-
Então mãe, com qual carro eu vou?
- Com o jipe.
Ah, eu gosto do jipe, pelo menos. Cabe bastante malas. Não que eu vá levar muitas malas, de qualquer jeito... AH, TIVE UMA IDÉIA!
-
Ah, mãe...
- O que você quer, Katherine?
- Como
assim o que eu quero? Você nem deixou eu terminar.
- Kathy,
querida. Você ficou nove meses na minha barriga. E outros 17
anos fora dela, mas ao meu lado. Eu acho que te conheço
bastante, filha. O suficiente pra saber que você vai me pedir
alguma coisa.
- Tá bom então. Então... Será
que a Maddie poderia ir comigo?
- Mas ela não foi para Nova
York com a mãe dela?
Ah, merda. Verdade. Outro fato que freqüentemente odeio é o da minha melhor amiga ser a filha da editora da revista de moda mais importante da Inglaterra. Eu ainda não entendo porque as viagens freqüentes para Nova York são tão necessárias, considerando que a revista é inglesa, mas quem sou eu pra entender o mundo da comunicação?
-
É, eu tinha esquecido.
- Kathy, não se preocupe. Te
garanto que você vai achar alguma coisa com o que se divertir
lá.
Uau, o que é isso? Minha mãe dando uma de... Ahn, mãe, só pra variar?
-
Mãe, eu estou indo pra um vila de 3 mil habitantes, o que pode
ter de tão interessante lá?
- Sabe, quando eu tinha
a sua idade, eu não era tão pessimista.
- Sério?
O que aconteceu pra você virar uma?
- Casei com seu pai.
– No mesmo instante, papai tirou os olhos do jornal dele pra se
defender.
-
Ei, não me meta na conversa!
- Mas é claro que meto.
Quem nunca cumpre suas promessas?
Ah, não. Briga de valores dos meus pais é a última coisa que eu preciso agora. Se toquem, eu terei que ficar dirigindo quase o dia inteiro amanhã, e ficarei fora por duas semanas, eles não tinham que estar expressando seu amor por mim, e o quanto sentiriam saudades?
- Gente, vou dormir, boa noite. – Tentei chamar a atenção deles, mas em vão. Estavam muito concentrados na tal discussão. Finalmente subi para o meu quarto e desabei em cima da cama. Não estava com sono, mas não tinha nada pra fazer. Odeio ficar esperando o sono vir. Acho que vou ligar para Maddie, avisar do meu desastre de verão.
-
Fala, Parker!
- Hey Maddie.
- Opa, que voz de desânimo é
essa?
- A voz de uma garota que vai passar as férias de
verão confinada em uma vila na Irlanda.
- Amiga, não
creio! Você vai pra casa da sua vó?
- Uhum...
-
Que porre. O que você vai fazer lá? Sexo com as
ovelhas?
- MADDIE!
- Não, é sério. Você
está de castigo de novo? KATHERINE, O QUE VOCÊ FEZ?
-
Dá pra parar de gritar?
- Não, estou elétrica!
-
Que horas são aí?
- Cinco da tarde e eu estou na
Saks
Fifth Avenue!
-
Cara, eu te odeio.
- É a inveja, honey.
-
É mesmo. Bom, eu só queria te avisa mesmo. Arrase Nova
York, certo?
- Por nós duas! Amo você, baby
Que
merda. Odeio minha vida. Quando eu digo que a vida é
totalmente injusta, ninguém acredita. Mas saca só. A
Maddie vive aprontando. Ela sai escondida o tempo todo, mas a mãe
dela tá pouco se lixando. Ela raramente estuda e vai bem em
todas as matérias da escola. Ela arranja os melhores encontros
e sempre se dá bem. E vai para os melhores lugares nas férias.
É claro que eu estou incluída em praticamente tudo
isso, porque nós somos do tipo melhores amigas quase
inseparáveis. Mas vêem como ela está sempre no
controle da vida dela? Porque raios parece que eu não tenho
nenhum direito sobre a minha vida? Desisto de procurar a resposta.
Sabe, toda essa argumentação esgotou meu cérebro.
Melhor eu ir dormir mesmo, que amanhã eu tenho um longo, muito
longo dia.
