Dizer que Nick não havia dormido aquela noite, seria eufemismo. E os olhos avermelhados e pálpebras baixas deixavam isso ainda mais claro.
—Bom dia, Wilde. – Benjamin cumprimentou com sua habitual animação, logo depois colocando uma rosquinha inteira na boca.
—'dia. – resmungou sem olhar para a onça, e bebeu de seu café expresso. Ben não deu muita importância, pois, sabia como o raposo era e continuou seu trabalho.
Parecia que todo o tedio do feriado seria recompensado hoje, tudo o que se via eram telefones tocando, policiais correndo pra lá e pra cá, trazendo e levando criminosos ou simplesmente B.O's. Mas Nick estava com muito sono para reparar nisso, no momento, ele só esperava que a Cenourinha tivesse uma boa explicação para o acontecimento do estacionamento. Na verdade, ele precisava ouvir a explicação dela para que ele mesmo pudesse assim, tentara arrumar uma que justificasse a reação de seu corpo.
Entrou na sala e ao invés de uma animada Judy com qualquer nova ocorrência, ele não encontrou nada, exceto a sala vazia. Tirou os óculos, guardando-os no bolso e franziu as sobrancelhas.
Por sorte, Chefe Bogo estava passando por ali.
—Chefe. Onde está a...?
—Eu dei uns dias de folga para ela. – disse sem dar importância, lendo um arquivo qualquer que levava consigo. - Por que? O raposinho não consegue pegar alguns bandidos maus sem a coelhinha? – sorriu irônico.
Nick sentiu seu sangue ferver, mas retribuiu o sorriso cínico.
—Claro, Chefe. – jogou o copo vazio no lixo enquanto quando chegaram ao saguão. - E como vai a Gazelle?
Tirou um celular do bolso ao qual o Chefe logo reconheceu, na tela havia um print do app da Gazelle.
—Me dá isso. – tomou rapidamente o aparelho das patas de Nick e mandou um olhar ameaçador para ele que apenas piscou e se virou de volta para a sala.
Nick não pode evitar rir, mas logo a coelha voltou a dominar seus pensamentos.
Sentindo-se frustrado, se sentou de qualquer jeito no sofá no canto da sala.
O que tinha de errado com ele? A amizade que tinha com Cenouras era diferente de qualquer outra "amizade" que já havia tido– ele não diria que foram amizades, seria algo mais para negócios.
Mas isso ainda não explicava o porquê dele se preocupar tanto com ela. Não era de agora, que ele se questionava sobre isso. Embora, a menos que houvesse uma reposta...
Não! Riu do próprio pensamento absurdo – que, alias, vinham sendo muitos ultimamente. Ele não podia...
Ou poderia?
Ele arregalou os olhos verdes com a realização...
Ele, Nick Wilde estava apaixonado por sua amiga e parceira, Judy Hopps.
(...)
—N-Nick? – perguntou surpresa quando abriu a porta e deu de cara com o raposo.
—Eu... – parou de falar, o cheiro rapidamente enchendo seu olfato. Estava mais forte do que antes.
Judy, desconfortável por estar de camisola e mais ainda pelo o que havia acabado de fazer antes dele chegar, pigarreou:
—Nick, o que você está...
Pov's Nick Wilde
Eu só podia estar maluco!
Há! Apaixonado... Que ridículo. Era o que eu repetia para mim mesmo no caminho do apê da Cenourinha. Eu estava apenas confundido as coisas, devia ser só uma atração boba.
Então, porque eu estava indo até a casa dela?
Bem, eu preciso de alguns documentos para tentar resolver um caso de um filhote de castor desaparecido no parque... Eu poderia pegar esses mesmos documentos no departamento de registros, mas não quero.
Um tempo depois de resolvermos o caso das Uivantes Noturnas, ela finalmente se mudou para um apê mais calmo – ou seja, depois de receber uma boa bronca do Chefe Bogo por ter cochilado em serviço por causa das festinhas constantes dos vizinhos.
