SURPRESAS DO AMOR

SINOPSE: Ela já não era mais criança. Ela já era desejável. Depois de muito ter vivido, e amadurecido, alguém reparou que ela não era mais aquela menininha. Pode não ter sido quem ela desejava, mas após algum tempo passou a ser muito melhor...

N/A – Creio que vocês já leram a minha nota anterior. Enfim, espero que gostem. Como é de praxe dizer, nada disso é meu. É tudo da JK, Warner, e todo o resto. Se eles decidiram dar aquele fim ridículo para a melhor história do mundo, não é comigo. Aqui está o meu fim. Não quero ganhar dinheiro... E só. Ah, a fic foi escrita antes de lançarem EdP, então finjam que estes livros nunca existiram. Eu finjo até hoje *risos*.

Capítulo 1 – O Reencontro.

As férias haviam acabado e Gina dava graças à Merlin. Foram férias extremamente tediosas e solitárias, apesar de todos estarem em casa. Rony e Hermione não paravam de brigar. E Harry? Bem, Harry até tinha vindo mais cedo, mas ela evitou de todas as formas possíveis encontrá-lo. Sua tristeza era insuportável, e não desejava dividi-la com ninguém. Ela já havia se acostumado a ser invisível, só não entendia o porque de insistir nessa paixão.

Era ótimo poder voltar e reencontrar seus amigos, saber das novidades. Levar uma vida normal. Para seu completo desespero – e deleite de sua mãe – havia se tornado monitora. Decidiu que faria desse ano um ano diferente, o seu ano. Apesar de terem abandonado Hogwarts no ano anterior, os gêmeos se formaram num curso de verão e os negócios finalmente iam bem. Nada de livros de segunda mão e vestes desproporcionais ao seu tamanho. O que não passou desapercebido por um par de olhos cinzas.

Na mesa da Sonserina se encontravam os alunos ricos e esnobes de Hogwarts. Dentre eles, Draco Malfoy, que se destacava pela altura, ombros largos e ótimo físico, ambos condicionados pelo Quadribol. Mas sua característica mais marcante eram seus olhos cinzas, tão frios quanto um iceberg. E claro, suas admiradoras e seus capachos, Crabby e Goyle.

Quando Gina entrou no salão principal, ele não pode deixar de reparar o quanto as férias haviam feito bem à Weasley Fêmea. Ela tinha crescido e se tornado uma bela mulher, com os cabelos na altura dos ombros, com pontas enroladas. Não deixou de pensar que isso lhe dava um ar místico, quase selvagem, com os olhos cor de mel que contrastavam com o vermelho dos cabelos. E o corpo? A única palavra que lhe vinha a mente era "escultural". Estava distraído contemplando a Weasley, e nem reparou que Zabine estava falando:

- Draco, posso saber o que tanto você admira na Weasley Fêmea?- disse sarcástico.

- De onde você tirou que eu estou admirando, seu retardado. – revirou os olhos – Estava apenas pensando em como eu poderia usá-la para atingir o Potter.

- Andam dizendo por aí que ela ainda é gamada no Potter, né? E ele nem sabe que ela existe... – riu - Que desperdício – acrescentou mais baixo.

- Bom saber, bom saber – disse pensativo – Pensei em conquistar a Weasley, e matar muitos dragões com uma flechada só. Irrito o trio maravilha, coloco ciúmes no Potter, me vingo e ainda me divirto!

- Malfoy, ela é bem gata. – falou sério – Você não tem medo de se apaixonar por ela?

- Ora, Zabini, francamente! Eu sou um Malfoy – articulou irritado – São necessárias explicações? – falou olhando para a mesa da Grifinória, vendo a Weasley conversando com a Sangue Ruim.

- Mione, será possível que ele nunca vai notar minha presença? – A grifinória disse.

Hermione olhou para a amiga com piedade. Ela sabia que Harry não gostava dela, e sabia que o motivo estava sentada na mesa da Corvinal.

- Gin, vou te dar esse conselho porque sou sua amiga. Por que você não tenta esquecer o Harry? Olhar parar os lados, ir adiante? – a amiga endureceu o rosto – Você sabe que tirando os babacas da Sonserina sobram muitos caras legais por aí. E bonitos! – riu.

- Você sabe que nessas coisas não se mandam não é? – Acrescentou triste – Mas acho que você tá certa. Ficar sofrendo é que eu não vou. – sorriu a ruiva – E você?

- O que tem eu?

- Não tá mais que na hora de você resolver sua história com Ronald?

A morena enrubesceu – Virgínia Weasley! Ron é apenas um grande amigo.

- Se você prefere continuar pensando dessa forma, não é comigo. – a menina deu os ombros – Mas você sabe como são os garotos não é? Vai que outra chega primeiro?

