Aqui está... A Part II de "Vampire Romance"

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Boa Leitura


Vampire Romance

"Part II"

As cortinas vermelho sangue ofuscavam a luz da lua, impedindo que ela invadisse por completo o quarto emerso na escuridão. O edredom negro estava todo esparramado no chão, ao lado da cama. Algumas peças de roupas também estavam jogadas em um canto qualquer, enquanto os donos estavam na cama. Estava apenas vestida com suas peças íntimas e ele parara de repente, ficando a olhá-la por tempo indefinido. Seus olhos eram tão fascinantes. Pareciam verdadeiras esmeraldas. Poderia uma mortal ter um par de olhos como aquele? Voltou a aproximar-se dela, possuindo os lábios róseos. Como aquele corpo tão pequeno e frágil era capaz de lhe causar tanto desejo? As pequenas mãos desabotoaram a blusa que ele usava e ele se encarregou de lançá-la longe. Fez ela se sentar na cama, sem deixar de beijá-la, e levou a mão á suas costas, desabotoando o sutiã e jogando-o longe. Afastou-se novamente dela, contemplando os seios alvos e o corpo claro. "Tentador... Muito tentador" – pensou ele.

Melanie puxou-o delicadamente de volta á seus lábios e voltou a deitar-se com ele por cima. Levou as mãos até a calça preta que ele usava e desabotoou lentamente, só para provocá-lo, para tentar retira-la em seguida.

"Deixa que eu te ajudo com isso" – disse ele, sensualmente, entre um beijo e outro.

Ele praticamente arrancou a calça e lá se foi mais uma peça para o canto do quarto. Voltou sua atenção para Melanie, beijando-a novamente e com uma das mãos, começou a acariciar um dos seios firmes, arrancando gemidos baixos dela, que eram abafados por seus lábios. Desceu os beijos em direção ao pescoço, mas rapidamente pulou o local devido aos seus instintos, e foi para o vale entre os seios. Sua pele tinha um cheiro maravilhoso, que o fazia ficar cada vez mais excitado. "Humana..." – a palavra martelou em sua cabeça. Mas quem disse que ele estava se importando com aquilo no momento? Queria-a para si e não se importava com o fato dela ser apenas uma humana fraca e frágil. Levou os lábios á um dos seios, beijando-os sensualmente e ouvindo gemidos cada vez mais altos de sua parceira. Afastou-se dela e sentou-se na cama, fitando-a. Melanie o olhou curiosa. "O que ele vai aprontar?" – perguntou-se mentalmente. Então, ele pegou as duas pernas dela e as colocou em seus ombros. Foi descendo a mão fria dos pés dela, até a última peça que ela usava, apreciando a textura da pele e o calor que ela exalava. Puxou o tecido com força, rasgando um dos lados do mesmo.

"Era a minha peça favorita!" – resmungou ela.

"Você não vai precisar dela comigo" – e rasgou o outro lado, jogando-a na parede.

I put my finger on my lips
Close your eyes and feel my lust
There's a pain inside my kiss

Ponho meu dedo em teus lábios.
Feche seus olhos e sinta minha Luxúria.
Há uma dor no teu beijo.

Melanie apenas riu enquanto ele abaixava as pernas dela e as afastava lentamente, ficando entre elas. Capturou mais uma vez seus lábios, acariciando seu quadril com luxuria. Queria tocar cada parte, cada lugar escondido daquele corpo que o estava deixando louco. As pequenas mãos, apesar de incertas, acariciaram o tórax definido dele e deslizou-a até a ultima peça que ele usava. Foi incapaz de segurar um gemido, fazendo-a sorrir de encontro a seus lábios. De repente, afastou as mãos dela do local, fitando-a com um sorriso malicioso.

"Não é uma boa idéia fazer isso..." – disse ele.

