A Corporação MadSlysTM criada pelos irmãos Flug e Slug era relativamente conhecida, tanto por heróis quanto por vilões. Influenciando cientistas do mundo inteiro a arriscar e investir em suas ideias - por mais insanas, ou difíceis que fossem.

MadSlysTM tinham a fama de criar, vender, elaborar e consertar equipamentos extremamente caros, precisos e eficientes para diversos fins. Como anteriormente dito, por ser popular, vilões e heróis de qualquer posição social ou política poderiam adquirir suas mercadorias através de e-mail ou entrando em contato direto com um de seus representantes listados em ordem alfabética - e por região - em seu site.

Eles também tinham, em alguns canais a cabo, propaganda de televisão. Mas não precisavam, pois a demanda era relativamente alta. Tão alta que ambos os irmãos tinham de escolher a dedo quais eram as demandas mais urgentes e quais deveriam ser dispensadas, pois - infelizmente - a mão de obra era limitada aos dois e alguns robôs ajudantes.

Claro que, para preservar a natureza e identidade de ambos, isso não era divulgado - e a visão que todos tinham da empresa era de ser uma equipe de profissionais extremamente capacitados e em grande número. Pois, em poucas semanas equipamentos já eram elaborados, construídos e entregues em qualquer cidade do país e dos países vizinhos.

MadSlysTM tinha pouco mais de 3 anos. E os irmãos, já no final da primeira fase adulta, eram os donos, gerentes, administradores, engenheiros e basicamente todos os funcionários de lá, ao mesmo tempo. Sendo sócios e fundadores da empresa, eles tinham exatos 50% de posse e responsabilidade pelas demandas. Ambos tinham acordado mútuo que, conforme os pedidos chegassem, o cientista que escolhesse aquela solicitação, seriam o principal responsável por aquilo. Evitando problemas com prazos ou qualidade do item.

Claro que, muitas vezes, isso não acontecia.

Flug era um Workaholic, um viciado no trabalho, anti-social e agorafóbico, sendo responsável por basicamente 70% das demandas de construção dos equipamentos já que praticamente não saia do laboratório, e Slug gostava de fazer o contato com os fornecedores tanto quanto elaborar seus produtos e o marketing deles. O Irmão dois minutos mais velho era o mais ativo em relação da mão de obra fora da empresa., basicamente. Isso inclui as investigações e, ocasionalmente quando solicitado, a espionagem.

Coincidentemente, como o dia frio de hoje.

Slug entrou pela porta dos fundos, através de uma passagem secreta guardada por robôs de vigilância acionadas por alarme, e chegou ao laboratório vendo seu irmão já trabalhando em um projeto recentemente aceito.

"Esse projeto não era um dos meus?" perguntou o recém chegado retirando seu blazer e colocando seu jaleco branco por cima da blusa negra de manga comprida que usava por baixo. Descendo as escadas do amplo laboratório.

Retirando a máscara de solda, Flug passou as mãos por seus cabelos molhados de suor e rolou a cadeira para que olhasse o Desenho Técnico aberto em sua mesa, assinado, de fato, pelo seu irmão no rodapé.

"Você tem razão," Flug suspirou e decidiu esticar um pouco as pernas, levantou e se espreguiçou, pensando em requentar seu café esquecido sobre sua bancada de trabalho. Pegou a xícara, indo até o microondas no canto da laboratório. "Como foi lá em Ensenada?"

Slug, escorou-se em sua própria bancada, não muitos metros à frente de onde seu irmão estava e cruzou os braços.

"Um pouco tedioso, mas conseguimos zarpar tranquilo." deu de ombros, olhando seu irmão bocejar e, logo em seguida, tomar um gole de seu café requentado "Alguns novos clientes souberam do despache e foram até o porto querendo um par daquelas armas que eu elaborei em Agosto, disseram que tinham umas pestes incomodando. Daí, eu disse pro Arthur passar o contato dele, se tivessem interessados em mais alguma coisa." Saindo de seu encosto, Slug pegou seu celular e desbloqueou, vendo que havia perdido uma chamada. "Já venho, vou retornar uma ligação". disse subindo as escadas e saindo do laboratório.

