Disclaimer: InuYasha não me pertence... Infelizmente a Rumiko sensei teve a idéia primeiro. (soco no ar) Droga!

Dedicatória: Dedicado à Rin-chan, que passou de mera conhecida a uma amiga especial em alguns poucos dias.

Aviso: Bem, não sei se é a dúvida de todos, mas uma das leitoras teve curiosidade em saber o significado do nome da história, então cá está ele: Seishin no Akuma significa Demônio da Mente.

Também é possível encaixar Demônio da Alma, e vocês descobrirão o por quê quando terminarem de ler a história... (sorriso maroto) Divirtam-se!

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Seishin no Akuma

Por Domina Gelidus

Capítulo segundo

O senhor de cabelos negros.

Não queria mover-se. Sentia-se tão confortável e aquecida que tinha a certeza de poder continuar ali pelo resto da vida. Inspirou profundamente contra os lençóis, sentindo aquele aroma suave e cítrico lhe adentrar as narinas delicadas. Sorriu.

Vagarosamente levou as mãos até os olhos, tentando espantar o sono do rosto e finalmente despertar. O processo levou alguns breves instantes a ser concluído, dando tempo para que ela se espreguiçasse e bocejasse incontáveis vezes. Sentando-se ainda a contra gosto, ela pôs-se a observar as redondezas, como a tentar convencer a si mesma de que estava realmente ali.

- Ohayo, Rin-chan...

Sentiu-se inteiramente decepcionada por um minuto. Esperava ouvir a voz de um outro alguém.

- Ohayo, Yasu! – respondeu, sorrindo-lhe.

Mesmo não atendendo as suas expectativas, a companhia lhe era de extremo agrado, não podendo impedi-la de sorrir abertamente.

- Sente-se melhor esta manhã? – indagou, observando atentamente a figura de Rin.

- Hai! Arigatou por ficar a noite toda comigo... – respondeu, baixando os olhos.

Notou a risada abafada da youkai, mas permaneceu em silêncio.

- Se não a conhecesse bem, ficaria chateada pela sua decepção!

- Ah... Gomen nasai, Yasu! Eu... – tentou explicar-se, mas era em vão.

- Ora, senhorita Rin! Não precisa mentir para mim... Sei muito bem quem esperava encontrar aqui esta manhã. – disse, lançando-lhe um olhar provocativo.

Rin enrubesceu imediatamente, voltando a baixar os olhos para os lençóis.

- Eu deveria saber que ele jamais—

- Errado! – interrompeu-a Yasu – Ele chamou-me há apenas algumas horas... – disse, observando o rosto de Rin tornar-se ainda mais avermelhado.

Ouvira bem? Ou ainda estaria dormindo? Seu senhor ficara ao seu lado, durante a noite toda. Sentiu o rosto queimar e, por maior que fosse sua vontade, não pôde evitar um sorriso.

- Hai, Rin-chan. Ele não se atreveu a sair do seu lado durante toda a noite... Apenas com a chegada do amanhecer ele mandou chamar-me e saiu para tratar de alguns assuntos.

- É mesmo verdade o que me diz, Yasu? – indagou, levando os olhos de encontro aos da youkai.

Ela sorriu carinhosamente.

- Eu mentiria a você em troca de que? – retrucou, observando o enorme sorriso que provavelmente continuaria estampado no rosto da menina pelo resto do dia.

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- Mas... Sesshoumaru-sama... – tentava conter a raiva e a decepção na voz, no entanto parecia impossível esconder a derradeira vontade de contestar suas ordens – Por que me pede uma tarefa tão... Insignificante?

Sesshoumaru lançou-lhe um olhar de puro desdém. "Por que você é insignificante, Jyaken!", pensou, deixando a frase guardada na garganta para que não provocasse ainda mais a figura raivosa do servo.

- Apenas faça o que lhe mandei, Jyaken! – limitou-se a responder, demonstrando extrema impaciência na voz.

- Hai, meu senhor... – respondeu a criaturinha verde, soltando um suspiro desanimado e fazendo uma exagerada reverência.

Alienado às reclamações de Jyaken, Sesshoumaru deu as costas ao youkai sapo e pôs-se a caminhar novamente pelos corredores do castelo. A brisa matutina estava fresca e agradável, arejando o pátio e amenizando o clima quente do verão. A movimentação ainda era moderada, haja vista o horário do dia. Sesshoumaru apreciou o silêncio do local, aproveitando para colocar os acontecimentos em ordem e matutar alguma solução para os problemas que o rodeavam. Havia uma parte, uma grande parte, dele que condenava suas ações da noite anterior, enquanto a outra apenas preocupava-se em encontrar um motivo para o desespero visível de Rin. O que estaria causando o distúrbio da púbere? E o que os pesadelos dela tinham a ver com os dele? Por que raios estava pensando nisso ainda?

"Por que você se preocupa com ela, seu estúpido!", ouviu sua consciência gritar-lhe como resposta, não podendo evitar um sorriso. Estaria mesmo com medo que algo acontecesse a ela? "Não! Talvez me importe com ela... Mas não a ponto de me tornar um fraco! Este Sesshoumaru não teme a nada!", teimou seu coração enregelado, fazendo com que o sorriso simplesmente morresse em seus lábios rosados.

- Sesshoumaru-sama? – indagou a velha youkai pela terceira vez.

