To achando meio ruim agora que reli... mas vou postar todas antes que eu desista u.u
Espero que gostem gatoncios!
Disclaimer: isso é uma fanfic, ou seja, a história me pertence, os personagens não... sao todos do tio Kishi... tirando os que nao existem no anime, esses são meus u.u
Olhei para ele com pena, ele estava sentado naquele banco há séculos, com o olhar distante e alisando a aliança em seu dedo.
-Você está bem? –perguntei preocupado.
-Sim.-ele respondeu frio, mais continuava alisando a aliança e olhando perdido para frente.
-Vocês terminaram de novo né... –tentei puxar o assunto, sabia que isso era idiota, mais talvez se ele chorasse, ou me batesse (o mais provável) ele se sentisse melhor...
-Terminamos uma vez por ano Naruto, não é nada. –ele falou sem se alterar minimamente.
-Ela pediu os papeis do divorcio. –o informei, ele então ficou estático por alguns segundos e me encarou horrorizado.
-Eu vou recorrer... –Sussurrou.
-Não acho que isso resolva muita coisa. –Falei me sentando ao seu lado. –A Tsunade é praticamente a segunda mãe da Sakura, e ela manda nessa merda muito mais que eu, maldita conselheira... e pode ter certeza de que eu não vou tomar partido dessa vez.
-Ela vai mudar de idéia... –ele murmurou desesperado enquanto ainda tentava manter a pose indiferente, falhando como sempre quando se tratava dela, eu sorri com pena do meu amigo.
-Sasuke... Talvez se você pedisse desculpas...
-Eu já tentei...- ele falou baixo voltando a posição inicial
-Então acho que não tem volta. – Falei o encarando, ele nem se moveu, seus olhos estavam apavorados.
-Tem que ter... –ele murmurou.
-Vem, vamos beber com os garotos, é o melhor a fazer agora. –é, eu era o melhor para ajudar meus amigos nessas horas, oh como eu era um poço e sapiência no quesito romance...
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Eu chorava novamente, graças a Kami-sama meus filhos ainda estavam brincando na casa da Ino, não sabia como contar para eles que estava me separando do seu pai mais eu não agüentava mais, era como se ele não estivesse ali, ele não me ajudava, magoava as crianças as esquecendo na escola, implicava com todos os meus amigos, ficava me vigiando no hospital, sempre com aquele maldito ciúme, sempre possessivo, eu não me sentia mais amada! Eu parecia mais apenas um território demarcado com o nome Uchiha, nada além disso.
A gota d'água foi ele quase assassinar aquele pobre coitado do moço que monta camas, só porque encontrou ele sentado na nossa cama! Me acusou de coisas terríveis quando na verdade ele apenas tava testando a montagem, e puxa, era uma surpresa justamente para aquele maldito Uchiha! E... Sasuke nem me ouviu! Gritou e gritou, sorte que as crianças não estavam em casa, só sei que não agüentei, fui direto para a casa da minha mãe sem nem olhar para traz, ele até tentou vim falar comigo, mais minha mãe não deixou, ela também já estava cansada de me ver chorar por ele.
Ele simplesmente virou as costas e saiu, nem tentou com mais garra! Mas o que eu poderia esperar dele... Sasuke e seu orgulho!
Maldito seja! Ele e todo seu clã! Menos os meus filhos, claro...
Olhei para a lua que já ia alta em direção ao oeste, eu ainda não havia conseguido dormir, na verdade nos últimos dias eu tinha dormido muito pouco, meus filhos estavam passando um tempo em Suna com a "tia Ino", pelo menos até as coisas se acalmarem, eu sentia falta deles.
Escutei uma gritaria lá em baixo e fui até a janela ver, minha mãe tentava expulsar a vassouradas um grupo de bêbados, e ao olhar melhor, percebi que ela tentava expulsar apenas um bêbado, enquanto os outros caras o puxavam, também tentando tira-lo dali e não pareciam tão bêbados quanto o outro... Forçando a vista reconheci o meu Uchiha! Ou melhor, o ex meu Uchiha... e Naruto, Kiba, Shikamaru, Neji, Shino e o Choji, o que raios eles estavam fazendo ali?
-Sakura! –escutei o bêbado gritar enquanto chorava, ou choramingava, só deus sabe.
Escondi meu rosto entre as mãos enquanto morria de vergonha, as janelas dos vizinhos começaram a brilhar.
-Sasuke larga essa garrafa! –Naruto gritava.
-Puta merda, tirem isso dele ou ele vai entrar em coma alcoólico daqui a pouco! –Shikamaru gritou preocupado, aquilo foi o suficiente para mim.
Desci as escadas correndo me enrolando num roupão de seda branco, escutei Sasuke gritar chamando meu nome e vi meu pai paralisado olhando aparvalhado em direção a porta.
-Sakura acho melhor você ficar aqui. –ele falou preocupado segurando meu braço, eu me desvencilhei rapidamente.