Depositou um beijo nos lábios rosados e foi depositando vários, enquanto descia até a barriga lisa. Parou e olhou-a mais uma vez, com um sorriso de puro desejo. Beijou-lhe mais uma vez o ventre e voltou a capturar a boca dela rapidamente. Num ato inesperado, tocou-lhe a feminilidade, fazendo-a gemer alto. Quanto mais ele a tocava no local, mais ela gemia e aquilo o deixava louco de prazer. Melanie arqueou o corpo, fazendo os seios tocarem o peito dele e assim, ele afastou-se, parando de tocá-la. Sabia que ela estava no limite. Livrou-se de sua ultima peça e posicionou-se entre as pernas dela. Penetrou-a devagar e com movimentos inicialmente lentos. Queria senti-la e aprecia-la. Aumentou o ritmo dos movimentos e conforme eles ficavam mais rápidos, maiores os gemidos que os dois faziam. Ela enlaçou a cintura dele com as pernas, aumentando o contado das peles. Suas unhas encravaram-se nas costas dele quando alcançou o clímax, antes mesmo dele. Logo em seguida, ele a acompanhou, afundando a cabeça em seu pescoço. Péssimo local. Seus instintos mais uma vez se exaltaram e seus olhos ficaram mortais. Dentro de si, uma voz lhe pedia para mordê-la, tomar-lhe todo o sangue doce que corria em suas veias. Com custo, controlou-se e saiu de dentro dela. Porém, não se afastou, mas sim, voltou a beijar-lhe. Aquilo ainda não terminaria. Não até que se sentisse totalmente esgotado e satisfeito.

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Acordou no meio da tarde no dia seguinte. As cortinas estavam completamente fechadas, igual as janelas do lado de fora. Fizera aquilo assim que se esgotaram as energias de Melanie e as suas próprias. Olhou o corpo que adormecia pesadamente a seu lado. Tinha que admitir que aquela humana era maravilhosa. A única que conseguiu esgota-lo. Mas ainda tinha muito para mostrar e não se livraria dela tão cedo. Respirou fundo. O perfume de rosas impregnava o local e aquele cheiro o deixava relaxado. Levantou-se da cama, olhando mais uma vez a companheira, para depois, entrar no banheiro e deliciar-se com um banho quente.

Minutos depois saiu, usando apenas uma calça preta e secando os longos cabelos azuis em uma toalha. Foi quando escutou alguém bater em sua porta. Abriu-a e deu de cara com um rosto conhecido.

"Boa tarde Afrodite!".

"Pra você também Máscara da Morte" – disse ele, fechando a porta assim que o amigo entrou.

"Acredito que tenha tido um motivo muito forte para não ter aparecido na reunião" – disse ele.

Afrodite abriu um largo sorriso.

"Você me conhece..." – com os olhos, indicou a Máscara da Morte a sua cama.

Ele olhou para o local que o amigo lhe mostrara e não pode conter-se. Seus olhos, antes azuis escuro, agora estavam da cor azul piscina. Era mesmo humana? Melanie dormia como um anjo e chegava a parecer um. Os longos cabelos negros estavam esparramados pelo colchão enquanto um lençol branco cobria apenas uma parte de seu corpo. A perna esquerda e o braço estavam totalmente para fora do lençol e um pouco do quadril também estava á mostra, fazendo Máscara da Morte ter uma visão privilegiada das curvas generosas da jovem.

I'm only looking for your blood
I'll show you what's the price
So darling come with me this night
We've to spread our wings and fly
Into the darkness without light

Estou somente procurando teu sangue.
Eu mostrar-te-ei qual é o preço,
então, querida, venha comigo esta noite.
Temos que abrir nossas asas para voar
para a escuridão sem luz.

"Ei!! Calma aí Máscara da Morte" – Afrodite segurou o ombro dele, porque tinha uma sensação de que ele estava prestes a partir pra cima de Melanie.

"Maldição!!" – xingou, voltando-se para Afrodite e recuperando á custo seu autocontrole.

"Entendeu o porquê agora?" – disse.

"Obviamente... Mas você sabe que essa sua ausência deixou o Shion furioso".

"Dane-se o Shion e seus malditos contos de fadas... Tenho coisas mais interessantes a fazer" – sorriu.

"Eu sou testemunha disso" – Máscara da Morte voltou a olhar Melanie dormindo, com um sorriso malicioso nos lábios – "Quando pretende se livrar desse maravilhoso peso morto?" – perguntou.

"Muito em breve, meu amigo" – o sorriso de Afrodite era maldoso – "Por quê?".

"Antes de você mata-la, eu iria adorar que você me emprestasse ela por uns dias" – o sorriso malicioso de Máscara da Morte ainda estava em seu rosto e novamente os olhos ficaram azuis piscina.

"Está certo... Mas não se atreva a tocá-la antes de eu me cansar dela, está me ouvindo?" – Afrodite lançou um olhar mortal á Máscara da Morte.

"Ok ok... Eu entendi" – disse.

"Perfeito" – disse.

Os dois sentaram-se numa mesa, distante da cama onde Melanie aparentemente dormia. Assim que eles se afastaram, ela abriu os olhos e estava com cara de poucos amigos.