- O que quer Fuyuki?! – respondeu finalmente, bastante irritado pela interrupção.

- Gomen nasai, meu senhor... Mas gostaria de saber se a pequena Rin já está se sentindo melhor? – perguntou, baixando os olhos para o chão.

Sesshoumaru não respondeu. Simplesmente se esquecera de ver como a jovem estava. Seria mais sensato dizer que não queria ir até lá depois do que acontecera, o orgulho o impedia de chegar a menos de dez passos da porta do quarto.

- Preciso sair novamente... Diga ao general para reforçar a proteção do castelo e que mande alguns youkais para inspecionar a floresta. Matem qualquer um que se aproximar! – ordenou, dando as costas à youkai e caminhando pelo corredor em direção a saída.

- Como queira, meu senhor... – respondeu ela, ainda com a expressão assustada no rosto enrugado.

"Não seria mais fácil entrar naquele quarto e perguntar a ela o que houve?!", pensou a youkai de cabelos alaranjados, soltando um suspiro irritado, virando e pondo-se a caminhar na direção do aposento onde Rin havia passado a noite.

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- Por Kami! Quer fazer o favor de desaparecer, Jyaken?! – exclamou Fuyuki, lançando um olhar bastante aborrecido ao servo.

Jyaken suspirou e fechou os olhos pacientemente.

- Sesshoumaru-sama me ordenou que não deixasse Rin sozinha... E é o que pretendo fazer! – dizia, segurando firmemente o precioso bastão de duas cabeças e mantendo o semblante calmo.

- Eu sei o que Sesshoumaru-sama pediu, Jyaken-sama... Mas eu gostaria muito de conversar com Yasu e Fuyuki a sós... – começou Rin, abaixando para ficar da altura do youkai – Você poderia esperar lá fora, por favor?

O youkai soltou um longo suspiro cansado, para depois abrir os olhos placidamente e fitar o rosto alvo da menina que esperava por sua resposta.

- Não. – disse, permanecendo no mesmo lugar.

Rin inspirou e expirou várias vezes, tentando manter a calma.

- Jyaken... Você está deixando a senhorita Rin ainda pior! – começou Yasu, dando uma piscadela para a púbere – Não vê que ela não pode ficar se esforçando?!

- Hai! Yasu tem razão! Veja só como ela está pálida! – completou Fuyuki – Se Rin passar mal novamente eu mesma direi ao Sesshoumaru-sama que foi culpa sua!

- Minha?! – Jyaken se espantou – Mas o que eu fiz agora?!

- Está deixando a senhorita Rin nervosa... – Yasu respondeu.

- Hai, Jyaken-sama... Eu já até posso sentir meu corpo perdendo as energias... – Rin dramatizou, levando uma mão ao rosto de modo a parecer que iria desmaiar.

- Está bem, está bem! Eu saio! – ele cedeu, saindo do quarto e virando-se para dizer mais alguma coisa.

Infelizmente, a porta se fechou antes mesmo que pudesse pronunciar alguma palavra.

- Mulheres... – sussurrou para si, caminhando pelo corredor com a cara emburrada.

Assim que Jyaken se retirou, Rin soltou uma gostosa gargalhada e sentou-se de volta na cama. Sentia os olhares curiosos de Yasu e Fuyuki sobre si, o que a fez corar ligeiramente.

- Sente-se melhor, pequena? – indagou Fuyuki, aproximando-se dela e tocando-lhe a testa.

- Hai. – respondeu simplesmente, não desmanchando o sorriso de felicidade.

Yasu e Fuyuki se entreolharam.

- Tente disfarçar mais, Rin-chan... – Yasu sugeriu, rindo – Parece que viu passarinho verde!

Rin gargalhou novamente.

- Eu diria um pássaro alto, bonito e de penas prateadas... – Fuyuki complementou, servindo o chá que havia trazido em uma delicada xícara de cerâmica.

- Eu sabia que um dia ele seria dobrado! – Yasu comentou, recebendo a xícara com chá – Só não esperava que fosse por uma humana...

- Devo concordar com você... – Fuyuki assentiu com a cabeça, entregando a outra xícara à Rin.

- Parem com isso! Sesshoumaru-sama não foi dobrado e nunca será... Ele apenas quis retribuir um favor... – comentou a jovem, sorvendo um gole do chá.

- Favor?! – as duas youkais indagaram, levantando uma sobrancelha.

Rin observou a expressão gozada com que as duas ficaram, não evitando um sorriso divertido.

- Hai... A primeira vez que encontrei Sesshoumaru-sama, ele estava muito ferido por conta de uma batalha com o meio-irmão. – fez uma pausa para tomar mais um gole de chá – Mesmo sabendo que ele era um youkai, eu não deixei de ajudá-lo... Estou certa de que ele apenas quis pagar-me o favor!

- Rin... Não me faça rir! – Yasu começou, balançando a cabeça para os lados – Sesshoumaru-sama não estava com cara de quem havia cobrado um favor quando saiu daqui!

- Ele não gosta de humanos, Yasu... É por isso que ele jamais teria qualquer tipo de relacionamento comigo! – retrucou ela, mirando o líquido na xícara.

