My new Sun
Capitulo II – Balões
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O dia de sábado havia amanhecido estranhamente ensolarado, digo, o sol estava brilhando, mas a temperatura ainda não era alta suficiente para que eu deixasse os casacos em casa e esquecesse o novo guarda chuva que havia comprado.
Emily estava estranhamente radiante hoje, e mesmo tendo passado toda a manhã assistindo um grupo de leituras para crianças, ela estava incontrolavelmente energética naquele momento, correndo e pulando para pegar as bolhas de sabão que eu soprava a cada vez que todas desapareciam no ar.
Dias de sábado eu normalmente fazia trabalho extra na creche até as onze da manhã, e depois almoçava em um restaurante simples que ficava frente ao Central Park, para então podermos passar parte do nosso dia em meio ao verde e caloroso ambiente que era aquele parque.
Como era fim de inverno e já se podia ver os primeiros sinais da primavera florescendo em alguns lugares dali, o parque estava bastante cheio hoje, com pessoas aproveitando o espaço para fazer de tudo.
- Mai mamãe – Emy gritou pulando em minha frente com seu sorriso sapeca e o rostinho avermelhado de tanto pular e correr atrás das bolhas.
- Só mais um pouco, Emy – Lhe respondi, antes de soltar mais bolhas grandes para ela pegar.
Era em momentos como aqueles que eu simplesmente pensava que a minha vida não poderia ser melhor.
Eu nunca havia imaginado que acabaria sendo mãe solteira aos vinte e quatro anos de uma criança de dois anos. Para falar a verdade eu nunca me imaginei sentada em um banco do Central Park em uma tarde de sábado brincando com a minha filha.
- Gandona mamãe – Emy pediu, quando as últimas bolhas haviam desaparecido ao toque de seus dedinhos gordos e macios. O sorriso em seu rosto era a razão da minha existência.
- Só se eu ganhar um beijo – Lhe falei, inclinando meu corpo para que ela beijasse minha bochecha.
Senti seus lábios pequenos tocando rapidamente minha bochecha, e até escutei o estalo que ela adorava fazer quando beijava alguém, logo depois me fez beijar seu rosto, sabendo que seria exatamente o que eu faria, e depois ficou me olhando, esperando pela grande bolha de sabão.
- Você ama a mamãe? – Perguntei, sabendo que ela faria qualquer coisa para ganhar a bolha. Eu sabia que ela me amava mais que tudo, mas eu adorava escutar.
- Ama mamãe – Ela repetiu respirando desajeitadamente enquanto passava a mão no rostinho para se livrar de uma mexa de cabelo que caia por seus olhos.
Soprei vagarosamente uma bolha, escutando ela bater palminhas a cada vez que via a bolha ficar maior. Meus olhos se abriram um pouco vendo ela pular e bater palmas com aquele sorriso feliz de expectativa, e seu olhar apreensivo com medo da bolha estourar sem ela a tocar.
- Xouta mamãe, xouta - Ela mandou, e eu obedeci.
A bolha grande, quase do tamanho da minha mão, foi sendo levada pelo vento e subindo, fazendo com que Emy seguisse com seu olhar até que estivesse próxima demais para que ela começasse a brincar com a bolha.
Emily era uma criança simples de se agradar. Por mais que passasse parte do dia em uma creche de luxo e lidando com crianças que tinham poder aquisitivo maior que ela e por conta disso tivesse brinquedos mais ''legais'', ela parecia satisfeita suficiente fazendo aquelas brincadeiras que reuniam apenas nós duas.
Às vezes nós brincávamos de bolhas, outras vezes ela gostava de desenhar, ou sair correndo pelo parque para que eu a pegasse e fizesse cócegas. Quando minha mãe morava aqui, costumávamos fazer diferentes tipos de passeios todos os fins de semana, e geralmente assistíamos os jogos de Phil. Além disso, a vizinhança era muito melhor do que a atual, e Emy até tinha coleguinhas para brincar.
Eu realmente não me arrependia de ter seguido com a gravidez e ter ficado com Emy ao invés de entregá-la a adoção, como uma amiga da faculdade havia sugerido. Mas havia momentos que eu simplesmente desejava que ela tivesse nascido em um momento melhor, quando eu estivesse formada tendo um trabalho que pagasse mais e o pai dela já fosse maduro suficiente para fazer as escolhas sem ter os pais lhe dizendo o que fazer.
- Mamãe, queo sovete – Emy pediu quando estourou a bolha imitando um som parecido com um 'BUUUUU''.