Gina desceu para apanhar o horário dos primeranistas, já que está era uma de suas funções como monitora. Se isso fosse atrapalhar seus estudos, era bem capaz dela renunciar ao cargo. Estava distraída examinando seu próprio horário e acabou esbarrando na pessoa mais detestável da qual tinha conhecimento.

- Ora Weasley, olha por onde anda! Além de pobres vocês também são cegos?

- Ora Malfoy, vá pro inferno! Além de comensais vocês também são burros ?

Ele riu sarcástico – Era suposto isso ser uma ofensa? Você tem muito o que melhorar, Weasley... – A propósito, vocês Weasleys compram os distintivos de monitores? – então bateu na testa como se tivesse dito um disparate – Comprar, como se vocês tivessem dinheiro! Eles caem no colo de vocês graças à bajulação do velho caduco.

- A propósito, Malfoy, seu pai já conseguiu encher o ministério com alguma mentira deslavada, dizendo que é inocente? Ou vai ficar hospedado em Azkaban, com toda a pompa que merece?

- Já está quase tudo resolvido, Weasley... Meu pai tem prestigio, coisa que você desconhece – disse num sorriso fino – Ainda assim acho que a cela de Azkaban é maior que seu quarto. Se é que você tem um!

- Para a sua informação, eu tenho um quarto sim. Minha casa pode ser simples, Malfoy, mas também é muito confortável. Me orgulho de nenhum membro da minha família ser acusado a de se alias à Voldemort.

- Claro, vocês já nasceram perdedores! Minha família sempre arriscou tudo pela causa, e você não pode negar que somos vencedores e poderosos.

- Você tem que rever seus conceitos sobre o que é ser poderoso e vencedor, Malfoy. – ironizou.

- Me dê um exemplo, Weasley. Potter? – ele deu uma risada alta – Ele é só um idiota que deu sorte contra Voldemort. Você deveria parar de lamber o chão que ele pisa.

- Eu nunca fiz isso, Harry é meu amigo – Respondeu corada.

- Você pode tentar se enganar, Ruiva, mas a mim você não engana. Todos em Hogwarts sabe da sua queda pelo Potter. E também sabem que ele gosta de outra, e essa outra não é você.

- Creio que isso não seja da sua conta, Doninha.

- Claro que não, eu sou apenas mais um que se diverte vendo a Weasleyzinha babando pelo cicatriz enquanto ele corre atrás da Chang. Você é até gostosinha, Weasley, mas é apagada – disse olhando para o corpo da menina – Já ouviu falar em atitude? – Ele riu – Aposto que você nunca beijou o Cicatriz, ou será que você não sabe beijar? – disse a olhando com intensidade.

Ele então tomou uma atitude inesperada pela Ruiva. Puxou-a para si e tomou um beijo. Ela não reagiu de imediato, mas sem pensar começou a corresponder o beijo com avidez. Ele aprofundou o beijo, passando as mãos por sua cintura, enquanto os braços dela iam para sua nuca.

Ficaram assim até Gina tomar consciência do que estava fazendo e interromper o beijo contra sua vontade. Ele voltou a encará-la com um sorriso sarcástico.

- Chega de aulas por hoje, Weasley. Quem sabe quando eu tiver um tempo livre, volto a te ensinar. Se beijar desse pode ser que você conquiste o Cicatriz. – Riu – Essa foi a primeira lição que você tomou do gostosão aqui. Só não se apaixone por mim, Ruiva. – Sou muita poção pro seu caldeirãozinho – Sussurrou em seu ouvido.

Malfoy deu as costas e seguiu seu caminho sem ao menos olhar para trás, deixando uma Gina indignada. Ela continuou andando soltando palavrões que se a Senhora Weasley ouvisse, lavaria sua boca com sabão. Chegou ao salão comunal e distribuiu os horários e se arrumou para dormir.

"Pelo menos esse ano começou mais interessante que de costume" – pensou a ruiva.

No quarto, Harry e Rony conversavam:

- Então Harry, Gina não tem nenhuma chance contigo? – perguntou o ruivo.

- A Gin? – respondeu pensativo – Não sei, cara, nunca pensei nisso. Acho que ela sempre foi uma espécie de irmã caçula, ou alguma coisa do tipo.

- Mas ela não é sua irmã – rebateu o outro - Você sabe que se alguém tiver que namorar com ela, eu prefiro que seja você.

- Não posso te prometer isso, Ron, essas coisas dependem mais do sentimento, do que da vontade propriamente dita.

- Pelo menos pense no assunto. Do jeito que andam dizendo que ela cresceu por aí, prefiro que ela esteja com alguém que eu confie.

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N/J – tá aí o primeiro capítulo reescrito. Espero que tenham gostado, tanto quanto eu gostei de escrever (das duas vezes). Decidi dar mais personalidade à Gin, achei que ela tava meio "mosca morta". Enfim. Uma Review não faz mal a ninguém.