-Posso cuidar do meu marido. –murmurei e continuei correndo até a porta.
-Sakura! –escutei Sasuke exclamar assim que me viu e correr até mim, ninguém mais pode segura-lo, o pobre Naruto tentou e voou longe. –Não me deixe. –ele murmurou segurando com força meu rosto entre suas mãos, ele estava apavorado e seus olhos estavam marejados, eu não pude deixar de chorar ao vê-lo assim. –por favor Sakura, diga que não vai me deixar. –ele sussurrou me abraçando ainda com a garrafa na mão, ele era enorme, e eu percebia isso ainda mais quando ele estava bêbado e se pendurando em mim.
Não era a primeira vez que eu via Sasuke bêbado, mais a primeira que via ele nesse estado, geralmente ele só ficava um pouco mais voraz se é que me entendem, e muito mais romântico.
-Me ajudem a levar ele pra dentro. –pedi para os garotos, Naruto e Shikamaru o apoiaram, ele resmungou mais deixou quando eu prometi pra ele que iria junto.
-Me perdoa... me perdoa...-ele murmurava sem parar, eu o olhei aflita.
-Coloquem ele no meu antigo quarto. –pedi, e assim que o deixaram lá Sasuke desabou no chão me puxando com ele, e então ele deitou no meu colo abraçando minha cintura, ainda implorando por perdão. –Podem ir... Obrigada. –Falei para meus amigos e eles saíram nos encarando com pena.
-Eu te amo tanto Sakura... Tanto... –ele falou, como sempre falava quando estava bêbado, isso só fez mais lagrimas chegarem aos meus olhos, porque ele não era assim normalmente? Não caído e chorando, claro, mais porque ele não mostrava que me amava sóbrio pelo menos? Porque ele nunca se importava comigo quando estava sóbrio? Ou pelo menos demonstrava? Estava cansada disso, estava cansada do Sasuke que errava e vinha me pedir desculpas apenas quando lhe interessava, me fazendo aceitar sem me dar nada em troca, se aproveitando do amor que eu tinha por ele...
Mas... Como eu podia deixá-lo? Eu o amava tanto, e não conseguia ver ele sofrer, doía tanto em mim ver ele assim, sujo, largado no chão, se arrastando, agonizando...
Porem, se ele me amava tanto assim... Porque continuava ignorando tudo o que eu falava? Prometendo mudar e imediatamente depois sendo o mesmo tirano possessivo?
-Não se separe de mim, não me deixe! –ele soluçava trazendo a garrafa novamente aos lábios, eu a segurei, ele me olhou zangado, mais quando viu meu olhar serio deixou que eu a pegasse. –Eu te amo. –falou suavemente e se levantou, se sentando e ficando com o rosto um pouco mais alto que o meu, então se aproximou e me beijou, eu desviei meus lábios dos seus, mas ele não desistiu, desceu seus beijos até o meu pescoço e abriu meu robe, então o desceu e Beijando meus ombros, descendo a alça da minha camisola.
-Sasuke, para...-eu pedi num gemido olhando em direção da porta aberta, meus pais podiam aparecer a qualquer momento.
-Você é minha Sakura, sempre será, você sabe, e eu nunca te libertarei. –Falou virando meu rosto para ele e olhando meus olhos com raiva, falando cada palavra agressivamente. Chorei ainda mais irritada, com ele e comigo por ainda amar aquela desgraça egoísta. –Porque quer se livrar de mim? –ele perguntou suavemente, estremeci, odiava tanto a mim mesma quando ele usava aquele tom... –Não me ama mais querida? –sussurrou em meus ouvidos.
-Me solte! -falei sentindo meu coração se quebrar, eu odiava suas mudanças de humor, odiava seu poder sobre mim, e odiava saber que uma parte de mim gostava disso, gostava da sua possessão, gostava de tudo nele.
Me levantei rapidamente quando ele tentou tirar meu robe, ele se ajoelhou no chão no lugar onde estava antes meu corpo, e o socou.
-Pare de fugir de mim! –pediu zangado, eu o ignorei e fui até a porta, ele se adiantou, se levantando rapidamente e a fechando, trancando com a chave que já estava na fechadura e então veio até mim, agressivo, e segurou minhas bochechas, prendendo meu rosto com apenas uma mão, me olhou com raiva e colocou seus lábios sobre os meus, me beijando com força, eu não correspondi, ele então afastou seu rosto ainda mais irritado.-Me beije! –ordenou frio.
-Não. –eu respondi num sussurro, deixando as lagrimas caírem livremente, ele apertou um pouco mais minhas bochechas por um segundo, me machucando, me olhando com um ódio mortal, e então me soltou de repente suspirando derrotado.
-Eu só não quero te perder... –murmurou se afastando.
Eu sorri levemente, um sorriso amargo, de pena e raiva.
