– Jared Tristan Padalecki. – Jim rosnou baixo. Jared, então, parou de rosnar contra Jensen. Jim era o único que podia chamá-lo pelo nome todo, mas quando fazia isso era por que Jared estava fazendo besteira. – Agora se transforme antes que você seja abominado por matar um ômega.
Jared gelou ao se dar conta de que tinha estado bem perto de atacar um ômega. Chocado consigo mesmo e ainda irritado com Jensen, Jared voltou à forma humana. Alguém envolveu um forro de mesa em sua cintura. As roupas finas que Jared usara para a ocasião estavam destruídas no chão. Quando Jensen voltou à forma humana, Jared prendeu o fôlego. O homem era lindo. Mas Jared não teve muito tempo para olhar. Logo alguém envolveu a cintura de Jensen com um forro.
– Francamente... – Jim balançou a cabeça. – Foi só um mal entendido, pessoal! – Jim se voltou para a matilha. – Esse aqui é o ômega Jensen, nosso novo membro do circulo interno. – Jim passou um braço em torno do ombro de Jensen. – Agora vamos voltar a comemorar.
Jim conduziu Jensen até seu lugar na mesa. Contrariado por Jensen ter ido tão facilmente com Jim depois de tê-lo desobedecido, Jared foi se sentar ao seu lado. O restante da noite foi frustrante. Jensen simplesmente ignorou Jared e Jared tentou fazer o mesmo com Jensen, mas foi impossível. Tudo o que Jensen fazia parecia chamar sua atenção. O modo como ele partia a carne e a levava à boca envolvendo o garfo com seus lábios era simplesmente sensual demais para passar despercebido por Jared. Quando Jensen tomava vinho, os olhos de Jared ficavam presos ao movimento de seus lábios. Até mesmo a respiração suave de Jensen que fazia seu peito nu subir e descer num compasso delicado mexia com a libido de Jared. Se pudesse, Jared faria as horas passarem mais rápido só para poder possuí-lo.
Quando a meia noite se aproximava, Jim e Chad saíram da mesa e foram para a sala do alfa, onde aconteceria a cerimônia de reivindicação. Jensen também saiu da mesa e foi para o seu quarto se preparar. Jared ainda fez hora na mesa. Estava nervoso. Há bem pouco tempo ele estava desejando poder se divertir com Jensen sem saber que o homem era o ômega. Agora ele estava prestes a realizar seu desejo, mas sentia-se frustrado. Qual seria a reação de Jensen quando Jared o possuísse? Pelo pouco que tivera de convívio com o homem já percebera que Jensen não tinha nada de submisso como um ômega deveria ter. Tê-lo sob seu teto seria um verdadeiro inferno, tinha certeza, mas esperava que ao menos na cama Jensen fosse quente e receptivo.
Quando Jensen voltou para o quarto que lhe fora dado, estava nervoso. A reação do alfa da Matilha de Santa Bárbara o pegara de surpresa. Sabia que ele jamais feriria um ômega conscientemente, mas o homem parecia explodir por qualquer coisa. Com o temperamento de Jensen, o alfa explodiria cada vez mais.
– Aquilo foi perigoso, Jensen. – Ele disse a si mesmo se sentando na ponta da cama.
Mas logo ele se levantou e começou a passear pelo quarto. Ele estava muito agitado. Estava prestes a se deitar com um homem e, para piorar, na frente de outros dois.
–Depois da cerimônia... Será que ele vai querer...? – Jensen torcia as mãos nervosamente. Estava inseguro. A tradição obrigava o alfa a tomá-lo ao menos uma vez por mês, mas se ele quisesse, poderia tê-lo sempre que desse vontade e Jensen não poderia recusá-lo. – Mas talvez ele não queira. – Jensen suspirou esperançoso indo até a mala para pegar o lubrificante. – Me sinto quase como uma puta.
Jensen sempre soube que como ômega teria que entregar seu corpo a um alfa, mas até então o fato parecia improvável. Jensen tinha sido o único filho lobo de seu pai, o alfa, e entre os lobos brancos a liderança, a posição de alfa, era hereditária. Sendo assim, Jensen, ao invés de ser criado e treinado para ser um ômega, foi educado como um verdadeiro alfa. Como o único filho lobo do alfa da matilha, Jensen era importante demais para ser a puta de algum alfa de outra matilha. Mas há bem pouco tempo, o pai de Jensen encontrara uma nova companheira e tivera um filho lobo com ela, um filho nascido para ser alfa. Isso desordenara o mundo de Jensen. Aos 33 anos, criado para ser o alfa, Jensen se descobrira obrigado a cumprir seus deveres como ômega. Ele sabia que, mesmo sendo heterossexual, teria que se submeter a algum alfa e servi-lo até a morte.
