Autor: SueAdamns
Nome Original: Dark Despair
Tradução: Aniannka
Betagem: Dana Norram
Capítulo 2
"Princesa?" Gina escutou-o seu chamado através do vão da porta da cozinha.
Ela sabia porque ele estava lá; para se redimir dos eventos anteriores. Gina colocou um falso sorriso no rosto e virou-se pra ele, afastando-se de seu almoço já cozinhado.
"Aqui princesa... olhe... sobre a noite passada... você sabe que você não deve me deixar tão irritado..." ele a seguiu. Gina assentiu e aceitou a caixa e as flores.
"Obrigada". disse Gina num tom que esperava ser uma voz alegre.
"Abra princesa... abra..." Incitou-a, enquanto se sentava na mesa, prestando atenção a cada movimento dela. Ele estava sempre a observando, nunca a deixando fora de suas vistas por muito tempo.
Gina deixou as flores no balcão e abriu o presente. Dentro da caixa havia um vestido de noite de cetim vermelho. Engoliu nervosa. Ele iria querer que ela o usasse esta noite... para fazer sexo com ele...
"Você gostou princesa?" Ele perguntou. Gina recolocou o sorriso falso e virou-se para ele, assentindo. "Bom. Agora vá pegar minha correspondência". Ele ordenou.
Gina pegou as cartas da janela, entregando-as diretamente ao seu marido, sem encará-lo.
"Sente-se". Mandou o homem. Gina sentou de frente para ele, sorrindo fracamente. Ele virou as cartas, parando abruptamente em uma e rasgando-a para abri-la.
"OH MEU! EU GANHEI!", ele gritou, levantando-se e batendo na mesa da cozinha. Gina encarou-o confusa.
"Princesa! EU GANHEI! Ganhei o sorteio do Chudley Cannons; um passeio com o Chudley!" disse ele excitado. Lentamente o sorriso desapareceu de sua face enquanto ele ia lendo.
"Aqui diz que você não pode vir... que esse convite só é valido para uma pessoa..." ele tinha um olhar irritado na face. "Se eu vou, melhor eu sair agora..."
Gina encheu os olhos de lágrimas e começou a chorar, exatamente como tinha praticado.
"Você quer me deixar?" Ela soluçou. "Eu nunca deixaria você, mas você q... quer me deixar?". Ele sorriu e olhou pra ela.
"Oh, princesa. Eu não estou indo embora e SEI que você também não... mas você sabe... isso é tudo culpa sua, sua vadia!" De repente ele lhe deu um tapa no rosto, derrubando-a no chão. "É melhor VOCÊ NÃO deixar esta casa... se não...!" Rosnou ele, sentando sobre seu estômago e socando-lhe o rosto.
Depois de alguns minutos ele parou e se levantou, tirando a poeira de suas vestes. Estendeu a mão para Gina, que aceitou-a, mas não sem antes hesitar. Caminhou para dentro do quarto. Tudo estava indo conforme o planejado.
Gina dirigiu-se ao banheiro afim de lavar o sangue do rosto, para então continuar com seu trabalho; lentamente fazia as malas adicionando lamúrias agradáveis. Podia sentir seus olhos ásperos em cima dela, percorrendo todo seu corpo. Gina beijava todas as roupas que colocava cuidadosamente dentro da mala de viajem.
Seus passos podiam ser ouvidos adentrando no quarto.
"Princesa?" Ele perguntou no que alguns chamariam de uma voz doce, mas ela o conhecia bem. Ele minou sua coragem pela maneira como agiu. 'Princesa isso...' 'Princesa aquilo...' Cada vez que chamava sua princesa, a fazia ficar doente. Era tratada como um objeto.
Girou e enfrentou-o.
"Talvez... possamos tentar esse antes que eu saia..." Gina olhou, nas mãos dele estava o vestido vermelho.
"Não posso". Ela sussurrou. E ele visivelmente bravo, quase a golpeou.
"E POR QUE VOCÊ NÃO PODE?" rugiu.
