Disclaimer: Saint Seya e seus personagens relacionados pertencem ao Mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
Segundo capítulo já no ar por a Amanda já me devolveu este arquivo também... Boa leitura a todos!
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Segundo Capítulo
O Passado – Parte II
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I know I'd better stop trying
You know that there's no denying
I won't show mercy on you now
I know, should stop believing
I know, there's no retrieving
It's over now, what have you done?
Eu sei que seria melhor eu parar de tentar
Você sabe que não há como negar
Eu não mostrarei compaixão por você agora
Eu sei que deveria parar de acreditar
Eu sei que não há retorno
Está acabado agora, O que você fez?
What have you done now?
O que você fez agora?
Cerca de dois ano depois...
O verão grego estava realmente quente naquele ano, ponderou, sentindo a camisa grudar em suas costas por conta do suor. Tentando encontrar um canto mais fresco naquele aeroporto lotado, um rapaz de cabelos loiros e encaracolados e olhos verdes brilhantes caminhava por entre bagagens e pessoas, chamando a atenção de algumas turistas que suspiravam constatando que sim, a Grécia era uma terra onde deuses gregos conviviam lado a lado com os humanos.
Parou junto a uma coluna onde havia um ventilador ligado e então ouviu a voz anunciar no alto falante que o vôo que vinha direto de Oslo, Noruega, estava pousando no aeroporto de Atenas naquele instante. Ótimo, pensou, assim não precisaria mais ficar cozinhando naquele calor infernal.
Logo avistou uma figura feminina de pele muito branca, quase pálida, cabelos longos e negros e olhos cinzentos. Pela descrição, só poderia ser ela.
-Senhorita Ângela Vierthenbrüger?
-Sim?
-Aiolos Kinaros, ao seu dispor... – o rapaz estendeu a mão para cumprimentar a jovem – Shion me pediu para buscá-la, com ordens de levá-la logo à Santuário.
-Ótimo! Quanto antes começarmos, melhor será...
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Na mansão ao norte de Atenas, onde ficava a sede da Santuário, a maior organização de caçadores às criaturas da noite existente, Angie fora recebida por seu presidente, Shion Radziavicious. O homem de cabelos longos e verdes e olhos violetas a cumprimentou brevemente, indicando que se sentasse á frente de sua mesa.
-Recebi uma ligação de seu tio, Folken, esta manhã... Pediu-me que colocasse à disposição para seu treinamento os melhores homens que tenho...
-Na verdade, este é um pedido meu, Sr. Shion... Mas disse ao meu tio para fazê-lo para que pudesse ser oficial.
-Entendo... Bem, se pudesse eu mesmo a treinaria, tal como fiz com seu pai e seu tio, mas já estou um pouco enferrujado para tanto... Aiolos, que já conhece, será o responsável por você, Angie.
-Certo... E quando começamos?
-Amanhã. Precisa descansar primeiro e se adaptar ao clima da Grécia, estamos no verão...
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No dia seguinte, bem cedo, Angie estava no ginásio de treinamento da Santuário, onde os demais caçadores e aprendizes da organização se encontravam. Aiolos já estava por lá, comandando alguns treinos de luta corporal, observado por um outro rapaz que deveria ter a sua idade, de longos cabelos negros e olhos azuis profundos, com um semblante sério e compenetrado.
-Bom dia, Aiolos... O que pretende por hoje?
-Bem, primeiro eu gostaria de observar o que aprendeu na Valhalla, Ângela... Está vendo aquele rapaz ali no centro do ginásio? – a jovem assentiu – O nome dele é Shura, quero que lute com ele e mostre o que sabe fazer.
Angie foi para o centro do ginásio, cumprimentando Shura. Logo, os demais que estavam à sua volta pararam o que faziam para ver aquela pequena luta, era algo raro ter uma garota entre eles.
Aiolos caminhou até o rapaz que observava tudo e postou-se ao lado dele, de braços cruzados.
-Então... – o rapaz disse, ainda sério – Aquela garota é a jovenzinha aspirante à caçadora, que veio das Terras Altas?
-Ela mesmo, Saga... Chegou ontem à tarde, pelo que sei ficará conosco pelos próximos seis meses. O que achou dela?
-A princípio, nada... – Saga disse, observando a garota imobilizar Shura após um giro que o surpreendera – Mas é bom ficarmos de olhos bem abertos...
Aiolos estranhou, mas nada disse, apenas observando a luta que se desenrolava e Shura pedindo ajuda, visto quer não conseguia se soltar da imobilização de Angie.
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Os dias passavam rápido na Santuário, e Angie parecia não se dar conta disso, tamanha era sua dedicação aos treinos. Aprendera novas técnicas de luta e abordagem, disfarces, a manejar armas de fogo e brancas ao mesmo tempo e atirar no escuro, além de questões teóricas e algumas burocráticas.
Porém, nem todos compartilhavam de seu entusiasmo com os avanços que conseguira.
-Eu não sei explicar, Aiolos, mas tem alguma coisa nessa garota que me intriga... – disse Saga, ao ser questionado pelo rapaz ao final de um treino noturno de Angie.
