Kryptonite Harry POV Chegou em casa com um sorriso besta no rosto. Quem diria que o plano louco da Ginny daria certo? E falando nisso, agora devia 10 galeões a ela, tinha apostado que daria errado... Mas quem ligava para 10 galeões? Sua noite tinha sido perfeita e havia grandes chances de ser repetida num futuro não muito longe. Quando abriu a porta, encontrou Ginny lendo o Semanário das Bruxas no sofá. Ela ergueu os olhos curiosa quando percebeu sua presença. - Então, deu certo? - Bem... deu. Mas você não adivinha quem eu encontrei nem em mil anos. - Eu odeio adivinhas, conta logo! – Ela estava quase pulando de curiosidade. - O Malfoy. - Mafoy?! Tipo, Draco Malfoy? E esse sorrisinho besta... Não! Você e o Malfoy?! Como? - Eu o encontrei no bar. -Isso não explica nada, Harry James Potter! Eu quero detalhes! - Ele ficou curioso quando o garçom disse que meu nome era Clark Kent e foi até a minha mesa. A gente conversou e... bem, a gente se beijou. - Draco Malfoy e Harry Potter ficaram! E não tinha ninguém para documentar o fato? Admita Harry, se não fosse meu "plano ridículo", isso não seria possível... Mas eu ainda não acredito que de todas as pessoas do mundo, você foi ficar logo com o Malfoy. - Ele mudou, Ginny. Ou ao menos eu acho que ele mudou. O que eu sei é que ele não se parecia em nada com o garoto que infernizou a minha vida por anos. - E ele não se importou em ser o "outro"? Porque todo mundo sabe que você é noivo... - Ginny, querida, estávamos meio ocupados demais para lembrar desse pequeno detalhe. A próxima coisa que viu foi uma almofada voando em sua direção. - Eu retiro o que disse! Vou deixar você levar toda a culpa pelo nosso rompimento! Até vejo a manchete: "O Eleito parte o coração da jovem Weasley"... Devolveu a almofada rindo. Travaram uma pequena guerra de almofadas que acabou com os dois rindo, jogados no chão. - Senti falta desse seu riso. - Senti falta dele também. Ginny tirou o anel de esmeraldas do dedo e colocou em sua mão. Sorriu e a abraçou forte, sentiria falta dela também. - Só não deixe ele te machucar, ok? Senão ele vai ver do que Ginevra Weasley é capaz! Deu um beijo em sua bochecha e foi para seu quarto, olhando para o anel em suas mãos. Pelo visto, teria que marcar uma comitiva de imprensa. Mas agora, nada disso importava, só conseguia pensar em certo loiro de olhos cinzentos que devia estar esperando pela sua ligação. Draco POV Era patético. Havia mais de meia hora que tinha chegado em casa e há mais de meia hora montava acampamento na frente do telefone, só porque ele tinha dito que ligava. Nem mesmo havia tomando banho, sabia que o telefone iria tocar assim que ligasse o chuveiro. Não deveria se importar tanto. Foram só alguns beijos inocentes. Ok, não tão inocentes assim, mas eram só alguns beijos, certo? E daí que tinha sido com o Eleito? Foi só um beijo. Ou dois. Ou três, não estava em condições de ficar contando. Quase pulou do sofá quando o telefone tocou. Pensou por dois segundos em fazer ele esperar, mas desistiu. Que se danasse o seu orgulho, estava interessado demais no moreno de olhos verdes para se importar com isso agora. - Alô? Mal... Draco, é você? - Estava esperando você ligar – Que mal faria admitir? - É... eu demorei porque tava falando com a Ginny... Gelou do outro lado da linha. Ele havia se arrependido, a Weasel fêmea havia convencido ele a ficar com ela e ele estava ligando só para pedir que o deixasse em paz. Bem, não iria se humilhar, nem implorar por atenção. Diria que pouco se importava e... - Draco, você ainda está aí? - Estou, Potter. Diga logo o que quer. – Tentou fazer a voz mais fria possível, mas sua voz tremia. - Ela me devolveu o anel. Vou anunciar amanhã o nosso rompimento. Eu... eu só queria que você soubesse que não estava traindo a Ginny e que ela não vai armar nenhum escândalo. - Não vai? Você disse a ela que ficou comigo e ela não vai armar escândalo? Estamos falando da mesma Weasley? - A Ginny sabe que sou gay a muito tempo, Draco. Só estávamos juntos até hoje porque ela não queria me deixar