Capítulo 01 – Severo Snape
O fim estava próximo e era possível sentir isso. Todos achavam que este fim chegaria quando o Garoto-que-Sobreviveu se formou em Hogwarts, mas até hoje, cinco anos depois, ainda não havia acontecido o grande confronto final, a batalha definitiva contra o Lord das Trevas, na qual Harry Potter se tornaria finalmente assassino ou vítima.
Mas agora, havia quase dois anos que Harry se formara na Academia de Aurores e integrara a Ordem de Fênix, junto com Ronal Weasley e Hermione Granger. A Ordem se fortalecera com o acréscimo de mais componentes e estava mais poderosa que a guarda pessoal do próprio Ministro. E o principal: estavam mais próximos do que nunca de encurralar Voldemort.
Com a ajuda de todos, aos poucos os Comensais da Morte estão caindo, um a um. E com a ajuda de uma peça-chave, os planos do Lord estão sendo destruídos. Esta peça chama-se Severo Snape. O grande Mestre de Poções de Hogwarts participa da Ordem como um espião duplo, trabalhando como Comensal da Morte a serviço de Alvo Dumbledore. Estava cada vez mais difícil sustentar seu disfarce, mas revelando pequenos detalhes da reunião da Ordem para Voldemort e sendo um Comensal ativo, ele o conseguia.
E neste início de novembro, Severo é posto novamente à prova. Sob as ordens de Voldemort, ele deve chefiar um grupo de Comensais novatos em um ataque a um bairro exclusivamente trouxa da cidade de Londres. Era um ataque que vinha sendo planejado a apenas alguns dias, mas que a Ordem já tinha conhecimento. Apesar disso, ninguém iria interferir no ataque, para que não caíssem desconfianças sobre o espião. Era o tipo de sacrifício necessário: perde-se uma batalha para poder ganhar a guerra.
Como sempre, trata-se apenas de destruição. Um horror sem propósito. O objetivo de Voldemort é apenas pressionar Dumbledore até que esse cometa um erro suficientemente grande, como fora esconder a profecia de Potter até seus quinze anos. Foi um erro que quase definira o futuro de bruxos e trouxas e, por isso mesmo, Alvo se encontrava ainda mais atento. Era um verdadeiro jogo de nervos. O primeiro a errar, perde.
E nesse próximo ataque, não havia nada mais além de torturar trouxas inocentes até mata-los. Apenas para treinamento de jovens de espírito destruidor e alma condenada. Severo chegou ao bairro, deserto a esta hora da madrugada, e dispersa os comensais sob suas ordens entre as casas do bloco. Cada um deveria fazer pelo menos duas vítimas entre os residentes.
Entra na primeira casa pela porta dos fundos, a da cozinha, no mais profundo silêncio. Subiu as escadas sozinho, em direção à suíte principal da casa, com a varinha em punho, pronto para o menor sinal de movimento. Para azar de Severo, a casa que este entra lhe parece completamente deserta. Os quartos aparentam estar vazios e então o Comensal percebe seu erro: as fotos penduradas na parede do corredor denunciavam que estava na casa de um policial trouxa.
Os acontecimentos seguintes foram rápidos. Mal se deu conta da imprudência que cometera ao virar de costas para a porta da suíte e sabia que não estava mais sozinho. Ouviu o som de uma pequena explosão e uma dor lancinante lhe invadiu as costas, um pouco abaixo da altura das costelas. Caiu ajoelhado, enfrentando a dor que sentia. Sabia que havia levado um tiro e que isto apenas afastaria outros Comensais. A ordem era clara: dispersão ao menor sinal de perigo real.
Não pensou duas vezes antes de aparatar dali, mas como perdia sangue em grandes quantidades e sentia-se realmente tonto, não se arriscou a sair de Londres. Aparatou diretamente na frente do Largo Grimuald, número 12, antes que o dono da casa lhe desse mais um tiro. A rua estava silenciosa e a pouca claridade que a invadia era proveniente dos postes de luz. Snape entrou na Mansão dos Black já respirando pesado e seguiu diretamente para os quartos escada acima.
Entrou cambaleando no primeiro quarto a direita, que sabia ser uma suíte, e dirigiu-se diretamente para o banheiro. Sua visão estava turva, então sentou-se no chão, com a cabeça entre as pernas, esperando melhorar um pouco. Tirou as vestes, sentindo o lado esquerdo do corpo formigar, e finalmente a camisa, observando que a bala ainda estava em seu corpo, pois não havia um "buraco" de saída pela frente. Em contrapartida, a ferida atrás diminuíra o sangramento.
Severo pegou uma toalha, a umedeceu e tentou se limpar ao máximo de todo aquele sangue, que havia se espalhado pelas costas, escorrendo até as calças que ainda usava. Utilizou uns chumaços de algodão que encontrou no armário para cobrir a ferida e os prendeu com esparadrapos. Seria cômico se não fosse trágico: quem o visse naquele momento poderia rir com as tentativas do Mestre de Poções de passar uma faixa por toda a volta de sua cintura.
Quando achou que o trabalho era suficiente, pelo menos por aquela noite, resolveu descansar. Finalmente, Severo levantou-se do chão do banheiro, quase escorregando no piso molhado, desligou todas as luzes e fez um esforço final para chegar à cama no meio do quarto. Tentou se ajeitar no lado esquerdo da cama (onde sempre dormia) mas acabou por simplesmente cair desmaiado nela.
