Disclaimer: Twilight e seus personagens pertencem à Stephenie Meyer. Esse Edward problemático é todo meu.


Unfeeling

Capítulo Dois

Alice não levou a notícia tão bem quanto Edward. Como era de se esperar, ela foi mais emotiva e exigiu ver sua mamãe e seu papai. Chorou alto nos braços de Amy, quando ela finalmente convenceu a pequena que mamãe e papai não voltariam mais.

Edward acordou com os gritinhos desesperados de Alice, e levantou da cama indo até o quarto dela. Amy abraçava a garotinha com força, esperando que seu colo fosse tranquilizador o suficiente para que Alice parasse de soluçar. Assim que viu o irmão na porta de seu quarto, Alice soltou-se de Amy e correu para ele.

– Edwald! – ela chamou, tropeçando nas letras como sempre – Mamãe e papai... eles...

Então agarrou-se a seu irmão que não era fã de demonstrações de afeto, chorando alto novamente. Edward se permitiu ignorar o desconforto e abraçou a irmã, sem jeito, tentando acalmá-la.

– Shh... Calma, Allie. Vamos ficar bem.

– Pomete? – ela chorou.

– Prometo. Vou cuidar de você.

E assim ele o fez. Consolou Alice durante todo o funeral, que passou como um borrão para ele. Ver a imagem dos pais sem vida não ia fazer bem a nenhum dos dois, então as crianças ficaram ao lado de Amy todo o tempo, "proibidos" de se aproximar. Amy também abraçava Alice e Edward de vez em quando, e quando tudo acabou, ela os levou para casa.

Na casa, o Serviço de Proteção à Criança os esperava. As malas tinham sido feitas pela manhã e durante uma semana, Edward e Alice ficariam no Orfanato de Seattle, até a ordem judicial que os levaria para um lugar mais definitivo.

.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

Uma semana depois, o testamento de Carlisle e Esme foi lido, e não dizia nada sobre a custódia das crianças. Amy era citada como "possível guardiã", mas por ser menor de idade, não poderia fazer isso. Sua mãe rejeitou veementemente cuidar de duas crianças "riquinhas" que poderiam trazer problemas mais tarde, e ela ficou desolada. Tinha saudade dos pequenos, e iria visitá-los tão logo pudesse.

A herança só poderia ser acessada quando Edward, como filho mais velho, fizesse 18 anos de idade. Então, ele poderia assumir a guarda de Alice e resgatar tudo que era da família. Até lá, os bens materiais, bem como as ações que Carlisle era sócio, estavam congeladas no banco da família. Quanto a custódia, o juiz decidiu que seria melhor se os garotos ficassem no orfanato e fossem adotados por outra família. Com a condição que os dois não seriam separados, o advogado da família concordou com os termos.

Andrea foi ao orfanato, naquela tarde cinzenta de quinta-feira, e explicou tudo à dona do orfanato, que aceitou as condições. Até que tivesse idade suficiente, Edward ficaria ali com Alice, e os dois seriam sustentados e mantidos pelo orfanato, como qualquer outra criança que ali havia. Então, a senhora simpática do orfanato organizou um quarto que estava vago para Edward e Alice morarem.

Amy foi ao lugar no dia seguinte, e encontrou Edward na sala de televisão, assistindo Bob Esponja com Alice deitada em seu colo, rindo levemente de algumas cenas. O menino percebeu que Amy estava ali antes que ela aparecesse, vendo pelo canto do olho.

Ele virou a cabeça apenas um pouco para ter certeza, e sorriu pequeno quando Amy sorriu para ele. Ela se aproximou mais.

– Olá, Edward – ela cumprimentou – Oi, Alice.

– Amy! – disse Alice empolgada, saindo do colo do irmão para abraçar a antiga babá.

– Oi pequena.

As duas se abraçaram e viram desenho juntas por um tempo, até que era hora de Alice tomar banho. Amy aproveitou para conversar com Edward.

– Então, como estão as coisas por aqui?

O garoto deu de ombros, não se importando realmente.

– Andrea lhes contou o que vai acontecer com vocês?

Edward balançou a cabeça negando. Vira Andrea chegando e saindo do orfanato pela janela de seu quarto, que dava para a rua, mas ela em momento algum fora falar com ele ou com Alice. Isso só serviu para que Edward fortalecesse sua opinião sobre confiança nas pessoas.

