Yo! o/

É ultra mega super-hiper evidente que Fullmetal Alchemist não me pertence, mas sim, é criação de Hiromu Arakawa. E não possuo fins lucrativos com essa fic.

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Exército Amestriano

Quartel do Sul

20 de Dezembro de 1916.

Excelentíssimo Senhor Marechal Karl Smith (1),

Venho informar-lhe através deste relatório, como pediu, a atual situação da invasão de Nitocris a Ametris. E aproveito para lembrar daquele envio de reforços, que nós daqui do sul tanto necessitamos.

Como pode ver nos dados anexos, o exército nitocriano retornou a seguir o caminho em direção a Central, depois de terem traçado uma rota totalmente desconexa. Retardando assim, o seu avanço pelo país e deixando nossos investigadores bem intrigados.

Há algo muito suspeito por trás desse comportamento dos nitocrianos, mas nada sólido pôde ser apresentado. Eles vão, voltam, rodeiam ou passam duas vezes pelas mesmas cidades. É como se nem soubessem pra onde estão indo, mas ao mesmo soubessem o que estão fazendo.

Já foi provado que, de início, o destino do inimigo não era a Central. Portanto, é suposto que o objetivo de Nitocris não seja atingir o governo, como pesávamos antes.

Estamos pondo nossos esforços em combater o exército opositor e desvendar os motivos desse inesperado ataque, mas até agora nossas ações não têm gerado grandes progressos. Os prisioneiros de guerra, não importa o que façamos, nada dizem. E a embaixada nitocriana "sumiu do mapa".

Não devemos subestimar o inimigo.

Apesar de termos reduzido uma boa quantidade da infantaria rival, parte de nossos militares e civis continuam sofrendo e morrendo com esse conflito, ao nosso ver, sem sentido. A nossa única motivação para continuarmos lutando é o fervor de proteger a nação. Por essa razão, peço que mande reforços para o exército do Sul.

Enfim, veja os dados por si próprio.

Estarei esperando sua resposta ou próxima ordem,

Steve Graham (2)

Comandante do Quartel do Sul

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Ametris, Central - 29 de Dezembro de 1916

Hotel Gold Palace

Riza inspirou e expirou profundamente o ar gélido da sacada do prédio onde se encontrava. A noite estava tão linda e as luzes da cidade ajudavam ainda mais a embelezar aquele cenário. Estava tudo tão calmo lá embaixo.

Enquanto apreciava o ar livre, atrás de si, Roy recebia o "carinho de comemoração" que tinha como destaque uma garrafa de champanhe mergulhada no gelo. O Office-boy que havia trago o carrinho já estava de saída:

- Então... Vou deixar vocês a sós. – o rapaz disse como se estivesse esperando algo. Roy sabia exatamente o que era.

- Tome aqui. – tira a carteira e entrega uma boa gorjeta ao rapaz.

- Ow! Muito obrigado. Se precisarem de mais alguma coisa é só me chamar – o Office-boy se despede com muito mais entusiasmo antes de sair com um grande sorriso no rosto, fechando a porta atrás de si. Aquele era um sujeitinho bem interesseiro.

- Humph! Eu espero não precisar. – Roy murmurou para si mesmo antes de mirar a mulher na sacada, que permanecia com um semblante pensativo.

A lua, refletindo a luz dos outros corpos celestes, tocava os contornos da loira iluminando-lhe a superfície da pele e também, do vestido branco que usava.Oferecendo assim, ao moreno, uma visão bem romântica. "Ela parece um anjo" pensou enquanto sorria. Aparentemente, de tão entretida, não tinha percebido que o rapaz da recepção fora embora.

Decidido a também pertencer a aquele cenário, Roy pega a garrafa de champanhe e enche duas taças com o líquido borbulhante. Feito isso, aproximou-se da mulher a abraçando carinhosamente por trás e, simultaneamente, entregando-lhe a bebida.

- No que está pensando? – sussurrou ao ouvido da esposa, fazendo com que os pêlos do pescoço dela se arrepiassem. Sim, eles haviam se casado no entardecer daquele dia.

- Em como tudo isso, que aconteceu hoje, é maravilhoso – Riza falou enquanto olhava a cidade – e em como tudo seria bem mais fácil, se eu não tivesse sido convocada para reforçar as unidades do sul.

Não só Riza, mas também Havoc, Breda e Fallman haviam sido convocados. Além de outros militares, é claro. Roy sentiu um aperto no coração ao receber a notícia. Foi estipulada a presença de poucos alquimistas nesse confronto. Ele ficou fora dessa vez e estaria sozinho dali a alguns dias.

Riza vira-se de frente para o coronel e toca-lhe a face com ternura:

- Vou estar partindo depois de amanhã – encara Roy transmitindo pelo olhar a ansiedade que sentia – Foi tudo tão repentino, eu não esperava por isso.

Aquilo realmente era injusto, afinal, eles tinham acabado de se unir em matrimônio. Claro, o casal poderia ter adiado esse evento, mas eles não sabiam quando se veriam novamente. Levam anos para se resolver um conflito, décadas ou até mesmo nem chegam a ter solução. E eles não queriam esperar por um tempo indefinido para formalizar seus laços de amor. Principalmente sem a garantia de que iriam se encontrar brevemente. E considerando tudo o que já passaram, eles já haviam esperado demais por aquele dia.

- É por isso que temos de aproveitar cada segundo que passarmos juntos. – Roy disse enquanto acariciava os cabelos dourados da mulher.