"Meu amor, eu estou grávida". Mentiu ela novamente. Sua raiva passou de repente, um sorriso doentio tomando conta de seu rosto.
"É verdade?" Ele sussurrou, deixando cair o cetim para colocar a mão em seu estômago.
"Sim... eu tenho certeza". Gina sorriu e tentou parecer feliz. "Se for um menino, quero colocar seu nome". Mentiu ela novamente. Sabia que não estava grávida. Estava tomando uma poção para não engravidar.
"Sim e se for uma menina?" ele perguntou.
"Eu não me importo como iremos chamá-la, desde que você esteja aqui... comigo". Ele sorriu amplamente e se ergueu, soltando sua mão; para alivio dela.
Inclinou-se e a beijou na bochecha enquanto pegava sua mala.
"Toma conta do meu filho; eu voltarei amanhã, princesa. Não sai de casa e não escreva para ninguém até eu voltar. Estou sendo claro?" Ele desdenhou.
Gina notou e começou a acariciar a barriga, de uma maneira amorosa. Ele amarrou sua mala na parte traseira de sua vassoura, abriu a janela e saiu voando sem olhar pra trás.
Gina limpou sua boca com as costas da mão, e imediatamente correu pro banheiro, abrindo o respiradouro do escape do ar com delicadeza. Lentamente tirou de lá a Firebolt de Harry, que ela disse que precisaria para uma emergência. Gina então tirou toda a roupa e agarrou aquelas que tinha escondido.
Em sua sacola estava sua roupa de baixo favorita que ele tanta odiava, o suéter Weasley também odiado, sua saia favorita que ele rasgara, mas que ela tinha reparado e um sutiã. Ele não gostava que ela usasse sutiãs. Depois de ter se vestido, ela pegou sua capa com um capuz que escondia o rosto machucado.
Pegou dez galeões e quatro nuques, colocando-os em seu bolso, e montou a vassoura.
Gina voou até se descobrir próxima da Londres dos trouxas. Ela estacionou pelas redondezas de Londres e caminhou pelas ruas até encontrar o Caldeirão Furado. Estava com pressa. Ele acabaria descobrindo que a carta era falsa e a encontraria... e iria puni-la.
Gina andou pelo Caldeirão Furado e suspirou aliviada, mantendo a vassoura de Harry bem perto de si. De alguma maneira estava salva. Tudo o que ela tinha de fazer era ir até Gringotes e pegar dinheiro para fugir. Fez seu caminho pelo bar, segurando o capuz para esconder o rosto.
"O que vai ser senhorita?" Tom perguntou.
"Uma dose de whiskey de fogo, por favor, Tom, se você não se importar". Gina disse.
"Quantos anos você tem?" Ele perguntou.
"Tenho vinte e dois anos, senhor". Gina respondeu. Tom lhe lançou um olhar desconfiado.
"Abaixe seu capuz senhorita". Tom ordenou.
"Venha aqui perto, Tom". Gina disse. O dono do bar a mirou e Gina fez sinal para que ele se debruçasse no balcão. Tom assim o fez.
"Jure pela sua vida que você não irá contar que eu estive aqui... para qualquer bruxo" Gina perguntou estendendo sua mão direita machucada. Tom relutantemente pegou em sua mão e balançou-a com firmeza. Gina abaixou seu capuz de modo que iluminasse seu rosto, apenas para que Tom a visse.
"Eu pareço velha o bastante senhor?" Gina perguntou polidamente colocando o capuz novamente sobre o rosto. Tom assentiu e colocou um copo junto com a garrafa de whiskey na frente dela.
"Bom Merlin, criança. Qualquer um assim é velho o suficiente para mim. É por conta da casa". Tom debruçou-se com uma cara interessada. "Senhora Weasley". Ele mal sussurrou.
"Abençoado seja Tom, mas só preciso de algumas doses e estarei por minha conta..." Gina despejou uma dose e bebeu rapidamente, seguida de outras três. A dor em seu rosto já havia diminuído ligeiramente.
Gina parou em frente ao bar e viu Tom lhe dar um sorriso fraco.
