Capitulo 2 - Verdades reveldas

- Fowlks!

A gárgula que guardava a escada a qual levava ao escritório da diretora pulou para o lado, liberando a passagem para um Harry extremamente furioso.

Assim que Draco Malfoy apareceu no saguão, um silêncio absoluto se instalou. Nem a mesa da Sonserina se manisfetou. Harry fez menção de se levantar, mas Hermione o puxou pela capa para continuar sentado. Ele mandou um olhar indignado para a diretora que respondeu com um simples movimento dos lábios onde Harry leu claramente a palavra "Fowlks". Soube imediatamente que se tratava da senha do escritório e associou que ela lhe daria as devidas explicações depois.

Agora, ali estava ele, louco da vida e esperando que a diretora realmente tivesse uma ótima explicação para aquele filhote de cobra e aprendiz de comensal estar de volta à escola.

- Entre Potter. Você tem apenas 32 minutos até o toque de recolher. – A diretora McGonagall nem sequer tirou os olhos do pergaminho que estava assinando. Apenas fez um gesto com a mão livre indicando a cadeira para Harry. – Sente-se.

- Prof... Diretora McGonagall, eu tenho apenas uma única pergunta a respeito da volta do Malfoy: por quê?

A diretora pousou a pena e cruzou as mãos sobre a mesa. Respirou fundo e olhou diretamente nos olhos de Harry para responder.

- Draco foi obrigado a assitir o assassinato dos seus próprios pais, Potter. Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado os matou pessoalmente, e torturou o jovem Malfoy até ele se encontrar à beira da morte. Depois, abandonou-o no meio do nada para morrer na solidão. E quem o encontrou, desmaiado e já rodeado por corvos, foi Olho Tonto Moody que o trouxe até mim para decidir o que fazer. Primeiro eu o mandei para a Ala Hospitalar onde madame Pomfrey cuidou dele até que estivesse bom o sufiente para nos contar sua história, a qual eu, pacientemente, ouvi inteira.

- Mas ele tentou matar Dumbledore! – Harry exclamou sem sentir nem um pingo de pena pelo o que o garoto passou.

- Acalme-se Potter. Peço que não me interrompa até que eu termine de contar tudo. Draco Malfoy e Severus Snape estão do nosso lado. – Harry quis se manifestar, mas foi calado com um gesto e um olhar severo – Usamos legilimência, veritaserum e tudo o que podíamos para confirmar sua história. Confesso vergonhosamente que usei até mesmo uma Maldição Imperdoável em Severus Snape como tortura, por pura raiva e falta de autocontrole. Mas, enfim, eu posso lhe garantir que tanto Snape como o Malfoy estão falando a verdade. No caso do jovem Malfoy foi visível, desde a primeira vez que ele contou sua versão, que ele não estava mentindo, pois estava realmente afetado pelo trauma.

Ela deu uma pequena pausa e olhou para o quadro de Dumbledore. Ele estava dormindo serenamente no momento. Uma certa melancolia passou pelos olhos da diretora.

- Ele também nos ajudou Harry. Alvo Dumbledore ainda pode dar seu depoimento e, creio eu, que nele o senhor confia. Pois saiba que ele confirmou toda a história que Draco e Snape nos contaram.

- Diretora, desculpe-me, mas... Snape não está foragido? – Harry não entendera como Snape de repente aparecera.

- Sim, e eu sinto muito, mas não irei lhe dar esses detalhes de como entramos em contato com ele. Apenas irei lhe contar o que você precisa saber para compreender o papel de Snape. Dumbledore pediu para Severus o assassinar, a fim de poupar o jovem Malfoy de ser o autor desse crime. Severus sempre foi o espião de Dumbledore e se fazia de espião de seu Lord. Draco recebeu a missão de assassinar nosso diretor para compensar as falhas do pai e assim poupar-lhe a vida. O Lord não ficou nada satisfeito com Draco e, mesmo com Dumbledore morto, assassinou os seus pais e o torturou e abandonou. Quanto a Severus, ele havia feito um pacto com Narcisa para proteger Draco a qualquer custo. E foi isso que ele fez, com o apoio e a cumplicidade de Dumbledore. Foi graças a Severus que o Lord não assassinou Draco também. Agora Severus se passa por fiel seguidor do seu Lord enquanto repassa todas as informações possíveis para a Ordem da Fênix, estando sempre sob efeito do veritaserum e abrindo sua mente para que possamos usar legilimência nele.

