Disclaimer: Harry Potter não me pertence e blábláblá. Obrigada Tia Jo por criar uma historia tão perfeita. Amamos você.
Nota da Autora: Eu me esqueci de falar, o Peter não existe nessa fic, ok? Eu simplesmente não o suporto!
Boa leitura!
No nosso penúltimo dia de férias, no final da tarde, Marlene veio nos dar um recado:
- Nós vamos sair essa noite. Vamos a uma boate.
No mesmo instante Emme se animou, e após um suspiro, a minha ruivinha também.
- Pads, o que diabos é uma boate? - eu sussurrei para o meu amigo cachorro que jogava uma partida de xadrez - bruxo, é claro - com Remo.
- Aah, veado, é uma coisa muito boa...
- Cervo. - eu o interrompi como de costume
- ... Um lugar cheio de mulheres dançando e bebidas. Todo mundo se agarrando e ficando bêbado. Eu acho que você vai gostar.
- Não exagere Padfoot. - Remus disse, após dar o xeque-mate - As pessoas vão lá para dançar e se divertir. É claro que tem bebida e mulheres bonitas, mas esse não é o principal.
- E qual é o principal? - Sirius perguntou irônico, duvidando de que poderia haver algo melhor do que mulheres e bebida
- Lily vai estar lá. Assim como Marlene, Sirius. - ele suspirou impaciente - O que significa que vocês têm uma mínima chance de mudar alguma coisa.
- E ver a minha ruivinha dançando de uma forma muito sexy. - eu completei, sorrindo, entendendo onde isso iria chegar
- Eu desisto. - Remo disse - Mais uma partida, Prongs?
Sirius foi para o banho e eu me sentei no chão. Enquanto jogava com Moony, pensei nas várias possibilidades de chegar perto de Lily, e cheguei a uma conclusão: Vou beijá-la, após de deixá-la bêbada o suficiente para ser retribuído... ou, ao menos, não apanhar.
- E então, Prongs, qual é o seu plano mirabolante da vez? - ele me perguntou, após me vencer
- Moony, Moony, você me conhece bem...
- Nem tanto. Só sei que sua cabeça estava longe. O verdadeiro James 'Prongs' Potter não teria perdido de mim em um jogo de xadrez. E então, qual é o plano?
- Deixar ela bêbada o suficiente, para depois não apanhar quando for beijá-la.
- E você acha que isso vai funcionar? - ele se levantou
- Vai. Se você me ajudar. Você, meu querido Moony, vai ser o responsável por embebedar Lily Evans, essa noite.
- Sério James? Eu não entendo como você não consegue bolar um plano normal, e sem me envolver, uma vez sequer.
- Mas você vai me ajudar, não vai? – eu perguntei sorrindo confiante Sabia que Remo me ajudaria, afinal ele também é um Maroto.
- Como se você não soubesse que vou... – ele se virou e saiu em direção às escadas
Eu pulei, comemorando até ouvir alguém coçar a garganta.
- Potter, Lene me pediu para avisar que sairemos em uma hora, já que vamos parar para comer alguma coisa. – Lily me disse, seus braços estavam cruzados e seu cabelo molhado. Ela parecia ter acabado de sair do banho. Do qual eu não participei... Dessa vez
- Claro Lily, eu já estou indo me arrumar. – eu apontei para a escada, que estava atrás dela, e após ela lançar um olhar crítico para a minha mão, levei-a ao meu cabelo, para arrepiá-lo um pouco mais. Ela revirou os olhos e começou a subir de volta para o seu quarto.
- E é Evans, Potter. Não Lily.
Estava observando Lily dançar, junto com Emme, Lene e Remo – que havia sido arrastado por Emmeline – e, junto com Sirius, esperava as bebidas no bar.
A minha ruivinha sorria, enquanto seu corpo se mexia no ritmo da música. Tão sexy. As meninas também não ficavam para trás, é obvio, mas meu olhar pertencia só à cabeça de fósforo ali. Vi ela descer rebolando e me vi sorrindo, imaginando coisas que não deveria.