"Corra, criança" murmurou a ela.
Gina colocou dois galeões no balcão e saiu por trás do Caldeirão Furado, em direção do Beco Diagonal. Foi pegar sua varinha só para encontrar dois pedaços quebrados em seu bolso.
"OH MERDA!" Sua mente gritou. Tirou a capa, olhando fixamente para os pedaços quebrados na sua mão. Com raiva enfiou-os dentro do seu bolso, e então arrancou o pêlo de pônei. Gina chutou a parede zangada e machucou seu pé. Teria que voltar... para ele.
"Cabelo vermelho... temperamental..." disse uma divertida voz masculina. Gina ficou tensa com o som da voz, como ele conseguia arrastar tanto a palavra vermelho? Só uma pessoa poderia dizer algo assim...
"Você deve ser um Weasley". Disse novamente a voz arrastada. Gina manteve-se de costas, não queria que ele visse seu rosto machucado.
"Voz fria, imaturo... você deve ser Draco Malfoy". Gina lançou enquanto puxava seu capuz para virar-se e enfrentá-lo.
"O que você está escondendo de mim pequena Weaselette?" Draco perguntou.
"Malfoy, você poderia abrir a entrada, por favor?". Gina gesticulou para a parede de tijolos, e prestando atenção como a sobrancelha de Draco elevou-se.
"Por que você simplesmente não abre?" Draco inquiriu com um preguiçoso olhar sobre seu rosto.
"Minha varinha está... quebrada". Gina disse, mostrando os pedaços da varinha. Draco olhou-os e riu.
"Como você conseguiu isso? Sabe que não me importo. Saia da frente". Draco cuspiu, empurrando Gina para fora de seu caminho.
"Ai!". Gina gemeu quando ele encostou seu braço machucado.
"Ai?" Draco virou-se para ela, estreitando os olhos, desconfiado. "O que você quis dizer com 'ai'? Eu mal encostei em você..." Draco, em um movimento rápido arrancou o capuz da cabeça dela e mirou sua face machucada. "DROGA Weasley! O que aconteceu com você?" ele quase gritou.
Gina lançou-lhe em olhar maligno e puxou seu capuz novamente.
"Eu caí. Eu caí de uma escada". Mentiu.
"Caiu da escada Weaselette..." Draco disse com aversão. "Suponho que ele também diz que é tudo culpa sua? Droga Weasley!"
Um ataque de dor repentina começou em sua mão esquerda, subindo e se alastrando por todo o seu corpo. Gina caiu no chão se encolhendo, agitando-se de dor.
"WEASLEY!" Draco gritou.
"Saia... daqui!" Gina gritou enquanto seu corpo se contorcia em dor pelo Crucciatus. Ela ergueu seu braço esquerdo, apoiando-o em Draco.
O loiro olhou para a mão dela, vendo seu anel do casamento.
"Weasley o que...?"
"TIRE ISTO!" Gina gritou. Draco pegou sua varinha rapidamente e apontou pra mão dela.
"NÃO SE MOVA! Diffindo!" Draco gritou. Uma luz azul surgiu de sua varinha, circulando seu anel e então o estilhaçando. "Ginevra?" Draco perguntou. Gina enrijeceu ao ouvir seu nome completo.
"É Gina". Disse-lhe quieta.
"Você está bem?" Draco perguntou estendendo a mão pra ajudá-la a se levantar. Assentiu e devagar a puxou. Suas pernas doíam e sentia-se fraca, mas lentamente ela deslizou envolvendo seus braços nele.
"Desculpe..." Gina respirava ruidosamente, tentando manter-se de pé sozinha. Draco segurou em seu antebraço enquanto abria a porta de trás para o Caldeirão Furado, puxando o capuz sobre sua cabeça.
"Não é muita coisa". disse ele enquanto conduzia-a para fora do bar. Gina fez um som de 'Oh...' se deixando cair delicadamente, aproximando-se do chão. Draco a pegou nos braços e segurou-a firmemente.
"Tom, eu preciso de um pouco de pó de flu, por favor". Pediu.