sozinho. Mas eu não estou sozinho agora, estou? Não sabia o que responder. Não acreditava no que o moreno estava querendo dizer, no que ele indiretamente estava pedindo. Mas queria acreditar. Queria mais do que tudo. - Você nunca está sozinho, Harry. - Draco, você é feliz. Não sabe o que é estar sozinho no meio da multidão. A voz do outro era triste. E ele não gostava disso. Queria tê-lo ali na sua frente, abraçá-lo e tirar aquela tristeza da voz e dos olhos dele. E sim, sabia que os olhos verdes estavam tristes agora. - Já disse que você nunca está sozinho, Harry. Nunca estará. Eu não vou deixar. Então diga a Weasley para não se preocupar e sair já daí. Sou egoísta, lembra? - Lembro sim. Mas se ela sair, alguém vai ter que entrar. Essa casa é muito grande para um só... Riu da manha na voz do outro. Por que diabos mesmo não havia arrastado o moreno para a sua casa? - Amanhã você já é um cara descompromissado, certo? - É. - Então amanhã eu dou um jeito na sua solidão. Boa noite Harry. - Boa noite, Draco. Desligou o telefone com um sorriso no rosto. Ainda não acreditava em tudo o que tinha acontecido. Mas sabia o que faria no dia seguinte: iria ver Harry. Harry POV Desligou o telefone com o coração mais leve. Saber que Draco estaria lá para ele lhe dava forças para fazer o que devia ter feito há muito tempo: enfrentar a sociedade. Acordou no dia seguinte com um barulho na janela. Era uma coruja com uma carta no bico, que arranhava o vidro como se sua vida dependesse disso. Abriu a janela curioso. Quem mandaria uma carta a essa hora?? Era de Ginny. Ela já tinha saído da casa e voltado para a Toca, deixando só umas 2 ou 3 caixas para trás. Tinha combinado de ir pegar as coisas mais tarde, por isso achou estranho uma carta tão cedo. Se é que poderia chamar aquilo de carta, era uma pedaço de pergaminho rasgado. "Harry, não saia de casa. Pelo menos não pela porta da frente. E se o Malfoy ia aparecer por aí, mande uma coruja e diga para não ir. Tem uma horda de repórteres na frente. E eu retiro o que disse sobre querer uma foto. Sinto muito. Ginny." Olhou para baixo. Como Ginny tinha dito, havia uma horda de repórteres na sua porta. Desceu correndo até a cozinha e pegou o jornal em cima da mesa. Na capa havia uma foto enorme em que ele e Draco se beijavam esquecidos do mundo. A manchete dizia "A traição do Eleito" e a matéria mostrava tudo o que já tinha feito de errado na vida. Em algumas linhas, todo o mundo mágico parecia esquecer que ele havia salvo a todos. Segundo eles, era um cretino sem coração. Largou o jornal no chão e desabou na cadeira arrasado. Logo agora que achava que as coisas ficariam melhores, isso acontecia. Convocou o telefone e discou o número de Draco. Era melhor ligar antes que o outro decidisse ir até lá. Nem imaginava o que os loucos na porta fariam se o vissem entrando em sua casa. Draco POV Acordou com o barulho irritante do telefone tocando. Quem diabos ligava a uma hora dessas? Nem eram 9:00h ainda. Virou de lado e colocou o travesseiro sobre a cabeça, mas o telefone continuava tocando. Seja lá quem fosse, parecia uma emergência. - Alô? – Resmungou no telefone sem medo de parecer rude. - Oh, Draco, desculpe, eu te acordei. Mas eu realmente tinha que ligar. Ocorreu um pequeno problema. - O que foi? – Ainda estava mal-humorado, mas a voz de Harry realmente parecia preocupada. - Você faz assinatura d'O Profeta? Dê uma olhada na capa. Foi até a cozinha e pegou o jornal. Se sentiu completamente acordado ao ver a foto dele e Harry num senhor beijo. Era uma bela imagem, se queriam sua opinião. - Draco, ainda tá aí? - Tô bem aqui. A foto não tá ruim. Acho até muito interessante... - Draco, você não entendeu. Tem um monte de gente na minha porta, e um monte deles acha que eu estou sob Império e o culpado é você! Eles vão acabar te achando e podem te linchar! Podem não, vão! - Harry, você está sendo um pouco exagerado, não? - Você diz isso porque ainda não viu as faixas... Sua casa é segura? - Ela veio com feitiços de segurança padrão... - Isso não é seguro, Draco, até