Amy suspirou, descontente a ser ela quem daria a notícia. Estava triste por não poder ter a guarda das crianças, e pensara que Andrea a livraria do fardo de lhes contar. Mas, ao que parecia, Andrea tinha feito a parte fácil: conversar com os adultos que agora eram seus responsáveis. A parte difícil, que era explicar tudo às crianças, ela tinha deixado para trás. Era algo difícil de se fazer, sim, mas Amy entendia que Edward e Alice tinham o direito de saber.

Então, contou tudo. Desde o ocorrido na leitura do testamento – revelando a Edward o que tinha sido deixado para eles e quando eles poderiam acessar seus bens. Revelou que os dois ficariam no orfanato até serem – os dois juntos – adotados, ou até que Edward completasse 18 anos e pudesse sair, tornando-se guardião legal de Alice.

Ela explicou tudo o máximo que pode, com palavras que sabia que ele entendia, sabendo que ele não era um garoto de oito anos comum. Era inteligente e astuto, e ela tinha fé que ele saberia do que ela estava falando.

E, de fato, Edward entendeu.

Agradeceu à Amy por contar, e ela se surpreendeu por ele não ter derramado uma única lágrima. O tempo do choque já tinha passado, e Edward continuava se mostrando impassível à todos os acontecimentos.

– Está tudo bem, Edward? Você não chorou nem sequer um pouco... – Amy sussurrou, não querendo pressioná-lo. Sabia o quanto Edward poderia ser difícil.

– Não consigo chorar – Edward respondeu, a voz pequena, meio sufocada – Já tentei, mas não consigo. Não sai nada. Não sintonada.

Amy o abraçou. Ele não retribuiu, mas aconchegou sua cabeça sob o pescoço de Amy, procurando algo que nem mesmo ele sabia o que era. Alguns minutos mais tarde, Amy se despediu de Alice e Edward, dizendo que faria o possível para visitá-los algumas vezes, e que estaria torcendo para que os dois ficassem bem.

Edward e Alice observaram Amy saindo do orfanato pela janela de seu quarto no segundo andar. Alice triste por ver mais uma pessoa querida indo embora, e Edward apenas quieto, calado. Entorpecido. Os dois sabiam que Amy demoraria a voltar. E que talvez não voltaria.

Edward manteve sua palavra e cuidou de Alice, o tempo todo. Quando ela se machucava, ele cuidava dela. Se alguém a magoava ou brigava com ela, ele entrava na briga e a defendia. Agiu como um perfeito irmão mais velho, e os dois ficaram unidos o tempo todo. E mesmo que nenhum casal quisesse adotar duas crianças "velhas", os dois permaneceram firmes, tendo apenas um ao outro como suporte.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

Orfanato de Seattle
Setembro de 1996

Edward suspirou enquanto afundava no travesseiro puído atrás de si. Ele se permitiu fechar os olhos por um momento e escutar o vento passando pelos corredores da casa. Ele também se permitiu um sorriso. "Finalmente um pouco de paz", pensou consigo mesmo.

Involuntariamente, suas lembranças o levaram de volta há quase sete anos atrás e à uma vida totalmente diferente da que ele levava. O silêncio de sua enorme casa enquanto Alice brincava no cômodo ao lado, enquanto Amy assistia mais um de seus seriados na enorme televisão. Seus pais chegando, brincando um pouco com Alice, e lhe dando mais um livro interessante e cheio de figuras, enquanto tentavam entender o que Edward queria. Ele só queria sossego. Nunca fora de falar muito, e nem a puberdade que o assaltava mais e mais a cada dia tinha mudado isso. Ele não se importava.

Com 15 anos agora, Edward estava no primeiro ano do colegial, um calouro na Escola Pública de Seattle. Era infinitamente perturbado por seu cabelo de cor estranha, mas não ligava. O que o preocupava era o fato de Alice, dois anos mais nova, estar estudando em outra escola, agora que ele já estava no ginásio. Mas ela lhe garantira que "não era mais tão criança" e saberia cuidar de si mesma. Isso não o tranquilizou o suficiente, mas tinha que ser o bastante.