- Minha querida... Sesshoumaru-sama pode ser orgulhoso, egocêntrico, grosso, um pouco mimado e bastante cabeça dura... – Fuyuki dizia, erguendo um dedo da mão idosa a cada adjetivo citado – Mas definitivamente, ele não é mentiroso!

- Concordo! Sesshoumaru-sama se preocupa com você, Rin-chan! – Yasu completou, vendo o sorriso que começava a surgir novamente no rosto da jovem.

Infelizmente, tão rápido o sorriso se formou, ele desapareceu. Rin suspirou, tristonha.

- Quanto mais alto é o sonho... Mais alta é a queda... – disse, olhando para as duas com o olhar deprimido.

- Então nunca deixe de sonhar... – retrucou Fuyuki, sentando-se ao lado dela na cama.

Rin sorriu abertamente desta vez. Já não mais se lembrava como era bom ter sempre alguém para contar quando estava triste. Mesmo sabendo que era a única humana naquele castelo, ela agradecia todos os dias por ter sempre amigos tão compreensivos e carinhosos. Sim, sem dúvida que seria muito feliz se pudesse morar ali pelo resto de sua vida.

"No que está pensando?! Não seja ingênua, Rin!", gritou-lhe a voz do pensamento, empenhando-se em desfazer a expressão de esperança que lhe regia a face.

- Eu cansei de esperar sempre pelo impossível... – ela suspirou, bebendo o resto do conteúdo da xícara.

- Então pare de esperar! Faça o impossível para conseguir também... – disse Yasu, dando-lhe uma piscadela animadora.

Rin sorriu.

- O que seria de mim sem vocês?

- Talvez alguma garotinha muito solitária a vagar pela floresta... – Yasu brincou, colocando o dedo indicador no queixo e olhando o teto.

Fuyuki riu da atitude da outra.

- Você poderá sempre contar conosco, Rin. – parou um instante e continuou – Mas quando não pudermos lhe dar total atenção, sabe que tem Sesshoumaru-sama para nos substituir não é?

Rin suspirou.

- Onegai, Fuyuki... Ignore-me!

Todas riam divertidas pelo comentário de Rin, quando uma batida na porta as interrompeu bruscamente.

- Acho que já passou tempo suficiente não?! – a voz de Jyaken soou do lado de fora.

- Não! – as três gritaram em uníssono.

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- Rin! – gritava o servo esverdeado enquanto forçava as pequenas pernas a acompanharem o ritmo da garota, que corria por entre as folhagens verdes – Volte aqui menina! Não brinque comigo sua humana irritante!

- Ora! Vamos Jyaken-sama... Seja mais rápido! – gritava ela em resposta, não demonstrando muita dificuldade em despistar o youkai que a seguia.

Ainda que o clima fosse bastante quente, as árvores mostravam-se muito solícitas em manterem-se sempre verdes e vivas, abrigando os visitantes do sol. As flores percorriam todo o caminho do jardim variando as cores desde o branco límpido até o azul mais escuro. Caminhar por entre as árvores daquele horto não apenas fazia bem à mente, como também era um deleite aos olhos.

A beleza rica das pétalas e o verde das árvores não pareciam, contudo, chamar a atenção dos dois que corriam por entre o labirinto de troncos tortuosos. Rin e, embora nunca fosse admitir, Jyaken estavam se divertindo muito com a brincadeira. A púbere sempre procurando um jeito de despistar as curtas pernas do servo, enquanto o youkai não desistia de forçar o passo para apanhá-la. Gritavam, riam e provocavam um ao outro, em uma vã corrida para chegar a lugar algum.

- Já chega Rin! – esbravejou o servo, apoiando a figura cansada no bastão de duas cabeças.

- Está divertido, Jyaken-sama! – murmurou ela, surgindo detrás de um arbusto florido.

- Você não deveria estar aqui fora... Sesshoumaru-sama—

- Ordenou que eu permanecesse dentro do castelo, e o jardim não faz parte do lado de dentro... – repetiu, suspirando entediada.

- Exatamente! Agora venha... – disse, virando-se para voltar à construção.

Rin bufou irritada.

- Jyaken-sama! Já faz dois dias que estou presa dentro daquele castelo! Não consigo ficar dentro dele por mais um segundo sequer! – retrucou, cruzando os braços.

- Pois ficará até que Sesshoumaru-sama volte e diga que pode sair... – rebateu, ainda caminhando e deixando Rin para trás.

A garota bufou novamente.

- Até parece àquela criança irritante e mimada que costumava viajar conosco! Você não é mais uma garotinha, Rin! Agora vamos...

- Não! – bateu o pé no gramado encoberto pelas pétalas – Já disse que vou ficar aqui fora! Como o senhor mesmo disse, eu não sou mais uma criança e sei muito bem cuidar de mim!

Jyaken virou-se com uma expressão irritada, pronto a rebater a afronta da jovem, mas, antes que pudesse abrir a boca, notou-se sozinho em meio às folhagens verdes e às flores coloridas.

- Rin? – indagou, olhando para os lados – Rin! Não faça isso comigo! – começou, com a voz chorosa – Se Sesshoumaru-sama chegar e souber que a deixei sozinha, ele por certo não irá me perdoar... Rin!

- Então não me deixe sozinha, Jyaken-sama... – retrucou ela, lançando a cabeça detrás de uma árvore e piscando para o youkai sapo.