Um silêncio enorme reinou. McGonagall olhou para seu relógio na parede e se virou para Harry.

- Voce tem apenas 13 minutos para estar em seu salão comunal, Potter. Tem mais alguma pergunta?

- Bem... Eu não tenho com o quê contra argumentar, apesar de ainda sentir imenso ódio pelos dois e nunca conseguir perdoá-los por tudo o que fizeram. – Harry se sentia realmente frustrado e irritado com tudo isso. No fundo sentia-se bem por Dumbledore não ter morrido em vão, mas ainda não conseguia acreditar que Snape e Malfoy eram simplesmente "bonzinhos". – Tenho permissão para compartilhar essa história com Rony, Gina e Hermione?

- Creio que o senhor e a senhorita Weasley e a senhorita Granger são dignos de nossa confiança. Mas, por favor, peço que tenham extremo cuidado com essas informações. Se, de alguma forma, outra pessoa, que não vocês quatro, ficar sabendo disso e, por um acaso, deixar essa história sair da escola, estaremos correndo imenso risco.

- Certo, diretora McGonagall. Tomaremos cuidado. Boa noite.

- Boa noite, Potter. E bom, o senhor deve correr. Tem apenas 8 minutos.

xXx

- Estou... Sem palavras! – Disse uma Hermione que, junto com Rony e Gina, estavam pasmos e ainda em fase de processamento de tantas informações que, de uma vez só, Harry compartilhara com eles.

- Espera. Deixe-me recapitular. Malfoy é inocente e está colaborando com a Ordem. Snape matou Dumbledore a mando do mesmo para proteger Malfoy e também está colaborando. Dumbledore confirmou tudo dizendo que ambos são pessoas amáveis e verdadeiras e que está tudo "paz e amor" e devemos confiar nos dois? O mundo só pode ter virado de cabeça pra baixo! – Rony exclamou exasperado se jogando para trás na poltrona e virando a cabeça de forma a olhar para o teto enquanto, com uma mão, mexia no cabelo.

- Bem, quanto ao "amáveis e verdadeiras" e o "paz e amor" eu acho que você exagerou, mas o que há de errado com o resto? Sinceramente, acho que deveríamos estar é felizes por termos menos inimigos e mais aliados do nosso lado. – Gina contra argumentou pensativa. Não gostava da ideia também, odiava os dois tanto quanto qualquer um do trio, mas sabia que não adiantava ficar batendo na mesma tecla, tendo até mesmo Dumbledore confirmado toda a história.

- Mas ainda é difícil demais simplesmente acreditar nessa história. Você realmente tem certeza de tudo Harry? – Rony perguntou pela terceira vez naquela noite.

- Sim Rony, infelizmente temos que aceitar que Malfoy é inocente e Snape sempre foi espião de Dumbledore. – Hermione encerrou cética.

- Certo, mas não é por isso que agora eu vou ser "todo sorrisos" com aquela doninha albina. Ele pode ter sofrido, mas eu digo que foi tudo merecido por ele ser um sonserino estúpido, mesquinho, ridículo, nojento e desprezível. – Rony cruzou os braços e fez bico de emburrado.

- Como você pode falar uma coisa dessas? – Gina estava horrorizada com o seu irmão. – Você realmente acha que ele mereceu ver seus pais serem torturados e assassinados na sua frente? Acha que ele mereceu todas as torturas e depois ter sido abandonado ao "Deus dará"? Você realmente não acha que se não fosse por toda a influência do Lord e da magia negra na família dele, desde séculos atrás, ele não seria uma pessoa até aturável? Porque eu, sinceramente, acho!

- Eu não acredito que estou ouvindo você realmente defender aquela cobra nojenta! – Disse Rony incrédulo olhando para Hermione e Harry em busca de apoio.

- Só estou dizendo que, por mais que eu também ainda odeie aquele garoto, ele não merecia passar por tudo isso. Ninguém merece ver seus pais serem assassinados, ainda mais nessa idade, para ficar atormentado pelo resto da vida! – Disse Gina em autodefesa.

- Ah então quer dizer que só é ruim ter os pais assassinados quando se pode lembrar-se disso? – Perguntou Harry parecendo um tanto magoado.