-Como assim, Saga?
-A maneira como ela luta, a precisão dos golpes e a sua agilidade... Eu nunca vi um humano lutar assim...
-Está dizendo que ela pode ter ligações com lycans ou vampiros?
-Não disse nada disso.
-Ah, qual é, Saga? Ficou maluco? A família dela caça essas criaturas a mais de quatrocentos anos, os pais foram mortos por vampiros... Um cenário difícil para essa sua teoria.
-E quem falou em teoria, Aiolos? Eu apenas disse que Angie me intriga.
-E desde quando nós dizemos tudo o que pensamos?
Saga deu de ombros, encerrando aquele assunto e se retirando do ginásio de treinos. Aiolos ainda ficou um tempo no local, realizando algumas anotações sobre seus aprendizes.
Saindo de seu quarto, após um banho quente, Angie foi para uma das varandas do casarão sede da Santuário, debruçando-se sobre a mureta para observar melhor o mar, que refletia o brilho das estrelas. Fechou os olhos por um breve momento, respirando o ar fresco que lhe vinha aos pulmões e então sentiu uma lufada quente em seu rosto, como a respiração de alguém muito próximo.
Abriu os olhos depressa, olhando ao seu redor, mas não havia ninguém. Estreitou o olhar, até sentir um arrepio em um dos ouvidos e uma voz a lhe falar.
-Angie...
-Quem... Não pode ser... – ela disse a si mesma, reconhecendo aquela voz.
-Angie... – desta vez muito mais próxima de si, e também podia sentir como se fosse abraçada pelas costas.
-Não... Alberich...
-Eu vou voltar... Para te buscar... Minha princesa...
-Não! – Angie gritou, agitando os braços, para logo em seguida ouvir o som de uma risada que se tornava cada vez mais forte aos seus ouvidos.
-Não, não! Alberich... Não! – ela gritava, com as mãos sobre a cabeça, como se pudesse assim se esconder, até sentir-se novamente tocada por alguém. Tentou se soltar, gritando mais alto, mas então...
-Ângela! – Aiolos a chamou, e então a garota se deu conta de que era ele quem a segurava pelos braços – O que aconteceu? Por que está gritando tanto?
-Ai... Aiolos... Eu... – mas ela não conseguiu dizer nada ao rapaz, baixando a cabeça e chorando, largando o peso de seu corpo nos braços dele.
Aiolos a ergueu pelos braços, acolhendo a garota em um abraço apertado, a cabeça dela contra seu peito. Angie chorava de maneira compulsiva, o que teria acontecido? Nunca a vira chorar e agora... Agora sentia-se perdido e ao mesmo impotente por não poder ajudar, sem saber o que havia acontecido.
-Angie... – ele a chamou pelo apelido pela primeira vez e ela olhou para ele, com o rosto todo molhado pelas lágrimas – Não chore... Eu não sei o que aconteceu, mas... Mas eu estou aqui... E vai ficar tudo bem...
Beijou-lhe os cabelos, estreitando ainda mais aquele abraço. E seu coração, percebeu o rapaz, parecia querer explodir dentro do peito...
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Poucos meses depois...
Era noite, sem lua. Angie estava em uma das varandas da sede da Santuário, observando as estrelas. Seis meses haviam se passado. Era hora de voltar para casa e poder, então, cumprir a promessa feita ao pai.
-Está triste por ir embora? – perguntou Aiolos, parado na porta de acesso à varanda. Angie baixou a cabeça, apoiando-se na mureta de proteção feita de pedras.
-Não exatamente... Feliz por poder voltar para casa e rever Belle, sinto falta dela... Mas triste porque deixarei ao menos um bom amigo aqui.
-Fico feliz em saber que sou um bom amigo... – Aiolos disse, aproximando-se da jovem, até ficar ao seu lado – Mas sabe que gostaria de poder ser mais do que isso, não?
-Aiolos, por favor... – Angie pediu, esquivando-se por um momento – Eu já lhe disse que não quero falar sobre isso... Assim como não quero perder a sua amizade...
-Não vai perdê-la, Angie... Sabe que quando precisar, pode confiar o que quiser a mim e eu farei.
-Obrigada...
Angie, então, abraçou Aiolos, apoiando a cabeça no peito do rapaz, tal como fizera por tantas noites insones quando lembranças ruins lhe vinham à mente. Acariciando os cabelos macios da garota, o rapaz sabia que, por mais que houvesse prometido, não poderia deixar aquela oportunidade passar.
-Angie...
-Sim?
-Você parte ainda esta madrugada, então... Eu possso... Posso me despedir... Da maneira que realmente gostaria?
A garota entendeu e assentiu, por que não? Então Aiolos a abraçou mais apertado e beijou os lábios macios e doces de Angie, tal como desejara fazer há muito tempo, mas não tivera a oportunidade e nem o consentimento para tanto...
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E aqui temos o capítulo que explica a amizade entre Angie e Aiolos... Amizade, né? Bom, pelo menos esse capítulo explica também diversas atitudes da Angie nos próximos, que contarão agora os fatos do presente...
Beijos e até o próximo!
