Título: One
Capítulos: 2/2
Completa: [X] Yes [ ] No
N/a: Mikaelly e Aline, obrigada pelos comentários. Aqui vai a parte final, espero que gostem da resolução.


ONE

Parte 2

Brennan deu um passo para trás, instintivamente.

-Eu preciso... eu preciso de tempo.

-Tempo e espaço?

Ela concordou com um meneio, se afastando mais rápido.

-Tempo e espaço. Por favor... não venha falar comigo.

E, parando apenas para pegar a bolsa no sofá, ela saiu do apartamento, Booth ainda parado no mesmo lugar, sem poder impedi-la.

A cena se repetiria dezenas de vezes em sua cabeça. E dezenas de vezes ele perguntaria a si mesmo se o fechamento dela não poderia ter sido diferente. Se ele tivesse dito desta ou daquela forma, se tivesse começado de outra maneira...

Mas não adiantava, e ele sabia disso. Não importava a maneira como tivesse falado, nada poderia mascarar a verdade e o fato de que tinha que contá-la. E conhecendo a parceira como conhecia, ele sabia melhor do que ninguém qual era seu ritmo. Que ela realmente precisava daquele tempo. E ele ainda era otimista a ponto de acreditar que as coisas dariam certo ao final, pois se não dessem, qual seria o objetivo? Ele ainda não havia deixado de acreditar no que declarara, ele sabia desde o começo.

No meio tempo em que esteve afastado de Brennan, seus dias apenas não se tornaram um marasmo sem fim por que ainda estava investigando a questão junto de Max. O que Hannah havia feito era desleal, mas não era um crime – ele não podia tratar como um caso do FBI. Mas no momento em que Max ficou sabendo o que Booth havia descoberto, quisera tomar o partido para si e resolvê-lo pessoalmente. Mas Booth o impediu. A culpa havia sido dele, não seria justo que Max resolvesse. E os dois uniram forças.

Haviam descoberto tudo a respeito de Jimmy, o interceptor entre as duas partes. Durante algum tempo eles tiveram dificuldade em descobrir quem havia contratado os serviços, uma vez que ambos tinham que trabalhar na surdina, e era um pouco complicado acessar certas informações. Mas Max era mestre em atuar fora da lei, e naquele momento Booth se viu agradecendo por esse fato.

-Pronto, garoto? – disse Max, entrando na SUV de Booth naquela noite.

-Está brincando? Estou sempre pronto.

O carro se pôs em movimento. Os dois iriam até uma casa noturna onde, segundo informações do contato de Max, o tal do Spike sempre ia nas sextas à noite. Spike, o homem que havia contratado os serviços de Hannah.

-Aluno brilhante, fez mestrado na faculdade onde Tempe trabalhava. – disse Max, lendo as informações adicionais que havia conseguido na noite anterior – Teve dois pedidos de pesquisa negados.

Booth socou o volante.

-Ele fez tudo isso não só pelo dinheiro. Ele tinha a intenção de prejudicá-la.

-Ei, escute aqui. – Max deixou os papéis de lado, olhando para Booth – Não vamos com a cabeça quente para isso, está bem? Não queremos confusão, não queremos motivo pra esse cara se aproveitar da situação para nos prejudicar. Só precisamos garantir que ele sequer pense em ir em frente com isso e prejudicar a Tempe.

-É com um agente treinado que você está falando, Max. Eu sei o que fazer.

-Não é com o agente que eu estou preocupado, é com o homem que pensa com o coração.

Booth não soube o que falar ante aquilo, e o resto da viagem foi feita em silêncio.

O lugar estava tão cheio que era difícil se mexer. Os dois homens conseguiram, com alguma dificuldade, ultrapassar a área da pista e chegar até o bar, em um ambiente separado e menos lotado. Se sentaram ao balcão, para se misturar e para poderem observar bem o lugar. A informação que tinham é que o homem apareceria no bar por volta de meia noite.

Max pediu uma dose de uísque, mas Booth só pediu água. Queria estar alerta, aquilo era tão importante como uma noite de trabalho.

