretação estivesse errada, mas ela acreditava que ele acabara de dizer que sentia sim algo a mais por ela.

Sansa sentiu uma pontada de felicidade em seu peito, e então sorriu. Lembrou-se de que ainda precisava de um banho e jogou as pernas para fora da cama, e se arrastou para fora da mesma, ainda deitada, levantando-se com muita dor e esforço. Foi em direção ao local em que provavelmente seria o banheiro, passando por outras três portas, igualmente fechadas. Pegou um balde atrás de uma das portas para pegar água e preparar seu banho. Sandor tomou o balde de suas mãos e disse que cuidava disso. Ela separou uma roupa limpa e pôs em cima da cama.

Olhou para o céu pela janela e constatou que não deveria ter se passado mais de três horas desde o anoitecer. Ao lado da janela havia um pequeno espelho empoeirado, ela o limpou e se encarou. Seus olhos estavam fundos e seu rosto estava cinza. A ferida em sua bochecha, felizmente, era superficial, mas estava limpa. Ele cuidou de mim, constatou ela sem realmente sentir-se surpresa.

Sandor foi até o quarto avisá-la de que o banho estava pronto e a viu tentar fracassadamente tirar o vestido. Ela pediu, envergonhada, para que ele a ajudasse.

Ele deu a volta na cama e se postou atrás dela, puxando lentamente as pontas dos laços que prendiam o vestido, permitindo que seus dedos ásperos tocassem suas delicadas costas, causando-a arrepios e tremores involuntários. Deslizou as mangas de seu vestido pelos braços, deixando-lhe apenas de roupa íntima. Seu corpete foi retirado delicadamente, expondo seus volumosos seios e mamilos intumescidos. Ele a deitou na cama para que pudesse tirar-lhe a última peça, exibindo um fino emaranhado de pelos ruivos entre as pernas. Ajudou-a a se levantar e a guiou para o banheiro onde uma banheira com água quente a esperava.

A esta altura Sandor podia jurar que seu coração havia descido e pulsava fortemente entre suas pernas. Seu membro rijo parecia querer atravessar sua calça. Ele massageou o local para aliviar a dor, mas a situação apenas piorou.

Sansa entrou na banheira e fechou os olhos, apreciando o contato da água quente em sua pele. Foi quando sentiu que ele jogava água em suas costas de um modo estranhamente suave para alguém tão grande e passava a esponja ensaboada por suas costas. Ela olhou de relance para baixo e não pôde deixar de ignorar o grande volume em suas calças. Ele me deseja, constatou.

E de algum modo, isso não a assustava.

Ele tateou lentamente suas costelas à procura de uma fratura, e sentiu em seus dedos uma pequena irregularidade. Ela gemeu e apertou sua mão, protestando de dor, e em seguida a guiou até seu seio esquerdo, onde ele o massageou e arrancou gemidos de Sansa. Ele desceu sua mão até a intimidade dela e começou a realizar movimentos circulares em seu clitóris. Ela fechou os olhos movimentando lentamente os quadris, para desespero do membro de Sandor, que se contorcia desconfortavelmente em suas calças, como se gritasse para sair e se enterrar no meio daquele emaranhado de pelos ruivos no meio das pernas dela.

Sansa não sabia o que estava fazendo ou o que estava sentindo, mas sabia que era bom.

Oh, Deuses, era muito bom, na verdade.

Ele a levantou e a levou para a cama, ainda molhada, onde distribuiu beijos pelo seu corpo, lentamente. Ela arfava e arqueava as costas sempre que ele fazia menção de tocá-la em seu ponto sensível.

Sansa alisou seu peitoral largo e se pôs por cima, com as pernas ao redor do seu quadril, sentindo certa protuberância pressionando sua vagina completamente despida. Seus seios chocaram-se contra o peito dele quando ela o beijou, e ele correspondeu com pequenas mordidas, lambidas e chupadas provocantes em seu lábio inferior. Sua língua a explorava com avidez e ela não queria de jeito nenhum que isso terminasse, mas ele a afastou.

– Eu não posso - ele passou as mãos pelo rosto queimado e cheio de cicatrizes - Você é uma criança, Sansa.

– Eu tenho quatorze anos - ela murmurou, sentindo as lágrimas presas em seus cílios - Eu não sou nenhuma criança.

– Pelos sete infernos, por que você quereria se envolver comigo, Sansa? – ela sentiu como se tivesse sido acordada com uma pedrada na cabeça após um belo sonho.

Ela desceu de cima dele, sentindo-se incrivelmente estúpida, e se acomodou em um buraco na cama, indicando que alguém dormira frequentemente naquele lugar. Puxou um lençol debaixo dos travesseiros e cobriu-se dos seus olhares, sentindo uma vontade imensa de ser queimada viva naquele momento.

– Porque você é a pessoa mais gentil que conheço...

– Você não conhece muitas pessoas gentis, então - ele riu amargamente.

