Autor: Davesmom
Nome Original: Beyond Redemption
Tradução: Ilia-Chan
Betagem: Patty
Capítulo 01
A sala comunal da Grifinória estava repleta de alunos barulhentos que faziam planos para os feriados nesse começo de noite em meados de dezembro. A imensa sala era aquecida por uma lareira e estava decorada com guirlandas e bolas coloridas, uma musica delicada era ouvida ao fundo vinda do som de um estudante nascido trouxa. Tudo parecia, como diria Colin Creevey na sua linguagem trouxa: "um momento Kodak".
Gina Weasley estava sentada, com alguns estudantes do sexto ano, em uma parede próxima ao retrato da Mulher Gorda. Eles assistiam, fascinados, Gina demonstrar algumas das novidades da loja de logros de Fred e George, onde ela passou as férias de verão trabalhando.
―Faz de novo, Gina.― Disse Colin segurando a sua inseparável câmera fotográfica.― Repete tudo pra que eu possa mostras aos meus pais!
Gina colocou para trás uma mecha dos cabelos ruivos que tinha lhe caído por sobre a face e sorriu.
―Tudo bem Colin, mas eu não tenho certeza de como vai sair no filme.
Gina mergulhou sua pena no pote de tinta e olhou para os colegas ao redor. Ela estendeu a pena à sua melhor amiga, Ariel Johnson.
―Vamos lá, Ari, você ainda não participou.― Disse Gina, tentando persuadi-la.
A alta garota negra olhou desconfiada para a pena.―Você sabe que eu não gosto...― Ariel começou, mas foi logo cortada por Gina.
―Deus, Ari, você acha que eu vou falsificar cartas de amor com o seu nome?
Os outros estudantes a encorajaram e Ariel finalmente cedeu.
―O que eu deveria escrever?― Perguntou.
―Qualquer coisa.― Gina respondeu.― Contanto que nos mostre apenas um pouquinho de sua escrita.
Ariel pensou por um momento, escreveu então: "Tenham um feliz Natal e um Próspero Ano Novo".
Entregou o pergaminho em que havia escrito e o devolveu juntamente com a pena para a ruiva. Gina analisou a letra dela por um instante, mergulhou novamente a pena no tinteiro e escreveu mais abaixo no pergaminho a mesma frase com uma imitação perfeita da letra da amiga.
Colin tirou diversos retratos e os outros aplaudiram. Ariel olhou pensativa, mas não disse nada.
―Bem, isso é tudo.― Gina disse escapulindo da cadeira. Colin abaixou sua câmera e pegou o pergaminho.
―Eu tenho que comprar uma câmera de vídeo!―Ele disse, porém se lembrou que nem todo tipo de tecnologia trouxa funcionava nas redondezas de Hogwarts. Pelo menos de acordo com Hermione Granger e Hogwarts, uma história. Dobrou o esquecido pergaminho, mas Gina arrebatou-o de sua mão. Analisava as diversas mensagens e a imitação perfeita das várias letras. Sorrindo para Colin, amassou o pergaminho em uma bola.
―Não posso deixar a prova do crime por aí, não?
Ele foi até a lareira e atirou a bola de pergaminho ao fogo, assistindo as chamas devorarem-no. Era uma tecla que Fred e George tinham batido muito, quando lhe ensinaram este truque. Comece sempre se livrando da evidência. Gina fechou a cara, a seguir deu de ombros. Não tinha a intenção de ferir qualquer um, e não pensaria realmente em falsificar alguma coisa real. Não era nada mais do que um truque barato que usou para passar o tempo e entreter os amigos. Girou para trás, onde Ariel a esperava. As duas meninas dirigiram-se ao dormitório feminino.
―Como você faz aquilo, Gina? ― Ariel pediu quando estavam sozinhas.
Gina deu de ombros outra vez.
―Eu não sei, Fred mostrou-me apenas o que fazer, e eu fiz. Rony também tentou, mas ele não conseguiu pegar o jeito. ―Gina deu um sorriso fraco à amiga.― É só entretenimento, Ary. Você sabe que eu nunca usaria isso para qualquer outra coisa. É só uma maneira de passar o tempo.