o Neville desarma um desses. Venha para cá. É mais seguro. - Sabe, Harry, você não precisa de tudo isso para me convidar para ir na sua casa. - É sério, Draco. Eu tô indo aí te buscar. - Mas, Harry... - Tututututututu... Desligou o telefone irritado. Não gostava quando batiam na sua cara. Estava começando a discar o número do moreno quando ouviu um "crack", bem no meio da sala. - Tá vendo que não é seguro? - Potter! O que você está fazendo na minha sala? - Hum... testando o feitiço de segurança? Harry estava parado no meio da sala, varinha na mão, usando somente as calças de algum pijama velho. Ele tinha o mesmo olhar que havia visto várias vezes durante a guerra: firme e desafiador. Parecia irresistível. - Eu mesmo poderia testar o feitiço, Harry. - Mas agora eu posso convencê-lo a vir comigo. - Já disse que você está exagerando... - Draco, você já olhou pela janela? Andou até a janela e espiou através da cortina. Haviam ao menos 10 câmeras apontadas para a sua porta. No meio das pessoas, reconheceu os irmãos Creevey, além de repórteres do Profeta e do Pasquim. Estava cercado. - Viu que eu não tava exagerando? - Olha no que você me meteu, Potter! Vamos ter que ficar fugindo? Isso só vai piorar as coisas. - Não estou fugindo, estou... retrocedendo inteligentemente. - Grifinórios não deveriam ser corajosos? - Em lugar nenhum diz que eu devo ser burro... Mas falando sério, Draco, você quer mesmo enfrentar eles agora? A gente pode esperar eles se acalmarem e depois contar a nossa versão do fato. A não ser que você queira... pular fora. Agora Harry o olhava com medo, como uma criança abandonada. Foi até ele e o abraçou forte, encaixando o rosto na curva do pescoço do outro, aspirando o perfume do moreno. Sentiu o moreno relaxar em seus braços, correspondendo a seu abraço. - Não vou deixar você sozinho. Poso ser um sonserino, mas tenho palavra, ok? - Tem certeza? Ainda dá tempo pra você desistir... Levantou a cabeça e encarou as íris esmeraldas tão profundas que podia se perder nelas para sempre. Puxou seu rosto para mais perto, ficando a milímetros da boca do moreno. Viu seus olhos se fecharem e falou contra os seus lábios: - Tarde demais, Harry. Eu já me apaixonei por você. Harry venceu a distância entre eles e o beijou, tirando todo o seu fôlego. De repente, não havia mais repórteres ou sociedade a ser enfrentada: só haviam eles e aquele beijo. Mãos exploravam corpos alheios, línguas travavam incansáveis batalhas, os dois tão próximos que quase se moviam como um. De olhos fechados, sentiu Harry o empurrando para trás, mas nem abriu os olhos para saber por onde ia. Sentiu-se ser pressionado contra alguma superfície dura e uma perna do moreno escorregar por entre as suas, lhe mostrando o quão excitados os dois estavam. Sua blusa estava presa só pelos braço, expondo seu peito completamente. Um gemido rouco saiu de seus lábios quando Harry lhe deu um chupão no pescoço e precisou se segurar no moreno quando este começou a descer a boca, mordiscando seu mamilo. De repente, Harry parou e ficou tenso. Abriu os olhos para ver o que estava acontecendo e se deparou com a expressão entre o riso e a vergonha de Harry, que olhava diretamente sobre o seu ombro. Virou-se bem a tempo de ser cegado pelos flashes.. Atrás dos fotógrafos havia meia dúzia de pessoas, ainda em estado de choque. Fechou a cortina em meio a gargalhadas, sendo acompanhado por Harry. Jogaram-se no sofá da sala, ainda rindo. - Sabe de uma coisa, Harry? – Falou se recostando no peito do outro. - O que? – Ele o olhou curioso, ainda rindo. - Você é meu herói! ***** "If I go crazy You'll still call me superman If I'm alive and well You'll be there holding may hand I keep you by my side With my superhuman mind Kryptonite" (Kryptonite - 3 doors down) FIM Nota da beta:
ahhh... acabou!! :( Mas diz aí, gente, o Draco não é um fofooo?? *-* quero um pra mim !! ushaushuahs
Esperamos que vocês tenham gostado da fic... e que comentem, é claaro !!
Até uma próxima (o mais breve possível, espero *-*)
Beijos duplos a todos !! :D