Era meia noite e dez quando os dois homens avistaram seu alvo. A essa altura as garotas que haviam tentado se aproximar de Booth já haviam desistido de tentar, e provavelmente acharam que ele era gay e estava com o "velho".

Booth notou que Spike parecia um pouco mais alto do que ele imaginou que fosse. Ora, quando Max lhe falou que ele era um aluno brilhante, e quando ele viu a foto do homem, de óculos, imaginou não passar de um nerd que poderiam facilmente assustar. Mas talvez fosse melhor não subestimá-lo.

O homem conversou com duas garotas por vários minutos e, por volta da meia noite e meia, se levantou e saiu em direção aos banheiros. Booth olhou para Max antes de levantar. Tudo estava indo de acordo.

Booth seguiu o homem até o corredor dos banheiros, que ficava ao lado do palco. Quando Spike estava quase alcançando a porta do banheiro masculino, Booth se lançou contra ele, o empurrando para o fim do corredor. O homem gritou, e sua cara se amassou contra a alvenaria, mas o corredor estava vazio e a música, em um volume ensurdecedor. Booth deu um soco no homem, ainda surpreso, e o empurrou em direção à porta que ele sabia dar para os fundos.

Quando Booth passou pela porta, pronto para dar mais um soco no homem, mal teve tempo de reagir à surpresa. Spike não só havia se levantado, como estava devolvendo o soco.

Os dois estavam no beco, e a iluminação era pouca. E Booth imaginou que o homem realmente deveria usar óculos, pois chutou uma lixeira antes de acertar em cheio as costelas dele. E droga, o nerd era forte!

Booth o derrubou com uma rasteira improvisada, e se aproveitou do fato para levantar. Mas o homem o agarrou pelas pernas e, mesmo que não conseguisse derrubá-lo novamente, conseguiu se por em pé antes que Booth o acertasse.

A luta ficou mais profissional, com socos dos dois lados. O homem estava começando a cansar, e Booth se aproveitou do fato para descontar toda sua fúria nos golpes que distribuía. Estava colocando-o contra a parede, e a percepção disso aumentou sua confiança. Viu que o homem se curvava mais e mais, e se perguntou se ele estaria desistindo. Quando estava para desferir o golpe que o derrubaria, foi novamente tomado pela surpresa.

Em uma explosão de energia, Spike deu uma cabeçada nele. E os segundos que Booth ficou atordoado foram suficientes para que o outro lhe desse um cruzado extremamente bem realizado, que fez o agente voar alguns centímetros antes de cair sobre sacos de lixo e lixeiras de latão.

Spike sorriu, e se aproximava para acabar com o outro quando ouviu uma voz.

-Nem mais um passo.

O homem parou, ouvindo o ruído seco de uma arma sendo engatilhada, e tendo a certeza que deveria obedecer à voz.

-Tudo bem aí, filho?

Booth ergueu uma mão, querendo dizer que Max demorara, mas sem coragem de mexer a mandíbula.

Max pôs uma mão sobre o ombro do homem, e o guiou até o encontro de dois muros. Começou a falar, bem baixo.

-Você mexeu com a pessoa errada, meu amigo. Agora, o que mais me espanta é que você foi em frente com a idiotice, mesmo depois de descobrir com quem teria que lidar quando descobrissem sua sujeira.

-Não sei do que você está falando.

-Não seja idiota! – ele encostou o cano da arma na nuca do homem - Por que prejudicar ela?

Spike gaguejou várias vezes antes de conseguir falar.

-E... e... ela me prejudicou antes!

-Ela lhe prejudicou? Então é uma vingança? Nos conte a história, queremos ouvir.

Booth havia se livrado das garrafas quebradas e sacos cheios de resto de comida, e agora estava de pé ao lado de Max, uma mão segurando as costelas e um corte feio perto da sobrancelha.

-Ela... ela negou a requisição de patrocínio para a minha pesquisa. Disse que minha ideia era medíocre, que eu precisava de algo melhor.

