Hey, flores! Tudo bem? Então, essa fic não está sendo tão bem recebida quanto eu tinha pensado, o que é uma pena, porque ela ainda tinha muuito para dar. No entanto, eu já tinha 2 capítulos prontos, então está aí o segundo. Vamos ver como corre e esperar por comentários.

Beijo,
DayDreeamer

Capítulo II

À medida que os dias iam passando, as coisas com Isabella só ficavam mais estranhas. Ela voltou mais algumas vezes, sempre sem marcar, o que me fez pensar que só vinha quando não aguentava mais. Em todas as vezes que voltou repetiu tudo o que já tinha contado e em outros dias simplesmente veio e chorou.

A uma dada altura, eu comecei a viver para o caso de Isabella. Falei com outros psicólogos pedindo conselhos, tentei psiquiatras também. À noite quando chegava a casa, minha rotina era pesquisar mais e mais sobre como poderia ajudá-la.

Mas tudo isso era inútil se Isabella não me contasse mais do que tinha acontecido com ela então, passados 4 meses, resolvi mudar minha tática.

Eu substituiria a velha ideia de falar de traumas, por conversas suaves. Isso mesmo, eu ia falar com Isabella sobre... sei lá... formas de conservar Inhame.

Tudo o que eu queria era que ela confiasse em mim, porque essa bolha em que Isabella vivia era uma questão de confiança.

Estávamos em pleno Inverno. Não era apenas mais um Inverno normal, era Inverno no Reino Unido. Gelo. Neve. Frio. Vento. Chuva.

Numa quarta-feira pela manhã resolvi chegar mais cedo ao consultório, já tinha avisado Alice disso e a dispensei pela primeira hora. Quando chegou, minha secretária trazia na mão um chocolate quente com canela para mim. Isso fez meu dia, isso e uma visita de Isabella durante a minha hora de almoço.

Como todas as suas visitas, ela chegou, sentou, olhou para o chão e algum tempo depois começou.

- Ela viu... ele a obrigou a ver e... – começou lentamente.

Me levantei da cadeira, abri as cortinas do escritório deixando entrar luz e então passei pela frente da minha secretária e me encostei.

- Bom dia, Isabella – cumprimentei – Eu queria perguntar uma coisa – comecei.

Isabella levantou a cabeça e parou de falar esperando minha pergunta.

- Você sabe como conservar Inhame? – perguntei rapidamente.

A expressão de Isabella foi de assustada para confusa em segundos, mas continuou séria.

- O que quero propôr é que deixemos de lado esse assunto pesado – esclareci enquanto puxava uma cadeira e me sentava – Nós dois já percebemos que vir aqui e vomitar sua história não está funcionando. E eu não vou conseguir te ajudar enquanto não souber mais sobre você. Então vamos nos conhecer – disse sorrindo – Hm... você estuda ou trabalha?

Acho que essa foi a gota de água para Isabella no meu consultório. Ela simplesmente se levantou e saiu. Talvez tenha interpretado mal o que eu quis com essa nova forma de aburdar o assunto. A questão é que algum tempo mais tarde, eu viria a descobrir que Isabella tinha medo de estar perto de homens e que essa pergunta fez com que algo despertasse nela seu sentido de proteção. Ela tinha me visto como alguém que não podia magoá-la, uma aproximação minha e acabou com suas certezas.

Dias se passaram. Pensei em ir atrás dela, mas sinceramente, com todos esses traumas, Isabella não precisava de um perseguidor em sua vida. E eu estava certo de que mais cedo ou mais tarde, ela voltaria. Além disso, havia muito trabalho no consultório, o que me mantinha ocupado pela maior parte do tempo. Nessa altura, o meu caso mais trabalhoso estava sendo o caso de Emmett, como seria suposto controlar a raiva de um homem de 25 anos com mais de 1,90m? Se Emmett metesse a mão em cima de qualquer pessoa, ele a esmagaria na hora. Para complicar ainda mais, ele estava tendo problemas com a aprendizagem e com a fala, isso porque Emmett era, apesar de tudo, um caso de sucesso. Entrou para a faculdade, estava cursando desporto e se dando razoavelmente bem. Mas dispensar a ajuda de um terapeuta da fala era impensável para toda a gente... menos para Emmett.

Meses se passaram. Confesso que comecei a tentar pesquisar mais sobre Isabella, mas a menina era um fantasma. Não deixou qualquer forma de contato na ficha de paciente. Não estava inscrita em nenhuma atividade na zona e, por mais que eu procurasse notícias antigas sobre algum caso que se parecesse com o dela, eu simplesmente não tinha informações sucifientes.

Isso foi uma tortura.

Eu ficava deitado em minha cama, imaginando onde ela estaria, com quem ela estaria. Pensando que ela poderia estar chorando naquele exato momento, que precisava de ajuda. Eu queria ajudar, queria mesmo, mas sem a cooperação dela era ímpossivel.

Então todo esse sofrimento e preocupação acabaram, exatos 7 meses depois de nossa última consulta.

Eu estava relaxando, tomando um banho quente depois de uma semana de trabalho em cheio, quando o telefone tocou.

- Dr. Cullen, ainda bem que o encontro – dizia Alice acelerada – Nós temos um problema.

Confesso que isso me assustou. Alice não era propriamente a pessoa mais calma do mundo, ela era bem estranha e louca na realidade, pensei em consultá-la por hiperatividade algumas vezes, mas se Alice dizia que havia um problema, então havia um problema.

- Isabella está aqui. Chegou pedindo para falar com você, eu disse que tinha ido para casa, mas agora ela quer sua morada. Eu não posso dar essa informação. Expliquei isso para ela – parou e respirou fundo – Ela está chorando, sentada no chão da sala de espera. Não sai daqui. O que eu faço?

Isabella.

O nome dela bastou para que eu saisse pela casa procurando roupa, sapatos, chaves do carro e gritando pelo telefone para que Alice dissesse que eu estava indo.

Eu nunca tinha chegado ao meu consultório tão rápido como naquela noite. Ela era minha paciente, estava mexendo com meu ego profissional.

Estava mexendo comigo.

E quando cheguei à clínica, a cena não poderia ser mais tocante. Alice estava sentada no chão, abraçando seus joelhos, com seu queixo pousado sobre eles, enquanto observava uma Isabella miserável. Tudo o que era possível ver em Isabella eram suas lágrimas escorrendo e borrando todo seu rosto. Seus olhos inchados, vermelhos e cansados. Ela tremia, era impossível não reparar nisso e tinha sua pele manchada de nódoas negras, arranhões e sangue.

Não houve uma única célula de meu corpo que duvidasse do que faria naquele momento. Eu me aproximei. Ela não se encolheu. Não se desviou. Eu a carreguei até meu consultório e a deitei na chaise long e pedi a Alice um chá. Procurei o kit de primeiros socorros e limpei cada arranhão, cada gota de sangue que escorria. Eu passei creme em cada nódoa negra que marcava sua pele e ela nunca, nem por um segundo se desviou ou se encolheu.

Isabella tomou o chá com alguns calmantes que lhe dei e acabou adormecendo.

- Ela vai ficar aqui? – perguntou Alice baixinho.

Não foi preciso pensar sobre isso. Não havia hipótese de eu deixar Isabella sozinha naquela chaise long desconfortável. Eu a estava levando para casa, comigo.

Eu a protegeria.

Eu a ajudaria.

Eu estava tentando curá-la.

Então é isso meninas. Queria pedir que dessem uma passagem nas outras fics que escrevi (tudo one-shots)
Elevator, A Caminho do Ouro e Monday Morning (tradução)