Hem hem, sentiram saudades meu querido povo? .-. Bem, como eu disse no outro capitulo: Os personagens aqui escritos não me pertencem e nunca me pertencerão, somente os criados e escritos por mim me pertencem. Alem disso, essa fanfic não possui fins lucrativos, é só uma maneira de eu descontar minha raiva de certo alguém, tirar a magoa quando estou triste ou colocar alguma coisa descente quando estou feliz. Por isso, boa leitura de...

Quando os Opostos se Atraem

Capítulo 1- Sentimentos oprimidos

No Japão uma menina aparentando ter 16 anos desembarca do avião, olhando para todos os lados admirada com a paisagem que o local tinha. Com o vento da primavera seus cabelos negros balançaram e os olhos cor de rubi iam procurando a família que iria a hospedar. Fujitaka sorria para ela, acenando com a mão. Ela ajeitou a bolsa em suas costas e saiu correndo ao encontro do homem.

-Bem vinda, senhorita Li. – Ele a saudou, com um grande sorriso no rosto. Mei Ling sorriu (alguém já viu Mei Ling sorrir? õ.o) de volta para o homem, fazendo uma leve reverencia. – Vamos, minha casa não fica tão longe daqui. – Ele pegou as bagagens mais pesadas e levou para a jovem. Realmente a casa não ficava longe do Aeroporto de Tomoeda. Chegaram rápido a uma simpática casinha amarela de dois andares, humilde mas bem acolhedora. – Entre – Falou, abrindo a porta para ela passar. A garota nunca havia estado numa casa tão simples, era todo dia cercada de luxo na grande mansão dos Li e ali ela estava num ambiente novo, sem todo o glamour que tinha na China.

-Senhor Fujitaka, desculpe a grosseria, mas estou cansada, gostaria de saber onde fica meu quarto...

-Claro, siga-me. – Respondeu, começando a subir as escadas com as malas da chinesa. Ela seguiu-o e adentrou num quarto com paredes brancas, cama macia e com cobertor branco e vermelho, numa mesinha estava um despertador e em outra um abajur, um porta-lápis e gavetas. Ela agradeceu com a cabeça enquanto o patriarca da família se retirava do quarto, fechando a porta. Jogou-se na cama suspirou e adormeceu.

-----------------------------------------------------------------------------

-Bem, Syaoran, como foi o dia na escola hoje? – Perguntou Yelan, sorrindo para o filho que entrava na sala, jogando a bolsa de lado.

-Sinceramente mãe, horrível, aquela garota está sentada na minha frente. Ninguém merece ela, parece até CDF, tudo o que perguntam para ela, ela responde certinho. Argh!

-Aquela garota tem nome senhor Li. – Sakura entrou na sala também, sentando-se numa parte do sofá, com a bolsa no colo. Retirou de dentro da sua bolsa um papel e escreveu em chinês o nome dela. – Entendeu agora ou quer que eu desenhe um sinônimo do meu nome Syaoran? – Ela enfatizou bem o nome dele, deixando-o fervendo de raiva.

-Já disse pra me chamar de Li, ô japonesinha de meia tigela!

-Ah, eu te chamo como quiser, pequeno lobo! – Yelan se divertia com a briga dos dois.

-É assim Kinomoto? Você terá vingança, flor de cerejeira.

-Brigada pelo elogio! – Fez um "v" com os dedos, jogou a bolsa em suas costas e subiu correndo as escadas, direto para seu quarto.

-Mãe, você viu como ela falou comigo? – Perguntou Syaoran indignado na cozinha, enquanto sua mãe preparava o café – Como ela se atreve? COMO?!

-Não sei, agora chamá-la pra tomar café vai. – O jovem olhou com repreensão sua mãe, ele não queria mais ver aquela japonesa de jeito nenhum e agora ela o manda chamar aquela garota? Impossível! Saiu bufando e batendo o pé, entrou na biblioteca da mansão e fechou a porta com toda sua força.

-Passou um furacão senhora Yelan? – Perguntou Sakura, na cozinha. Ela tinha tomado um banho e trocado de roupa. Estava com um blusinha branca estampada com flores de cerejeiras e um shorts curto, até metade da coxa.

-Um certo lobo estressado com sua matilha. – Sakura logo compreendeu, soltou um "ah" baixo e foi ajudar Yelan a por a mesa. Logo após, a jovem foi para a biblioteca chamar Syaoran para o café, entrou quieta e fechou a porta mais quieta ainda. Um sorriso maléfico estava estampado em seu rosto, chegou perto da cadeira onde ele estava e gritou:

-Pequeno lobo, o café ta na mesa! – Ele pulou de susto e levou a mão no coração – Oh! Te assustei? – Perguntou a menina, colocando a mão na boca e fingindo-se de inocente – Não era minha intenção lobinho! – Ele virou-se com o olhar frio, pronto para rebater a provocação mas não foi possível, ela tinha saído correndo mais silenciosa do que tinha entrado. Ele sentiu o resto queimando de raiva.