- Ora sua... – esbravejou o servo, agitando o bastão de modo irritado e correndo atrás da menina novamente.

Rin não se lembrava de ter divertido-se tanto desde que chegara ao castelo. Engraçado que seus motivos de diversão eram sempre relacionados ao pobre Jyaken. Riu consigo mesma ao puxar pela memória o episódio em que deixara Jyaken perdido no labirinto que era o lado leste do jardim; o coitado levara o dia todo para conseguir sair de lá enquanto Rin apenas gargalhava do lado de fora à espera do youkai.

Mais uma vez ela riu consigo mesma por ter Jyaken como companhia nos dias maçantes que ficava trancada dentro do castelo. Estranho que uma garota como ela vivesse entre os youkais e tivesse um deles como sua melhor amiga. Pensando melhor, sua vida havia se tornado um tanto bizarra desde que conhecera Sesshoumaru. Nunca mais tivera contato com nenhum outro humano desde que chegaram às terras do Oeste e, embora fosse cedo para admitir, não sentia falta de nenhum da sua espécie. Depois do que lhe haviam feito, ela procurava manter distância de todos eles, preferindo abrigar-se com Sesshoumaru. Sorriu ao lembrar-se do youkai de cabelos prateados. Sim, adorava estar na companhia de seu senhor, muito embora soubesse que ele não pensava o mesmo.

- Já disse que é melhor voltarmos, Rin! Onde você se meteu agora?! – a voz de Jyaken a trouxe de volta de suas reflexões, alarmando-lhe pela proximidade que o youkai estava dela.

Tratou de ficar em absoluto silêncio para que não fosse encontrada. Mas tão logo prendeu a respiração, sentiu o nariz coçar. Olhou a sua volta e logo encontrou a razão da irritação: uma enorme aglomeração de flores amarelas com seus miolos fartos de pólen balançava com a brisa do verão. Comprimiu as feições do rosto na tentativa de não aspirar a causa de sua mais violenta alergia, mas de nada adiantou. Espirrou violentamente, levando as mãos ao nariz procurando impedir um ataque de espirros. Ouviu os passos rápidos do servo voltarem-se na sua direção e levantou-se rapidamente para engatinhar até o arbusto ao lado.

- Ah! – gritou ele, abrindo caminho por entre as folhagens e mirando o local vazio com uma expressão de vitória estampada no rosto verde – Rin?

Mais um espirro.

- Volte aqui agora! – ele gritou, virando-se para o lado e vendo os pés descalços da jovem arrastarem-se para o próximo arbusto farto de flores.

Outro espirro.

- Rin! Eu estou vendo você... Saia daí!

Uma seqüência ininterrupta de espirros se seguiu, fazendo o youkai arquear as sobrancelhas.

- Você ainda não me achou, Jyaken-sama! – a voz lhe saiu abafada pela mão que ainda se mantinha na frente do nariz vermelho – E eu não vou voltar!

Jyaken irritou-se.

- Está bem! Agora já basta! – imediatamente ele fincou a ponta inferior do bastão de duas cabeças no gramado e mirou em um arbusto farto.

A rajada de fogo queimou completamente todas as flores coloridas e as folhas verdes e orvalhadas, expondo a figura encolhida de uma Rin, com o nariz completamente vermelho e já um pouco inchado.

Jyaken arregalou os olhos perante a expressão da jovem.

- Kami! – começou com a voz chorosa – Se Sesshoumaru-sama descobre que eu lhe trouxe ao jardim e que deixei que sua alergia aflorasse—

- Pare com isso Jyaken-sama! Eu não preciso de uma redoma de cristal! – esbravejou ela, pondo-se de pé e exibindo as narinas entupidas e maiores que o comum.

- Vamos menina... Nós temos que—

Um estrondo insólito interrompeu a fala do youkai, desviando a atenção de ambos para os arvoredos atrás de Rin.

- Mas... O que—

Jyaken cerrou os olhos como se pudesse enxergar através das folhas, voltando-se logo depois para onde Rin supostamente deveria estar há um segundo atrás.

- Fique aqui Jyaken-sama! – ouviu a voz dela mais ao longe.

- Não! O que pensa que vai fazer, Rin?! Volte aqui! – gritava enquanto pulava irritado no mesmo lugar – Não faça isso comigo! Rin!

Embora os protestos de Jyaken ainda fossem nitidamente ouvidos, Rin procurou não dar muita atenção a eles, não cessando o caminhar ligeiro por entre os troncos das árvores. Nunca havia estado tão profundamente enfurnada no jardim do castelo e não saberia dizer para onde estava indo, caso alguém lhe perguntasse. Mesmo que seu coração começasse a bater mais rápido a cada passo e o furor do sangue lhe subisse à cabeça, ela não estava disposta a desistir. Não sabia explicar por que se sentia tão determinada a perseguir o som agudo que ouvira há alguns segundos atrás. Só sabia que precisava descobrir o que era o mais rápido possível, e por isso ela apressava as passadas largas a cada batida frenética de seu coração.