O barman chegou com nossas bebidas e logo nos juntamos aos outros na pista. Após alguns drinques – escolhidos especialmente por Remo, apesar de eu achar que era vodca pura, pela transparência – Lily já parecia mais solta e, hora ou outra, tomava goles do meu drinque também.
Um pouco depois disso, ela já me puxava para dançar também, e foi quando Emme puxou Remo para o bar e Sirius e Marlene já estavam desaparecidos. A cada instante eu me sentia mais atraído pela ruiva a minha frente: o modo que ela sorria a cada besteira que eu falava, o seu jeito de dançar e me enlouquecer.
Acho que a partir de agora tá liberado.
Lily dançava de costas para mim, encaixando o seu corpo no meu. Peguei-a pelo braço e fiz com que ela se virasse para mim, e ela pareceu tomar consciência do que estava acontecendo.
Com uma mão puxei pela nuca, e ela se apoiou em meu peito para não cair. Comecei a acariciar sua bochecha e ela fechou os olhos. Sua pele macia exalava seu perfume, e me enlouquecia ainda mais. E então rocei nossos lábios, suavemente, esperando por alguma reação. Senti suas mãos se fecharam em minha camisa e tomei isso como um sinal para continuar. E então, com mais força que o necessário, a beijei. Sua boca era melhor do que cerveja amanteigada. Melhor do que cerveja amanteigada em um dia de verão. E se encaixava perfeitamente com a minha, nossos movimentos eram sincronizados e parecia não ter fim.
Quando a soltei, nós dois estávamos ofegantes, e ela apoiou sua cabeça em meu peito. Enquanto uma sensação de felicidade plena me preenchia completamente.
E esse não foi o último beijo da noite.
Alguma horas depois – e alguns beijos depois, diga-se de passagem – Lily dormia em meu colo, dentro do táxi que nos levava de volta para casa de Lene. Era possível ouvir o ronco de Sirius e a conversa baixa de Emme e Lene, enquanto Remo observava as ruas, pensativo.
Estava carregando meu malão pelo corredor, já que em algumas horas deveríamos estar na estação de King's Cross. Até ver, pela brecha de uma porta entreaberta, Lily sentada em cima de um malão – que estava prestes a estourar - e Marlene tentando fechá-lo, enquanto Emmeline encarava Lily de braços cruzados.
- Então quer dizer que você não estava bêbada ontem? – Emme perguntou, quase afirmando
- Nope. – a minha ruivinha respondeu estalando a boca – Remo já tinha me contado sobre o plano maluco de James de me embebedar para conseguir alguns beijos.
Aquele Maroto vagabundo! Como ele pôde fazer isso comigo?
- E toda aquela vodca? – Marlene perguntou terminando de fechar o malão e se levantando, quase ao mesmo tempo em que Lily, que se jogou na cama.
- Era água.
Ok, James, entenda. Se ela não estava bêbada, ela te beijou porque quis. Ela me beijou porque quis. Ela me beijou. E quis... Eu devo estar sonhando!
- E você beijou James por livre e espontânea vontade? – Lene perguntou irônica, mas sua voz continha uma pontada de esperança
- É mais ou menos isso. Ele queria alguns beijos, ele os teve. Ele não vai precisar saber que eu não estava bêbada... E no final de tudo eu tirei uma casquinha.
- Lily Evans, você é má. – Emme disse e riu
O feitiço se virou contra o feiticeiro. Mas com essa informação, ele voltou a ir em direção à Lily. Certo? Pensemos: ela não sabe que eu sei que ela sabia do meu plano.
Mais tarde, eu e os Marotos já estávamos em nossa cabine, enquanto Lily, Emme e Lene deviam estar com Alice e o resto de suas amigas.
- Moony, eu estou te devendo essa. – eu me larguei no banco, puxando um pedaço da varinha de alcaçuz.
- Obrigado. Mas por que tudo isso?
- Por você não ter embebedado a Lils.
- E quem disse que ela não estava bêbada? – Pads entrou na nossa conversa
- Eu só sei disso. – eu dei de ombros - E acho que o Moony está precisando se redimir por ter mentido para os Marotos.
- O Ranhoso está a apenas alguns vagões de distância, sabe? – Padfoot disse e eu soube onde nós iríamos chegar.
