Aqui esta a continuação da história:
Capítulo 2 – volta (parte 1)
"eu estava faxinando o sótão, quando eu encontrei o objeto mais estranho que eu já vi. não me lembrava de tê-lo visto em lugar nenhum, antes.
Ele parecia caber na palma da minha mão, era muito luminoso, tudo dele emanava uma luz esquisita, era de arrepiar. O objeto era um círculo, onde existiam Vários relógios funcionando vagarosamente. E ele era dividido em várias partes, além de ser meio transparente, como um fantasma. Eu me perguntava como aquilo veio parar ali e quando me abaixei para pegá-lo, nem toquei na coisa, os relógios ficaram malucos piraram, não paravam de se mexer feito loucos. E também me lembro de Aparecer imagens dos dias se passando, dentro do círculo, acho que era isso ou fiquei maluco.
Então, parece que a coisa abriu, a poucos centímetros de mim, um buraco no meio do nada, começou uma ventania. Eu fui sugado pela pressão do buraco. Tive a impressão de estar no meio de um túnel, onde todas as coisas do meu lado se moviam depressa e então caí no meio do verde. Afundei minha cara em algo macio e quando me levantei, estava com a boca cheia de grama e tinha um arranhão no rosto.
Eu senti algo no meu bolso e quando peguei era o objeto estranho!Depois, um tanto surpreso, olhei á minha volta e me vi num lugar cheio de árvores com copas grandes e troncos baixos,bem perto uma das outras.
Era impressão minha ou estava enfiado dentro de um matagal?
Eu não sabia onde estava, certo, só que parado é que eu não ia a andar á procura da saída daquele mato maldito.O bosque não era tão grande assim,era até que pequeno e por isso eu consegui chegar muito rápido á civilização. Como estava com medo dos dementadores ou dos comensais me pegarem,então,assim que cheguei numa cidadela estranha,eu virei um cachorro eu nunca havia visto essa cidade antes!Ela era protegida por muralhas e tinha sentinelas, um de cada lado. Eu consegui entrar nela,por que embarquei carroça de um homem que vestia farrapos ser de outra época.
O homem nem me percebeu em cima da carroça, onde eu estava atrás de uma saca de feijão. Ele falou com os guardas e conseguimos entrar na cidadela. Ao entrarmos na cidadela, na altura da segunda casa da rua principal, eu saltei da carroça e me escondi atrás daquela casa. Eu estava pensando no que eu iria fazer. Eu estava perdido, não é? Então precisava achar o caminho de casa. Como eu não sabia qual era a distância daquele ponto,até o largo Grimmauld,eu precisava procurar comida.E era isso que eu iria fazer. Procurar comida e depois pensar no resto.
Enquanto perambulava pelo centro da cidadela, aproveitando que estava livre, eu pretendia caminhar o máximo que podia para me sentir bem e feliz. As pessoas daquela cidade não batiam muito bem da cabeça, todas elas vestidas como se estivessem na idade média, aquilo não era normal. Até as casas eram iguais as da idade média. Aquele lugar parou no tempo, que atrasados...
Até o modo de vida deles era tão medieval!
Consegui comida,adivinhe,utilizando meu bom e velho charme canino. Mas ainda não era o suficiente. Tinha que procurar mais e eu não estava reclamando, não queria voltar à prisão (aquela espelunca) do largo Grimmauld tão logo, continuei andando calmamente,passando numa feira (medieval,é óbvio,como tudo lá naquela cidade)...bem,eu estava animado primeira vez,desde mil séculos eu não passeava ao ar livre,que nem vi uma mulher na minha frente. Acelerando o passo, eu esbarrei nela ou poderia dizer que a atropelei com minha afobação!Ela olhou para mim de modo assustado, era uma mulher baixa e com cabelos claros e alaranjados, presos num coque. Ela vestia (adivinhe, só!) um vestido medieval preto e amarelo claro. Eu mal conseguia disfarçar minha surpresa, que parecia exagerada demais para um vira-lata comum. Deixei de me portar como um ser canino normal, recuando-me da moça:
-oi, cãozinho!-ela falou comigo, num tom de voz animado-vem cá, vem!