Flug viu seu irmão arregalar os olhos e brigar com alguém ao telefone antes da porta de metal de fechar entre eles. Ainda que preocupado, optou por continuar o que estava fazendo e esperar Slug o comunicar se algo sério acontecesse. Tomou mais um gole de seu café requentado e botou a máscara de solda novamente, continuando o trabalho de onde havia parado.

Slug abriu a porta rápido e recolocando seu Blazer no lugar do Jaleco assoviou para Flug o escutar. Sem retirar a máscara, o cientista em questão parou a máquina de solda e olhou para seu irmão, esperando alguma notícia.

"Roubaram nossa embarcação."

Retirando a máscara freneticamente rápido, bagunçando todo seu cabelo, Flug arregalou os olhos ao perguntar. "Como assim roubaram nossa embarcação?! Como isso foi acontecer?!"

"Sei lá como!" gritou em pura indignação, mas continuou. "Mas quem quer se seja esse filho da puta, ou onde quer que ele esteja se escondendo com minhas mercadorias," apontando para seu irmão, ele sorriu ameaçadoramente pensando em puro caos e destruição "Ele vai pagar."

Slug estava em fúria.

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Sentiu que já havia se passado algum tempo desde que viu seu irmão pela última vez, mas se assustou quando resolveu ver o relógio e descobrir que já havia se passado 6 horas desde que Slug saiu bufando pela porta de metal dizendo que precisava fazer umas ligações e poderia demorar.

Flug comentou, na hora, que queria ajudar a recuperar o navio, ou fazer algo que pudesse ajudá-lo a isso. Mas Slug o impediu dizendo que ele estava com muita raiva e não queria descontar isso em seu irmão - o que poderia acontecer a qualquer momento, porque Slug estava a ponto de matar alguém.

Respirando fundo, o irmão mais velho disse para Flug ficar e continuar o serviço, esperar a notícias dele e não fazer nada estúpido.

Após 2 horas de preocupação Flug saio a procura de Slug notando que ele não estava mais na empresa, e, provavelmente, em nenhum lugar próximo do prédio, pois os robôs de guarda estavam alarmados.

Voltando para seu laboratório, Flug decidiu que iria cumprir o que lhe foi mandado. Ele iria continuar o trabalho e esperaria notícias.

Já havia se passado 4 horas desde então.

Ouvindo um fino tom musical soar próximo a sua xícara de café, agora vazia, soltou rapidamente o pano que estava usando para polir a superfície do aparelho que ele terminara de construir e correu para pegar o aparelho.

Era um número desconhecido.

Ele respirou fundo e atendeu mesmo assim.

"Sou eu," Soltou a respiração aliviado ao ouvir a voz de seu irmão.

"Graças a Deus, você está bem?"

"Um informante das Ilhas Coronado disse que viu a embarcação atracar no Pilón de Azúcar, mas como eu não tenho certeza o que ele está pretendendo eu vou ter que agir rápido. Por isso peguei a FBX24." Comentou, sem responder a pergunta de seu irmão. Slug estava um pouco ofegante no telefone e ele pode escutar barulhos de gaivotas no fundo, Flug olhou para fora da janela e viu que o sol já estava quase se pondo.

FBX24 era um dos barcos de corrida elaborados por seu irmão, seu hobby lucrativo.

"Você está na praia?" Perguntou rápido, com medo que seu irmão desligasse. Escutou barulho de água batendo em casco oco. "Você não vai atrás dele sozinho, né? Porque não manda o Arthur, ou qualquer um dos seus capangas?"

Flug escutou Slug respirar antes de responder, "Estou levando o Juaréz comigo."

"Não foi isso o que eu quis dizer!" correndo os dedos pelas madeixas despenteadas, Flug bufou. Seu irmão era teimoso demais.

"Olha, eu vou ficar bem." Slug resolveu assegurar o meu irmão preocupado. "Já estou praticamente em mar aberto, não é a primeira, nem a segunda vez, que mergulho até lá, e eu vou pegar nossa embarcação de volta. Seja quem for o filho da mãe que pegou, tá?" Assegurou

"... tá." Respondeu Flug.