Nenhum dos dois homens pôde acreditar no que ouvia. A voz de Max perdeu um pouco da ameaça.

-Você está brincando?

-Ela disse que eu era um aluno medíocre! – berrou o homem – Aquela pesquisa era minha grande chance, a chance de lançar meu nome no meio científico, a chance de colocar as mãos no dinheiro da bolsa! Ela foi a única a negar! Ela estragou tudo!

Max disparou a arma, cansado. Os joelhos do homem cederam, e ele caiu no chão, apavorado. O buraco da bala repousava no muro, vários metros acima da cabeça dos dois.

-Eu sei das coisas. – disse ele, o tom de ameaça voltando – E se souber que você fez o mínimo movimento para prejudicar minha menina... você é um homem morto.

Spike apenas balançou a cabeça, resignado. Tanto Booth como Max sabiam que ele levaria o conselho muito a sério.

-Você está bem? – perguntou Max, logo depois que os dois se afastaram do lugar, sem chamar a atenção.

-Já estive pior. Mas Max, você devia ter me avisado que o cara não era um nerd qualquer!

-Na ficha dele não mencionava seu preparo físico... vamos, vou te levar até um hospital.

~X~

Brennan bateu à porta do parceiro. O sábado havia amanhecido claro, e ela decidira que devia desculpas a ele, e aquela era a hora de dá-las. Havia levado muito tempo até que o medo, a raiva e a mágoa fossem suprimidos pela racionalidade. E quando ela retornou ao seu normal e recomeçou a pensar... chegou à conclusão que estava sendo injusta.

Por mais que Booth fosse ótimo em ler pessoas, ele era humano, e não era perfeito. Hannah o enganara, e ele não percebeu. Ele achava que estava fazendo a coisa certa ao ir em frente. Ele estava tentando ser feliz, respeitando a resposta negativa que recebera da pessoa que mais amava. Brennan só conseguia imaginar o esforço que ele havia feito para conseguir empreender tal movimento. Agora que ela sabia – agora que se permitira sentir com toda a intensidade – achava realmente difícil fazer o que Booth havia feito.

Sim, ela o entendia. Ela havia estragado as coisas, o magoara e depois dissera que iria embora... ela não poderia culpá-lo por fazer o que fez.

E tudo havia dado errado... por que ambos haviam ido contra suas naturezas. Ele era o coração e ela, a cabeça. Eles se completavam dessa forma, na parceria profissional e pessoal. Quando ele pensou que o mais óbvio seria seguir em frente para poder superar Brennan, as coisas não haviam dado certo. Quando ela sentiu que precisava contar a ele sobre seus sentimentos, as coisas não haviam dado certo. Estava na hora de voltarem a ser o que realmente eram, cada um em seu campo, ambos se completando.

-Pai? – Brennan arregalou os olhos espantada quando viu Max, e não Booth atendendo à porta.

-Ei, Tempe. – disse ele, pousando um beijo no topo da cabeça da filha.

-O que você está fazendo aqui?

-Fiquei preocupado com seu amigo. – disse ele, uma expressão divertida no rosto – Quis garantir que ele tomasse todos os analgésicos e descansasse.

A expressão confusa dela mudou para uma de preocupação.

-Analgésicos? O que aconteceu?

-Nada de mais, um braço e algumas costelas fraturadas, alguns pontos perto da sobrancelha.

-Como ele se machucou assim?

Max puxou a filha pela mão até o sofá.

-Não vamos falar alto, ele está dormindo. Ouça, não brigue com o pobre do homem, está bem? Ele foi um pouco idiota, mas não pude segurá-lo, ele estava irado.

Brennan franziu as sobrancelhas, aos poucos entendendo.

-Vocês dois foram atrás da pessoa... que comprou as informações ao meu respeito, não foram?

-É claro que fomos! Eu disse para o Booth que uma boa reprimenda seria o suficiente pra fazer o cara correr, mas não foi o suficiente para ele. Não se preocupe tanto... você não viu o estado que o outro cara saiu.

Brennan estava com os olhos úmidos, a expressão extremamente preocupada.