Ariel balançou a cabeça, achando que sua amiga parecia estar preocupada. Ele ainda considerou perguntar o que a preocupava, mas mudou de idéia, Gina contaria quando estivesse pronta.
―Então, você vai ficar por aqui nos feriados? ―Ela disse meigamente.
―Vou.― Gina respondeu sem entusiasmo.―A mulher de Gui deu à luz semana passada e meus pais estão indo passar os feriados com eles. Então Eu e Rony estamos presos aqui.
Elas entraram no pequeno quarto em que dividiram por cinco anos e meio. Gina encaminhou-se para cama de Ariel e sentou-se no meio do colchão. Ele pegou uma foto da amiga e da irmã, Angelina, gentileza de Colin.Ariel fazia caras e bocas enquanto Angelina, em suas vestes do time de Quadribol da Grifinória revirava os olhos.
―Como está Angelina? Ela está se dando bem jogando no Holyfield Harpies?―Gina desejou sinceramente que sim, ela era ótima artilheira. Por isso talvez ela estivesse jogando em algum time profissional.
―Ela adora, exceto pelo fato que só há mulheres no time, ela sente falta de estar com homens.
Gina encontrou de repente os olhos de Ariel. As duas meninas explodiram em uma gargalhada quando entenderam melhor o que Ariel tinha acabado de dizer. Ariel se recompôs primeiro e enxugou os olhos.
―Eu não quis dizer DAQUELE modo, Gin, sua pervertida!
―Hei, você começou a rir primeiro! ― Gina acusou. Elas recomeçaram. Depois de rirem, Gina colocou a foto no lugar e foi para a própria cama.
Depois de tomar um banho, escovar os dentes e vestir o pijama, Gina arrastou-se para a cama e Ariel apagou as luzes.
―Tem certeza que não deseja passar o recesso conosco, Gin?― Ariel perguntou.
Gina cobriu-se com os lençóis. Ariel, Angelina e o irmão mais velho delas, Antony, sua esposa e filhos iriam para a casa dos Johnson. Ela adoraria ir, especialmente porque ela iria sair de Hogwarts por um tempo, mas se sentiria deslocada. Ademais, ela olhou a lista das pessoas que permaneceriam na escola e o nome de Draco Malfoy não estava nela, o que foi um alívio. Ele estava pior do que o normal ultimamente.
―Obrigada, Ari, eu adoraria, mas eu vou fazer companhia a Rony e também serão duas semanas livres de ficar evitando o Malfoy. É tudo o que eu preciso.
―Tudo bem Gina, mas se em alguns dias você mudar de idéia me avise, ok?
Gina sorriu e agradeceu o fato de ter uma amiga tão boa.― Tudo bem, boa noite, Ari.
―E, Gina...
―Hummm?― Deu uma resposta sonolenta.
―Se algum dia você precisar, você sabe, de conversar.
Gina imaginou se a preocupação dela não se referia de Malfoy estar dando preferência a pegar no pé dela ultimamente, isso era óbvio para todos e disse agradecida:
―Eu sei, Ari, e agradeço. Noite.
―Noite, Gin
Gina apresentou-se para sua aula de Curas Mágicas do dia seguinte com um mau pressentimento. Ela estava incomodada com isso toda a manhã. E parecia que piorava com a aproximação daquela aula.
Ela era uma aluna mediana na maioria das matérias, mas descobriu um verdadeiro talento para medicina bruxa. Tanto que avançou o curso e agora estava entre as pessoas do último ano. Infelizmente, seus horários estavam apertados e essa matéria não se encaixava, portanto teve que ser transferida para ter aulas com o sétimo ano da Sonserina. Se o diretor não tivesse feito com que aquela matéria fosse obrigatória a partir do quinto ano em diante, ela teria desistido. Ela até tentou argumentar que poderia esperar para cursá-la no próximo ano. Mas seus argumentos caíram por terra, até mesmo Mcgonagall, diretora de sua própria Casa não a apoiara.
―Você, senhorita Weasley, será considerada um exemplo para os outros alunos. Lembre-se que é uma Weasley e da Grifinória.― A professora de transfiguração com sua voz austera, adicionou: ― Além do mais, senhorita Weasley, não é necessário dizer que com a ascensão de Você-Sabe-Quem, nós precisaremos de todo auxílio médico disponível e bem treinado.