Sua mente, então, o transportou às memórias daqueles últimos terríveis anos no orfanato. Tantas crianças, tantos gritos, nenhum momento de paz. Não era como ele imaginava quando tinha acabado de chegar – ele nunca sofrera maus tratos ou morrera de fome, ou sequer fora feito de escravo de atividades domésticas, como pensara.

Pelo contrário, as senhoras que cuidavam do orfanato eram extremamente simpáticas e amorosas, e davam à ele e Alice tudo que precisavam: roupa, comida e um lugar para dormir (que felizmente para Edward, era um quarto para os dois, então ele ainda tinha sua privacidade, de alguma forma).

Mas o que mais irritava Edward era o fato de que ninguém parecia entender que ele não era um garoto comum e não gostavadas mesmas atividades e brincadeiras que os outros gostavam. Com o tempo, ele foi titulado de o "antipático" do orfanato pelas outras crianças. Isso fez com que elas o deixassem em paz, então ele não ligou muito para o título.

Ele abriu os olhos espantando as lembranças e encarou seu livro de literatura e o DVD alugado que descansava sobre ele. Sonho de Uma Noite de Verão era o filme que ele tinha escolhido para seu trabalho de literatura. Deveria vê-lo e fazer uma resenha sobre ele, para entregar na aula da segunda-feira. Edward suspirou e foi até o DVD à frente da sua cama, colocando-o no aparelho e sentando-se de volta na cama para assistir.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.

Três horas depois, ele tinha visto o filme e estava finalizando sua resenha. Ele escreveu seu nome completo no cabeçalho da página e em seguida recostou-se na cadeira da escrivaninha, suspirando e soltando o lápis.

As crianças do orfanato tinham ido à uma pequena excursão em Forks, a apenas algumas horas de distância. A ausência delas tornava tudo mais calmo, e por esse motivo Edward escolhera esse sábado em especial para fazer seus deveres escolares. A resenha do filme tinha sido a última, e agora ele estava livre para fazer o que quisesse.

Apenas Alice, Brian e Brittany, o filho e a filha magra e loira da cozinheira, estavam no orfanato, porque a excursão era para os mais novos. Alice tinha vindo ao quarto para avisar Edward que iria na mercearia comprar coisas para o jantar há apenas dez minutos antes dele terminar suas tarefas, então Edward estava sozinho.

Ou era o que ele pensava.

Brittany, a filha da cozinheira, apareceu em seu quarto pouco depois que ele decidiu que seria bom terminar de reler pela milésima vez um de seus livros. Não faziam nem quinze minutos que ele tinha recomeçado sua leitura quando alguém bateu em sua porta.

Os olhos verdes dispararam das páginas do livro para a porta fechada sem muita emoção. Então, ele baixou os olhos novamente para as letras, enquanto dizia um "entre" audível o bastante.

– Edward? – a voz um pouco enjoada da garota soou.

Ele a olhou surpreso.

– Sim?

– Está muito ocupado? – ela pensou, com um sorriso gentil enquanto adentrava o quarto timidamente.

– Apenas lendo.

Brittany sorriu. Seus dentes brancos e belamente enfileirados quase piscando para Edward.

Brittany já tinha vinte anos de idade, e cursava Pedagogia na Universidade de Seattle. Era loira, muito magra – sem ser anoréxica – e tinha belos olhos azuis. Suas curvas não eram muitas, nem generosas, mas isso não parecia incomodar os rapazes com quem ela ficava, vez após vez.

Edward sabia que Brittany gostava dele. Apesar de ser cinco anos mais novo, ela simplesmente adorava Edward. Era visível. Ela o mimava com doces e outras coisas, vez ou outra dando-lhe um livro que ele realmente queria ou outras coisas mais simples. Brittany tentava ganhar o afeto de Edward, inocentemente sem saber que ele não tinha afeto nenhumpara dar.

– Estava pensando se você gostaria de companhia – Brittany sussurrou, esperando ser convincente.

Edward conteve o impulso de rolar os olhos. Todosnaquele orfanato sabiam da predileção de Edward pela solidão. Então por que ela estava lhe perguntando isso? Ele olhava de volta para o livro quando respondeu.

– Sabe a resposta dessa pergunta, Brittany – ele disse secamente.

– Todo mundo pode mudar de ideia, Edward – ela disse, sua voz chegando mais próxima à ele.