Foi com grande alívio que afastou um último galho de árvore e pôde enxergar um campo verdejante no horizonte ensolarado. Levou uma das mãos aos olhos até que as pupilas habituassem-se à luminosidade excessiva. Quando finalmente sentiu que poderia vasculhar o redor minuciosamente, Rin deu passos vagarosos de modo a sair completamente do alcance dos galhos das árvores e entrar em campo aberto. Mirou primeiramente o horizonte verde, levando as mãos à cintura e suspirando ela virou o rosto delicadamente até conseguir observar abertamente o lado direito. Deixou que os olhos se abrissem espontaneamente quando adquiriu uma expressão de desespero. Afinal, o que aqueles youkais estavam pensando em fazer?!

Viu quando todos os guardas da entrada do castelo armaram seus arcos com flechas flamejantes diante da ordem do general Isao. Rin sentiu-se momentaneamente orgulhosa por nunca ter sustentado uma simpatia por aquele youkai violento ao qual Sesshoumaru insistia em dar o cargo de general de seu exército. O que ele achava que estava fazendo ao atirar em uma carruagem de pessoas inocentes?!

Antes que pudesse pensar em agir, viu-se correndo na direção da cena, gritando a plenos pulmões para que parassem imediatamente aquela barbaridade. Não pretendia permitir que inocentes morressem apenas para satisfazer a alegria de Isao. Decidiu, durante o trajeto, que contaria a Sesshoumaru sobre tudo o que estava acontecendo no momento em que ele regressasse.

- Pare com isso Isao-sama! O que pensa que está fazendo?! – gritou com a voz esganiçada pela corrida, pondo-se entre os cavalos da carruagem e os youkais armados.

- Saia da frente sua humana irritante! Está atrapalhando meu serviço! – gritou ele em resposta, acenando para que os youkais não disparassem ainda.

Rin bufou raivosamente. "Que audácia! Quem ele pensa que é?!", indagou consigo mesma. "E quem você pensa que é?!", retrucou sua consciência atrevida.

- Pois não saio! O que essas pessoas fizeram para que vocês atirassem contra elas?! – indagou, erguendo o queixo pontudo em sinal de desafio.

A jovem pôde notar o general praguejar em voz baixa, cerrando os punhos e cravando as garras na palma da mão musculosa. Conteve o fôlego e quase recuou quando viu uma luz avermelhada surgir da mão fechada do general.

"Ele não faria isso... Faria?", perguntou a si mesma, lutando para não demonstrar a ponta de medo que começava a crescer em seu peito estufado.

- Rin... – começou ele novamente, fechando os olhos para não fitar a figura impertinente da menina – Sai do meu caminho!

- Não! – respondeu ela prontamente.

Antes que Isao ou Rin pudessem dizer ou fazer qualquer coisa, uma figura masculina bastante imponente saltou da carruagem, caminhando lentamente na direção da menina. Rin olhou rapidamente para trás quando notou que alguém se aproximava e, surpresa, deparou-se com um homem de longos cabelos negros e olhos castanho-avermelhados que, embora a situação fosse um tanto calamitosa, mantinha o semblante calmo e relaxado.

- O que está havendo, senhorita? – indagou ele, dirigindo-se a Rin.

A jovem piscou algumas vezes até assimilar a pergunta.

- Nada... Eu... Sugiro que o senhor volte para a sua carruagem e saia dessa propriedade! Não vai gostar do que vai encontrar aqui! – explicou ela, gesticulando com as mãos à medida que falava.

- Gostaria muito de seguir o seu conselho... – murmurou, lançando um olhar aos youkais armados – Mas creio ser impossível! Minha esposa está passando muito mal e, visto que não imaginava fazer uma viagem assim tão longa, vim despreparado de mantimentos... – completou com certo pesar no olhar.

Rin suspirou. Ótimo! Não lhe faltava mais nada além de um homem insistente! Ou ele era cego ou muito estúpido para não perceber onde estava se metendo!

- É meu último aviso Rin! Saia da frente ou você morre junto! – a voz de Isao soou e Rin virou-se imediatamente para ele.

- Pois então mate-me! – rebateu com a voz mais corajosa que conseguiu – Quero ver o que vai dizer a Sesshoumaru-sama quando ele voltar e descobrir que me matou somente por estar entediado com o seu serviço sujo!

A jovem pode ver o rosto do youkai se contrair de ódio.

- Pois saiba que foi o seu precioso Sesshoumaru-sama quem me mandou fazer isso! As ordens são para matar qualquer um que se aproximar do castelo! – retorquiu ele, em tom vitorioso – Qualquer um!

- Este senhor e sua esposa estão apenas de passagem! Só peço que os deixe entrar por um instante para que a mulher possa descansar um minuto, ela não se sente bem! – suplicou Rin, apontando para o veículo.

Isao suspirou.

- Baixem as armas. – ordenou para os outros youkais – Parece que temos visitas.

- Mas... Senhor... Sesshoumaru-sama disse que—

- Eu sei o que ele disse, imbecil! Mas se me atrever a machucar aquela humana inútil sabe o que acontece conosco! – esbravejou Isao, praguejando internamente.

Rin sorriu alegre quando notou que tudo terminara bem e, virando-se para o estranho homem, explicou como chegar à entrada do castelo.

- Venha conosco, senhorita. – disse o homem, oferecendo-lhe a mão para que ela subisse na carruagem – Assim poderá nos explicar melhor sobre o que acaba de acontecer aqui.