- Você quer sorvete? – Perguntei, e enfatizei o sorvete para que ela prestasse atenção na pronuncia.
Emy balançou a cabeça olhando de uma maneira que eu não conseguiria negar caso já não estivesse tão acostumada.
- Bebê, está frio demais para você tomar sorvete – Lhe respondi, puxando-a para ter ela sentada na minha perna – Quando o parque estiver cheio de flores eu prometo comprar o sorvete que você quiser.
Ela olhou ao redor estudando a quantidade de flores que tinha no Central Park a aquela época do ano, e então olhou pra mim por baixo de seus cílios que eram idênticos aos de seu pai. Ela sorriu forçadamente e mexeu a ponta do nariz inconscientemente.
- Mas tem foulis, mamãe – Ela falou deixando que suas bochechas já avermelhadas ficassem com a cor mais intensa.
- Só quando tiver mais flores, muito mais flores. E então a gente pode fazer um buquê,tirar uma foto e mandar para a vovó. O que você acha? – Perguntei, batendo na pontinha do nariz dela.
- Poumete? – Ela perguntou olhando desconfiada.
- Só não vai me deixar esquecer – Dei o meu melhor sorriso para dar segurança, e ela sorriu de volta para mim.
- Tão quelo chocoate quentinho – Ela falou pulando da minha perna.
Olhei rapidamente o relógio em meu pulso, e vi que já se passavam das três horas, e eu já podia voltar para o meu apartamento sem medo.
Eu não gostava de passar muito tempo em casa, e por conta disso passava todo o tempo possível fora, com Emy sempre ao meu lado. Na creche era fácil, pois ela tinha como se ocupar e eram muitas a pessoas que podiam ficar de olho nela além de mim; na academia era um pouco mais complicado, eu tinha uma salinha bem ao meu lado, e eu a deixava lá durante as noites, vendo TV, dormindo ou desenhando algo para me presentear. Nos finais de semana eu não me sentia a vontade ficando em casa antes das quatro horas, pois além do morador do andar de cima, o homem que morava a frente do meu apartamento levava amigos e eles ficavam bebendo e assistindo algo na TV.
A vez que eu havia presenciado a loucura que é aquele prédio durante as primeiras horas de sábado foi o suficiente para saber que não era um bom lugar para eu e minha filha, e por conta disso eu havia ido atrás de uma segunda opção, que era passar as tardes no parque.
- Quando chegarmos em casa eu faço chocolate quente com pedaços de marshmallow para você, e então podemos assistir o filme do Nemo – Pisquei para Emily sabendo que ela adorava aquela idéia.
- E a gente pode binca com o pexinho depois? – Ela perguntou segurando um sorriso. O peixinho de depois era um grande boneco do Nemo que meu pai havia dado a ela há dois meses, onde ela podia pintar e desenhar o tempo todo, e eu tinha que me matar para lavar depois.
- Podemos – Respondi.
Eu Emy começamos a seguir o caminho que geralmente fazíamos, hoje ela resolvera que iria andar, e então apertara minha mão e saiu pulando como uma gazela.
- Um eefante incomoda muta gente, dous eefante incoomoda muto maxes – Ela cantava enquanto andávamos, de repente parou de cantar e olhou para mim apreensiva – Depos do dous vem quem, mamãe?
- Depois do dois vem o três, Emy – Lhe respondi, mostrando três dedos para ela.
- Um eefante...
Caminhamos de vagar pelo Central Park, e eu me deliciava ao escutar ela cantando a música dos elefantes que meu pai havia lhe ensinado, é claro que ela parava o tempo todo para perguntar qual era o numero seguinte, e sempre recomeçava a cantar desde o numero um.
De repente, quando estávamos terminando nossa caminhada pelo parque e ela finalmente conseguira chegar ao numero nove com a minha ajuda já cantando, Emily parou e puxou minha mão com toda a força que ela tinha em seu corpo, me fazendo olhar para ela.
- Baão, mamãe – Ela pediu apontando para um vendedor cheio de balões coloridos voando altos e presos em fitas quase transparentes ao longe. O olhar de Emy brilhava, e eu sabia o motivo.
Emily adorava balões de uma maneira que não havia explicações. Desde o seu ultimo aniversario, quando estouramos um daqueles enormes balões cheios de doces, ela simplesmente passou a acreditar que todos os balões traziam uma surpresa dentro deles. Minha mãe, não muito feliz de ver a neta viciada em balões, fez Emy acreditar que ela precisava cuidar com muito carinho dos balões para poder ter a tal surpresa. E então, toda vez que a minha filha via um balão ela implorava por um.