Ele levantou os olhos do livro novamente, para ver a garota tão próxima dele que ele se confundiu com sua proximidade. Como ela tinha chegado ali tão rápido?

– Brittany, eu...

– Ora vamos, Edward, eu apenas quero conversar e brincar um poucocom você – ela disse, puxando Edward pela mão enquanto o levava para a cama.

A contragosto, ele soltou o livro na cadeira e foi até a cama, sentando lá forçosamente enquanto ela ficava à sua frente.

– Brittany, o que...

– Shh! – ela disse, colocando um dedo indicador nos lábios dele – Não fale nada. Você parece tão tenso Edward... Me deixe te fazer relaxar um pouco.

Ele tinha um vinco de desconfiança na testa quando ela deu a volta na cama, subindo nela e ficando atrás de Edward, ajoelhada. Quando ele tentou virar-se para ver o que ela estava fazendo, ela virou sua cabeça para frente, com tanta força que ouviu-se o estralo dos ossos.

– Isso doeu – Edward reclamou, massageando seu pescoço levemente, agradecendo por não ter tido um torcicolo. Ele odiava torcicolos.

– Perdão, meu amor.

Edward sentiu um calafrio ao ouví-la chamando-o de "meu amor". O que diabos Brittany queria?

Edward não demorou muito para descobrir. Sem ter nenhuma ideia de como ela fez aquilo tão rápido, ele se viu amarrado pelos punhos na cabeceira da cama, com as pernas estiradas pelo colchão.

– Brittany, o que você está fazendo? – ele perguntou, ficando verdadeiramente assustado.

– Ora, ora, Edward, vai me dizer que não sabe? – a voz dela tinha passado de doce à ameaçadora em apenas alguns instantes.

Edward sentiu um frio na barriga e balançou a cabeça negando.

Brittany riu e levantou da cama, indo até a porta e trancando-a de chave. Edward ficou ainda mais apreensivo.

– Você nunca deu bola pra mim, sabe. Eu não estou acostumada a ser rejeitada – ela disse.

Ele não respondeu.

– Edward, você já ouviu falar em sexo não-consensual?

Ele arregalou os olhos. Era issoque ela queria?

– Já. Em outras palavras, estupro – ele cuspiu as palavras.

– Alguns chamam assim. Eu chamo de diversão– ela riu, tirando sua blusa, revelando os seios grandes e brancos, os mamilos já duros de excitação.

Edward sentiu seu coração acelerar, mas sabia que não tinha absolutamente nada a ver com ver os seios de uma garota pela primeira vez.

Brittany sorria malignamente para ele enquanto ficava completamente nua à sua frente, deixando Edward cada minuto mais apreensivo. Ele tinha apenas uma vaga ideia do que ela ia fazer, e sabia que não estava prontopara aquilo.

Brittany subiu na cama, sentando-se sobre as pernas de Edward, as coxas flexionadas e pernas abertas, fazendo com que sua intimidade ficasse literalmente escancarada aos olhos de Edward, que arregalou os olhos ao ver.

– Ora, que inocente. Nunca viu uma boceta na vida, Edward? – ela falou, propositalmente friccionando sua virilha nas pernas fechadas dele.

Edward se contorceu e se encolheu na cama. Brittany riu, e em seguida saiu de cima dele, virando-se para sua roupa no chão, deixando-o ver sua bunda, enquanto pegava outro par de algemas no bolso da saia. Ela deixou aquele par de algemas na cabeceira da cama, enrolados num lenço, ao alcance de suas mãos, enquanto sentava novamente na mesma posição.

– Chega de preliminares. Vamos ver seu pau.

Edward ia falar quando ela puxou o lenço das algemas, e o amarrou na boca de Edward, bem apertado, fazendo pra ele impossível o ato de falar.

Ela sorriu diabolicamente enquanto voltava à sua posição e abria sem pudor algum as calças de Edward, puxando-as para baixo, junto com a cueca. O membro rosado e flácido estava lá, completamente inocente do que estava acontecendo. Isso pareceu deliciar Brittany. Ela amava os virgens.

Ela levantou as pernas um pouco para deixar passar o jeans e a cueca branca de Edward, até suas pernas, enquanto ele inutilmente movia suas pernas para pará-la.

– Edward, vou precisar amarrar seus tornozelos também? Não gosto nem um pouco de sua atitude, meu bem – ela disse, seu sorriso satisfeito contrariando suas palavras.