"Eu vou voltar logo." E por fim, Slug desligou a chamada.

Soltando a respiração contida, Flug apertou o celular contra o peito e decidiu confiar em seu irmão.

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Assim que terminou a ligação, Slug fechou o zíper anti-aderente da roupa de mergulho e vestiu o restando do traje. Por último, separou seu pé-de-pato especial com jatos de propulsão e olhou para seu colega e funcionário, Juaréz.

"¿Estás seguro de que quieres ir ahora, doctor? Está casi anocheciendo." perguntou o piloto do barco indicando o sol se pondo no horizonte.

"Puedo tardar en volver, quédese con su comunicador de emergencia activado," Pediu ao latino, ignorando o comentário do mesmo "¿entendió?"

"Sí, señor." Afirmou, acionando a luz noturna do barco e aumentando a velocidade para chegar o mais perto possível da costa de Ilha Coronado.

Quando o piloto assentiu, uma hora depois, que estavam no local desejado, Slug vestiu sua máscara de mergulho profissional, seu cilindro de oxigênio, o pé-de-pato anteriormente separado e se jogou para trás, deixando seu peso lhe afundar em mar aberto.

Quando sentiu a pressão bater em seus músculos, contou até quatro e sabia exatamente a quantos metros estava da superfície. Recompôs sua postura e ligou sua iluminação subaquática, vendo que estava, como previsto, perto da costa submersa. Analisou a situação.

Á prováveis 900 metros adiante, Slug chegaria a costa submersa de outra ilha do conjunto de Coronado, de tamanho menor que a primeira, e a aproximados 500 metros desta costa, o mergulhador chegaria ao ponto em que sua embarcação estaria atracada - na pequena ilha turística do arquipélago, Pilón de Azúcar.

No total, eram cerca de 1.600 metros até chegar a embarcação, contanto com desvios de escape. Como seu traje era especial para aguentar viagens submersas mais longas que o normal, Slug estava seguro e determinado.

Slug franziu por dentro da máscara, acionou os propulsores em seu pé-de-pato especial no máximo. Aquela embarcação seria recuperado a qualquer custo.

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A esse ponto Flug já havia terminado de polir o equipamento depois de testá-lo mais algumas vezes e impresso o manual de instruções. Já havia iniciado outro projeto - agora de sua autoria - e já havia tomado sua terceira xícara de café.

Algumas horas mais tarde, Flug já terminara seu projeto não muito complicado de uma aranha robô com memória de filmagem Full-HD e gravação precisa de audio FLAC, impresso seu manual, fotografado para o catálogo do semestre que vem, tentado assistir um episódio de comédia científica na televisão a cabo - desistindo na metade do episódio - e pegado mais um pedido de estoque bi-anual, solicitado pela equipe feminina da KGB para bombas disfarçadas de brincos, anéis e acessório de cabelo.

E nada de notícias do Slug.

O cientista suspirou. Seu comportamento estava errado, muito errado. Ele não precisa se preocupar tanto com Slug. Seu irmão dois minutos mais velho sabe muito bem como se virar, ele é mil vezes melhor espião que Flug poderia ser e mil vezes melhor em se safar de problemas. Slug era melhor em praticamente quase tudo, não havia porque se preocupar tanto.

Flug, respirando fundo e aceitando que confiava plenamente em seu irmão, decidiu fazer a única coisa em que era melhor. Cumprir as solicitações e pedidos que chegavam para a empresa - agora em dobro.

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O mergulhador profissional, já próximo da costa rochosa que contornava a Ilha de primeiro destino, desligou a iluminação acoplada em sua máscara e colocou a cabeça na superfície para visualizar a situação: 300 metros a mais do que havia imaginado. Ainda faltavam 800 metros para alcançar a embarcação - a qual já havia zarpado da pequena ilha e estava relativamente distante. Slug acionou o comunicador interno de sua máscara de mergulho e retirou o apetrecho de borracha que tampava sua boca.

"Juaréz," Chamou o mergulhador "El barco salió de la costa y parece estar subiendo al Pacífico."

