TÍTULO: NOS BRAÇOS DE UM PIRATA
CAPÍTULO 2
AUTORA: Lady K
BETA READER: TowandaBR
DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World" são propriedade de John Landis, Telescene, Coote/Hayes, DirecTV, New Line Television, Space, Action Adventure Network, Goodman/Rosen Productions, e Richmel Productions (não venham nos pentelhar).
GÊNERO: Aventura, romance, mistério, terror, intrigas, comédia, drama e umas cenas calientes (quem sabe?). Eu sei q ninguém liga p/ esses avisos, MAS, fiquem fora desta fic, crianças! Não nos responsabilizamos por qqr dano psicológico ou moral. lol.
COMMENTS:
Mamma Corleone: Eu tbm acho o Summ uma gracinha, daquele avozinhos fofos, mas pra casar, fala sério, né? Nem que não tivesse o lordão não dava rs... Amoura, madrugada é que hora pra vc? Rs... Mas vou ver td certinho e te passo por msg pq ta difícil nos encontrarmos :P
Jéssica: O Ned aparece neste capítulo, presta atenção no gatinho pirata que vai aparecer :P
Tow: Mesma resposta que pra Jéssica. Como ousa reclamar de um dos pontos altos do capítulo? Vc não tem veia artística! Afinal, quem é vc? :P
Luanaa: Mesma resposta que pra Jéssica e Tow rs... O Malone está mega popular! Rs...
AmandaBBC: O Summerlee precisava de um desafio, interpretar um vilão! Ele nunca foi vilão, é sempre tão bonzinho. Será um desafio para ele :D
Marguerrite: Quando comecei essa fic, era pra ser uma DDT (e lembra que os casais estão separados lá?) e no fim acabou ficando assim, apesar de algumas alterações. Mas por outro lado, não acho que o Roxton fosse falar de seu ancestral numa boa sem umas cervas antes rs...
"Casamentos arranjados eram mesmo muito comuns nessa época. Na verdade, eram mais acordos comerciais entre famílias. O amor romântico, como começou a ser cultuado na era vitoriana, é recente e uma construção social. E isso porque ainda..." - Challenger começou uma explicação, interrompendo a narrativa de Roxton.
"Ei, alto lá, Challenger! O seu momento já passou." - falou Malone referindo-se às histórias já contadas pelo cientista.
"O rapaz tem razão, George, contenha-se." - Summerlee apoiou.
"Certo, vamos continuar..." Roxton aproveitou.
Esmeralda e Anita cavalgavam sem parar, diminuindo a velocidade apenas ao entrarem numa trilha à beira da estrada.
Temia pelo futuro do pai. Fora sensata ao partir sem ele? Mas o fato era que enquanto sentia o vento tocar-lhe o rosto, tinha a impressão de que não apenas se afastava do Conde Moreno, mas que ele jamais a alcançaria. Poderia ser que ele a encontrasse após a confusão, mas no momento, sua idéia a confortava.
O cenário tinha uma magia estranha, irreal. Os raios do luar iluminavam perfeitamente o caminho, manchando de prateado as folhas das árvores e das samambaias tropicais.
"Anita, por que você estava na propriedade do conde?"
A jovem loira fez uma pequena pausa, como se escolhesse as palavras por onde começaria. "Seu pai agora vive com o conde. E ao mudar-se, me ofereceu serviço e eu aceitei."
Esmeralda tentava captar o sentido daquelas palavras. "Por que meu pai iria se mudar para a casa do conde se temos nossa própria casa?"
"Ah senhorita, eu sinto muito. Seu pai perdeu tudo em dividas de jogos."
"O que eu falei sobre acordos comerciais? Com certeza Gadella aceitou o casamento da filha com o conde porque havia perdido tudo" - o cientista voltou a interromper a história.
"Challenger! Shhhhh." - Malone e Summerlee gritaram ao mesmo tempo, fazendo com que ele deixasse Roxton continuar, mas não sem antes encherem a caneca do caçador com mais cerveja, afinal, nada como um homem animado pela bebida para falar ainda mais.
Ao chegarem numa clareira, as mulheres se depararam com dois homens também a cavalo. Assustadas, deram meia vonta. Um deles atirou para o alto, o que assustou o cavalo de Esmeralda, fazendo-o empinar e ela, ir ao chão.
Anita freou o cavalo para ajudar a morena, que lhe gritou.
"Corra, Anita, corra!"
Os homens já se aproximavam das duas e, mesmo não sendo a melhor opção, incitou o animal, fazendo com que saísse em disparada. Eles pareceram não se importar com a fuga de Anita, simplesmente cercaram Esmeralda, que estava muito mais acessível a eles.
Ela levantou-se, fechando o roupão de seda e encarando-os ousadamente.
"Ora, ora, o que temos aqui? Nada como um pouco de diversão." - um homem baixo e barrigudo, de dentes amarelados e estragados, descia do cavalo e ameaçava cercar Esmeralda.
O outro homem, um jovem de olhos azuis, sequer se deu ao trabalho de descer do cavalo e apenas observava.