Mesmo sabendo, não era fácil, de forma alguma, saber que estaria nos braços de um lobo madeira. Lobos brancos odiavam profundamente todos os outros lobos. Eles eram os filhos da lua. Em suas veias corria o sangue do próprio deus lua e havia uma forte magia em seu povo. Foram os homens que roubaram sua magia, seu sangue, e assim se tornaram shifters. Eles jamais os perdoariam por isso.
Enquanto Jensen se preparava introduzindo os dedos em si mesmo, esticando-se para ser possuído pelo jovem alfa, sentia-se como se estivesse sendo observado. Poderia ter ido averiguar, mas estava nervoso. Jensen nunca estivera com um homem antes. Tendo sido criado para ser alfa, mesmo não tendo nascido para tal, Jensen sempre fora inclinado às mulheres. Jared seria o primeiro a possuí-lo. Uma honra pela qual ele pagaria bem caro. Se Jared achava que Jensen seria o ômega todo submisso que supunham, estava redondamente enganado.
Jared prendeu o fôlego quando Jensen entrou na sala do alfa vestindo apenas um manto branco. Ele era realmente lindo. Jared adoraria tê-lo em seus braços. Provavelmente não o solicitaria apenas uma vez por mês.
Jensen se despiu e foi até o centro da sala onde um manto havia sido estendido no chão. Ele se curvou sobre joelhos e mãos e abaixou a cabeça em sinal de submissão. Chad e Jim se postaram de pé cada um de um lado de Jensen. Jared respirou fundo, deixou cair seu manto vermelho e foi se ajoelhar atrás de Jensen.
A cerimônia de reivindicação era simples. Tudo o que Jared tinha que fazer era possuir Jensen e mordê-lo no ombro direito. A posição não importava, mas geralmente os ômegas ficavam de quatro como sinal de sua submissão. Ainda que tivesse uma boa visão do corpo monumental de Jensen, Jared sentia a necessidade de olhá-lo nos olhos, de saber se o estava agradando. Por isso ele puxou Jensen pela cintura e girou-lhe o corpo fazendo-o se deitar com as costas na manta. Jensen lhe lançou um olhar surpreso.
– Assim é melhor. – Jared disse enquanto se estendia sobre seu corpo e colava seus lábios aos dele.
No princípio Jensen apenas ficou quieto e Jared se perguntou se ele ficaria como uma estátua o tempo todo, mas logo o ômega abriu a boca dando permissão para a sua língua entrar e passou os braços em torno de seu ombro. Jared, então, aprofundou o beijo e deslizou as mãos pelo corpo sob o seu. A pele de Jensen era suave, seu beijo era doce e Jared queria descobrir quais os outros atributos que ele possuía. Seus lábios desceram pelo pescoço de Jensen e ele o ouviu gemer baixo. Jared se perguntou se ele estaria tímido por estar sendo observado por Jim e Chad. Fosse isso ou não, Jared estava decidido a fazê-lo gemer alto, até mesmo gritar de prazer.
Seus lábios se fecharam em torno de um mamilo enquanto sua língua o acariciava. Jensen retesou as costas e gemeu baixinho. Jared sorriu. Jensen realmente não queria dar o braço a torcer, mas acabaria por se entregar ao prazer que Jared iria lhe dar. Jared apertou um mamilo com as pontas dos dedos enquanto chupava o outro vorazmente. Jensen se contorceu levemente ainda gemendo baixinho como se quisesse se controlar. Quando Jared deslizou a língua por seu abdômen parando para contornar o umbigo e voltando a seguir seu caminho até alcançar a virilha, Jensen deixou escapar um gemidinho mais alto. Jared, então, aproximou o nariz dos pelos pubianos de Jensen e aspirou profundamente o cheiro de lobo macho que se desprendia dali.