-
Então mãe, com qual carro eu vou?
- Com o jipe.
Ah, eu gosto do jipe, pelo menos. Cabe bastante malas. Não que eu vá levar muitas malas, de qualquer jeito... AH, TIVE UMA IDÉIA!
-
Ah, mãe...
- O que você quer, Katherine?
- Como
assim o que eu quero? Você nem deixou eu terminar.
- Kathy,
querida. Você ficou nove meses na minha barriga. E outros 17
anos fora dela, mas ao meu lado. Eu acho que te conheço
bastante, filha. O suficiente pra saber que você vai me pedir
alguma coisa.
- Tá bom então. Então... Será
que a Maddie poderia ir comigo?
- Mas ela não foi para Nova
York com a mãe dela?
Ah, merda. Verdade. Outro fato que freqüentemente odeio é o da minha melhor amiga ser a filha da editora da revista de moda mais importante da Inglaterra. Eu ainda não entendo porque as viagens freqüentes para Nova York são tão necessárias, considerando que a revista é inglesa, mas quem sou eu pra entender o mundo da comunicação?
-
É, eu tinha esquecido.
- Kathy, não se preocupe. Te
garanto que você vai achar alguma coisa com o que se divertir
lá.
Uau, o que é isso? Minha mãe dando uma de... Ahn, mãe, só pra variar?
-
Mãe, eu estou indo pra um vila de 3 mil habitantes, o que pode
ter de tão interessante lá?
- Sabe, quando eu tinha
a sua idade, eu não era tão pessimista.
- Sério?
O que aconteceu pra você virar uma?
- Casei com seu pai.
– No mesmo instante, papai tirou os olhos do jornal dele pra se
defender.
-
Ei, não me meta na conversa!
- Mas é claro que meto.
Quem nunca cumpre suas promessas?
Ah, não. Briga de valores dos meus pais é a última coisa que eu preciso agora. Se toquem, eu terei que ficar dirigindo quase o dia inteiro amanhã, e ficarei fora por duas semanas, eles não tinham que estar expressando seu amor por mim, e o quanto sentiriam saudades?
- Gente, vou dormir, boa noite. – Tentei chamar a atenção deles, mas em vão. Estavam muito concentrados na tal discussão. Finalmente subi para o meu quarto e desabei em cima da cama. Não estava com sono, mas não tinha nada pra fazer. Odeio ficar esperando o sono vir. Acho que vou ligar para Maddie, avisar do meu desastre de verão.
-
Fala, Parker!
- Hey Maddie.
- Opa, que voz de desânimo é
essa?
- A voz de uma garota que vai passar as férias de
verão confinada em uma vila na Irlanda.
- Amiga, não
creio! Você vai pra casa da sua vó?
- Uhum...
-
Que porre. O que você vai fazer lá? Sexo com as
ovelhas?
- MADDIE!
- Não, é sério. Você
está de castigo de novo? KATHERINE, O QUE VOCÊ FEZ?
-
Dá pra parar de gritar?
- Não, estou elétrica!
-
Que horas são aí?
- Cinco da tarde e eu estou na
Saks
Fifth Avenue!
-
Cara, eu te odeio.
- É a inveja, honey.
-
É mesmo. Bom, eu só queria te avisa mesmo. Arrase Nova
York, certo?
- Por nós duas! Amo você, baby
Que merda. Odeio minha vida. Quando eu digo que a vida é totalmente injusta, ninguém acredita. Mas saca só. A Maddie vive aprontando. Ela sai escondida o tempo todo, mas a mãe dela tá pouco se lixando. Ela raramente estuda e vai bem em todas as matérias da escola. Ela arranja os melhores encontros e sempre se dá bem. E vai para os melhores lugares nas férias. É claro que eu estou incluída em praticamente tudo isso, porque nós somos do tipo melhores amigas quase inseparáveis. Mas vêem como ela está sempre no controle da vida dela? Porque raios parece que eu não tenho nenhum direito sobre a minha vida? Desisto de procurar a resposta. Sabe, toda essa argumentação esgotou meu cérebro. Melhor eu ir dormir mesmo, que amanhã eu tenho um longo, muito longo dia.