Gina havia entendido, mas ela não podia deixar de evitar pensar em que tipo de exemplo ela seria. Como ser um bode expiatório perfeito para aqueles arrogantes idiotas, que odiavam os grifinórios inteligentes? Claro que nenhum dos sonserinos a queria naquela aula, mas Draco Malfoy parecia ter tomado aquilo como uma afronta pessoal. Ela sabia que ele tinha se queixado com o professor Snape, que fazia comentários desagradáveis sobre ela nas aulas de poções.
Gina respirou fundo e deixou escapar devagar, sentido toda a tensão sobre os seus ombros. Ela adorava a aula, mas detestava ir até lá todos os dias. "Vamos lá, Gina," disse a si mesma, "mais dois dias e Malfoy estará fora para os feriados pelas próximas duas semanas, abençoadas duas semanas livres de Malfoy!". Gina endireitou os ombros e abriu a porta da sala. Ela podia suportar mais dois dias. Além disso, como as coisas poderiam piorar?
Gina não podia parar de pensar naquelas palavras: isso poderia se tornar bem pior.
A aula transcorreu sem maiores problemas. Perto do final, já haviam feito a maior parte do questionário de revisão que o professor, um medi-bruxo formado que trabalhava no time de quadribol Falmouth Falcons, passou. Ele não fez muitas questões e as que fez eram tão simples que até Gregory Goyle poderia responder. Porém ao final da aula ele pegou outro livro o qual reconheceu como sendo um que ela lia ocasionalmente na biblioteca. Ele continha tratamentos causados pela mágica das trevas. Estava na lista de textos que eles precisariam ler, mas não era obrigatório até a próxima unidade. O mau pressentimento ficou ainda mais forte.
―Eu reconheço que esse assunto só está no planejamento de mais adiante,― Doutor Timmons disse com sua voz melódica.―Mas algum de vocês já deu uma olhada?
Ao contrário de Hermione, Gina raramente levantava o braço para responder às questões e ela quase nunca o tinha feito nessa aula. Ela tratou de manter firme as mãos sobre a mesa.
Doutor Timmons analisou a sala, ninguém havia se pronunciado.
―Ora, vamos, tenho certeza que alguém pelo menos folheou as páginas.
Os sonserinos moviam-se inquietamente nas cadeiras tentando evitar o olhar inquisidor sobre eles. Gina de repente achou o brilho de suas unhas muito interessante.
―Ninguém estava ao menos curioso sobre os ferimentos causados pelas artes das trevas?―O médico perguntou incrédulo.―Senhorita Weasley, eu tenho certeza que a vi folheando o livro semana passada na biblioteca.
O rosto de Gina tornou-se vermelho rapidamente. Ela podia sentir os olhares hostis dos outros alunos sobre ela, principalmente um intenso já que Malfoy sentava-se logo atrás dela. Ela olhou para o instrutor e com uma voz trêmula disse:
―Eu acho, uh, que, eh, eu devo ter dado uma olhada nele, senhor.
Um engraçadinho atrás dela fez um comentário que fez seu sangue ferver:
―Ela acha que pode ter folheado o livro.―Ela escutou o sussurrar de Draco Malfoy― Claro, sendo uma Weasley ela nunca teria certeza sobre o que faz.
O rosto de Gina ardeu quando ela escutou os risinhos de Pansy Parkinson e Blaise Zabini. Ela queria se virar e dar um tapa em sua cara, mas sabia que não teria coragem para isso. Ela não ligava para os pontos que iria perder, ela só queria colocar aquele imbecil no seu lugar.
Aparentemente Timmons escutou o comentário de Malfoy também, tanto que os olhou naquela direção e pousou o olhar na cadeira dele.
―Ah, o Sr Malfoy definitivamente tem muito a dizer.―Disse o médico em uma voz sem emoções.― Por que não compartilha o conhecimento que você adquiriu desse texto? Presumo que uma vez que está fazendo comentários sobre a srta. Weasley está discutindo sobre a aula e não sua desavença pessoal, durante o tempo da MINHA aula, estou certo?