Jared não ficou nem um pouco surpreso de ver Jensen totalmente ereto como se o convidasse a prová-lo. Sabia instigar direitinho quando queria. Jared passou a ponta da língua na pontinha do sexo de Jensen fazendo o homem gemer mais alto ainda. Quando Jared finalmente abocanhou o sexo pulsante de Jensen, ouviu um gritinho baixo. Sim. Jensen não conseguiria se segurar por muito tempo. Não mesmo. Jared baixou a cabeça contra o quadril de Jensen aceitando-o todo dentro da boca, até tocar em sua garganta. Jensen gemeu mais alto ainda enquanto rebolava descompassadamente.
Quando Chad, ao seu lado se mexeu nervosamente, Jared sentiu pena do amigo. Jim era heterossexual, mas Chad tinha a mesma preferência que Jared e não devia estar sendo muito fácil para ele assistir passivamente enquanto seu alfa dava um boquete no ômega.
Os dedos de Jared alcançaram a abertura de Jensen, mas encontrou o lugar já totalmente preparado para recebê-lo. Pena! Jared gostava de preparar os caras que fodia. Ele poderia ter continuado chupando um pouco mais, porém ele não queria que Jensen gozasse em sua boca. Nada contra a ideia. Ele apenas preferia que o primeiro orgasmo que Jensen tivesse com ele fosse com seu pau enterrado firmemente dentro dele. Jared retirou o pênis de Jensen de sua boca e assistiu deliciado quando o homem gemeu de frustração.
– Calminha, baby. – Jared disse com voz rouca. – Já, já vou lhe dar mais prazer.
Jared puxou as pernas de Jensen para seus ombros e encostou a ponta de seu pênis na entrada do ômega.
– Como você gosta, baby? – Perguntou cheio de luxuria na voz. – Mais forte ou suave?
– Não sei. – Jensen respondeu com voz rouca. – Nunca estive com um homem antes.
– Mesmo? – Jared sorriu. – Então eu serei o primeiro?
Jensen não respondeu, apenas fechou os olhos e jogou a cabeça para trás enquanto Jared o penetrava lentamente. Era a primeira vez do lobo branco e Jared queria começar de forma suave para só, então, mostrá-lo como ele era na cama. Enquanto ia penetrando-o, Jared ia sentindo-o bem apertado. Era normal já que Jensen nunca fora fodido antes, mas parte do motivo era que, provavelmente, o ômega não se preparara direito. Jared teria que ensinar uns truques a Jensen depois.
Após esperar alguns minutos para Jensen se acostumar com seu tamanho, Jared começou a se mover ainda de forma suave fazendo Jensen gemer baixinho e rebolar no mesmo ritmo. Jared sorriu. Sim, o homem era quente. Ele podia ter uma boca do inferno, mas com certeza se dariam bem na cama. Muito bem. Se fosse possível, Jared gostaria de continuar suavemente por mais tempo, todavia ele estava louco para foder Jensen direito. E foi isso o que fez. Sem dar o menor aviso a Jensen, Jared se enterrou com força dentro dele fazendo-o soltar um gritinho e olhá-lo assustado.
– Se segura aí, baby. – Jared disse passando a língua nos lábios. – A diversão de verdade vai começar agora.
Jared, então, começou a entrar e sair rapidamente de dentro de Jensen. Cada estocada era profunda e certeira, Jared sabia, e fazia Jensen gritar de prazer. Ao vê-lo, corado, suado e de olhos apertados de pura luxúria, Jared ficava ainda mais excitado. Era ótimo saber que era ele quem estava fazendo o ômega rabugento ficar daquele jeito.
Jensen gemia e apertava os olhos fazendo Jared mais duro e mais pronto para vê-lo pulando naquela manta igual a um touro em rodeio. Jared estocou mais forte e Jensen praticamente pulou. Seus olhos arregalados de surpresa nunca deixavam os de Jared, a não ser quando ele os fechava brevemente nos momentos em que era arrebatado pelo prazer que o jovem alfa lhe proporcionava. Jared não poderia estar mais satisfeito consigo mesmo. Continuou estocando-o com força enquanto segurava firmemente suas pernas para impedi-lo de escapar. Jensen gemia de prazer. Mas Jared queria mais. Queria escutar Jensen gritando. Então ele agarrou as pernas de Jensen e as arreganhou no ar enquanto se inclinava sobre o corpo do ômega aprofundando ainda mais a penetração. Jensen gritou quando o pau de Jared entrou fundo nele. Jared sorriu e prendeu seus lábios num beijo quente. Jensen estava tão adorável assim... Quanto mais Jared metia fundo fazendo as costas do ômega se descolarem do manto, mais Jensen gritava. Quando Jared percebeu que Jensen estava perto do ápice, ele liberou suas presas e cravou-as no ombro direito do lobo branco marcando-o como seu ômega, sua posse. Jensen gritou mais alto ainda e gozou, seu sêmen se espalhando por todo o abdômen de Jared que gozou logo depois.