– ... e parece importar-se comigo, como ninguém nunca fez, nem mesmo minha mãe ou meus irmãos. Eles não fizeram nada para me defender dos Lannister. - uma lagrima escapou-lhe e ele a afastou - E eu estive pensando nisso, talvez eu não esteja certa, mas há uma grande chance de que eu esteja apaixonada por você.

Ele prendeu a respiração e sem saber o que fazer ou dizer, passou seu braço ao redor dela.

Ela se acomodou confortavelmente em seus braços e fechou os olhos, apreciando a sensação de proteção. Os dedos de Sansa acariciavam a perna dele sem pretensão, e ele afagava as costas nuas da garota, olhando para o teto, surpreso por ainda ter a capacidade de ser admirado por algo que não fosse sua habilidade com a espada.

Sandor notou que Sansa tinha uma aparência angelical vista de cima, enquanto estava aninhada em seu peito, seu cabelo molhado fazendo-o cócegas sempre que ela se mexia para chegar mais perto, e seus delicados pés se esfregando nos pés calejados dele a procura de calor.

É impossível não a amar, pensou ele passando as mãos pelos ossinhos salientes na cintura dela e apertando com os polegares suas covinhas nas costas.

Ela subiu sua mão até chegar à parte queimada do rosto dele, onde depositou um beijo terno.

– Eu te amo, Sandor Clegane - e o beijou nos lábios.

Ele se sentiu extasiado ao ouvir aquilo, mas algo ainda o incomodava. Ele não entendia como uma garota como ela, de alto nascimento, linda e ruiva, com belos olhos azuis, corpo esguio e maneiras adoráveis poderia possivelmente amar um monstro como ele.

Ela o escalou novamente e desatou os cordões da calça dele, sem saber ao certo o que pretendia fazer, guiada apenas por seus instintos e pela reação dele. Sansa notou a expressão de surpresa no rosto dele e entendeu que estava no caminho certo. Quando ela libertou o membro rijo dele de dentro das roupas intimas, ele estava à beira da insanidade.

Sansa parou e observou por um momento, tentando decifrar o que faria com aquilo. Umedeceu os lábios e prendeu atrás da orelha os cachos ruivos que lhe caíam no rosto, alheia ao olhar atento de Sandor em seus mínimos movimentos.

Quando Sansa tocou no membro de Sandor por curiosidade, ele soube que se morresse naquele momento, morreria feliz. Ela delineou todo o contorno do membro dele, que era diretamente proporcional ao corpo, e notou que era duro e macio simultaneamente, como aço valiriano revestido da mais pura seda.

Sandor a pegou pela cintura e a fez subir, fazendo com que ela ficasse ajoelhada na cama com uma perna de cada lado do rosto dele, de modo que ele pudesse facilmente explorá-la com a boca.

Sansa gemeu alto quando a língua dele invadiu-a e teve que se segurar na cabeceira da cama para que não caísse. Uma mão dele percorria o corpo dela avidamente e a outra estimulava seu clitóris, enquanto ele a penetrava com a língua.

Os gemidos dela se intensificaram quando ondas de prazer arremeteram contra seu corpo, fazendo com que seus joelhos tremessem.

Ela deitou em cima dele ofegante e corada, percebendo que o membro dele ficara ainda maior. Após se recuperar de seu primeiro orgasmo, Sansa sentou-se na virilha dele, sentindo sua intimidade molhada contra a masculinidade dele e observando os olhos dele escurecerem ainda mais.

De repente, lembrou-se da arma que tinha entre as pernas, de acordo com a rainha Cersei, e chegou sozinha à conclusão de onde o membro dele supostamente deveria se encaixar.

Sorrindo para si mesma Sansa fez com que o membro dele entrasse nela, muito lentamente. Ele mal podia controlar sua sanidade quando ela pegou o membro dele, sem experiência alguma, e tentou pôr dentro dela. Apenas a glande a causava grande dor, mas como ele não queria apressar as coisas entre eles, deixou-a conduzir o ato.

Instantes depois todo o membro dele estava comprimido dentro dela, e Sansa estava parada, com a cabeça jogada para trás e os olhos cerrados de dor. Ele podia sentir sua eração pulsar fortemente, enquanto ela se movimentava lentamente acostumando-se à sensação. Quando ela começou a rebolar em seu quadril, ele soube que ela estava pronta.

Sandor segurou a cintura de Sansa, guiando-a para cima e para baixo. Seus grandes seios acompanhavam o ritmo, enlouquecendo-o. Ele a penetrava e estimulava seu clitóris, e assim alcançou o orgasmo ao mesmo tempo em que Sansa, derramando nela seu sêmen. Seu corpo tremeu e suas pupilas dilataram e ela caiu por cima dele, a dor das costelas quebradas sendo momentaneamente esquecida, graças à dopamina em suas sinapses.

Ela estava deitada sobre o peito dele, com seu membro ainda dentro de si, sentindo-o acariciar suas costas.

Ele beijou o topo da sua cabeça e murmurou:

– Eu te amo, Sansa Stark.