-Por que vocês fizeram isso?

-Por que, querida? – Max deu uma risada curta – Aquele idiota nunca mais vai voltar a querer te prejudicar! E se ele tentar, eu e Booth estaremos a postos!

Ela suavizou um pouco a expressão.

-Talvez eu deva agradecer o fato de você não ter tentado matá-lo.

O homem sorriu.

-Estes tempos ficaram para trás, estou velho para isso.

Os dois ouviram o ruído de madeira rangendo vir do quarto, como se Booth estivesse se mexendo na cama, e Brennan se levantou. Caminhou pelo corredor, parando na porta do quarto de Booth. Ele ainda estava adormecido, deitado de costas. O braço estava em uma tipóia, e o peito, trespassado por uma faixa para limitar os movimentos. Brennan ficou algum tempo parada ali, o observando e pensando em tudo que acontecera. Só percebeu que seu pai estava ao seu lado quando ouviu sua voz.

-Tempe, a receita dos remédios está em cima da geladeira. Ele precisa tomar o relaxante muscular daqui a 4 horas, e o analgésico seria bom dar assim que ele acordar.

Brennan se virou para o pai, que vestia um casaco.

-Eu preciso ir, meu amor. Mas me ligue caso aconteça algo.

Ela aceitou o beijo que seu pai deu em sua bochecha, e lhe agradeceu.

Max saiu, e a porta fechou com um clique suave. Brennan se aproximou da cama, e foi só então que notou as marcas no rosto do parceiro. Os pontos na sobrancelha direita eram recentes, e o lado esquerdo do rosto estava inchado. Ela sentiu vontade de tocar cada uma das marcas, para que isso pudesse trazer-lhe algum tipo de conforto. Ele nunca deixaria de tentar ser um herói.

Ela ficou um tempo mais a observá-lo dormir, então foi até a cozinha ler as prescrições do médico. Pegou a caixinha de remédio e um copo de água e, quando entrou no quarto, viu os olhos abertos do parceiro encarando o teto.

Ela parou por um momento, triste que já não pudesse observá-lo com tanta liberdade. Então entrou no quarto, depositando o que carregava sobre a mesinha ao lado da cama.

Booth baixou o olhar, e pareceu surpreso por alguns segundos. Mas então suas feições se tranquilizaram.

-Seu pai te chamou aqui? – perguntou ele com uma voz sonolenta.

-Eu havia vindo falar com você.

Ele a mirou, tentando ler o que se passava em suas expressões. Ainda havia raiva? Mágoa?

-Obrigada por ter me dado tempo e espaço, Booth. Eu precisava disso.

-Eu sei.

Os dois se encararam por mais alguns segundos, até que Booth achou que a posição estava estranha demais. Tentou se inclinar, mas a fisgada nas costelas o fez parar.

-Você pode me dar uma mão aqui?

Brennan se aproximou, puxando o travesseiro contra a cabeceira da cama e o ajudando a se pôr em uma posição confortável. Então ela sentou na beirada da cama, estendendo o remédio e o copo de água para ele. Depois de pousar o copo vazio sobre a mesinha, ela ergueu os olhos para ele.

-Booth, eu vim me desculpar.

-Do que você está falando?

-Você tinha razão, fui eu quem te magoou primeiro.

-Não vamos discutir quem magoou quem ou quem magoou mais, Bones... – disse ele, encostando a cabeça contra o travesseiro de forma cansada.

-Você aceita minhas desculpas? – insistiu ela.

-Sim, eu aceito. Sei que nunca foi sua intenção estragar ou bagunçar as coisas. Mas você também tem que aceitar as minhas desculpas.

Ela sorriu, rebatendo as palavras dele.

-Eu sei que nunca foi sua intenção prejudicar a mim ou ao nosso relacionamento.

O sorriso aos poucos se espalhou nos lábios dele também. Aquele sorriso que começava devagar, e iluminava todo seu rosto.

-Por Deus, nós somos uma bagunça, hein?

-Terríveis. – disse ela, rindo.