O corpo do alfa caiu pesadamente sobre o do ômega. Estava feito. Jensen agora era oficialmente o ômega de Jared, membro do círculo interno da Matilha de Santa Bárbara, sua posse, seu amante, o que Jared quisesse e quando e como quisesse.
Jensen abriu os olhos. Ainda estava meio zonzo pelo melhor orgasmo que já tivera na vida. Sim, o melhor. Danneel nunca faltara em lhe dar prazer, mas sexo com Jared era coisa de outro mundo. Nunca havia se imaginado sentindo prazer ao ser reivindicado pelo alfa. Pensava que apenas chegaria, ficaria de quatro, Jared o foderia, morderia e pronto. Mas ali estava ele com as pernas ainda arreganhadas para acomodar o enorme alfa sobre seu corpo e se sentindo plenamente satisfeito e ao mesmo tempo um lixo. Jensen havia sido marcado como posse de Jared e gostara disso? Bom, da ideia em si não, mas do ato...
– Porra, Jared! – Jim resmungou. – Precisava disso tudo? Até eu que não sou disso estou com as calças apertadas aqui na frente.
– E eu vou ter que fazer um trabalho manual rapidinho antes da corrida ou vou acabar enrabando o primeiro lobo que aparecer na minha reta. – Chad confessou antes de sair quase correndo da sala.
Jared apenas riu baixinho quando começou a se levantar e a tirar lentamente seu sexo ainda firme de dentro de Jensen. Quando o pau de Jared saiu completamente, Jensen gemeu sentindo o sêmen do alfa escorrer para fora de seu corpo. Aquilo era estranho. Era assim que Danneel se sentia quando ele gozava dentro dela?
– Aqui. – Jared estendeu a mão para Jensen e o ajudou a se levantar.
– Limpem-se! – Jim disse apontando para um canto onde havia duas bacias de prata com água perfumada e ao lado sabonetes, esponjas e toalhas brancas e felpudas. – Sejam rápidos. – Ele disse antes de sair rapidinho da sala.
– Acho que o Jim também precisou ir fazer um trabalhinho manual. – Jared debochou enquanto se aproximava das bacias com água e olhava sugestivamente para Jensen.
Jensen suspirou. Conhecia todos os passos da cerimônia. Seu pai o fizera decorar. Era o dever do ômega limpar o alfa. Jensen foi até junto de Jared e o olhou firmemente nos olhos se segurando para não dizer a ele o que pensava exatamente sobre essa coisa de submissão. Essa seria a primeira e última vez que Jensen limparia Jared.
Meio irritado, Jensen molhou a esponja na água e começou a passá-la pelo corpo de Jared. E que corpo! Mesmo Jensen não sendo homo (fazer uma vez só e praticamente obrigado não tornava ninguém gay, mesmo que ele tenha gostado) se impressionara. Jared era todo musculoso, todo firme. Tanto que Jensen se demorou um tantinho demais ao passar a esponja pelos bíceps e pelo abdômen definido. O que era aquele lobo? Um monumento?
Quando Jensen terminou a limpeza, ele passou a toalha suavemente pela pele bronzeada do alfa. Amava aquela cor linda que Jared tinha, mas não admitiria isso por nada. E só para não demonstrar que estava secando-o com a toalha tanto quanto o secava com os olhos, Jensen forçou-se a uma expressão de indiferença para que o alfa não lesse em seu rosto seu deleite. Não queria ser visto como um pervertido. O lobo branco até tentou esconder que seus olhos ficaram presos na meia ereção que Jared apresentava. Mas era difícil. Porra! Mal haviam feito e o cara já queria de novo? Só de imaginar uma segunda rodada, Jensen sentia as coisas ficarem meio quentes abaixo de sua cintura. Menos, Jensen! Disse para si mesmo enquanto enrolava a toalha na cintura de Jared.