Gina sorriu ligeiramente, ela teria virado para dar um risinho desdenhoso para Malfoy, mas não era tão burra. Se o professor tinha escolhido somente a ele para repreender isso era ótimo, ela não daria nenhuma razão para repreendê-la também. Seu sorriso murchou quando Doutor Timmons continuou.
―Nada de importante a acrescentar, Sr. Malfoy? Eu acho, portanto que farei um pequeno debate.― Ele virou-se para o quadro e apagou os comentários que estavam escritos neste, daí escreveu duas enormes letras 'G' e 'S'.
―Essa será uma maneira muito fácil de adquirir pontos para suas casas.― Informou com um sorriso severo.
―Farei perguntas sobre esse livro,―disse indicando o texto em questão. Ergueu as mãos pedido silêncio para a sala que protestava.―Leiam o programa do curso novamente,―disse firmemente―esse livro não é requerido antes dos feriados, mas foi deixado claro que se tivéssemos oportunidade o usaríamos nessa unidade.
Ignorando os protestos dos alunos, ele continuou.
―Tentarei fazer perguntas simples, para alcançar a maioria das pessoas, a cada resposta certa, darei à casa cinco pontos. Tenham duas coisas em mente: Será uma ótima oportunidade para os sonserinos aprenderem mais sobre os grifinórios, assim como o contrário. Segundo: agradeçam ao Senhor Malfoy por essa disputa. Eu não aceito alunos debochando uns dos outros na minha aula.
O coração de Gina pareceu parar quando ouviu os cochichos dos sonserinos dirigidos a Malfoy. Ele tinha sido humilhado pelo professor na frente de todos, logicamente a culparia por isso.
O Médico folheou as páginas, fez uma pausa e perguntou:
―Primeira pergunta: Qual é o antídoto para "Draught of Living Death?"
Gina estava inquieta. Sabia a resposta e queria ganhar pontos para Grifinória, mas já era difícil o bastante estar naquela classe sem tentar chamar atenção dos sonserinos. De repente o professor disse:
―Sim, Sr. Malfoy?
―Uma infusão de foxglove para estimular o coração misturada com bezoars terrestres para completar a poção.― Falou devagar e adicionou somente para Gina ouvir:― Até uma sextanista deveria saber disso.
―Correto!―Timmons falou e fez uma pequena marca junto ao 'S'.―Cinco pontos para Sonserina. Próxima questão.
Gina queimou por dentro com o insulto de Malfoy. Aquilo também era um desafio e ela não poderia dar pra trás agora. Levantou a mão rapidamente e respondeu à pergunta
―Certo!―Disse e marcou e Grifinória ganhou um ponto.
Gina não pode responder a todas as perguntas, mas ao final existiam dezesseis marcas abaixo do 'G' e apenas sete sob o 'S'. Malfoy marcou todos os pontos de sua casa, mas Gina ganhou, estava com oito pontos na frente, respondendo solitária pela Grifinória.
Doutor Timmons sorriu com o toque do sino.
―Muito bem, classe. Estou surpreso e impressionado. Pelos seus esforços vou começar com esse livro após os feriados, afinal. Não se esqueçam: mil palavras sobre porque o conhecimento sobre anatomia é fundamental para os tratamentos mágicos. Para amanhã. E, Srta. Weasley, um minuto, sim?
Gina esperou até que todos tivessem saído e foi em direção ao professor.
―Oitenta pontos, Srta. Weasley, muito bem!―Timmons parabenizou-a enquanto ela se aproxima de sua mesa. Gina corou.
―Eu sei que é difícil estar nessa aula, Srta. Weasley,―disse gentilmente.―Mas você é inteligente e tem fibra. Se eu não sentisse que estava preparada, eu a teria dispensado das aulas meses atrás. Precisamos de curandeiros como você no futuro, você sabe, então mantenha o bom trabalho.
Ele dispensou Gina, ela recolheu seu material e saiu. Estava tão feliz que realmente esqueceu de Malfoy. Oitenta pontos! Ela nunca tinha ganhado mais de cinco ou dez pontos por ano por si mesma antes. Esperava ansiosa poder contar a Ariel.