-SAKURA! – O grito de raiva dele explodiu por toda a casa, enquanto ela ria muito na sala de jantar juntamente com a mãe do Li. Ouviu-se passou zangados, alguém se aproximava com a respiração pesada. Ela se escondeu atrás da senhora que ria de tudo. – Mãe eu já aturei de mais essazinha ai, preferia a Mei Ling – A jovem mostrou a língua para ele.

-Sakura, suba e pare de provocar o Syaoran e você – olhou para o filho, quase saindo chamas do olhar – Fique aqui. – Ela esperou Sakura subir pro seu quarto, quando ouviu o barulho da porta se fechando ela começou – Não esconde Xiao Lang, por que é assim com a garota? Ela acabou de chegar em Hong Kong...

-Mãe, ela me estressa. Faz de tudo pra me irritar...

-Não caro filho, você faz de tudo para irritá-la. – Cortou a senhora, com olhar de repreensão. Ele olhou-a abismado. Um ventou entrou pela janela fazendo que os cabelos castanhos rebeldes do jovem esvoaçassem, deixando um silencio incomodo pairado no ar.

--------------------

Num quarto o radio estava ligado, num volume que só a garota que estava deitada na cama pudesse ouvir. Seus cabelos castanhos estavam espalhados pela colcha vermelha. Uma musica leve e acolhedora tocava do radio, que ia cada vez perdendo o som, a jovem ia fechando os olhos esmeraldinos lentamente, sentindo o sono tomar conta do seu corpo cada vez mais.

Sakura entrou no mundo dos sonhos. Era tão bom poder descansar do dia cansativo que teve e colocar-se a pensar em Syaoran... Mas, espera ai, pensar naquele maldito garoto? Não, não podia ser. Ela travava uma luta com seu subconsciente, sem resultados. De repente abriu os olhos e foi se acostumando com a claridade que vinha diretamente para seu olho.

-A bela Adormecida acordou, parabéns – Ironizou Syaoran, batendo palmas encostado na parede. Ela soltou um risinho fraco, como se estivesse achando graça de tudo. – Estava resmungando por que, japonesa?

-Te interessa?

-Quando envolve meu nome, sim! – Sakura corou fortemente, nem ela sabia o porque de tudo isso, respirou fundo e tomou coragem para falar.

-Eu...eu estava lembrando de como você é arrogante, chinezinho de quinta categoria. – O olhar de Li saiu cortante como uma lamina afiada em direção da Kinomoto, enquanto ela só rebatia, com um olhar capaz de fazer nevar na África. Ele adentrou o quarto e com rispidez desligou o som do radio. Saiu chutando todas as pelúcias e coisas fofas que estavam espalhadas pelo chão do quarto. – EI! – Gritou a garota pegando um ursinho com asinhas nas costas – Será que pode parar de chutar minhas pelúcias?

-Não. (agora fiquei na tentação de fazer uma piada interna de um fórum, mas vocês não iriam entender õ.o) – Respondeu arrogante, olhando para aquelas fofuras espalhadas pelo chão. Depois direcionou o olhar para a garota abraçada ao ursinho de pelúcia. Rodou os olhos, caminhou até a porta e saiu, fechando com força, obrigando a menina levar a mão aos ouvidos para abafar o barulho. Depois disso, deitou-se na cama, adormecendo novamente.

-----------------

O despertador tocava loucamente, fazendo um sinal que já estava na hora de acordar. A garota só se mexia na cama, fingindo que não estava ouvindo nada. Pegou as duas pontas do travesseiro e tapou os ouvidos, sem muito sucesso. Cedeu e levantou-se, encaminhado-se ao banheiro. Sentiu-se dolorida, havia dormido de mau jeito. Espreguiçou-se de modo que os ossos estralassem, olhou-se no espelho e viu enormes olheiras por baixo dos olhos, despiu-se e foi tomar um bom banho para acordar.

Chegou a seu quarto, enrolada na toalha, soltou os cabelos de modo que caíssem como uma cascata por suas costas, abriu o guarda roupa e tirou um vestido em estilo chinês, rosa decorado com flores de cerejeiras, que vinham enroladas desde a barra até a gola, brancas. Penteou seus cabelos de modo que as pontas ficassem levemente enroladas. Uma maquiagem leve para esconder as olherias e estava pronta para ir à escola. Jogou a mochila no ombro direito, fazendo que ela ficasse pendida para um lado. Desceu as escadas e entrou na cozinha com um sorriso cativante.

-Bom dia senhora Yelan, bom dia Li – Saudou, com voz animada. Era incrível que mesmo com os desencontros dos dois ela ainda conseguia cativar a todos com seu belo sorriso.

-Bom dia menina Sakura. – Respondeu também com um sorriso a senhora Li. Syaoran apenas respondeu com um aceno de cabeça. Ela estava se acostumando com o tipo do rapaz. Pegou uma torrada e colocou na boca.

-Estou indo, quer que eu te espere Syaoran?

-Não, vá, odeio chegar com uma japonesa na escola – Ela deu de ombros. Pegou seus patins que estavam guardados num canto da sala, calçou-os e saiu de casa, indo para o colégio.