Eu não conseguia me aproximar dela, estava desconfiado. Ela se aproximou, vagarosamente de mim que estava ainda em alerta, mesmo assim,deixei que ela acariciasse meu pêlo. E ela sorriu para mim,me entregando um pouco de pão,do qual eu comi, mais aliviado, pouco tempo depois:
-puxa, que fome, hein!
Eu esperava por mais um pedaço, porém um homem, de barba e cabelos ruivos,a chamou e ela foi até ele,nem sequer se despedindo de mim, ha, se eu me importasse com isso...já estava mais ou menos abastecido,quando virei um homem de novo e fiquei escondido no vão entre duas casas,onde ninguém poderia me descansar um pouco e verificar o quanto de comida eu tinha comi um pedaço de pão e depois disso refleti sobre o que iria fazer que caminho eu iria tomar?Eu nem sabia qual era o nome da cidade atrasada no tempo.
Havia duas hipóteses ou aquele objeto estranho me transportou a um lugar qualquer ou eu voltei no tempo. Decidi dar mais crédito á segunda hipótese, existem muitos objetos no mundo mágico que podem nos transportar e aquilo tinha mais cara de chave de portal e me transportou até uma cidade maluca que ficara isolada desde a idade média!Ou era apenas um festival medieval!Nem sabia que tipo de lugar era aquele!
Ah,eu não deveria ficar batendo cabeça com isso,deveria dar um jeito de voltar a Londres,antes que todos dessem pela minha falta!Ou, melhor já perceberam, mas eu não poderia ficar solto por aí para sempre!Tinha que ter um jeito!Eu estava perdido e nem sabia o que fazer a seguir!Há situação pior, principalmente quando você é um fugitivo da justiça?"tenho que ir embora..." eu pensava...
Foi, então, que me virei e olhei adiante, á minha esquerda. Uma mulher estava parada, de costas, em frente ao vão, conversando com um vendedor que lhe mostrava panos de todas as cores. Estava acompanhada da mesma mulher que me ofereceu pão.
Sorte que eles nem me viram, eu pensei e então percebi que estava atrás de um barril, por pouco não aconteceu alguma coisa. Se eles me vissem, eu poderia ser reconhecido e aí poderia ser mandado para Azkaban, o que eu não desejaria nem para o meu pior inimigo (pensando bem, eu desejaria sim, isso é um modo de falar, é claro).
Eu decidi não ficar parado ali e ir logo se mexendo,antes que me pegassem e fui em direção oposta,meio apressado,e então,derrubei umas duas ou três caixas que haviam no dois,é claro me ouviram e a mulher,de cabelos negros,foi entrando no vão das casas, onde eu estava.O vendedor,curioso,também foi averiguar.A outra mulher ficou na frente do vão,assustada.
-que barulho foi esse?
Nos encaramos. Ela era muito bonita, eu admito,talvez a mulher mais bonita que já tinha visto em toda a minha vida. Ela usava um vestido cinza escuro Seus cabelos negros faziam contraste com a pele claríssima e os seus olhos eram azuis profundos como...como o oceano...Porém, eu estava muito assustado para conseguir escapar e ela parecia estar,no mínimo,um tanto curiosa e ao mesmo tempo,surpresa de me encontrar ali:
-o que o senhor está fazendo aqui, escondido?E estavas fugindo de quê?-Ela olhou para trás.
Eu bem que tentei encontrar uma desculpa convincente, ela parecia meio desconfiada de mim. Então ouvimos uma voz masculina:
-Helga!Rowena!O que estão fazendo aqui?
Eu ouvi direito?O cara ruivo chamou-as de Helga e Rowena?Eu estava incrédulo. Ele entrou no vão e ficou olhando intrigado para a cena. O vendedor já tinha ido. Eu nem sabia o que falar, estava em choque com tudo isso, nem raciocinava direito.
-bom, eu estava conversando com este cavalheiro, acredita que ele estava aí, escondido atrás do barril, por algum motivo, fugindo de alguém? - a mulher de cabelos negros disse.
-ah, deixe-o, qualquer problema que ele tiver não nos interessa, não é mesmo?-disse o ruivo.