Rin pareceu hesitar por alguns breves instantes. Olhou inúmeras vezes para a mão estendida do homem e depois para a carruagem atrás dele. Foi somente quando notou a figura enraivecida de Jyaken sair detrás das folhagens e correr na sua direção que ela resolveu tomar alguma atitude. Agarrou a mão dele decididamente e adentrou a carruagem.

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- Rin-chan! O que você fez?! – Yasu adquiriu uma expressão incrédula ao observar a carruagem aproximar-se do castelo enquanto a figura sorridente de Rin surgia da pequena janela – Kami!

- Sesshoumaru-sama vai matá-la! – a voz de uma segunda criada irrompeu atrás de Yasu, que apenas continuou com o olhar fixo na cena que se seguia.

O veículo prateado e bastante refinado vinha ligeiramente, puxado por cavalos de grande porte que pareciam muito bem cuidados. O cocheiro vestia um quimono branco extremamente límpido e tinha a expressão mais alienada que Rin julgara ter visto. Assim que sentiu a carruagem parar de se movimentar, a púbere pulou para fora, sorrindo abertamente para Yasu.

- Rin-chan... – a youkai de cabelos dourados começou, olhando abobada para a púbere.

- Yasu, esta é Emi! – disse, ajudando uma jovem mulher de cabelos longos e negros e olhos castanho-escuros – Providencie um quarto para que ela possa repousar... Não se sente bem!

- Hai... – concordou Yasu ainda com os olhos arregalados e ajudando a mulher a caminhar – Mas, Rin-chan...

- Não se preocupe! – ela sorriu – Peça para Fuyuki providenciar alguns mantimentos para viagem... Akira-sama não pretende demorar muito! – completou sempre sorridente, enquanto o homem de longos cabelos negros descia atrás dela.

- Isso certamente criará conflitos... – murmurou Fuyuki aos ouvidos de Yasu.

- Ah! Que bom que está aqui, Fuyuki! – exclamou Rin virando-se para a velha youkai – Acompanhe Akira-sama para que ele lhe diga o que precisa para a viagem!

O homem sorriu solícito para a criada, ajeitando o quimono azul escuro que vestia e jogando uma mecha dos longos cabelos negros atrás dos ombros largos.

- Hai... – respondeu a youkai com o olhar abobado – Como quiser, Rin-chan...

Rin fez uma reverência em agradecimento, para depois adentrar o castelo e seguir para o quarto, onde poderia trocar o quimono sujo de terra e se refrescar do calor infernal que fazia lá fora. Soltando um suspiro de alívio, ela jogou-se na cama e pôs-se a pensar nos atos impensados que acabar de cometer. Ainda que fossem ações imprudentes, ela não conseguia achar que faria algo melhor por mais que ponderasse sobre a situação. Estufou o peito, orgulhosa de si, e sentou-se para então caminhar até a penteadeira e mirar a expressão de felicidade no espelho.

- Rin-chan? – uma voz soou do lado de fora – Está aí?

- Hai! Entre Yasu!

A porta correu para os lados e a figura serena da youkai adentrou o aposento, fechando a porta atrás de si e caminhando até Rin. Yasu mirou seu rosto no espelho, direcionando o olhar sério até a figura sorridente da jovem humana e fixando-se na mesma. Passaram-se longos instantes que finalmente algumas palavras fossem ditas.

- Rin... Sabe que não é certo o que fez hoje! Não há razão para estar assim tão feliz, uma vez que não houve nada louvável em seus atos...

Rin desfez o sorriso e observou-a pelo espelho.

- Preferiria que os deixasse morrer pelas mãos de Isao-sama?! Aquele youkai violento não conhece limites! – exasperou-se.

Yasu suspirou em resposta, caminhando até o armário e puxando de dentro um quimono amarelo e bordado.

- Não... Sei que suas intenções foram as melhores, mas sabe muitíssimo bem que não deveria tê-los trazido para dentro do castelo! – dizia, ajudando Rin a se despir para trocar de vestimenta – E se forem ladrões? Já parou para pensar nisso?!

Rin gargalhou.

- E o que você acha que se atreveriam a fazer dentro de um castelo de youkais?! – indagou ela, vestindo o quimono amarelo – Aliás... Espero que tenha ouvido quando eu disse que os dois pretendem ficar por pouco tempo! Assim que a esposa sentir-se melhor, Akira-sama prometeu-me que iria embora! Ele também não quer criar problemas para mim...

Yasu suspirou novamente.

- Sei bem o que me disse! – confessou ajeitando o laço da roupa nas costas – O que ainda não descobri é como vamos fazer para controlar esse instinto de ajudar a todo ser vivo que cruza o seu caminho!

Rin sorriu com o comentário, virando-se para encarar Yasu assim que ela lhe ajeitou o quimono. Sem dizer coisa alguma, abraçou a amiga carinhosamente demorando certo tempo para soltar-lhe. Yasu permaneceu imóvel por certos segundos. Rin sempre lhe fora considerada uma boa amiga, mas nunca havia abraçado alguém antes! Relutante, ela retribuiu o gesto, sorrindo ao fazê-lo.

- Arigatou... Por estar ao meu lado mesmo que isso possa prejudicá-la... – murmurou Rin, encarando os olhos doces da amiga.

- Você ensinou muitas coisas a mim desde que veio para cá, Rin-chan! E, mesmo sendo uma youkai completa, aprendi a despertar o meu lado humano quando conheci você. – confidenciou, sorrindo-lhe também – Arigatou.