"Parem! Não me toquem, posso lhes render muito dinheiro." - foi a única coisa em que conseguiu pensar. Ao reconhecer o sotaque inglês do homem que a ameaçava, acrescentou - "Much money."
Entretanto, suas palavras pareceram não provocar nenhum impacto nos dois.
O baixinho deu uma gargalhada - "A noitada que podemos ter não tem preço para mim, boneca."
"Quanto?" - o loiro sobre o cavalo perguntou, impassível. Ele não tinha qualquer sotaque, era espanhol como ela.
"Você é espanhol!" Ela gritou feliz com a descoberta.
"Perguntei quanto!"
"Milhões... desde que não me machuquem, é claro." - ela mentiu.
"E quem diabos é seu pai?"
"Gadella. E estou comprometida com o Conde Moreno." - ainda que não gostasse disso, talvez assim pensassem que seria ainda de maior importância devolvê-la sendo comprometida, o preço de seu resgate aumentaria.
"Nunca ouvi falar." - ele deu de ombros com indiferença.
"É, não acho que vocês frequentem os mesmos locais ou que tenham sido apresentados."
O espanhol deu uma risadinha diante da ironia e petulância da jovem. O homem que havia descido reclamou de algo, em inglês, uma língua que Esmeralda conhecia umas poucas palavras.
"Meu companheiro não acredita na sua história, diz que quer nos enganar e ganhar tempo."
"Não estou mentindo" - ela respondeu calmamente.
"É, mas bem que poderia... para salvar seu lindo pescocinho." - o espanhol desceu do cavalo e retirou da cela uma corda, que começou a amarrar em volta dos pulsos de Esmeralda.
"Não é preciso me amarrar, não pretendo fugir." - reclamou.
"Só por precaução. Seu pai e seu noivo não iriam gostar que a perdêssemos, não é mesmo?"
A corda penetrava sua pele macia, dificultando a circulação.
Empurrando-a, montou no cavalo e a colocou sentada de lado na cela, a sua frente.
Entretanto, o outro homem, já em seu cavalo, posicionou-se a frente deles, impedindo a passagem. Seguiu-se uma discussão em inglês e o homem baixinho batia no peito de forma possessiva. Embora não entendesse o que diziam, o tema era óbvio: ele a reclamava para si.
Por fim, o espanhol se deu por vencido e Esmeralda foi arrancada da sela, esperneando e gritando.
"Não, parem!"
Eles nem deram ouvidos aos gritos. Quando o homem finalmente conseguiu montar o cavalo e colocá-la a sua frente, de lado, esporeou o cavalo com força, fazendo com que ela se apertasse mais contra seu peito. Seu braço enroscava-se na cintura de Esmeralda, apertando-a.
Enquando corriam, ela se debatia, o que provocava risos no pirata - "Adoro quando gritam e se debatem antes de eu domá-las."
Frustrada e cansada, ela finalmente desistiu, mantendo o corpo rígido contra o peito dele.
As mãos amarradas e a posição lateral a forçavam a se apoiar no homem. Seu ombro roçava no peito dele. Ele tinha um mal hálito terrível, o que a fez virar a cabeça para evitá-lo.
Foram se aproximando da cidade, que era era um caos de chamas, não havia quase nada que tivesse sido poupado do ataque selvagem dos piratas.
A posição encurvada de Esmeralda, com os braços unidos à frente do corpo, fazia com que juntasse os seios, estufando-os. Ela tentou protegê-los, levantando mais os braços.
"Nem pense nisso, senhorita." - o homem reclamou em tom obsceno, abaixando as mãos dela.
Ela passou a se contorcer, evitando o contato, o que fez com que os seios redondos se empinassem mais contra o tecido fino. A mão do homem cobriu um dos seios.
"Tire as mãos de mim, monstro nojento!" - gritou furiosa.
Ele deu uma gargalhada e apertou mais ainda o seio. Envergonhada e desesperada, ela começou a chutar o cavalo, que era tudo que lhe restava.
"Meu pai não lhes dará nenhum centavo, porcos desgraçados!"
O cavalo já subia a pequena rampa que dava acesso ao grande navio pirata e quando terminou o percurso, com o animal enfurecido, o pirata a jogou no chão.
Demorou alguns segundos para que ela superasse a surpresa do tombo, voltando a si e à situação em que estava. Então, olhando ao redor, deu-se conta de estar num navio e cercada de homens que a encaravam.
Um homem alto e forte, de olhos verdes misteriosos, tão diferente do que a trouxe, deu um passo a frente. Como todos pareceram esperar sua resposta, Esmeralda supôs que ele fosse o capitão. Suas roupas, bem escolhidas e em melhor estado que as dos demais, indicavam seu status. Não sabia por que o como, mas aquele olhar a hipnotizava de tal modo que não lhe permitia fugir, mesmo que quisesse.
"O que vão fazer comigo?!" - ela gritou, incapaz de suportar aquele suspense.
CONTINUA...
O que vão fazer com Esmeralda???
Quem quer saber, deixa REVIEW :D