-não!Que isso!Na verdade, sou um viajante e me perdi,entrei nesta cidade para me abastecer e estava aqui descansando, até ela me assustar. Foi isso, é claro...
-ah, sim!-disse a mulher de vestido amarelo, pensativa - e da onde você veio?
Eu hesitei com a pergunta. Tinha que inventar algo rápido:
-eu vim de... De Cambridge... É... Vim de lá...
-E o seu nome, cavalheiro?-A mulher de cabelos negros me perguntou.
-Si... Er... Simon Snuffles...
-O meu é Rowena Ravenclaw - Ela me disse.
-sou Godric Gryffindor e aquela é Helga Hufflepuff. -o ruivo me disse apresentando a outra mulher, de vestido amarelo e no ínicio do beco.
Mal consegui acreditar no que estava ouvindo. Eles eram um dos quatro fundadores de Hogwarts. Se eles estavam aqui, na minha frente, em carne e osso, então só havia uma hipótese: eu havia voltado ao tempo, por isso a cidade tinha aquela aparência medieval. Mas... Não... Não podia ser! Apertei o objeto que estava em meu bolso e engoli em seco, arregalando os olhos:
-impossível... -murmurei, enquanto tentava achar outras palavras para definir a esquisitice em que estava vivendo.
-Como?-riu Godric - O que é impossível?
Dessa vez, não achei desculpas para justificar o que eu disse. Ele não voltou a perguntar só me olhou, intrigado demais:
-Para onde estás indo?
-Hã... Vou viajando para todos os lugares, sou meio sem rumo...
-Talvez precise encontrar um rumo... -disse Helga, pensativa - o rumo certo para o senhor...
-Ah, Estamos em Londres para comprar algumas mercadorias e hoje, voltaremos ao Norte, de onde vivemos -Me informou Godric -Somos quatro, Salazar Slytherin, que é um de nossos acompanhantes, não está aqui, provavelmente comprando algumas coisas para viagem.
-Londres é aqui?-eu perguntei, surpreso. Eu não havia saído do lugar. Esta cidade era Londres, um tanto menor e era a Londres da idade média, quando era apenas um burgo cercado como outras cidades da Inglaterra!Tudo estava muito estranho...
-É claro que aqui é Londres -Godric riu,surpreso com o meu senso de direção-Talvez tenha que deixar de viajar tanto,pois me parece que o senhor se perde muito fácil neste enorme mundo...
-Ah, não!Estava brincando - Eu fingia que ria, enquanto Helga e Rowena se entreolharam, não achando graça nenhuma de minha "brincadeira"
-Ah, bom, isto me surpreendeu bastante... Essa sua... Brincadeira - Disse Godric, sem jeito e com um sorriso bem amarelo estampado na cara-Bom, temos de viajar, antes que anoiteça...foi um prazer conhecê-lo,
Simon Snuffles...
-Vamos, Helga - disse discretamente Rowena, puxando a amiga, enquanto ela se despedia de mim.
-Tchau... -Rowena me sussurrou, sorrindo, assim que chegou no final do beco.
-Ah, tchau...
Eu estava bastante chocado com a conversa e com o que havia visto.
Deslizei minhas costas na parede e me sentei no chão. Tirei o objeto de meu bolso. Ele ainda brilhava fracamente, como se estivesse zombando de mim. Então, essa coisa me fez voltar ao passado, pensei, cheio de dúvidas. Como aquilo tinha ido parar na minha casa?Como voltar para o futuro?Por que tinha caído naquele tempo?Eu só devia estar sonhando...
Me belisquei várias vezes para testar se era um sonho ou não...Parecia real...Mas,eu não me convenci...Deveria ser um sonho...
Só depois de ficar sentado ali feito um abobalhado, se beliscando, é que eu acordei para a vida... Seja um sonho ou não, eu deveria ir atrás deles, dos quatro fundadores!