Tom temeroso entregou a Draco um saco cheio em troca de alguns sicles.
Draco jogou todo o saco dentro da lareira do Caldeirão Furado, segurando Gina mais firmemente em seus braços e disse, "Mansão Malfoy!".
Draco sentiu o puxão da rede de flu, e então seus pés pousaram firme no chão da Mansão Malfoy. Pisou fora do fogo entrando na sala de estudo, Gina ainda segura em seus braços.
"Marie". disse ele alto, calmamente. Um elfo doméstico apareceu em sua frente num instante. "Eu preciso do quarto de hóspedes limpo no quinto piso, ala C, preferivelmente um quarto feminino. Agora".
O elfo desapareceu e Draco colocou Gina inconsciente em uma chaise lounge de couro. Lentamente retirou seu casaco preto para revelar o longo cabelo vermelho em um ninho embaraçado, um lábio cortado, um olho preto e azul, o maxilar inchado e um corte aberto ao longo da linha de seu cabelo. A raiva de Draco aumentou enquanto apertava seus pulsos, olhando sua face abatida.
Olhou-a e correu um dedo em seu cabelo puxando-o debaixo de sua cabeça. Seu cabelo era longo o bastante para ela sentar sobre ele, e embaraçado o suficiente para que ele levasse umas boas horas para arrumá-lo.
"M-mestre... o q-quarto e-está p-pronto... senhor..." Marie, o elfo doméstico disse pela porta aberta da sala de estudo. Draco sorriu desdenhosamente para ela e estreitou seus olhos, levantando-se.
"Este lugar está imundo sua criatura estúpida! O ASSOALHO ESTÁ SUJO! ESTA MESA E CADEIRA EMPOEIRADAS, CHEIAS DE SUJEIRA! POR QUE ESTÁ TUDO TÃO IMUNDO? Eu direi pra você... por que é um maldito imbecil. Está sujo porque não tem ninguém pra olhar sobre seu estúpido traseiro e pra dizer a você e a seus pequenos amigos o que fazer! Então agora que um Malfoy está de volta pra comandar, deixe-me dizer uma coisa, se este lugar, não estiver limpo, eu irei segurar suas roupas, e chutar seu traseiro! CADA QUARTO DEVE ESTAR IMACULADO, SUA IDIOTA!" Draco gritou a trêmulo elfa que guinchava como se estivesse com dor.
Draco lançou um mal e penetrante olhar ao elfo e pegou Gina nos braços, subindo as escadas.
"Mostre-me o caminho, elfo". Disse ele antipaticamente. Seguiu abaixo da neblina suja por corredores e escadarias, até chegar ao quinto andar, ala C, onde teias de aranha moviam-se furtivamente em qualquer lugar e onde as luzes da entrada não estavam ligadas.
Fez um ruído de tsc-tsc mostrando sua insatisfação ao elfo. O elfo guinchou novamente ao som e saiu do alcance do pé de Draco. Parou de andar e voltou-se para um quarto bege, com uma colcha de completamente bordada pelo o que parecia fios de ouro sobre uma cama kingsize.
"Saia". Disse ao elfo. "Espere! Eu quero esta casa limpa pela manhã. Use magia se precisar". O elfo assentiu e retirou-se do quarto. Draco colocou Gina na cama, jogando seu casaco sobre ela, cerrando as cortinas suspensas antes de sair do quarto, e fechando a porta ao passar.
Passou por mais três portas, então entrou em seu quarto, inspirando profundamente.
Ele estava em casa.
Nota do Grupo:
Ficamos muito felizes de ver quantas pessoas gostaram de nossa fic!
É um estimulo para nós todas as reviews que recebemos.
É nossa gratificação pelo nosso esforço.
E por isso, queremos agradecer à: Miaka, Hannah, Pat, Vivian Malfoy, Thata, bella-riddle e Milla Malfoy.
Também sabemos que todos ficaram curiosos para saber quem é o marido da Gina.
Mas para descobrir isso vocês terão que ler a fic! XD
Os Tradutores