---xxx---

Depois que terminaram a longa conversa sobre o Rubi da Meia-Noite, sobre os planos de Shion, sobre a maldita reunião que ele perdera propositalmente naquela mesma manhã, Máscara da Morte saiu do quarto, com um sorriso vitorioso nos lábios. Todos que passavam a seu lado observavam curiosos, o sorriso estampado em sua face. Até parece que ele ia mesmo acatar as ordens de Afrodite. Jamais obedecera á alguém, nem sequer o Shion, muito menos o Afrodite. Mas tinha que admitir: o "amigo" tinha um ótimo gosto para presas. Sua silhueta desapareceu, assim que entrou numa imensa porta, no final do corredor.

Afrodite terminara de se vestir. Odiava aquelas malditas reuniões de Shion. Ainda não entendia para que ele fez Kamus ir atrás daquele servo esquelético e pegar um rubi estúpido. Dinheiro? Já não estavam em rios de dinheiro á séculos? Para que mais?

"Merda" – xingou, colocando seu sobretudo negro, olhando uma ultima vez para Melanie, antes de sair do quarto.

Assim que escutou o som da porta se fechando, Melanie levantou-se rapidamente da cama e correu pelo quarto, pegando suas roupas espalhadas. Vestiu-as numa velocidade incrível e abriu as cortinas e as janelas em seguida. Seus olhos se arregalaram. Pôr do sol. Como escaparia dali, sem que a pegassem? Teria que correr contra o tempo.

"Não vou deixar que você me toque mais uma vez, Afrodite" – disse, com ódio.

Abriu a porta do quarto e colocou apenas a cabeça para fora, verificando se não havia ninguém. Vazio. A passos rápidos e largos, caminhou pelo extenso corredor procurando por uma saída. Aquele lugar parecia um labirinto sem fim! Encontrou um lance de escadas e desceu rapidamente, sem fazer um só ruído. "Ainda bem que deixei as sandálias naquele cemitério" – pensou.

Viu um homem se aproximando do local. Escondeu-se atrás de uma pilastra e começou a rezar para que ele não a notasse. Ouvia os passos dele se aproximando cada vez mais e começou a suar frio. Foi quando ouviu outra porta se abrindo.

"Shura!! Vem aqui!!" – ouviu uma voz masculina.

"Está bem..." – o homem que caminhava em sua direção, deu meia volta e entrou na sala, fechando a porta.

Melanie respirou aliviada. Desceu praticamente correndo as escadas e avistou uma enorme porta. Seria aquela a saída? Teria que arriscar. Correu até lá e abriu a porta com força, fazendo a mesma ranger alto. Estancou o passo e congelou. A sala estava repleta de vampiros, reunidos em uma extensa mesa de madeira. Pior: Afrodite estava no meio deles. Viu-o se levantar e olhá-la, pasmo.

"Melanie?" – Afrodite estava perplexo. O que ela estava fazendo ali?

A voz dele a fez acordar do transe. Sem sequer fechar a porta, saiu correndo a janela mais próxima e a abriu. O sol já se punha no horizonte e em mais alguns minutos, não haveria mais nenhum sinal dele. Ouviu um homem gritar de raiva dentro da sala e passos rápidos ecoaram pelo local. Olhou para baixo. Por sorte, não era muito alto. Aquilo era irônico. Era a segunda vez que estava tentando fugir de vampiros. Saltou, pousando novamente com dificuldade e cortando a pele do braço com os espinhos das roseiras. Sem sequer olhar para trás, continuou correndo até a saída. Um enorme portão de ferro chapado, impossível de se ver a rua do outro lado. Não havia ninguém na sua frente, o portão estava com uma pequena abertura, onde via luzes passarem a toda velocidade. Se ela conseguisse chegar à rua, eles não poderia segui-la. Era uma avenida movimentada e somente os muros altos e o portão impediam de que as pessoas de fora vissem o que estava acontecendo dentro. Estava a pouquíssimos metros de distância do portão, quando foi puxada com violência para trás, por uma mão masculina.

We want to hold you in our arms
And you can't resist our tenderness
We're so mysterious

Queremos te segurar em nossos braços
e tu não podes resistir à nossa ternura,
somos misteriosos.

"Aonde você pensa que vai?" – ouviu a voz de Afrodite perto de seu ouvido.

"Fugindo... Não está obvio demais?" – disse ela, sarcasticamente.

"Você não me parecia ter uma língua tão afiada quando fui atrás de você ontem" – disse.