Os dois continuaram rindo mais alguns segundos, desfrutando da companhia um do outro. Mas a risada cessou, as expressões ficaram sérias, e ambos sabiam que ainda haviam assuntos sérios a serem discutidos. Booth contaria a ela sobre Spike, e por que ele quisera prejudicá-la. Ela contaria sobre seu medo logo após a discussão que os dois haviam tido, e sobre tudo que pensara durante o tempo que ela teve. Mas não naquele momento.

Ela o ajudou a levantar e, depois que ele entrou no banheiro, resolveu que poderia dar uma olhada no que tinha disponível na cozinha para que pudesse fazer-lhe um café da manhã. E estava a caminho de realizar essa ideia, quando seus olhos repararam em um objeto sobre a cômoda, parcialmente escondido atrás de uma pilha de revistas.

Ela se aproximou. Não seria preciso abrir a caixinha de veludo para apreciar o objeto, por algum estranho motivo, ela já estava aberta. E Brennan viu o mais lindo anel, adornado com uma pedra no tamanho exato para que parecesse perfeito.

-Vou te contar, da outra vez que eu quebrei uma costela... – Booth estava saindo do banheiro, quando parou repentinamente, notando o que estava nas mãos da parceira.

-Bones... eu não... – ele ia começar a explicar que aquilo não era nada do que ela pensava. E se ela pensasse que ele havia comprado o anel para Hannah?

-Como pode, Booth? – disse ela baixinho. – Ele é exatamente igual... igual ao anel que eu imaginei... ele é perfeito.

Booth ficou sem ar. Ela estava falando o que ele achava que ela estava falando?

Brennan tirou o os olhos do objeto, o mirando nos olhos.

-É por isso...

Ela não completou a frase, e não precisou. Ele concordou com um meneio.

Depois de alguns segundos estranho, Booth retomou o comando do corpo, e se aproximou da parceira, mais do que seria necessário para alcançar a caixinha. Com a mão esquerda, fechou-a devagar.

-Tenho certeza que vamos achar um ótimo uso para ele... mas não hoje.

Ela concordou, com um meneio e um sorriso. A mão dele cobria a dela, que ainda segurava a caixinha, mas ela não fez movimento algum para tirá-la de lá. Ele puxou levemente a mão para trás, divertido com o fato dela não largar a caixinha, mas dar um pequeno passo para frente, invadindo seu espaço pessoal.

E quando o inevitável encontro de lábios aconteceu, nenhum dos dois tinha dúvida, medo ou apreensão. Era o que tinha a acontecer. Era certo.

Brennan se aproximou mais, aprofundando o beijo e se envolvendo da forma como nunca permitira se envolver. Ou por que não o conhecia direito, ou por que estavam se beijando embaixo de um visgo, ou por que não achava aquilo certo. Daquela vez, não havia motivo algum a segurando.

Ela ouviu um suspiro escapar pelos lábios do parceiro, e isso a deixou ainda mais ligada ao momento. No entanto, ele afastou levemente o rosto, apenas o suficiente para conseguir sussurrar:

-Bones, você está se apoiando no meu braço...

Ela rapidamente afastou o corpo do braço machucado dele, se desculpando. Ele sorriu, invertendo as posições e a encostando na parede.

-Acho que vamos ter que mudar o arranjo das coisas. O que acha?

Ela sorriu, sabendo que ele estava adorando estar no comando.

-Só por que você está se recuperando de ferimentos recentes.

-Você fica ainda mais sexy complicando coisas simples... – a risada sonora que brotou na garganta dela foi como música para seus ouvidos. Mas ele garantiu uma vez mais, antes de beijá-la novamente. – Eu estou falando sério, Bones.

E ao receber os lábios dele no abrigo dos seus, ela soube que ele estava falando a verdade. Que eles sempre falariam a verdade.

One love
One blood
One life you got
To do what you should
One life
With each other
Sisters, and my brothers

(Um amor
Um sangue
Uma vida
Você tem que fazer o que deve
Uma vida
Um com o outro
Irmãs e Irmãos)