- Emy...
- Pou favu – Ela pediu, colocando as duas mãozinhas na frente de sua boca, como se tivesse fazendo uma oração – Poumeto que amanhã vo fica quetinha e o tio Macu nem vai chama eu na fente.
Tio Macu, mais conhecido como padre Marcus, era o sacerdote da igreja que eu costumava freqüentar aos domingos. Bom, além de ser uma ótima desculpa para não ficar em casa, ir a igreja era um compromisso que eu tinha assumido logo depois de ficar esperando Emy poder sair da incubadora. Ela havia nascido três semanas antes da hora, e poucos médicos acreditavam que ela conseguiria sobreviver, eu me apeguei a todos meios que eu tinha para pedir para que ela ficasse bem.
- Se você não ficar quietinha amanhã na missa, senhorita Emy, você vai ficar uma semana sem assistir o desenho do Bob Esponja.
- Ta bom – Ela respondeu sorrindo – Posso ir ecolher?
Olhei a distancia que nos separava do vendedor, e vendo que não era grande coisa, permitir que ela fosse, dando o aviso de ''não corra'', que era o mesmo que dizer ''corra muito''.
Observei-a correndo pelo gramado verde e quase deserto, já chegando na parte de concreto para caminhada, andando o mais rápido que eu podia, e sorrindo admirada em como ela havia crescido desde que eu a vi pela primeira vez, tão pequenina e frágil que eu nem conseguia acreditar que era real.
De repente, meu coração se apertou e o sorriso sumiu de meu rosto, assim como a cor. Emy ainda estava correndo e na direção dela vinha um casal de bicicleta que não parecia nem um pouco disposto a parar e muito menos perceber que Emy e eles iriam se colidir caso não parassem.
Eu desejei ser rápida o suficiente, mas eu estava meio congelada prevendo o acidente que iria acontecer. Por mais que eu corresse e gritasse, nada dava certo.
- Emily – Chamei por seu nome.
Foi um completo erro gritar seu nome. Ela parou onde estava, e virou para me olhar, dando aquele seu sorriso cansado e chateado. As bicicletas vinham rápido demais, e só quando escutaram meu grito que a mulher foi perceber que minha filha estava na frente deles, tentando parar tarde demais.
Mas foi então que um vulto muito rápido apareceu levando Emily consigo para fora do alcance das bicicletas, e tendo como resultado uma queda no concreto frio do parque.
Por mais que uma queda não fosse a melhor coisa no mundo, ao meu ver era melhor que um atropelamento por bicicletas em alta velocidade, e por conta disso eu consegui correr o resto da distancia que me separava de Emily.
- Mamãe – Escutei ela chamar ao choro quando me aproximei.
- Emy – Sussurrei, ficando feliz ao perceber que ela caíra segura, protegido por braços firmes ao redor de seu corpo pequeno.
A pessoa que a tinha pego deixou que minha filha saísse de seus braços, afim de que eu a pegasse no colo e a acalmasse um pouco.
- Ta dodói – Ela chorava em meu ombro, enquanto eu fazia meu caminho até o banco mais próximo para poder sentar e acalmar ela.
- Onde dói, bebê? – Perguntei,quando finalmente sentei em um banco e a coloquei no colo, olhando seu rosto vermelho cheio de lágrimas.
- Q-quiiiiii ôô – Ela apertou o braço, mostrando um arranhão que sangrava só um pouco.
- Mamãe vai fazer um curativo quando chegarmos em casa e vai passar, ta bom? – Perguntei e ela apenas concordou – Mais alguma coisa dói?
- N-nããã-ãoooo – Ela respondeu soluçando.
Emily parecia assustada com o acidente, mas era só aquilo que a fazia chorar.
- Emy, respira devagar – Pedi, passei a mão por seu rosto, colocando todo seu cabelo para trás ao mesmo tempo que assoprava seu rosto para ver se ela voltava a sua cor natural. Aos poucos Emily parava de chorar e respirava mais regulamente, mas seu aperto em meu braço era forte, como se nunca fosse me soltar novamente- Você quer um pouco de água?
Ela concordou com a cabeça e eu rapidamente peguei seu copinho de água que eu sempre carregava comigo cheio na bolsa. Eu não gostava dela bebendo em qualquer lugar, talvez isso fosse super protetor, mas eu não me sentia culpada por cuidar excessivamente do meu bem mais precioso.
Emily se acalmou mais rápido depois de ter seu copo com duas azas para segurar em suas mãos, e demorou um bom tempo bebendo aos poucos a água. Eu a assistia esperando que aquela expressão assustada sumisse de seu rosto instantaneamente, e parecia que logo teria meu desejo.