"E não tenho... É sua presença que me incomoda" – ela se debatia, tentando escapar dos braços dele que a seguravam pela cintura.

"Porque não disse antes? Isso torna tudo mais interessante" – sorriu.

"Odeio você!! Me solta!!" – com força, jogou o corpo para frente e quase conseguira escapar, mas novamente Afrodite a segurara pelo braço.

"E está com mais força do que da ultima vez... Sabe, essas perseguições estão se tornando uma rotina, não acha?" – perguntou ele, grudando-se a ela mais uma vez.

"Uma rotina muito desagradável".

"Você não reclamou quando te possui" – seu sorriso era cheio de malícia.

"Maldito seja você... Te odeio!! Odeio essa sua raça repugnante, esse seu jeito superior de me tratar. Te odeio a partir do momento em que apareceu em minha vida!!" – xingava alto e assim, deu uma cotovelada no estômago de Afrodite e quando se viu livre, correu até o portão e o abriu, saindo correndo e atravessando a avenida, sem sequer olhar para os lados.

Afrodite correu até ela, a tempo de ver seu corpo ser atirado á alguns metros de distância, por um carro que não teve tempo de freiar. Olhou atônito para a poça de sangue que começava a se formar embaixo do corpo caído dela no meio da rua. Várias pessoas começaram a rodeá-la, aterrorizadas, enquanto um homem chamava a ambulância. Não soube ao certo quanto tempo ficou a observar a multidão de longe. Só se deu conta disso, quando a ambulância ligou a sirene e saiu á toda velocidade, levando-a.

---xxx---

Melanie dormia. Seus amigos rodeavam o corpo dela e pareciam mais calmos. Ela escapara da morte por pouco e saber que ela estava viva era um alívio para todos. Não demoraram muito e logo todos eles foram embora.

We want to bite you we want your blood
And you can't resist our bloody lips
Come into our land

Queremos te morder, queremos teu sangue
e tu não podes resistir aos nossos lábios sangüíneos,
venha para nossa terra.

A lua crescente brilhava intensamente no céu estrelado. A cortina do quarto onde Melanie repousava estava aberta e a janela igualmente. Por ela entrava a brisa fresca da noite e ao lado da cama dela, ele estava a observá-la. Os cabelos azuis moviam-se lentamente, conforme eram tocados pela brisa.

"Melanie" – sorriu vitoriosamente – "Agora, não terá mais como fugir de seu destino" – tocou-lhe os lábios com os dedos gélidos – "Seja bem vinda".

Deu as costas á ela e pulou pela janela, desaparecendo.

---xxx---

Viram o médico, acompanhado de uma enfermeira, saírem correndo pelos corredores do hospital. Assustados, foram atrás deles. Seus temores foram confirmados. Era Melanie.

"Parada cardíaca!" – disse o médico.

Velozmente, tentaram inúmeras vezes reanima-la. Ela estava tão bem no dia anterior e de repente, aquilo acontecera. Foi inevitável. O corpo inerte e pálido da paciente foi coberto pelo lençol branco até a cabeça, e os amigos derramavam lágrimas de desespero pela amiga perdida. Agora, não tinha mais volta. Estava morta.

Assim que retirou os amigos de sua paciente do quarto e ele preenchera os papéis do óbito, voltou para o quarto de Melanie. Arregalou os olhos ao ver a cama completamente vazia, sem restígios dela. Procurou pelas enfermeiras, médicos e até mesmo assistentes, para tentar descobrir seu paradeiro ou se alguém a viu. Mas ninguém vira nada. O médico aproximou-se da cama e pegou uma rosa vermelha que jazia na cama vazia, antes ocupada por Melanie. Sentiu uma brisa fresca entrar no quarto e olhou para janela. Estava aberta.

FIM


Oi Pessoal \o/

Ela morreu? Ele a levou? O que aconteceu? O.ó

Sah Rebelde, o que acontece depois??

Isso, cada um irá interpretar diferente... Nada falarei, porque deixarei isso por conta de vocês... Vocês terão que imaginar o que aconteceu com ela. huhuhu maldosa

Bem, eu ia atualizar só amanhã, mas como eu consegui escrever o capítulo praticamente todo hoje, resolvi postar logo... Eu realmente tive um acesso de inspiração e esse capítulo saiu rápido... Claro que eu já tinha a história na cabeça, só faltava os detalhes. O que acharam?

POR FAVOR... REVIEWS!!!!! u.u

Beijos e até a Próxima!!!