-Podia me amar e confiar no meu amor por você talvez. –falei entre lagrimas, ele me olhou irritado e então respondeu:
-Sakura, você veio do céu, meu paraíso particular, meu amaranth! Como? Como eu posso conviver com a idéia de te perder novamente? Você sabe certo? Eu já te disse! Como eu poderia te deixar ter a chance de me deixar? –Falou no começo bravo, mais no fim já me olhava diferente, como se me implorasse.
-Sasuke, eu nunca te deixei. -sussurrei irritada.
-Mas quase me deixou, você quer me deixar, eu posso ver isso. –ele falou desesperado se aproximando de mim e me abraçando com força, como se quisesse que eu me fundisse a ele, para que eu nunca fugisse.
Ergui meus braços lentamente e coloquei minhas mãos e seus cabelos, os acariciando suavemente.
-Você tem que me deixar livre Sasuke... ou vou sufocar, e assim você vai me perder.-sussurrei.
-Eu te amo tanto...-ele murmurou tentando me beijar, eu me afastei, mais antes que ele se irritasse novamente sussurrei:
-Você precisa de um banho.
-Esta com nojo de mim Sra. Uchiha? –ele perguntou zombeteiro, porem não protestou quando eu o levei até o banheiro e tirei sua roupa, ele apenas me beijava, ou melhor, beijava meu pescoço, meus ombros e meu decote, enquanto eu tirava sua roupa. Foi um trabalho difícil, mais eu já tinha certa pratica.
O coloquei de baixo da água fria e ele se agarrou em mim molhando minha camisola, ele então me beijou e eu deixei, o beijei de volta enquanto passava sabão no seu corpo, ele pos sua mão em minha cocha subindo minha camisola, eu tentei tirar a mão dele de mim, mas ele me imprensou contra a parede, segurando com uma mão os meus braços sobre minha cabeça e se pondo entre minhas pernas, me mobilizando, ele então se afastou do meu pescoço e olhou nos meus olhos, diferente da hostilidade que eu pretendia ver, ele apenas sorriu suavemente.
- Eu quero que você me ame. –ele sussurrou.
-Eu te amo. –respondi.
-Então me prove.
-Eu já provei. –falei com um sorriso pertinente.
Ele então me imprensou mais contra a parede, eu gemi, e mesmo sem ver tive certeza que ele sorriu com isso.
-Prove que não vai me deixar. – Ele sussurrou no meu ouvido.
-Não. –Respondi, ele me encarou irritado e levemente apavorado, eu sorri. – Você vai ter que acreditar em mim.-Falei suavemente, ele sorriu frustrado e me soltou.
-Certo. –ele murmurou voltando para baixo do chuveiro, de costas para mim, olhando para cima enquanto passava as mãos irritadas pelo cabelo.
-Sasuke... –eu chamei, ele não se virou, toquei em seu ombro e ele me olhou de relance, eu sorri e o abracei, me encharcando totalmente com isso, ele se surpreendeu, mas se virou para me abraçar também.
-Posso tirar sua camisola agora minha esposa? –ele pediu galante, se afastando e olhando nos meus olhos com um sorriso suave e um olhar malicioso.
-Pode meu marido, mais apenas tirar, não esqueça que estamos na casa dos meus pais. –completei.
-Certo, me contentarei com isso. –ele falou mais eu sabia que era mentira, Sasuke sabia que comigo o difícil era conseguir o dedo, mais uma vez conseguido o braço era fácil.
Não que ele quisesse o meu braço...
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- Acho que vocês voltaram... Naruto comentou quando eu voltei para o trabalho, juro que eu estava com a mesma cara mal humorada de sempre.
-Hun... –Resmunguei.
-Cara não precisa fingir, você já se super humilhou ontem, pode mostrar que ta feliz.-Naruto falou revirando os olhos.
-Cala a boca baka. –Resmunguei, não gostava de lembrar da parte da humilhação publica, já era o bastante me humilhar pra ela, mais que seja, ela tinha voltado para mim isso era o que importava.
-Se você não mudar dessa vez, ela ainda vai acabar mesmo te dando um pé na bunda. –Ele falou serio, eu apenas ignorei, porem sabia que meu amigo tinha razão.
Eu tinha que aprender um modo de não morrer de ciúmes cada vez que outro olhava para a minha Sakura... Eu tinha que aprender a confiar nela, a acreditar que o amor dela por mim nunca acabaria, que eu não ia perde-la...
Mas agora eu só queria pensar no que levar para a minha bela esposa quando eu voltasse para casa, afinal, eu sabia muito bem que se eu fosse frio depois de ontem ela com certeza ia me dar um pé na bunda, e isso é a ultima coisa que eu poderia querer.
No fim, por mais frio que eu fosse, não era segredo pra ninguém que há muito tempo minha vida sem a minha bela rosada não era uma opção.
Todo mundo comentando u.u
