Desculpe pela demora... Capítulo novinho.
Espero que gostem!
Repetindo: Essa história terá a visão do Edward (EPOV); da Bella (BPOV) e do narrado em itálico.
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O jardim que fica atrás do museu é grande e cheio de altos e baixos. Edward e Bella estavam longe o suficiente para verem a porta dos fundos, mas não serem vistos. Bella estava sentada olhando suas mãos, que tocavam a grama; Edward estava agachado, seus olhos cravados na porta do museu.
BPOV
Levantei os olhos e a primeira coisa que vi foi Edward virar o rosto em minha direção, me encarando. Desde que havia me dito que é vampiro, ele parece esperar uma reação histérica ou assustada da minha parte. Mas a verdade é que eu nem conseguia acreditar, quer dizer, todos dizem que vampiros não existem e eu acreditava nisso.
- V-você está... – a minha voz falhava, meu primeiro instinto foi me arrastar para trás – Você...
Ele percebeu meu distanciamento, mas nada fez para impedir. Olhou para a porta, depois voltou a me observar, me estudando de cima a baixo. Calmamente falou:
- Pare de se afastar. – com seus movimentos imperceptíveis, ele apareceu do meu lado e segurou meu braço, me forçando a levantar – Por favor, tire essa cara de assombro, se eu quisesse te fazer mal já teria feito.
Ainda me segurando pelo braço ele me sacudiu para frente e pra trás.
- Entendeu? – ele levantou a sobrancelha e sorriu maliciosamente – Até porque conviverei muito do meu tempo com você. Não quero ter que...
Nesse momento, abruptamente, homens vestidos com roupas pretas saíram do museu, todos com armas nas mãos.
- Droga! – ele me puxou para seu peito, com uma mão n minha nuca e a outra na minha cintura – Feche os olhos! – ele sussurrou no meu ouvido – Vai ser melhor para você.
Seu abraço frio me fez tremer, senti uma leve brisa nos meus cabelos e quando abri os olhos estávamos em algum das muitas florestas que rodeiam Forks. Me afastei dele logo que a tontura da 'viagem' passou.
- Você tem algum problema em me contar o que vai fazer? – falei baixinho olhando para o chão – Me mata de susto.
- Se você não morrer antes de medo de mim. – deu uma risada irônica e quando o olhei tinha um sorriso torto desenhado nos lábios.
Não dava para ter medo dele, não com aquele sorriso. Mas quando me lembrava que ele havia provado do meu sangue, por mais que a experiência tenha sido a mais prazerosa, me dava um repuxão na espinha.
Parece-me que ele ia dizer algo, quando meu celular tocou. Ele fitou curioso o objeto que eu tinha nas mãos, mas nada disse.
- Oi, Ângela!
- Cadê você, Bella? Wesley vai fazer a chamada para o almoço e nada de você aparecer. – o barulho de vozes quase não me deixava ouvir o que Ângela dizia.
- Eu estou... – olhei ao redor, Edward encarava meu celular atento – estou chegando, onde você está?
- Pois venha logo, eu, Alice e Jasper vamos te esperar na frente os banheiros.
- Ótimo. Beijos! – desliguei o celular. O problema era chegar a tempo. Mas eu tinha o Edward, só precisava ter coragem de pedir. E eu não tinha.
- Quem é Wesley, Bella? – ele perguntou curioso.
Foi estranho ouvi-lo falar meu nome, com certeza ouviu quando Ângela falou.
- É m-meu professor de história – passei a mão nos cabelos, nervosa. – Ele está dando aula sobre o museu.
- E você está gazeando aula, suponho. – falou se sentando em uma pedra e cruzando os braços na frente do corpo.
- Na verdade preciso ir para lá agora. – olhei ao redor – Mas para que lado fica o museu?
Ele se levantou e estendeu sua mão para mim.
- Vamos, eu te levo – encarei sua mão com medo de pegar – Não vou te machucar. Vou retribuir o favor por ter-me 'acordado'.
Por fim acabei cedendo, subi em suas costas como ele me pediu, e com uma leve brisa nos cabelos, chegamos rapidamente ao museu.
- Bella seu nome? – ele perguntou.
Fiz que sim com a cabeça.
- Bella, não conte a ninguém que me conhece. – seu rosto ficou sério – Isso é uma ordem!
Dentro de mim surgiu uma necessidade de obedecê-la. "Que estranho" pensei " Mas hoje tudo estava muito estranho mesmo". Dei de ombros e fui procurar Ângela e os outros.
EPOV
A verdade é que eu não sabia o que fazer, nem para onde ir. Precisava encontrar alguns humanos para 'acordar' meus amigos. Mas tinha medo de voltar ao museu, a segurança naquela sala pequena e escura que fiquei por muito tempo deve esta maior, e eu não quero ser capturado. Podia usar a Bella para 'acordar' os outros, mas não tenho certeza que ela agüentaria 'doar' seu sangue para cinco vampiros diferentes quando eles tivessem sede. Eu tinha outros planos para ela, e além do mais, Bella era só minha. Inconscientemente ela me escolheu e eu não vou ignorar isso.
"Uma coisa que não sai da minha cabeça: como ela, que não sabia quem eu era e muito menos que era um vampiro, teve coragem de se entregar para mim desse jeito?". Das duas uma, ou Bella era muito corajosa ou era apenas uma curiosa que tinha ido longe demais. Eu rezava para que fosse a primeira, ela ia precisar de muita coragem, Bella não tinha idéia de quanto.