Gina estava atravessando os corredores para seguir caminho para a próxima aula. Desde que estava no sexto ano e em salas diferentes dos seus companheiros de casa ela geralmente estava próxima aos sonserinos dos concluintes. Ela podia ouvi-los conversando antes do próximo tempo e ficou feliz da sua sala ser em sentido oposto. Desceu o hall não reconhecendo muito onde estava. De repente foi puxada até um canto escuro e empurraram seu rosto contra a parede áspera.
Gina gemeu de dor com sua face sendo esfregada na parede. Podia sentir a pedra afiada arranhando e cortando suas bochechas. Não podia se mover, muito menos ver quem fazia isso com ela. Quem quer que a tenha levado até ali, prensava-a mais e mais na parede. Ela sentiu uma dolorosa pressão no ombro, seu agressor tinha lhe torcido o braço e prendido-o à suas costas, raspando seu rosto naquela superfície rude novamente. Então ela ouviu uma voz macia e zombeteira sussurrando em seu ouvido.
―Você se acha tãããããããããão esperta não é, Weasley? - A voz de Draco falou com cuidado.―Você me fez parecer um palhaço. Agora eu vou fazer com que se arrependa de ter nascido.
Gina estava aterrorizada. Aquele lugar estava deserto e não haveria mais aulas naquele andar até depois do almoço. A possibilidade de alguém aparecer para salvá-la eram mínimas.
―Nada a dizer?― Malfoy sibilou , suspendendo o pulso torcido mais alto, forçando as omoplatas dela.―Você tinha muito a dizer na sala, não era? Teria feito melhor deixando a boca fechada, pequena Weasley. Agora, você pode gritar o mais o alto que conseguir, ninguém vai te ouvir! E talvez―o sibilar macio tornou-se um pouco mais alto, quase um afago ―Se você me implorar direitinho, eu não te machucarei muito!
Gina estava prestes a chorar de dor, porém as palavras de Malfoy acenderam uma luz em seu cérebro e fizeram seu sangue correr mais rápido. Ela não tinha feito nada a ele! Ele que começou tudo com aquele maldito deboche! Ela morreria antes de mostrar a ele o quanto estava machucada! Ao invés de se entregar, ela cerrou os dentes e se forçou a dizer alguma coisa.
―Covarde!― A pressão em seu ombro piorou, a medida que ele erguia seu braço.
―Do que você me chamou?―Ele respondeu à provocação, a altura de seu ouvido
―Você-é-um-covarde-Draco-Malfoy!―Gina teve que forçar as palavras uma a uma para não gritar.
Malfoy a desencostou da parede. Gina se preparou, esperando que ele a empurrasse contra a parede mais uma vez. Diferentemente da primeira vez, ele a girou e forçou as costas dela contra as pedras. Ele agarrou o pescoço da grifinória com as duas mãos e pressionou os dedões contra sua traquéia.
―Sua grande vadia,― ele disse se aproximando dela. Sua face transtornada em fúria estava toda direcionada a ela.― Acha que pode me chamar assim? Eu deveria te estrangular e estaria fazendo um grande favor ao mundo.― Ele gradualmente aumentava a força contra o seu pescoço, observando-a e esperando por uma reação.
Gina sentiu que seria estrangulada, ela agarrou as mãos dele e mesmo mal podendo respirar com muito esforço lançou palavras pela dor agonizante em sua garganta.
―Deve estar orgulhoso, Malfoy! Tão forte e corajoso! Batendo em uma garota!―As palavras foram abafadas, mas claras o bastante para ele compreendê-las
―Vagabunda!― ele a ofendeu de novo e ergueu a mão esquerda.
Gina assistiu à mão dele em pânico. Com as forças que lhe restavam, deu-lhe uma joelhada. O impacto contra a virilha de Malfoy foi tão grande que ela pôde sentir os ossos púbicos dele estalando em seu joelho. Ela sorriu com satisfação ao ver os olhos de Malfoy banhados em surpresa e choque antes que uma máscara de dor tomasse conta de sua expressão. Ele recuou segurando sua área genital e se encolhendo.