- Hey, você – Uma voz não muito estranha chamou de perto.
Tirei relutantemente meus olhos de Emily e encontrei ninguém mais que Edward Masen se aproximando de mim. Hoje ele usava uma jaqueta de couro marrom e uma calça jeans azul claro, mas o que mais me chamou atenção foi o corte em sua testa, que estava tão novo que chegava a sangrar.
- Edward? – Perguntei mordendo meus lábios, com medo de poder estar errando seu nome.
- Você lembra – Ele observou sorrindo, e depois olhou para Emily – Ela está bem?
- Acabamos de levar um sust...
- Eu sei, graças a Deus consegui chegar a tempo de pegar ela. Me perdoe se ela acabou se machucando.
Levei um minuto para ligar o fato dele estar sangrando com a lembrança de alguém pegando Emily antes que as bicicletas atingissem ela. E então a compreensão passou em meu rosto ao mesmo tempo em que meu coração se encheu de uma estranha emoção em relação a Edward.
- Ela está bem – Respondi rapidamente – Um pouco assustada, mas está bem. Não é meu amor?
- Ta dodói, meu bacinho taubém – Ela falou apontando para a testa de Edward.
- Não foi nada, vai servir para me mostrar para meus amiguinho e para meus pais como eu sou um menino bom e salvei a menina mais bonita do parque – Ele respondeu, se ajoelhando de frente a Emily.
- Diz pa eles que você foi muto apido – Emy falou pra Edward.
- Pode ter certeza – Edward falou.
- Emily, o que você diz agora?
- Oubigado? – Ela perguntou olhando para mim, esperando que eu concordasse com a cabeça para então dar atenção a Edward e lhe falar – Oubigada moço.
Edward sorriu torto, tirando uma mexa do cabelo curto de Emily que insistia em cair sobre seu rosto soado. Ele passou seus dedos tão gentilmente, que até eu podia sentir o carinho naquele toque.
- Pode me chamar de Edward. E qual seria seu nome?
É claro que Edward faria as apresentações a Emily. Quando eu o conheci há quatro noites, Emily estava quase dormindo em meus braços, atordoada demais para pensar em saber o nome do homem que nos ajudava.
- Eu me chamo Emily chefe Swan – Emy respondeu fazendo Edward e eu rir, mas de maneira bem discreta para que ela não notasse – Mas mamãe me chama de Emy, minha vovó e titio Phil me chama de Ly, e meu vovô chama de... como é mamãe?
- Princesinha – Respondi, lembrando da palavra que meu pai usava para se referir a única neta.
- Pinceinha – Emy repetiu para Edward, balançando a cabeça fervorosamente.
- E eu devo chamar você de...? – Edward perguntou.
- Emy – Ela respondeu olhando para mim, como se pedisse permissão para dar aquela resposta. Eu apenas lhe sorrir.
- Então, é um prazer conhecer você, Emy – Edward estendeu a mão direita para minha filha ao falar aquilo.
- Tão é pazer conhecer você, Ediade – Ela sorriu.
- E então, posso saber por que você estava correndo daquele jeito? – Ele perguntou curioso, vagando seu olhar entre mim e Emy.
- Baão – Emy respondeu apontando para o vendedor de balão, o que me fez lembrar do ciclistas que quase atropelavam minha filha.
- Os ciclistas – Murmurei baixo, procurando encontrar o casal com suas bicicletas, mas não tive sucesso nenhum. O calçadão estava quase vazio, e apenas algumas pessoas corriam pelo concreto, aliás, aquela não era uma área para ciclistas.
- Eu tomei a liberdade de falar com eles e resolver a situação. Você estava tão preocupada com Emy que pareceu esquecê-los, e conhecendo algumas mães que eu conheço, eu tenho que admitir que fiquei com medo de você fazer algo.
- Essa não é uma área para ciclistas – Falei fazendo uma careta de zangada – Eles quase atropelavam Emily.
- Mas não atropelaram, e agora ela está bem – Edward respondeu sorrindo torto pra mim, fazendo com que eu desistisse da careta.
- Graças a você – Lhe respondi.
Ele deu de ombros como se aquilo fosse apenas um bônus e então se levantou, pedindo que eu ficasse onde estava até que ele voltasse.
Emily escondeu o rosto no meu pescoço, dando um sinal de que não mais queria ficar aqui, e eu até podia imaginar o que ela desejava. Ir para casa e passar o resto dia sentada no sofá assistindo televisão.
