Assim que chegaram na pousada, grissom foi até a recepção.
"Boa tarde. Meu nome é Gil Grissom, trabalho no laboratório criminal de Las Vegas".
"Oi. Sou Meredith Monroe, a dona do pousada. Uma pena que vocês tiveram que vir aqui nessas circunstancias... nunca tinha ocorrido algo desse tipo antes".
"Entendo".
"Vocês vão querer um quarto ou dois?" perguntou ela vendo que uma jovem viera com ele.
Grissom olhou para Sara, que estava encostada no carro, observando a paisagem.
"Dois vai ser melhor." Disse ele. voltando o olhar para a dona do hotel
"Hum... Está bem. Siga-me".
A pousada tinha em torno de seis chalés duplos, espalhados em volta da casa principal, onde ficava a recepção, o restaurante e o quarto dos donos Os chalés eram feitos de madeira, com uma pequena varanda. Dentro dos quatros havia uma cama de casal, uma poltrona, um armário, um frigobar e uma bancada. No banheiro: duas pias, um chuveiro e em alguns, uma banheira de hidromassagem. (sara ficou com o último chalé disponível com banheira).
"Se precisarem de mim, estarei na recepção."
"Obrigado" disse ele.
Quando a moça se afastou, Sara perguntou:
"Por que você quis que arrumássemos tudo ao invés de já falar sobre o caso? Você não gosta de rodeios".
"verdade, mas pensei que você iria preferir assim..."
"A dona que insistiu quando me apresentei" respondeu ele
"Ah sim... Bom, não vou demorar" falou ela, entrando com a mala no quarto, e fechando a porta. Grissom ficou uns segundos parado em frente a porta de Sara, lamentando que as coisas estavam ruins entre ele.
Dez minutos depois, Sara saiu do quarto e encontrou Grissom sentado sobre o peitoril da varanda. Os dois então foram se encontraram a dona, que no momento estava conversando com o chefe da cozinha sobre o cardápio do almoço.
"Faça aquele grelhado com batata, sim" disse ela, os vendo se aproximar. O chefe voltou para a cozinha e ela foi até eles.
"Senhora, nós gostaríamos de saber exatamente o que aconteceu" falou grissom.
"Era por volta das nove da noite, quando fui bater no quarto do senhor Rodrigues, para saber se ele iria jantar, mas não houve resposta. Bati mais de uma vez e nada. Achei estranho e fui pegar uma cópia da chave que mantenho comigo, em caso de perda ou mesmo problemas. Quando abri a porta o achei caído no chão. Havia muito sangue".
"Vocês ouviram alguma coisa estranha?" Perguntou Sara.
"Não".
"E o que você fez depois de encontrá-lo?" Questionou ela.
"Conversei com meu marido sobre o que fazer e ele disse para chamarmos a policia. Inicialmente achei uma péssima idéia, pois poderia ser ruim para os negócios, mas ele me convenceu de chamar o xerife da cidade vizinha, que é um amigo da família e poderia ajudar sem fazer alarde".
"O senhor Hernandes" disse Grissom.
" Sim. Ele mesmo".
"Quando o xerife veio... o que aconteceu?" Perguntou Grissom.
"Mostrei para ele a lista de hospedes e as datas de saída. Que serão daqui a quatro dias".
"ótimo! Isso quer dizer que todos estarão aqui, enquanto estivermos tentando solucionar o caso"pensaram os dois.
Grissom olhou para Sara, mas não disse nada
"Hernandes foi então verificar o quarto e chamou o legista" continuou a dona. "Ele examinou o corpo no quarto antes de levá-lo até o hospital, que não fica muito longe".
"Nós vamos falar com ele, mas por agora, gostaríamos de ir até a cena do crime" falou grissom.
A moça pegou a chave do chalé 1, que estava na gaveta e os levou até lá.
"Tranquei o quarto assim que o legista foi embora" disse ela.