Eles saberiam como botar para trabalhar este objeto e me mandar de volta para o futuro!Ou se eu consertasse o objeto com a ajuda deles, aí seria fim do sonho e eu acordaria!Com esta idéia fixa na cabeça corri até o grupo e quando percebi, eles já estavam saindo da cidade á toda velocidade. Eu suspirei, inconformado e ao mesmo tempo, xingando a mim mesmo por ter chegado tão tarde.
Eles eram as pessoas perfeitas: Os únicos da idade média que eu conhecia melhor (de tanto ouvir falar, até já cansou: "os quatros fundadores" e bla bla bla...) e eu tinham certeza de que podia confiar neles (menos em Salazar, mas eu saberia dobrá-lo...)
e é claro,eram pessoas inteligentes,portanto saberiam resolver meu problema.
Então, me dei conta de que estava andando na rua, na forma humana. Procurei um lugar para me esconder, aí me dei conta de que não precisa fugir de ninguém, estava na idade média, ninguém sabia quem eu era (viva! pelo menos algo de bom na idade média, época mais primitiva, lenta! logo, iria começar a sentir tédio... Ah! como queria ir embora!)
Com a minha esperteza, troquei um cavalo por um pouco de comida e logo me pus a correr para fora da cidade "norte,eles foram para o norte" eu pensava,torcendo para que não tivessem pegado um desvio pela estrada.
Eu iria atrás deles."
-...
-que foi Ron, por que está com essa cara?-perguntou Hermione, preocupada.
-Mas... Quê?-Ron disse confuso.
-Bom... Está dizendo ali que o Sirius foi para a idade média e... -Harry sussurrou pensativo.
-E nós sabemos que isto é uma grande história para boi dormir do Sirius!-Disse Ron, emburrado
-Ron!É claro que não!Ela pode ser incrível demais, mas está registrada no diário dele!-Hermione retrucou brava por Ron chamar Sirius de mentiroso.
-Ah, até parece que vocês não pensam!Ele criou historinha, pois estava com tédio,eu aposto!-Ron disse, com a testa se franzindo cada vez mais.
-Mas, Ron!Estamos no mundo mágico!Aqui, voltar no tempo não é comum?E além do mais, eu vi esse diário aparecer do nada e antes, apareceu um objeto estranho que desconfio que seja o mesmo que fez Sirius voltar ao tempo!Quero dizer, é o mesmo!
Harry quase convenceu Ron com esses argumentos. Mas o garoto não queria acreditar... E quando as pessoas não querem acreditar, mesmo, não tem quase jeito nenhum...
-Ah, tá!Como se fosse fácil voltar á idade média, com um simples objeto mágico, brilhante e florido!Chega! eu vou embora, antes que vocês digam mais absurdos como "a assombração do Sirius apareceu e quer seu diário colorido e cheiroso de volta!"-Explodiu Ron.
Todos ficaram muito ofendidos com isso.
-Está bem, Ron!Tudo bem!Se você não acredita, pode ir embora - Disse Hermione, extremamente furiosa. Ela sentia vontade de bater em Ron - Eu vou ler o diário com o Harry, então é melhor você ir e não atrapalha a nossa leitura!
-Ei, eu também quero ler essa porcaria!-reclamou Ron.
-Ué, mas você mesmo não disse que Sirius era um mentiroso e que tudo isso é historinha para boi dormir?-lembrou Harry, bravo.
-Mas eu estou curioso, não tenho culpa, não é?-Retrucou Ron, pegando uma ponta do diário do Sirius.
-Então, você pode ir pedindo desculpas, se quer ler alguma coisa - Hermione brigou com Ron.
-Desculpas pelo que, Hermione, você está delirando?
-Desculpas por caçoar do Sirius e por desrespeitar nossa opinião - Retorquiu Hermione, furiosa.
-Está bem, desculpas. -Desculpou-se Ron de má vontade. Logo ele se animou-Vamos ler mais um trecho?
Houve um pequeno silêncio, até Hermione pedir para Harry continuar lendo:
-Está bem... -Harry sorriu, feliz. Era o que ele mais queria fazer, no momento-Onde paramos?
Hermione indicou o trecho e Harry começou a ler o episódio seguinte da história:
"Eu estava cavalgando, seguindo até o extremo norte pela estrada deserta..."
Fim da parte um