Eu já havia vindo aqui algumas vezes, então o porteiro já me conhecia e me deixou subir, mesmo que com um olhar muito desconfiado. Bati duas vezes na porta e esperei (in)pacientemente ela vir abrir.
—N-Nick? – parecia surpresa ao me ver ali, o que me deixou meio confuso. Formalidade era uma palavra que não se encaixava entre nós. Mas deixei isso pra lá.
Admito que não deixei de reparar em como ela estava vestida: eu já estava acostumado á vê-la com o uniforme, e pensava que ela não tinha como ficar mais sexy. Me enganei completamente!
A camisola azul claro mal chegava ao meio das coxas dela, me dando uma bela visão de suas pernas muito bem torneadas. Ela era um pouco colada em cima, marcando o quadril e a cintura fina e os seios pequenos. Embora, eu acho que eles caberiam perfeitamente na minha boca...
Me chutei mentalmente por estar tendo esses pensamentos descaradamente.
—Eu... – eu gostaria de ter terminado essa frase, mas, o odor foi como um tapa na cara. Momentaneamente, me senti bêbado com aquele cheiro delicioso que mais uma vez dominava meus sentidos.
—Nick, o que você está...?
Antes que eu pudesse reorganizar os meus pensamentos, dei um passo á frente e segurei o rosto dela entre minhas patas e a beijei. Pontos coloridos brilharam sob as minhas pálpebras e minha mente parecia ter entrado em colapso quando senti os lábios dela.
Eu não sei o que tinha dado em mim para fazer aquilo, mas eu não queria parar. Desci uma das patas para a cintura dela, a puxando para mais perto de mim e ela estremeceu. Isso inflou um pouco o meu ego, saber que meu toque causava esse efeito nela. E também me deixou aliviado, afinal ela correspondeu o que diminuía as chances de ficar com raiva de mim.
Mas isso não era o bastante! Eu precisava... Não. Eu necessitava de mais. A essa altura, eu mal lembrava o meu próprio nome, dirá dos documentos.
Pedi passagem para a minha língua e ela rapidamente deu, abrindo os lábios. Ahh, ela tinha gosto de amoras!
Eu estava tentando ir devagar, mas minha calça já estava ficando incomoda. E Judy só piorou as coisas quando chupou minha língua.
Senti algo queimar dentro de mim. Eu precisava faze-la minha.
Pequei ela no colo, escutando-a dar um gritinho que foi logo abafado pela minha boca. Andei com ela no meu colo desajeitadamente até o quarto, onde fechei a porta com o pé e a prensei na mesma. Tivemos que interromper o beijo por causa do maldito oxigênio, e eu logo ataquei o pescoço. Céus, como ela era cheirosa. Fiz uma trilha de beijos do pescoço, no rosto, até as orelhas dela, onde eu mordi suavemente.
—Nick...
—Cenourinha. - rosnei quando ela sem querer rebolou no meu colo. Senti ela sorrir e rebolou novamente, e eu inconscientemente apertei a bunda durinha dela incentivando ela a continuar. Gemeu. Aquela coelhinha estava brincando com fogo...
E eu não aguentava mais!
A deitei na cama, ficando em cima dela e beijei ela com urgência, demonstrando o quando eu a queria.
Judy começou a desabotoar minha camisa e eu ajudei, e logo a peça estava esquecida em um canto qualquer junto com a camisola dela. Me afastei, para olhar a obra prima que era o corpo da Cenourinha.
Uma palavra, resumi bem: perfeita.
Voltando a olhar pro rosto dela, eu sorri ao vê-la corada.
Me inclinei sobre ela, apoiando o meu peso nos cotovelos e beijei o colo, antes de tomar o seio esquerdo na boca e comecei a chupa-lo.
—Hum... Nick! – se contorceu debaixo de mim, passando as patinhas nas minhas orelhas, me arrepiando.
Após ter certeza que o mamilo estava bem vermelhinho, repeti o processo no outro. Eu poderia ficar o dia todo daquele jeito, apenas pra ouvir seus gemidos. Mas eu queria que ela gritasse o meu nome.