"Doctor, donde usted está, voy a recogerlo."

"No, ellos pueden verte. Voy a seguirlos."

"¡Doctor, no!" Apressou-se a dizer o latino no outro lado do comunicador "Usted no sabe cuándo se detendrá de nuevo.¿Y si te atrapan?"

"Si me atrapan," Slug respondeu "voy a encontrar una manera de escapar." terminou a explicação, desligando o comunicador interno.

Mergulhou novamente, ligando a iluminação submersa e acionou os propulsores novamente apreensivo. Ajustou o bipe de emergência para que estivesse ao alcance se algo acontecesse.

Apesar de ter aceitado o desafio, Slug sabia que deveria tomar cuidado com o caminho que fosse seguir. A direção em que a embarcação estava indo passava por cima de um trecho naturalmente perigoso: uma fissura de 350 metros negativos separando as ilhas da última do arquipélago, com uma correnteza submarina forte.

Poderia ser um problema.

Acionando os propulsores em uma potência maior, Slug aproximou-se ainda mais de sua embarcação roubada já podendo ver o leme, estava ficando difícil de enxergar mesmo com a iluminação de sua máscara e a iluminação natural do sol já desaparecido no horizonte a algum tempo. As águas estavam escuras como o céu daquela noite e Slug torceu para que todos estivessem a estibordo.

Próximo da lateral da embarcação, Slug desligou a iluminação novamente e se escorou para que ninguém conseguisse o ver subir a popa. Submergindo, o mergulhador retirou as luvas de mergulho e acionou o mecanismo de escalagem em sua cintura, jogou o gancho na beirada do tombadilho do barco e encaixou perfeitamente, fazendo um gesto de vitória que só ele conseguiu ver.

Acionou o cinto e começou a escalar com as ponta dos dedos de borracha até o castelo de popa. Ao chegar na ponta do tombadilho, onde seu gancho estava preso, ergueu a cabeça para que pudesse ver a movimentação do navio, tomando cuidado para que ninguém o visse.

Estava inesperadamente vazio.

Slug respirou fundo e decidiu subir para segurança. Retirou o gancho e o enrolou novamente em sua cintura. Agachou-se e correu para se esconder atrás de um dos caixotes de madeira cheio de mercadorias e equipamentos novos, comprados e/ou encomendados a sua empresa.

O engenheiro ouviu passos e uma iluminação forte ligar com tudo no convés em que estava. Engoliu a seco, retirando o cilindro de oxigênio, o respirador e os pés-de-pato, escondeu-os atrás dos toldos que cobriam os caixotes de madeira o mais rápido que pode.

Seu coração batia rápido como se acompanhasse os passos que chegavam cada vez mais perto. Apertando as mãos com força, preparou-se para puxar e nocautear quem quer se estivesse chegando.

Quando os passos pararam a centímetros de onde Slug estava, o mergulhador, prevendo o pior, retrocedeu alguns passos e olhou o chão do convés a procura da sombra do ladrão.

Franziu ofegante, não havia sombra nenhuma.

Sentiu sua perna ser puxada com uma força absurda, batendo o rosto no chão com tudo. Por estar despreparado, Slug não conseguiu se segurar e sentiu-se ser arrastado pela superfície de concreto emborrachado. Quando parou, ergueu ambos os braços se defendendo - de qualquer golpe que viesse em seguida e da luz cegante que invadia seus óculos transparentes.

Escutou mais alguns passos e tentou se levantar depressa, mas ambas suas pernas pareciam estar amarradas - o incapacitando de fugir.

Plano B.

Slug sacou um cilindro pequeno e um canivete de dentro de seu cinto multifuncional. Acionou o cilindro e jogo-o na direção de onde vinha os passos vendo uma cortina de fumaça proteger sua visão, levantando-se o suficiente para cortar o que fosse que estivesse amarrando suas pernas com o canivete afiado, sentiu um líquido escorrer por entre os seus dedos.

Não havendo tempo para isso, cambalhotou duas vezes seguidas para trás e se escondeu novamente atrás de outro caixote grande.