O fim estava próximo e era possível sentir isso. Todos achavam que este fim chegaria quando o Garoto-que-Sobreviveu se formou em Hogwarts, mas até hoje, cinco anos depois, ainda não havia acontecido o grande confronto final, a batalha definitiva contra o Lord das Trevas, na qual Harry Potter se tornaria finalmente assassino ou vítima.
Mas agora, havia quase dois anos que Harry se formara na Academia de Aurores e integrara a Ordem de Fênix, junto com Ronal Weasley e Hermione Granger. A Ordem se fortalecera com o acréscimo de mais componentes e estava mais poderosa que a guarda pessoal do próprio Ministro. E o principal: estavam mais próximos do que nunca de encurralar Voldemort.
Com a ajuda de todos, aos poucos os Comensais da Morte estão caindo, um a um. E com a ajuda de uma peça-chave, os planos do Lord estão sendo destruídos. Esta peça chama-se Severo Snape. O grande Mestre de Poções de Hogwarts participa da Ordem como um espião duplo, trabalhando como Comensal da Morte a serviço de Alvo Dumbledore. Estava cada vez mais difícil sustentar seu disfarce, mas revelando pequenos detalhes da reunião da Ordem para Voldemort e sendo um Comensal ativo, ele o conseguia.
E neste início de novembro, Severo é posto novamente à prova. Sob as ordens de Voldemort, ele deve chefiar um grupo de Comensais novatos em um ataque a um bairro exclusivamente trouxa da cidade de Londres. Era um ataque que vinha sendo planejado a apenas alguns dias, mas que a Ordem já tinha conhecimento. Apesar disso, ninguém iria interferir no ataque, para que não caíssem desconfianças sobre o espião. Era o tipo de sacrifício necessário: perde-se uma batalha para poder ganhar a guerra.
Como sempre, trata-se apenas de destruição. Um horror sem propósito. O objetivo de Voldemort é apenas pressionar Dumbledore até que esse cometa um erro suficientemente grande, como fora esconder a profecia de Potter até seus quinze anos. Foi um erro que quase definira o futuro de bruxos e trouxas e, por isso mesmo, Alvo se encontrava ainda mais atento. Era um verdadeiro jogo de nervos. O primeiro a errar, perde.
E nesse próximo ataque, não havia nada mais além de torturar trouxas inocentes até mata-los. Apenas para treinamento de jovens de espírito destruidor e alma condenada. Severo chegou ao bairro, deserto a esta hora da madrugada, e dispersa os comensais sob suas ordens entre as casas do bloco. Cada um deveria fazer pelo menos duas vítimas entre os residentes.
Entra na primeira casa pela porta dos fundos, a da cozinha, no mais profundo silêncio. Subiu as escadas sozinho, em direção à suíte principal da casa, com a varinha em punho, pronto para o menor sinal de movimento. Para azar de Severo, a casa que este entra lhe parece completamente deserta. Os quartos aparentam estar vazios e então o Comensal percebe seu erro: as fotos penduradas na parede do corredor denunciavam que estava na casa de um policial trouxa.
Os acontecimentos seguintes foram rápidos. Mal se deu conta da imprudência que cometera ao virar de costas para a porta da suíte e sabia que não estava mais sozinho. Ouviu o som de uma pequena explosão e uma dor lancinante lhe invadiu as costas, um pouco abaixo da altura das costelas. Caiu ajoelhado, enfrentando a dor que sentia. Sabia que havia levado um tiro e que isto apenas afastaria outros Comensais. A ordem era clara: dispersão ao menor sinal de perigo real.
Não pensou duas vezes antes de aparatar dali, mas como perdia sangue em grandes quantidades e sentia-se realmente tonto, não se arriscou a sair de Londres. Aparatou diretamente na frente do Largo Grimuald, número 12, antes que o dono da casa lhe desse mais um tiro. A rua estava silenciosa e a pouca claridade que a invadia era proveniente dos postes de luz. Snape entrou na Mansão dos Black já respirando pesado e seguiu diretamente para os quartos escada acima.
Entrou cambaleando no primeiro quarto a direita, que sabia ser uma suíte, e dirigiu-se diretamente para o banheiro. Sua visão estava turva, então sentou-se no chão, com a cabeça entre as pernas, esperando melhorar um pouco. Tirou as vestes, sentindo o lado esquerdo do corpo formigar, e finalmente a camisa, observando que a bala ainda estava em seu corpo, pois não havia um "buraco" de saída pela frente. Em contrapartida, a ferida atrás diminuíra o sangramento.
Severo pegou uma toalha, a umedeceu e tentou se limpar ao máximo de todo aquele sangue, que havia se espalhado pelas costas, escorrendo até as calças que ainda usava. Utilizou uns chumaços de algodão que encontrou no armário para cobrir a ferida e os prendeu com esparadrapos. Seria cômico se não fosse trágico: quem o visse naquele momento poderia rir com as tentativas do Mestre de Poções de passar uma faixa por toda a volta de sua cintura.
Quando achou que o trabalho era suficiente, pelo menos por aquela noite, resolveu descansar. Finalmente, Severo levantou-se do chão do banheiro, quase escorregando no piso molhado, desligou todas as luzes e fez um esforço final para chegar à cama no meio do quarto. Tentou se ajeitar no lado esquerdo da cama (onde sempre dormia) mas acabou por simplesmente cair desmaiado nela.