Me enrolei um pouco na hora de desfazer o cinto, mas consegui finalmente me livrar da calça e cueca. Quase gemi de alivio quando meu pênis foi liberto do aperto.
Um sorriso presunçoso se espalhou pelo meu rosto ao ver que Judy tinha os olhos arregalados, enquanto encarava meu comprimento ereto. Eu podia ver "Não vai caber" escrito nos olhos dela.
A puxei para o meu colo, sem penetra-la e a beijei carinhosamente.
—Eu vou devagar, prometo. – ela sorriu e assentiu.
Toquei sua intimidade, sentindo-a totalmente pronta pra mim. Por mais que tudo o que eu quisesse naquele momento fosse me enterrar profundamente dentro dela, eu precisava prepara-la para que fosse bom pros dois.
Inseri um dedo lentamente dentro dela, tirando e colocando, enquanto massageava o clitóris. Judy tremeu em meus braços, gemendo. Céus, aquela era uma das cenas mais sexys que eu já tinha visto!
Eu estava tão concentrado em dar prazer a ela, e ao mesmo tempo não gozar que mal percebi quando Judy segurou meu pênis. Ela timidamente começou a me masturbar, segurando com firmeza e circulando a ponta com os dedos. Gemi.
—Espera. – respirei fundo, segurando o pulso dela. Se ela continuasse, eu não ia aguentar.
—Eu quero você, Nick. – segurou meu rosto, roçando o fusinho no meu.
Era só o que eu precisava ouvir. Me ajeitei na cama, com ela ainda no meu colo, apoiei as costas no travesseiro e segurei meu pênis. Ela, por ser bem menor que eu, ficou em pé, apoiando as mãos no meu peito e se posicionou.
—Judy... – a detive, segurando sua cintura.
—Não se preocupe. Eu quero. – vendo a sinceridade em seus olhos violeta, assenti.
E assisti quando ela lentamente começou a descer, levando meu pênis dentro de si. Gemi quando a glande entrou, era tão apertada!
Judy fechou os olhos com força, quando já tinha entrado a metade. Eu apertei o maxilar, agarrando os lençóis. Eu estava sentindo aquele queimar novamente, e estava tirando forças sobrenaturais para me controlar. Mas era tão difícil...
—Ah! Nick! – Gritou quando finalmente entrou tudo. Urrei de prazer, apertando a cintura dela. Inverti nossas posições, ficando em cima, e comecei a fazer movimentos lentos para que ela se acostumasse. Em pouco tempo, Judy já gemia de prazer.
—M-mais rápido...
Me ajoelhei a puxando pra mais perto pelas coxas e comecei a estocar mais rápido, sentindo suas paredes esticarem para me receber melhor. Gemeu alto quando eu acertei um ponto profundo dentro dela. Eu desisti de negar, essa era a mais pura verdade:
Eu amo a Cenourinha! A minha Cenourinha.
—NICK! – gritou.
—Arr, Judy! – rosnei quando as paredes vaginais dela me apertaram ainda mais, anunciando que ela havia gozado. Com mais alguns estocada, eu logo me despejei dentro dela.
Após alguns minutos em que o nó desinchou, sai de dentro dela fazendo uma grande quantidade de liquido esbranquiçado escorrer nos lençóis. Ambos ofegantes, embora satisfeitos, me deitei ao seu lado.
—Nick. – meio sonolento, virei para encarar aqueles olhos que tanto me encantavam.
—Hum?
—Desculpe por não te contar. – abaixou as orelhas, corada.
Sorri, a puxando para deitar no meu peito.
—Tudo bem. – beijei seu narizinho. – Com tanto que todos os seus segredos acabem desse jeito, eu posso me acostumar.
Ela riu e me deu um tapa de leve.
—Eu te amo, coelha esperta.
Seus olhos brilharam e ela me beijou.
—Eu também te amo, sua raposa boba.
Definitivamente, cinza é a cor mais quente.