"Isso não foi legal," Escutou uma voz grossa dizer como se estivesse com bastante dor, "Eu só quero conversar."

Slug sentiu como se conhecesse essa voz, mas não tinha certeza já que ainda estava com a máscara de mergulho que lhe tapava os ouvidos.

Acionou o comunicador interno.

"Juaréz," Chamou o engenheiro ofegante, "¡Necesito refuerzo!" Sacou meio dúzia de estrelas ninjas metálicas e afiadas do último bolso de trás, e sem perder tempo, levantou-se do esconderijo procurando o ladrão, já em posição de atirar.

Mas… não encontrou ninguém.

"¡Doctor!" Escutou seu piloto falar através do microfone em sua máscara "¡Ya he contactado refuerzos, estamos acercando!"

"Creo que no tienen muchos ladron-" Seu aviso foi cortado abruptamente sentindo algo apertá-lhe a garganta.

Correndo os dedos para o que lhe apertava, sentiu algo viscoso e consistente. Soltou as estrelas dentre seus dedos e apressou-se para pegar o canivete que estava em sua cintura, mas sentiu uma mão agarrar seu pulso antes que pudesse alcançá-lo.

"Não seja teimoso," Escutou a mesma voz grossa soar próximo a sua orelha, e sentiu suas costas serem levemente esquentadas por contato com outro corpo "Por favor?" pediu, afrouxando o aperto em torno de sua garganta.

Plano C.

Aproveitando-se da situação, Slug deu uma cotovelada precisa onde ficava a boca do estômago do ladrão em questão e, quando sentiu o mesmo cambalear para trás girou o corpo e, só pela ousadia, puxou a cabeça do invasor para que colidisse com seu joelho levantado.

Escutou o outro dar um gemido de dor e segurar seu rosto para sentir o dano causado.

Correu apressado pelo convés para tomar distância entre eles, mas sentiu sua perna ser agarrada de novo e caiu deselegantemente, dessa vez com as mãos o apoiando já prevendo a possibilidade.

"PARA DE ME MACHUCAR!" Escutou um grito alto e monstruoso, nada parecido com a voz de antes.

De repente, antes que Slug pudesse notar ou se preparar, ele estava sendo puxado e lançado pelo ar, caindo grosseiramente na água a metros de distância do navio.

O mergulhador, sem pés-de-pato, sem cilindro de oxigênio e sem respirador, afundou com o impacto e foi levado pela correnteza submarina sem que tivesse tempo de analisar onde ele estava. Abrindo os olhos e notando o breu, ligou a iluminação de seu único aparato de mergulho - sua máscara - e lutou contra a correnteza, nadando o máximo que podia até a superfície.

Infelizmente... não era o suficiente.

Seus braços e pernas já estavam doendo de tanto nadar e seu corpo pesava, sendo levado ainda fundo. Perdendo o resto de forças que tinha, o oxigênio que restava em seu pulmão saia pelas suas narinas e, em seu último impulso consciente, acionou o bipe em seu traje torcendo para que alguém o encontrasse a tempo.

Slug apagou.

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Com um mão repousada sobre o local golpeado, White Hat olhou para o horizonte onde havia, sem querer, jogado o engenheiro em alto mar. Suspirou.

Retirando o telefone do bolso, ligou para um número salvo.

"Boa noite," cumprimentou educadamente o demônio, retirando seu blazer social branco, sujo de sangue azulado, seu sapato social e suas meias "Tem como me trazer o Iate? Obrigado." agradeceu em fim, dobrando suas mangas, e desligou a ligação.

Ao colocar o celular novamente no bolso interno do blazer jogado ao chão. Andou descalço até a beirada do barco e pulou.

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Nota da Autora:
A sede (e o laboratório) da Corporação MadSlysTM fica em uma cidade não muito popular chamada Tijuana, no México, a qual faz divisa com San Diego, na Califórnia - caso vocês ainda não tivessem feito a conexão com todos os pontos de referência que citei.
Tudo na história faz sentido com o mapa, se quiserem procurar. É divertido ver que se encaixam.

Obs.: Eu aconselho traduzirem as falas em espanhol (itálico)