Jensen já ia para a segunda bacia de água quando se surpreendeu ao ver Jared mergulhar uma esponja nela e depois passá-la suavemente sobre sua pele. Jared iria limpá-lo? O alfa iria limpar o ômega? Aquilo não era o habitual, mas Jensen não iria reclamar. Mesmo por que estava uma delícia sentir Jared passando a esponja suavemente por sua pele. Seus olhos castanhos esverdeados registrando cada pedaço de seu corpo que era limpo como se o alfa estivesse preparando Jensen para depois prová-lo, devorá-lo. Por que definitivamente aquilo que via nos olhos do lobo madeira era fome. Fome de sexo. Fome de Jensen.
– Pronto. – Jared sorriu ao prender a toalha na cintura de Jensen. – Vamos?
Jensen assentiu com um leve mover de cabeça. Os dois se dirigiram novamente ao Jardim onde eram aguardados por 25 homens nus, entre eles Chad e Jim. Trabalho manual rápido o desses dois. Jensen pensou maldosamente ao se aproximar deles. Jared tirou a toalha e se pôs a frente dos homens. Jim e Chad ficaram um passo atrás. Jensen, então, tomou sua posição de ômega: dois passos atrás dos betas, três passos atrás do alfa.
Quando a toalha de Jensen caiu no chão, a lua que havia se escondido ligeiramente sob uma leve nuvem, se revelou em sua plenitude fazendo os homens levantarem os olhos para o céu e uivarem. Logo eram vinte e sete lobos uivando para a lua pouco antes de correrem para a floresta que circundava a casa.
Jensen amava estar em sua forma de lobo. Amava correr sentindo a brisa noturna acariciando seu pelo, amava sentir o chão fértil sob suas patas, amava o cheiro das arvores e de outros animais penetrando em seu focinho. Amava tudo o que significava ser um lobo branco, um filho da lua. Mesmo correndo ali, numa parte da floresta que lhe era estranha e ao lado de lobos madeira, Jensen se sentia livre. Livre como só seria capaz de se sentir novamente quando estivesse em sua forma de lobo, por que como homem ele era escravo de Jared.
Ao fim da corrida todos voltaram ao jardim, se transformaram e saíram procurando suas roupas. Jared e Jensen haviam vindo da cerimônia de reivindicação com toalhas, mas alguém havia colocado seus mantos ali perto da porta. Depois de se cobrir e olhar feio para um lobo que detivera seus olhos um pouquinho demais sobre a bundinha deliciosa de Jensen, Jared se voltou para sua matilha levantando a taça que alguém lhe entregou.
– Um brinde ao nosso ômega e à nova vida da Matilha de Stª Bárbara!
Todos ergueram suas taças. Jared sorriu satisfeito. Tudo ocorrera bem. Os lobos brancos cumpriram com sua palavra e entregaram o ômega. O cara era meio rabugento e topetudo, mas era tão lindo e quente que Jared já nem se importava muito com o atrevimento antes da cerimônia. Agora tudo estava perfeito. Ele tinha seu quase-pai e seu irmão de criação como betas, tinha um ômega, mesmo ele sendo um lobo branco, e esse ainda por cima seria seu quente e doce amante. Nada poderia ser mais perfeito que isso. A não ser, é claro, que Jensen ficasse mudo e só fosse capaz de falar durante o sexo. É. Isso sim seria perfeito.
– Estou cansado. – Jensen disse baixinho. – Vou deitar.
– Não. – Jared disse estranhando o fato de Jensen não ter perguntado se poderia ir deitar, mas de ter anunciado que iria. – Você tem que ficar e aceitar os comprimentos de cada lobo e sua família.
– Não estou com saco para isso. – Jensen disse já começando a se afastar.
– Não. – Jared segurou seu braço. – Você fica.
Jensen encarou Jared sustentando seu olhar irritado. Jared não conseguia entender por que Jensen estava agindo assim. Antes, tudo bem. O cara ainda não era oficialmente seu ômega, mas agora ele era. Jensen tinha a marca de seus dentes no ombro direito, não tinha? Então como ele ousava desafiá-lo?
– Se não tirar as garras do meu braço... – Jensen rosnou baixo, num tom de aviso, ameaça clara de perigo iminente. – ... vai descobrir que também tenho presas e sei fazer um bom uso delas.
– Jensen... – Jared o alertou rosnando baixo também.
– Último aviso. – Jensen estreitou os olhos e os músculos de seu braço segurado por Jared se retesaram.
– Que porra! – Jared xingou baixo. Jensen estava mesmo prestes a atacá-lo? Jared teria mesmo que estraçalhar a garganta de seu recém-adquerido ômega?