- Não foi isso que eu quis dizer Harry, você sabe muito bem que não foi. – Gina se arrependeu imensamente do que disse. Como pudera esquecer que Harry também teve os pais assassinados na sua frente? A única diferença era que ele era um bebê e, portanto, não se lembrava de nada. – Me desculpe Harry.

- Tudo bem. Eu entendi. Esquece.

Todos ficaram em silêncio por um tempo, mas Hermione, cansada desses silêncios constrangedores que estavam acontecendo com frequência, começou a falar sobre a volta do professor Lupin, algo que certamente animou a todos e fez o clima ruim passar.

Depois de algum tempo conversando, Gina deu um enorme bocejo e anunciou que já ia dormir. Tinha uma reunião cedo amanhã com os outros monitores. Sim, Gina era monitora esse ano.

- Ahn... Gina. Podemos conversar um pouco antes de você ir? – Harry pediu coçando a nuca e sem olhá-la nos olhos.

- Claro Harry. – Gina não gostava quando ele vinha com esses papos. Na maioria era para falar coisas que não a deixaria nem um pouco feliz.

- Gina, eu quero só deixar claro, mais uma vez para você, a pedido do seu irmão, sobre como está a nossa situação. – Harry resolveu não enrolar. Sabia que se ficasse enrolando ia ser pior e ela iria ficar mais irritada e magoada.

- É, eu sei. Você me ignora total, vai salvar o mundo e, depois, volta no seu cavalo branco dizendo que, finalmente, podemos ficar juntos sem nos escondermos. Tá, eu já sei de tudo isso. Posso ir dormir? – Ela definitivamente não gostava dessas conversas. Sentia vontade de dizer mais, sentia vontade de dizer que para melhorar a atuação de "nós não temos nada" eles até deveriam ficar com outras pessoas, mas se segurava, pois, no fundo, sabia que Harry só queria o bem dela.

- Gina... Por favor, não fique brava comigo. Eu cedi aos seus pedidos na Toca, mas não deveria ter feito isso, pois lhe dei esperanças de que fôssemos voltar a namorar aqui em Hogwarts, mas eu não posso arriscar te perder. Simplesmente não posso. – Harry estava suplicando que ela entendesse. Ele passou as costas da mão de leve no rosto de Gina, como um carinho, mas esta logo se desvencilhou.

- Se vamos fazer isso, então façamos direito, Harry. Boa noite. – Ela se virou e subiu as escadas do dormitório feminino, girando na direção do seu quarto individual de monitora, deixando um Harry cabisbaixo para trás.

"Assim será melhor Gina, um dia você vai entender" Pensava Harry vontando a se juntar a Rony e Hermione.

xXx

N/A: Ooooi gente! =D

Primeiro de tudo, a parte sobre 10 reviews para postar o cap 2 foi errado! Era pra colocar isso nessa N/A de agora, pedindo 10 reviews para a postagem do cap 3 xP Eu estou eh muitissimo feliz com as reviews que eu tive =D

Enfim, que acharam desse novo cap? Espero que nao tenha ficado muito forcada a explicacao do Draco e do Snape =]
E bem, ja disse que caps longos nao sao meu forte neh? haha, sorry for that girls ;P

O capitulo 3 esta prontinho e acabei de enviar pra minha beta Tati maravilhosa hahaha, mas como eu disse, quero ter um total de 10 reviews pra esse capitulo sair (so mais 6, nem eh tanto, 2 a mais que o primeiro cap haha)

Tah, eu nao tenho mais muito o que falar, so desejar um super-mega-feliz Ano Novo pra todas voces e espero que voces todas tenham tido um oooootimo Natal!

So para complementar, muito orbigada pelas reviews:

Tati Black (eh bom ficar quietinha mesmo viu? hahahaha Beta maravilhosa ;D)
Kandra (aee, acompanha mesmo, please! 1a fic longa a gente precisa de estimulos pra continuar ;] )
Schaala (Harry simplesmente EH um EMO, ele nao tem so ataques HAHAHA)
Lidiia (matando sua ansiedade, ai esta um capitulo fresquinho pra voce! =D)

ps.: novamente, nao mandei a N/A no arquivo a ser betado, mas juro que pro capitulo 3 eu vou mandar, sei que eh horrivel ler "internetes" sem acentos, cedilhas e essas coisas =P