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2. Mudança e Descoberta

Estávamos eu, minha mãe, Rose e Rafaelly na porta de casa - as bagagens já estava em um dos táxis que nos esperava - esperando Alice acabar de arrumar sua mala, que por acaso já era para ter terminado.

- Anda logo Alice! - disse minha mãe pela terceira vez - Desse jeito vamos perder o avião!

Ninguém merece ter uma irmã desse jeito, já não basta ter ficado o dia inteiro arrumando a mala, digo as malas, ainda tem que nos atrasar. Rosalie se aproximou de mim.

- Vamos buscá-la? - ela perguntou. Suspirei e assenti. Da útilma vez que viajamos tivemos que pegar Alice a força, pois ela não decedia a roupa que ia usar na viagem. Passamos pela minha mãe e Rafaelly que estavam mais próximas à porta e subimos as escadas até o quarto de Alice.

- Você puxa ela lá pra baixo e eu pego as malas. - eu disse para Rose.

- Ok!

Entramos no quarto e Alice olhou surpresa para a gente enquanto eu pegava suas malas e Rose a puxava lá pra baixo. Ela tentou resistir se segurando na porta.

- Espera, eu ainda não acabei de organizar minha mala! - ela tentou argumentar em vão.

Descemos as escadas, Rose puxando a Alice e eu carregando as duas malas e a bagagem de mão dela. Coloquei as suas malas no "táxi das malas" - tivemos que chamar dois por que um só não caberia a gente e as bagagens – enquanto minha mãe ajudava Rose a colocar Alice no táxi. Nossa! Ela é pior que criança pequena. Entrei no táxi e escutei Alice começar a reclamar.

- Por que fizeram isso? Mãe elas me tiraram a força de casa, não vai falar nada? - ela perguntou aborrecida.

Minha mãe suspirou e olho para nós, Alice sorriu vitoriosa esperando que ela nos xingasse.

- Obrigado meninas! Se não fosse vocês perderíamos o avião. - minha mãe falou deixando Alice de boca aberta enquanto o resto de nós ria. Ela se virou para Alice e disse – Era o único jeito de te tirar de lá!

Chegamos ao aeroporto e ficamos sabendo que nosso avião se atrasaria. Sairia uma hora depois da hora marcada. Hoje não é nosso dia!

Sentamos em cima das malas escutando Alice reclamar dizendo que dava tempo dela ter organizado sua mala e chegarmos a tempo. Ela não parava de falar.

- Ninguém aqui é vidente pra adivinhar que o avião se atrasaria, Alice! – Rafaelly gritou surpreendendo a todas nós. Geralmente ela era mais pacifica com Alice. Até Alice parou de falar. Que bom!

- Falou bonito maninha! - Rose exclamou. Depois disso Alice fechou a cara e não falou mais nada. Graças a Deus!

Uma hora depois...

- Passageiros do avião direcionada a Chicago, por favor, compareça á central de embarque na portaria 5.

- Tava achando que não sairíamos daqui hoje, finalmente! – minha mãe falou nos entregando as passagens. E fomos para o avião.

No avião...

Esme, Alice e Rafaelly se sentaram no mesmo banco enquanto eu e Rose no sentamos no banco da frente. Quando o avião pegou vôo, percebi Rosalie se agarrar ao banco e ficar rígida.

- Que foi Rose? - perguntei.

- Não gosto de aviões! - ela respondeu. Eu ri me lembrando que ela tinha medo de voar. Nem sei por que.

- Reze pra ele não entra em turbulência! - falei.

...

Ela teve sorte não ouve turbulência, o vôo foi tranqüilo. Quando pousamos, ela suspirou de alívio.

- Não quero voar nunca mais! - ela resmungou.

- Eu achei o máximo! - Rafaelly declarou.

Pegamos nossas malas e fomos para o lado de fora do aeroporto. Chegamos a Chicago!A primeira coisa que percebi foi o clima, não era muito diferente de Forks, fazia frio, mas Chicago com certeza é melhor que aquele fim de mundo. Fora isso, Chicago não era nada parecida com Forks, com casas pequenas, pouco comércio e ruas praticamente vazias. Nada disso, tinhas prédios altos, muitos carros nas ruas e bastante comércio. Ficamos uns 15 minutos procurando um táxi.

- O hospital devia ter pagado pelo menos a passagem e disponibilizado um táxi pra gente já que fez a transferência. - Alice reclamou cansada de andar procurando um.

- Não reclama Alice, pelo menos saímos de Forks. - Rose falou.

- Achei um táxi. - minha mãe declarou apontando para um e em seguida pegando as malas - Vamos logo!

Sentei na janela por que queria olhar para a cidade. Não demorou muito e chegamos a nossa casa.

- Chegamos! – dissemos em coro.