Ambas trocaram mais um abraço carinhoso antes de sentarem-se na cama para comentar o ocorrido.

- Ainda não consigo acreditar que Isao-sama deixou você passar com a carruagem! – disse Yasu, balançando a cabeça para os lados.

- E nem eu! – Rin admitiu – Sabe que por um momento eu pensei que ele fosse atirar em mim também!

- Se fizesse isso, estaria assinando a própria sentença! Sesshoumaru-sama por certo que o faria em picadinhos! – Yasu sorriu.

Rin enrubesceu levemente. Era verdade que contava com a proteção de seu senhor, mas será mesmo que ele aceitaria tal afronta as suas ordens?! "Só resta esperar que ele chegue!", disse a si mesma, soltando um suspiro cansado.

- Ele não vai deixar barato...

- O que disse? – Rin indagou, voltando de seus devaneios.

- Isao-sama... Procure não cruzar com ele nos próximos dias! Ele não deixará barato o que fez hoje! – confessou com o olhar pesaroso.

- Sei disso! Mas você deveria ter visto a cara que ele fez quando teve que cancelar o ataque... – sorriu maldosamente, gargalhando em seguida.

Antes que Yasu pudesse dizer algo, uma batida frenética na porta interrompeu as duas.

- Sim? – indagou Rin, contendo o riso.

Outra batida frenética.

- Um segundo, Yasu. – levantando-se lentamente, Rin caminhou até a porta e abriu-a completamente.

Sem observar ninguém, ela instintivamente baixou os olhos para o chão, notando a figura verde de Jyaken, completamente sujo de terra e com alguns gravetos presos às vestes. O olhar repleto de raiva e frustração lhe dava um ar extremamente divertido.

- Jyaken-sama! – surpreendeu-se – Não esperava que conseguisse percorrer toda aquela distância em tão pouco tempo! – levou as mãos à boca, repreendendo-se pelo que tinha dito.

- Sua... Garotinha demoníaca! – o youkai esbravejou, sacudindo perigosamente o bastão de duas cabeças na tentativa de acertar Rin.

- Pare com isso Jyaken! – Yasu gritou, colocando-se entre o youkai verde e uma Rin assustada e divertida.

- Eu pego você desta vez, Rin! – ele pareceu não escutar, correndo em volta de Yasu na tentativa de alcançar Rin – Veja só o que você fez! Sua pirralha desastrada!

- Gomen ne, Jyaken-sama! Eu não fiz por mal! – gritava enquanto fugia.

Yasu empurrou Rin para fora do quarto, seguindo-a de perto enquanto checava a retaguarda para verificar a distância de Jyaken. Contudo, não era preciso utilizar-se dos olhos para saber que ele as perseguia incansavelmente. Seus gritou agudos ecoavam por todo o pátio do castelo, chamando a atenção dos outros.

- Para a cozinha, Rin-chan! Venha! – Yasu puxou-a pela manga do quimono, entrando em um corredor largo.

Não muitos passos depois, chegaram a um segundo pátio, quase tão igual quanto o anterior, se não fosse pelo tamanho; este era muito menor. Yasu virou-se imediatamente para a esquerda, ainda arrastando Rin pela manga longa do quimono e empurrando uma das portas brancas.

A imagem de diversas youkais cozinhando surgiu diante dos olhos de Rin. Desculpando-se pelo transtorno, ela continuou correndo no encalço de Yasu. Não demorou muito para que um Jyaken furioso surgisse na porta da cozinha e fincasse a ponta do bastão de duas cabeças no chão, soltando uma rajada de fogo. Rin e Yasu jogaram-se no chão para não serem atingidas.

- Está indo longe demais Jyaken-sama! – Rin gritou, levantando-se depressa.

- Sesshoumaru-sama saberá disso, Jyaken! Ele pediu para que você cuidasse de Rin, e não tentasse queimá-la viva! – Yasu completou assustada.

Jyaken pareceu não ouvir, tinha os olhos estranhamente vidrados na figura de Rin, segurando firmemente o bastão de duas cabeças em ambas as pequenas mãos verdes.

- Corra Rin-chan! Eu vou distraí-lo! – Yasu ordenou, deixando que Rin passasse a sua frente.

Sem maquinar nenhuma objeção a tempo, a púbere correu na direção indicada por Yasu. Logo ela chegou a mais uma porta e correu-a para o lado, adentrando a sala de jantar. Respirando ofegante e tentando imaginar o que diabos havia acontecido para que Jyaken agisse daquela forma estranha, Rin deu a volta na longa mesa de madeira escura e chegou a mais uma porta. Abriu-a de supetão e, antes que a atravessasse, pôde ouvir os gritos das youkai e o barulho de algumas panelas caindo no chão de madeira.

Sem esperar por mais som algum, Rin simplesmente correu e não olhou para trás. Passou mais uma vez pelo corredor e voltou ao pátio onde ficavam os aposentos. Olhou para os lados, tentando pensar em algum caminho a seguir. Certamente que não poderia voltar para seu quarto, seria o primeiro lugar que Jyaken a procuraria! Virou-se imediatamente para a direita, escutando mais alguns gritou vindos do outro lado do corredor. Sorteou uma dentre as muitas portas brancas e adentrou afobada no aposento escolhido.