"Aproveitar cada segundo que passarmos juntos, hum?" A tenente repetiu mentalmente o que acabara de ouvir.

Estava certo, então. Aquela era a lua-de-mel deles, afinal de contas. Riza sentiu o rosto ferver ao lembrar disso e falou em seguida:

- Tem razão. Não vamos nos preocupar com o futuro, mas sim, viver o presente.

Roy sorriu com as palavras da esposa e não resistiu em dar-lhe um beijo terno nos lábios. Em seguida, lentamente, distribuiu vários outros pelo pescoço da loira.

As taças que ambos seguravam, simplesmente caíram no chão.

O ar gélido da sacada de repente esquentou.

Ficou muito quente.

Aquela seria uma longa noite.

Nitocris, Capital – 04 de Janeiro de 1917

Casa do Governador

O Marechal Salazar Sulyvan (3) caminhava de um lado a outro do seu suntuoso gabinete, enquanto Dr. Hojo (4), seu fiel seguidor, ficava cada vez mais impaciente.

- Desgraçado! Eu mal vejo a hora de acabar com aquele verme (5) – o governante vociferou enquanto caminhava.

- Senhor, encare os fatos. Dessa forma não iremos encontrá-lo tão cedo e nossas tropas continuarão perambulando e rodopiando por Ametris, atrás dele, sem nenhum sucesso. Sem contar que o exército de lá é bem forte. – Hojo falou.

O doutor sabia que não era necessário confrontar Ametris daquele jeito só por causa de uma mera perseguição, mas Salazar insistia em descontar sua ira no país de origem daquele traidor, que também era o país em que este se abrigava. Porém, utilizar o exército daquela forma não era muito racional. Hojo estava ali, não para convencer o marechal a parar de atacar Ametris, ao contrário, estava ali para convencê-lo a utilizar uma força mais poderosa. Armas bem mais eficazes do que os soldados convencionais. Claro, eles nunca usaram essas 'armas' antes. Mas aquele momento era o ideal para testa-las. Como o outro nada dizia e continuava indo e vindo, Hojo continuou:

- É certo que ele está na Central. Mas já deve ter chegado aos seus ouvidos que estamos nos aproximando. Dessa forma ele irá escapar por entre nossos dedos outra vez. – falou continuando com sua tentativa de persuasão.

Dessa vez, Salazar parou atrás da escrivaninha e disse:

- Não, não. Ele não irá sair da Central, porque é o lugar mais seguro depois de Briggs. E agora que se instalou lá, ele não vai se arriscar a continuar viajando, tenho certeza disso. – senta-se em sua confortável cadeira e dá um suspiro de desgosto.

Salazar era um homem totalmente ganancioso por poder e não suportava o fato de ter seus planos arruinados por um único, mísero e simples ser humano.

- Tudo bem, já chega! – o marechal pega papel e caneta – Vou escrever para o comandante das tropas ter calma e segurar as pontas em Ametris enquanto nosso trunfo não chegar lá.

- Quer dizer que... – Hojo fala esperançoso.

- Sim – Salazar corta o outro – Vou acatar aquela sua idéia. A unidade da fronteira recebeu uma informação pelo rádio de que Ametris reforçou as próprias tropas. Se continuarmos assim, não iremos conseguir avançar tão cedo, além de perdermos nossos homens.

De repente o olhar de Sulyvan toma um expressão maléfica. E ele diz:

- Prepare tudo. Vamos ver como Ametris reage ao nosso novo ataque e se ele irá agüentar por muito tempo.

- Sim senhor! – Hojo exibe um sorriso de satisfação antes de sair para executar a ordem recebida.

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(1) O Marechal de Ametris depois do caso encerrado dos homúnculos. Não vai ser um personagem de muita importância.

(2) Esse aqui é mais figurante do que as pulgas do Black Hayate.

(3) Ta, esse aqui é importante. É o Fuher de Nitocris. Aproveitando pra dizer que Nitocris tem a mesma forma de governo que Ametris.

(4) Um pesquisador. Tem lá a sua importância.

(5) Vocês vão saber quem é, no tempo certo.

Bem pessoal, chegando ao final de mais um capítulo, quero deixar uma informação básica: esses primeiros capítulos (esses dois e mais alguns que estão por vir, não sei ao certo até onde será) deveriam ter sido feitos em Flashback. Mas como achei que ficaria muito cansativo, ter que parar a história pra fazer explicações (poque é muito conteúdo), resolvi fazer assim: cronologicamente divididos por local e data. E mesmo assim, não quer dizer que a fic será isenta de Flashbacks. XD

Só pra ter uma idéia, eu ia começar a fic no ano de 1930.

Respondendo as Reviews:

Khaweye: Yo! Que bom que gostou do primeiro capítulo. Espero que também tenha gostado deste e que não tenha se perdido nele XD. Quanto a declaração e o pedido de casamento no início, não foi por equívoco meu tê-los escrito no começo. Meu objetivo é escrever alguns dramas sofridos pelo casal, depois de casados. Portanto, não se assuste, pois os anos vão se passar trazendo apenas seus momentos relevantes à história.

Lika Nightmare: Que bom que gostou.Bem, está aí a continuação. Desculpe pela demora

IpSuanne: Torço pra que sua espera tenha sido recompensada.

Obrigada a todas, pelas reviews. A opinião de vocês é importante para o desenvolver da fic.

Kissus

n.n/