A casa era de dois andares, no primeiro andar estava a sala de estar, a sala de jantar, a cozinha e um banheiro. No segundo andar tinha os 5 quartos, um escritório para minha mãe trabalhar e mais um banheiro. A casa também tinha um sótão.

Entramos todas correndo na casa, olhando cada cômodo. Depois de visitar a casa inteira fomos arrumar nossos quartos, esvaziar as malas. Nem me dei ao trabalho de tirar tudo da mala, ao longo da semana vou tirando quando precisar. Sim, isso é preguiça!

Deitei na minha cama e observei meu quarto, em uma parede tinha uma pequena prateleira com alguns livros, sempre gostei de ler então fui até lá olhá-los. Tinha muitos livros bons, a maioria eu já havia lido, mas um que realmente chamou minha atenção foi o "Morro dos Ventos Uivantes" que há tempos queria ler. Quando o retirei da prateleira percebi que havia uma maçaneta atrás do livro. Que estranho, nunca vi isso, uma maçaneta atrás do livro. Coloquei o livro em cima dos outros para tentar abrir o que parecia ser uma porta disfarçada de prateleira. Tentei abri, mas parecia estar trancada. Suspirei. Queria saber o que tinha ali dentro. Tive uma ideia. Coloquei o livro no lugar.

Decedi procurar minha mãe e tentar arrancar algo dela caso ela saiba de alguma coisa. Desci as escadas e procurei na sala de estar, apenas Rafaelly estava lá sentada no sofá e mudando os canais da televisão sem parar.

- Sabe onde mamãe está? – perguntei a ela.

- Está no escritório dela lá em cima, trabalhando. - ela respondeu sem tirar os olhos da TV.

Trabalhando. Minha mãe trabalha demais, ao invés de aproveitar o dia de folga para descansar da viagem foi se trancar no escritório trabalhar.

Subi as escadas e entrei no escritório sem bater, minha mãe olhou para cima e sorriu.

- Está gostando da casa? - ela perguntou.

- Sim, estou. - fiz uma pausa e perguntei - O que está fazendo mãe?

- Estou trabalhando, arrumando alguns papeis. - ela respondeu.

- Por que não aproveita o dia para descansar? Acabamos de chegar de viagem, mãe.

- Não estou cansada, e quero trabalhar, não se preocupe. - ela disse calmamente. Suspirei, eu nunca entendi esse amor que minha mãe tem pela profissão.

Ela voltou a mexer nos papeis espalhados na mesa e eu me sentei em uma cadeira de frente para ela. E comecei a falar.

- No meu quarto tem uma prateleira com alguns livros. Sabe se é do antigo dono da casa?

Ela continuou mexendo nos papeis, mas respondeu.

- O antigo dono falou sobre isso quando conversamos, ele disse que poderiam ficar para gente, que aqueles livros estão lá há um tempo e ele não os queria mais.

- Posso ficar com eles então? - perguntei animada.

- Pode claro que pode. - ela disse.

Sai do escritório e fui para meu quarto, apesar de não ter descoberto nada sobre a porta disfarçada, ganhei alguns livros.

Fui até a prateleira e olhei novamente os livros tirei o "Morro dos ventos uivantes" do lugar para examinar a maçaneta. Ela era como todas na casa, simples. Mas essa parecia um pouco mais velha. Tentei abrir novamente e nada. Tinha que achar era a chave da porta. Mas onde poderia estar a chave dessa porta? Poderia estar junto com as chaves da casa que minha mãe recebeu.

Olhei para a janela e percebi que já estava escurecendo. Nem vi o tempo passar. Decidi que no dia seguinte iria pegar as chaves e testá-las naquela maçaneta. Fui tomar um banho e me preparar para dormir. Deitei na cama e fiquei olhando para o teto até adormecer.

-x-

Eu estava com todas as chaves da casa na mão. Fui para meu quarto e comecei a testá-las na porta disfarçada. Tinha tantas chaves, ia ser difícil achar a chave certa. Comecei a tirar as chaves que já tinha testado do chaveiro, por que se as deixasse lá não saberia qual já testei e qual não.

Fiquei algum tempo procurando a chave, se é que ela estava ali, algumas eram grandes de mais então eu nem tentei, outras pequenas demais também não tentei essas. Já estava quase desistindo, quando enfio a chave na tranca e rodo... E ela abre.

- Yes! Abriu! - eu quase gritei, esperava que ninguém tivesse me ouvido.

Abri a porta foi como tirar a parede do lugar. Era muito bem disfarçada, pintada com o mesmo tom de tinta da parede, se eu não visse a maçaneta nunca iria descobrir aquela porta. Abri a porta bem devagar. Quando vi o que havia lá dentro meu queixo caiu.

Continua...