Eu já estava mais calma também, apesar do susto, só ter Emy em meus braços já fazia com que eu soubesse que estava tudo bem. Eu sabia que não poderia proteger ela de tudo e todos, aliás, eu era fraca demais para isso, mas nada podia me dar mais certeza de que Emy estava bem do que quando ela estava em meus braços.
Aproveitei o momento para sentir o perfume do cabelo de Emy, e acabei me perdendo da delicia que era fazer aquilo. Quando estava só eu e meu bebê daquele jeito, parecia que o mundo deixava de existir ao meu redor, e o tempo parava.
- Eu espero que ela goste de lilás, cor-de-rosa, azul, verde e laranja – Edward chamou minha atenção ao se aproximar.
Deixei de olhar para o nada e o encontrei em pé ao meu lado, com cinco fitas quase transparentes presas em seu dedo indicador, segurando cinco balões de diferentes cores. Ele sorria ao ver minha reação confusa, e então sorriu mais ainda quando Emy tirou o rosto do meu pescoço.
- Baão – A voz dela tinha apenas excitação. Escutei-a batendo palminhas enquanto pulava no meu colo para pegar os balões.
- Eu não sabia qual você queria, então trouxe de todas as cores que o vendedor tinha – Edward explicou pra ela, mas ao mesmo olhava para mim.
- Azuul – Ela pediu.
- São todos seus, Emy.
- Não precisava, Edward – Falei, resolvendo me levantar de onde estava e ir embora, antes que ele resolvesse fazer mais alguma coisa para mim.
- Por favor, me deixe ser feliz – Ele falou, e então me ajudou a amarrar os balões na ponta do dedo de Emy, fazendo com que eu tivesse que amarrar três na ponta do meu dedo para que não o perdêssemos.
- Ok, já não basta a carona de terça, agora fico devendo você por ter salvado Emy e por balões – Falei ponderando – Os balões eu posso pagar, mas ter pegado ela antes que aqueles ciclistas a atropelassem é algo que ficarei em débito para sempre.
- Eu tenho uma idéia de como você pode pagar – Ele respondeu fazendo eu ver um brilho em seus olhos que eu conhecia muito bem. Era aquele brilho que se misturava com um sorriso e um ar de sensualidade quando os garotos pretendiam pedir algo a uma garota. Era o brilho que eu vi nos olhos do pai de Emily quando ele me pediu para sair.
- O que seria? – Perguntei um pouco nervosa, já pensando na situação difícil que eu de repente me metera.
Não que Edward fosse o tipo de homem que você simplesmente consegue dizer não antes de conhecê-lo. Para falar a verdade ele era exatamente o tipo de homem que você quer ao seu lado não importa a situação, o tipo de homem que te faria ficar acordada apenas para apreciar a beleza dele. O tipo de homem que me fazia sentir como um nada, exatamente como o meu único namorado fez.
Fim do Capitulo.
O que acharam do capitulo?
Eu espero que tenham gostado.
O que será que o Edward quer?
Fiquei muito feliz com a quantidade de reviews que mandaram, e só tenho a agradecer.
Biiah: Oii!Fico feliz que tenha gostado. O que você achou desse capitulo?
Dany Masen: Oh sim, por mais que ele já esteja atraído e tudo mais pela Bella, ele ai entrar no jogo achando que com ela vai ser a mesma coisa que aconteceu em seus antigos relacionamentos, mas Bella vai ser um caso que ele vai ter que lutar muito para conseguir...
Fata Morgan: A Emily é linda? Eu também acho ela linda e fofa, não é a toa que a mãe dela é desse jeito. Bom, muito obrigada por ler a fic, espero que você tenha gostado desse capitulo.
Gby00: Oi! Fico feliz que você esteja gostando, ai está o capitulo, e vou tentar não demorar com o terceiro.
Angel Nunes: É claro que tem continuação, e eu espero que você goste.
Gabytenorio: Bom saber que você gostou.
Inaclara: Ai está, vou fazer o possível para não demorar postar os capitulos.
Mimy Cullen: Edward é uma coisa sem comentários mesmo. Eu espero que você goste da fic.
Sveta: As explicações vão vindo aos poucos, pode ter certeza que vai ter momentos de explicação entre Bella e Edward.
Carol M: Fofoo? Você gostou de verdade? E esse capitulo?
Tete Glauciele: O Edward com certeza vai providenciar a cadeirinha para a Emily, mas na hora certa para não acabar assustando a Bella. Sério, a Emy é muito fofa, e não vai demorar para conquistar o Edward e todo o mundo.