Ele não ligou. Continuou se mexendo até que Brittany se irritou e pegou as algemas, esticando-se para fechá-las nos tornozelos de Edward, aos pés da cama. Ele agora estava completamente amarrado pelos punhos e tornozelos, sem poder se mexer realmente. Ele respirava ofegante, tentando murmurar através do lenço que começava a sufocá-lo.

– Cale-se ou farei pior – disse Brittany, pegando o pênis de Edward nas mãos. Ele gemeu, mas não de prazer. – Primeiro vamos endurecê-lo.

Em seguida ela colocou sua boca nele, chupando, lambendo e mordendo-o, fazendo-o endurecer contra a vontade de Edward, e fazendo-o querer chorar pela dor das mordidas. Edward pensou inutilmente que se soubesse que isso iria acontecer por não retribuir as investidas de Brittany, ele teria retribuído.

Quando o pênis de Edward estava duro o suficiente, Brittany o soltou com um sorriso.

– Seu pau é delicioso, Edward.

Ele engoliu seco. Brittany riu e levantou, engatinhando um pouco na cama, fazendo com que sua virilha ficasse bem acima do pênis duro de Edward. Antes que ele pudesse processar o que acontecia, ela sentou em cima dele com violência, fazendo Edward penetrá-la com força, seus testículos sendo dolorosamente apertados no processo.

– Oh, porra! – Brittany gritou ao ser penetrada, em seguida começando o movimento de sobe-e-desce em cima do membro de Edward.

Brittany começou a literalmente pular em cima dele, fazendo o processo todo mais doloroso que o necessário para Edward. Mas Brittany gostava de fazê-los sentir dor. Brittany adorava fazê-los sentir dor. Edward murmurava inutilmente, tentando afastar-se cada vez que ela subia em seu movimento doentio, mas sem sucesso.

Eventualmente, Brittany cansou-se daquilo.

– Chega, seu adolescente miserável – ela gritou, saindo momentaneamente do seu sexo para pegar algo mais no bolso de sua saia.

Edward não pode deixar de pensar em que bolso gigante era aquele, atemorizado com o que sairia de lá. Era uma navalha. Grande e brilhante de afiada, que certamente faria estragos. Edward arregalou os olhos e tentou gritar, tentou se mexer. As algemas o machucaram, o lenço o sufocou. Então ele tossiu e deixou escorrer as lágrimas que a falta de ar tinha trazido.

– Oh meu bem, não chore – disse Brittany, sentando brutalmente em seu pênis de novo, recomeçando o sobe-e-desce. – Eu estou cuidando de você.

Edward teve vontade de bufar. A única coisa que ele estava sentindo ali era dor. Nenhum prazer. E ela dizia que estava cuidando dele. Ele riria em outras circunstâncias, mas vendo a navalha, ele não tinha certeza se poderia fazer isso.

Ele tentou ir para longe novamente, mas Brittany o parou com um simples toque da navalha em seu braço estendido para trás. A ardência da lâmina contra sua pele muito branca fez Edward estancar no lugar.

– O que eu disse pra você? – vociferou Brittany – Quieto, seu vagabundo.

Ele não podia se permitir parar por um simples corte no braço, então fingiu que ficaria quieto, e quando Brittany já recomeçava seus gemidos doentios de prazer enquanto maltratava seu pênis, ele se puxou para cima, fazendo seu pênis sair de dentro dela numa tentativa de fugir daquilo e então ele viu que tinha sido uma péssima ideia.

Foi como se os olhos dela escurecessem de loucura e ódio. O sorriso doentio desapareceu e Edward ficou temeroso.

Ela então lenta e levemente cortou sua bochecha com a navalha, fazendo-o se contorcer. Em seguida, levantou sua blusa e passou a navalha por sua barriga, com mais força, fazendo-o querer gritar. Ela bateu com a mão livre na bochecha rasgada, fazendo-o chorar de dor, e em seguida voltou à sua posição, sentando em seu pau rudemente.

– Isso é pra você aprender! – ela gritou – Vai ficar quietinho aí até eu terminar de foder você, entendeu?