Os dois csi's adentraram no quarto e notaram que o corpo estava ao lado direito da cama, pela forma como o sangue estava espalhado no chão. Realmente havia bastante. Sara e Grissom se entreolharam. A dona saiu, os deixando a vontade para trabalhar. Sara começou a fotografar o sangue no chão, a cama e as cômodas enquanto Grissom olhava tudo por cima.
"Seja quem for que o matou, fez somente isso" disse Grissom.
Com exceção do carpete onde o corpo tinha ficada, o resto parecia em ordem. Grissom avistou uma mala sobre a bancada e antes que ele dissesse algo, Sara se adiantou:
"Assim que eu terminar, vou analisar o conteúdo dessa maleta".
(Essa era uma das muitas vantagens de trabalhar com sara: na maioria das vezes ela sabia o que ele queria, antes mesmo dele falar alguma coisa).
Vendo que ela parecia ter tudo sobre controle, Grissom foi verificar a varanda e em volta do chalé. Só havia um jeito de deixar o quarto tão arrumado: não entrado no local. Grissom suspeitava que acharia algumas pegadas bastante úteis no jardim.
"Você está com fome?" Perguntou ele. ao se dar conta de que já passava das sete.
"Você está?" Perguntou ela.
"Não estou preocupado comigo e sim com você" respondeu de forma seca.
"Me dê cinco minutos e eu acabo tudo por aqui." falou ela, voltando a se concentrar na cabeceira da cama. Assim que se viu de costas para ele, Sara sorriu - Ele parecia bastante sincero ao dizer aquilo.
Os dois atravessaram o jardim e foram até o restaurante. Quando chegaram na casa principal, a senhora Monroe disse que o jantar estaria sendo servido em poucos minutos.
"O que você acha que aconteceu?" Perguntou Sara, quando os dois se sentaram à mesa.
"Por que você não me diz?" falou Grissom. "Adoro ouvir suas idéias..".
"Uma hipótese, é de que o assassino entrou pela janela".
"Por que?"
"O corpo estava posicionado entre a poltrona e cama e havia uma janela bem na direção dele. E as pegadas do quarto eram da vitima. Sem contar que estava tudo muito arrumado".
"Foi o que eu pensei".
"Falta saber porquê alguém ia querer matá-lo!"
A dona chegou trazendo a refeição que eles haviam pedido.
Os dois agradeceram.
"Quando você terminar de analisar a mala, vamos mandá-las para o Archie analisar. Junto com a foto da pegada que encontrei no jardim" falou Grissom. "Seria bom conversar com os hóspedes sobre o rapaz."
"Claro. E daria para descobrir tudo isso sem dizer que o cara foi assassinado..."
"Por que diz isso?"
"Se os donos do local não forem os culpados, a divulgação do incidente diminuiria consideravelmente a clientela deste lugar".
"Sara, nós não estamos aqui para proteger os donos e sim resolver o caso!"
"Eu sei disso Grissom!" disse ela. (toda vez que ela o chamava assim, quando estavam sozinhos, é por que alguma coisa estava errada) "Mas não vejo problema em sermos cautelosos".
"Não, acho que não".
Grissom voltou a comer seu macarrão em silêncio.
Quando saíram do restaurante, grissom disse que eles poderiam parar por hoje. Sara acenou concordando. Antes que eles fossem para seus quartos, passara para pegar algumas coisas que haviam deixado na cena do crime.
"Até amanhã então" disse Sara entrando no quarto.
Depois da viagem e todo o trabalho que tivera na cena do crime, Sara achou que era melhor tomar um banho de bucha. Outro dia ela experimentaria a banheira. Deixou a água correr por bastante tempo, ensaboou seu corpo todo. Não pode deixar de pensar em Grissom, que estava do outro lado da parede: como ela queria que ele a estivesse ensaboando. Ela tentou afastar o pensamento da cabeça fechando as torneiras.
TBC