Gina encostou-se à parede desesperadamente buscando por ar, olhando-o com uma satisfação mórbida. Malfoy sentia como se de repente não possuísse mais ossos, e ainda encolhia-se e gemia em agonia. Gina cuidadosamente tentou pegar sua mochila, mas pulou de volta alarmada quando Malfoy estendeu um braço em sua direção. Ele conseguiu agarrar um de seus tornozelos. Ela tentou livrar-se, mas não podia, mesmo naquele estado ele era terrivelmente forte. Com algum tempo assim, furiosa, ela sentou-se bruscamente e chutou estupidamente o braço dele. Ia surpreendentemente com força e ouviu o estalar dos ossos. Ele finalmente a soltou, tentando não pensar no braço dele ou em seu urro de dor. Tratou de sair dali, jogando a sacola com livros nas suas costas arrastando-se ao corredor principal. Ela olharia para Malfoy outra hora, sua mente ainda lhe dizendo que coisa horrível tinha feito. Ela olhava para todos os lados do corredor, decidindo se chamaria por ajuda ou não. Então os olhos dele abriram e ela engasgou com a intensidade do olhar.
―Ainda-não-acabou-Weasley.― Ele murmurou e fechou os olhos.
Gina agarrou a bolsa e fugiu.
Agradecida, percebeu que o banheiro das meninas desse andar estava vazio. Entrou com dificuldade e após trancar a fechadura, voltou à porta várias vezes. Colocando sua varinha em punho, ela finalmente adentrou o local que era cheio de espelhos ao longo da parede. Ela abismou-se com o que viu, lado esquerdo do seu rosto era um misto de arranhões, lágrimas e feridas. Ela tremeu relembrando o quão assassino foi o olhar de Malfoy. Ela não suspeitava que ele pudesse ser tão bruto. Se ela não o tivesse chutado naquela hora, ele a teria espancado, isso caso ela não morresse enforcada primeiro. Com as mãos trêmulas, ela lavou o rosto e limpou a zona ferida. Constatou assim que não estava tão ferida. Percebeu que o estado em que estava se devia em parte aos litros de adrenalina que circulavam em seu sangue. Sua garganta e pescoço eram uma outra história. Ela poderia jurar que Malfoy deslocou-lhe o osso quando forçou seu próprio braço contra ela.
Gina passou a varinha sobre seu rosto e conteve um grito de dor, mesmo o seu braço direito estava doendo horrores. Ela inspirou profundamente e soltou o ar devagar. Se Rony percebesse o que tinha acontecido, ele mataria Malfoy. Não apenas esbravejaria e berraria e sim, iria matá-lo. Gina pensou pessimista que talvez todo o ocorrido não fosse de todo ruim, contudo ter Rony preso em Azkaban por assassinato seria. Ela gentilmente tocou a face esquerda com a varinha e conjurou um feitiço de cura, a garganta ardia enquanto dizia o feitiço. Os cortes fecharam e os arranhões voltaram ao normal. A dor aliviou um pouco, mas não sumiria tão cedo.
―Não foi tão ruim assim, certo?―Perguntou à moça em frente ao espelho. Então, ela correu até uma privada e colocou seu café para fora violentamente.
N/T:
Obs: me desculpem se existirem muitos erros, mas eu não tinha tanto tempo assim ou teria que abandonar o projeto que já estava bem encaminhado e que tinha me comprometido a fazer, não gosto de deixar as coisas por isso mesmo.
Dessa vez, ainda por cima, o capítulo era extenso e possuía muitas expressões que eu não conhecia e a única consulta que eu tenho para tirar minhas dúvidas é um dicionário de bolso o qual me ajuda muitíssimo, mas não é o suficiente. Por isso, peço que por favor revisem o texto com carinho e me dêem desconto.
Queria avisar também que devo ficar sumida por uma semana, já expliquei a Anna que vou ficar sem pc por um tempo, mas não pensem que desisti do projeto, só não vou mais conseguir manter um ritmo acelerado entre um trabalho e outro.
Obrigada pela atenção,
Ilía
Nota do Grupo:
Muito obrigado por vocês, leitores, nos apoiarem em mais essa fic. E não deixem de ler as nossas outras fics.
Nossos agradecimentos à: Miaka, Carol Maphoter e Duda Amaral, por lerem o primeiro cap de nossa fic.
Os Tradutores