Ele sentiu vontade de pegar aquela navalha e enfiá-la na garganta de Brittany, mas do jeito que estava, isso se fez impossível. Vendo que ele ficou quieto, ela voltou aos seus movimentos, fazendo Edward ter mais e mais ódio dela a cada segundo. Ele nem sequer sentia mais a dor dos movimentos brutos ou dos cortes. Tudo que ele podia sentirera ódio.

Brittany já estava gemendo novamente, loucamente. Gritando enquanto fodia o membro de Edward sem nenhuma piedade. Ela levou a mão livre ao seu clitóris, estimulando-o enquanto aumentava seus movimentos, aumentando a dor e o ódio em Edward. Pouco tempo depois, Edward sentiu a umidade dela encharcando seu membro, e instintivamente, ele sabia que ela tinha gozado. Ela tremia em cima dele, e após alguns segundos, saiu de cima dele sorrindo como uma vadia.

– Delicioso – ela disse, em seguida rindo como uma hiena ao ver o pau duro de Edward – Eu não vou deixar você gozar se é isso que está pensando.

Edward não pensava em gozar. Ele pensava em matá-la. O sentimento de ódio tinha aumentado mais a cada investida e gemido dela, e agora ele sentia que precisava matá-la. Ou isso, ou ele morreria sufocadode ódio e dor.

– Ainda não terminei com você, vadio – ela disse, dando um tapa no pênis duro de Edward, fazendo-o contorcer de dor. Ela riu alto e em seguida passou a navalha em sua virilha, pouco acima do pênis duro. Edward gritou por cima do lenço.

Ela riu maldosamente antes de abrir a porta do quarto e sair, ainda nua. Edward percebeu que ela deixou a navalha em cima da cama. Ele tentou mover os pés e percebeu que uma das algemas não tinha sido realmente fechada. Ele conseguiu tirar o pé direito de lá e o moveu até pegar a navalha com os pés. Com uma habilidade que ele não sabia de onde tinha vindo, ele pegou a navalha na boca, por cima do lenço, e conseguiu abrir a fechadura das algemas de um dos punhos.

Mão direita livre, ele tirou o lenço e usou a navalha para abrir as outras algemas. Ele se sentia cheio de adrenalina pelo ódio que corria em suas veias. Olhou para seu membro duro e o acariciou levemente, sentindo alívio escorrer por ele, como se a dor de repente passasse.

Ele puxou suas calças e cueca de volta ao seu lugar, cobrindo o dolorido membro. Em seguida respirou fundo e esperou a vadia voltar atrás da porta, a respiração descompassada e arfante.

Ela voltou alguns segundos depois, segurando uma faca grande de cortar carne, ficando congelada no lugar ao ver que Edward não estava mais na cama. Ele não perdeu tempo em segurá-la pelo pescoço, a navalha fazendo seu caminho até a bochecha de Brittany.

– Ora, ora, você se soltou – ela disse.

Mesmo sendo mais velha, ela não era muito alta, o que facilitava o trabalho de Edward, que deveria ser cerca de cinco centímetros mais alto.

– Sua puta idiota, você realmente acha que o que fez comigo vai ficar sem punição?

– Ora ora – ela desprezou a fala de Edward – Não está nem tremendo ao apontar essa navalha em mim, Edward? Vejo que você tem talento.

– Talento pra que?

– Assassino. – ela disse.

Ele rugiu e a virou, colocando-a contra a parede, apertando seu pescoço com força. Isso só a fez rir. Ela divertia-se com a tentativa desesperada dele de fugir.

– Você não tem coragem de me machucar, Edward.

– Ah não? – ele disse debochado, e sem nenhuma hesitação, cortou a parte superior de seu seio esquerdo, fazendo-a ofegar. – Repita.

Brittany viu que Edward não estava brincando e decidiu acabar logo com aquilo.

– Seu pirralho idiota, acha mesmo que pode me machucar? – ela bufou – Eu vou te matar antes que isso aconteça.

Ela levantou a faca e tentou colocá-la no pescoço de Edward, mas a adrenalina que corria nele o fez mais esperto e ele saiu do caminho. Infelizmente, ele teve que soltar Brittany de seu aperto quando fez isso e agora ela estava livre para pegá-lo também.

– Eu devia saber que você não se renderia fácil – disse Brittany – Mas isso não importa. Só fazem as coisas mais interessantes.