Minha primeira idéia foi me esconder o mais próximo possível do museu e esperar para segui-la, preciso saber onde ela mora. E foi exatamente isso que fiz.
BPOV
Durante o almoço fiquei passando a mão no meu pescoço, onde o Edward tinha me mordido, eu sentia dois furinhos.
- Que agonia Bella, pare de mexer no pescoço. – Ângle atambém mexia no dela, como se fosse um espelho meu – Já está até vermelho!
Alice que estava do meu lado puxou meu ombro para ver melhor meu pescoço.
- É, está bem vermelho. E tem dois furinhos, você se machucou?
- Que pergunta Alice. Bella tropeça até nos próprios pés – Jasper deu uma gargalhada – É desastrada mesmo!
Dei um chute na perna dele por baixo da mesa e ele respondeu com uma careta.
Wesley falou que teríamos que fazer um relatório sobre a aula no museu, então passei o resto da tarde prestando atenção em tudo que a guia dizia.
Quando voltamos para a escola, já estava escurecendo. Me despedi dos meus amigos e fui para a minha picape vermelha e barulhenta.
Durante todo o percurso até minha casa senti que estava sendo seguida, no entanto não tinha carro ou pessoas nas ruas. Estacionei minha picape e vi que o carro de policia ainda não estava lá, isso significava que Charlie ainda não tinha chegado.
A primeira coisa que fiz foi tomar um banho e depois desci para preparar o janta. As habilidades do Charlie para isso eram as mais limitadas possíveis. Decidi que hoje seria carne assada com batatas, não estava com paciência para fazer alguma coisa mais elaborada. O cheira da carne já estava no ar quando eu ouvi a porta da sala abrir, era Charlie.
- Oh, Bella! Que cheiro bom. Come passei esse tanto tempo sem você aqui?- "Ainda bem que existia comida congela" pensei comigo, porque se Charlie dependesse da comida que fizesse, não quero nem pensar no que aconteceria.
- Já está tudo pronto.
Charlie não era de muita conversa, e nesse momento eu agradecia a isso, minha cabeça estava em outro lugar, junto a um homem de olhos verdes e cabelos acobreados. Queria saber onde está agora e o que está fazendo agora.
Depois do jantar, arrumei a cozinha e Charlie foi assistir futebol na TV.
Pensei em ficar um tempo com ele, mas tinha tarefa da escola para fazer e queria das uma revisada em matemática, a prova ia ser amanhã. Então fui direto para o meu quarto. Da minha escrivaninha da para ver uma arvore que ficava bem perto da janela. E durante todo o tempo que fiquei tentando estudar a sensação de que alguém me observava voltou e a arvore não parava de se mexer, por mais que não estivesse ventando. Por fim resolvi me deitar já que não conseguia estudar. E quando o sono chegou, meus sonhos eram foram sobre um certo vampiro.
EPOV
Do lugar onde eu estava, uma arvore próxima a janela do quarto de Bella, dava para vê-la estudando. Ela se concentrou em nenhum momento e eu me perguntava a razão. Vencida pelo cansaço ela foi dormir. Era a figura mais delicada que já tinha visto (olhe que já vivi muitos anos), seu rosto com os olhos fechados eram quase tão bonitos quanto com eles aberto, sua boca esboçava um sorriso que com certeza nunca daria em minha presença, já que tinha medo de mim.
"O que será que está sonhando?" me perguntava. Pena que eu não dormia, pois se eu o fizesse gostaria de poder sonhar com ela. Não assustada como hoje, mas sorrindo como está agora.
Precisava fazer algo para que ela não sentisse mais medo de mim. Mas o que? Sou um vampiro e seguirei sendo um vampiro, isso não dá para mudar, por mais que eu não aceitasse essa condição, ela teria que aceitar isso.
Ela é mais vital para mim do que ela possa imaginar. O sangue dela para mim é indispensável e diferente de qualquer outro, pois foi ele que me 'acordou', é esse um dos motivos dos vampiros terem medo de serem 'adormecido'[quando é transformado, um vampiro não tem restrição em beber sangue, mas quando 'acordado' o sangue dessa pessoa passa a ser único para esse vampiro]. Não é que ela vá morrer quando eu a morder, não preciso de todo o seu sangue para me sentir saciado, não se o sangue for o de Bella.
Por enquanto vou deixá-la descansar, ela precisa se acostumar com a idéia de que terá que conviver com um vampiro. Não precisarei do seu sangue por um tempo, mas com certeza voltarei a falar com ela.
Agora, preciso me concentrar em armar um plano para 'acordar' meus amigos. E depois nos vingar dos Volturis.
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Então, por hoje é só. Espero que tenham se divertido.
E para as que mandaram um review, um muito obrigado. Não deixem de dizer o que acharam desse capítulo é muito importante para mim. REVIEWS!
Respondendo aos reviews:
Mariana: Muito bom saber que você gostou. Mari, esses vampiros são um pouco diferentes dos da Tia Sthefany Meyer, eu tentei explicar nesse capítulo na visão do Edward o porque que Bella não morreu. Espero que você tenha entendido. Não deixe de dizer o que você achou. Beijinhos!
Agome Chan: Estou tentando deixar a fic misteriosa e acho que esta dando certo. Muito obrigada pelo seu review, que bom que gostou. Beijinhos! Não deixe de comentar de novo.
Cris Turner: Com certeza terá mais... bom saber que gostou da idéia da fic. Continue lendo e não se esqueça de comentar. Beijinhos!
Até o próximo capítulo!
Beijos a todos que lêem...