Ela riu e avançou em Edward, mas ele desviou novamente. Após uma série de investidas e desvios, ele finalmente conseguiu tirar a faca dela, e prendeu-a novamente contra a parede.

– Morte é pouco pra você, vadia, mas ainda assim eu vou me sentir muito melhor quando fizer isso – Edward disse, sua voz carregada de ódio e excitação enquanto ele sem piedade alguma cravava a faca maior no peito de Brittany, bem em seu coração.

Ela gritou agonizando, enquanto ele rasgava sua barriga, bochecha e virilha com a navalha, lentamente, exatamente da mesma forma que ela tinha feito com ele.

Não demorou para que ela caísse no chão, os olhos vidrados e sem vida, o sangue vermelho vivo escorrendo pelos cortes que Edward tão seguramente fizera em sua pele branca.

Ele, por sua vez, afastou-se do corpo, o coração a mil por hora, a respiração ofegante. Brittany nua ainda sangrava em seu quarto, e ele imediatamente pensou que precisaria de uma boa desculpa para ter matado a filha da cozinheira. Ele sentia que a verdade não seria suficiente. Fariam ele de "prisioneiro" em uma instituição ridícula de reintegração de jovens infratores, e ele deixaria Alice sozinha. Ele não podia deixar Alice sozinha. Ele prometera isso à ela.

Então ele pegou a faca e a navalha e deu um fim nelas. Lavou as duas na pia da cozinha e dobrou-as com uma ferramenta, inutilizando-as. Jogou as duas fora e voltou para seu quarto. Sua roupa tinha respingos de sangue, então ele a retirou e rasgou, guardando para queimar depois. Limpou seus cortes, sabendo que qualquer explicação vaga sobre eles seria suficiente, trocou de roupa e ligou para a ambulância, fazendo parecer que tinha acabado de chegar em casa e encontrado Brittany morta.

A ambulância chegou ao orfanato ao mesmo tempo que Alice, Brian e os órfãos voltando da excursão. Edward assumira uma máscara de choque no rosto, contando – em detalhes – como tinha saído para dar um passeio pela quadra depois de fazer suas atividades escolares, e quando voltara para casa, achara Brittany em seu quarto, nua e morta. Seu relato fez os policiais acreditarem que tinha sido uma tentativa de assalto. A cozinheira chorou a morte da sua filha, fazendo Edward internamente rolar os olhos e pensar que ela não conhecia a filha que tinha.

Alice ficou mais chocada pelo fato de seu irmão ter encontrado a garota morta do que com a morte dela, e isso tranquilizou Edward pelo que ele tinha feito. Porém, para a própria segurança de sua irmã caçula, ele não podia contar-lhe o que tinha acontecido de verdade. Precisaria fazer com que ela acreditasse na mentira, e ao que parecia, ela acreditava. Inclusive na desculpa de que os cortes tinham sido feitos por um descuido perto de um ferro na quadra.

O orfanato só se acalmou no final da noite, quando todos se recolheram para dormir. O quarto de Edward era a cena de um crime, e tinha sido isolado pela polícia. Por isso ele e Alice pegaram suas coisas e se mudaram, temporariamente, para o quarto ao lado, que estava vazio e era um pouco menor.

Edward não se importava com nenhuma dessas coisas. Ele tinha matado Brittany. Ele tinha sentido tanto ódio por ela que surgira um sentimento nele, afinal. O ódio desenfreado e a vontade insana de matá-la. E então ele tinha sentido outra coisa... um prazerao vê-la escorregando pela parede, ensanguentada, com os olhos vidrados e mortos, enquanto ele assistia. O prazer de vê-la morrendo era maior do que qualquer coisa que ele já tinha experimentado. E então, ele dormiu calmamente em seu colchão com um sorriso satisfeito no rosto.

Aquela foi a primeira vez que Edward matou.


N/A: E cá está o segundo capítulo. Eu sei que o final dele é bastante tenso, mas me digam o que acharam com sinceridade!

O próximo capítulo vai dar outro pulo no tempo, até o Edward adulto... e a partir do cap 3, os capítulos virão no POV Edward. :D Bella vai demorar a aparecer e muita coisa ainda vai acontecer... boa e ruim, antes deles se conhecerem ;) Mas relaxem e curtam a fic. :)

Agora, reviews? Quero muitas! *-* hahaha

Beijos e queijos,

Kessy.