Fechou a porta atrás de si e ficou a observar a estrutura com a expressão pasma. Deu alguns passos para trás, assustada com o que havia acontecido há pouco, quando notou um perfume estranho no ar. Virou-se subitamente e deparou-se com Akira, que estava vestindo apenas a parte de baixo de seu quimono azul escuro. Instintivamente, Rin cobriu os olhos e corou, recostando-se à porta.

- Aconteceu alguma coisa, senhorita? – indagou ele, com a conhecida voz serena – Está pálida.

- Iie! – ela respondeu prontamente – Jyaken-sama enlouqueceu e eu apenas estou escondendo-me até que sua raiva passe...

Ele sorriu.

- Eu já vou indo! Não quero incomodar-lhe! – ela disse rapidamente, lançando um olhar furtivo por entre os dedos e vendo que ele já se encontrava devidamente vestido.

- Tem certeza que não quer ficar aqui? – ele indagou, mirando docemente a figura encolhida de Rin.

- Eu... Acho melhor... – ela começou, gaguejando e virando-se para a porta no intuito de abri-la e desaparecer da visto do homem.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa, entretanto, sentiu a mão firme dele segurando seu braço. Rin permaneceu estática, mal conseguindo respirar direito pelo toque repentino. Notou que ele a impediria de sair dali, qualquer que fosse o movimento que fizesse.

- Akira-sama... Onegai, eu—

Ele a interrompeu com um suspiro cansado.

- Tem sonhado ultimamente, Rin?

- - -

Alou minhas crianças! (fazendo sinal de paz e amor)

Eu até pediria desculpas pela demora... Mas nem demorou tanto assim vai! Eu tive um pequeno surto de falta contínua de criatividade, que demorou severos dias para desaparecer! Gomen nasai, mas o capítulo ficou meia página menor que o anterior e, acima de tudo, está bem mais enrolado...

Mas nada que o final não compense né? (sorriso receoso)

Bem, bem, bem... O capítulo 3 ainda não foi iniciado, mas eu já tenho uma vasta idéia do que acontecerá nele. Não fiquem nervosos... (escondendo-se atrás da cadeira) daqui algumas semanas ele sai... Eu acho...

Mas vamos às respostas das reviews! Que devo dizer que foi o meu maior incentivo quando eu quase larguei de escrever isso aqui! Primeiramente obrigada a todos que leram, e continuem mandando suas opiniões pois saibam que é de extrema importância pra mim! (faz uma reverência exagerada)

Mai-chan: (olhinhos brilhando) Arigatou pelos elogios! Hai, sou iniciante sim. Como disse antes, eu só escrevia originais, até que alguém (apontando para Rin-chan) me convenceu a escrever InuYasha...

Garota! Visitei o teu profile! Sabia que eu também sou apaixonada por vampiros?! E um pouquinho romântica também (enrolando os cabelos no dedo). Ah! E eu jogo Vampiro: A máscara... Além de me chamar Samantha! O.O Isso já 'tá me assustando!

Arigatou mesmo por ter lido a minha humilde historinha! Adorei ler a sua opinião e, onegai, deixe outra review para que eu saiba se gostou desse capítulo!

Beijos... Ja ne!

Rin-chan: AMIGA!!! Você gostou mesmo?! Verdade verdadeira??? Que bom que gostou da dedicatória! (abraça)

Bem, esse capítulo 'tá meio enroladinho né... Mas deu pro gasto! Se não deu você vai ter que esperar pelo próximo que vai demorar certo tempo para ficar pronto...

Arigatou por estar lendo a minha fic (quase escrevendo o apelido da Rin-chan) ...amiga! ' Beijinhos pra ti! Ja ne!

Cath Black: Ha! Minha querida! Diga-me quando o Sesshy NÃO é sexy! (rindo maliciosamente). Bem, eu fiz o possível pra manter as características psicológicas dele, fico feliz que tenha gostado do resultado! ;)

Arigatou pelos elogios! Mesmo, de verdade, a sua opinião é muito importante pra mim! Gomen nasai se esse capítulo não saiu muito bom, mas a crise de imaginação foi brava! (tampando a boca pra não dizer coisa pior)

Beijos pra você, querida! Ja ne!

Sacerdotiza: (saltitando pela sala e jogando confetes coloridos pro alto) Você não tem idéia do quão animada a sua review me deixou! Fiquei felicíssima quando a li! Me senti extremamente honrada por você ter gostado do capítulo e, mesmo não se interessando pelo casal, tendo vontade de terminar de ler a história. Ah! Arigatou! (faz uma reverência exagerada)

Espero que tenha gostado desse capítulo também! Continue mandando-me a sua opinião! Beijocas! Ja ne...

José Roberto: Zé! Ha! Arigatou por ter lido seu pentelho! Nem achei que fosse ter paciência nada... Que bom que gostou! O próximo capítulo está aí! Divirta-se...

Beijos... Ja ne!

Naty: Hai! É vício mesmo! Essa é a única fic de InuYasha que eu estou escrevendo, mas tenho mais outras três originais em andamento! Que bom que gostou da história! Fiquei umas boas semanas pra pensar no enredo dela... '

Arigatou pela review e saiba que ela foi muito importante no momento de crise de imaginação! Espero que tenha gostado do capítulo...

Beijos grandes! Ja ne!

Naia: (ouvindo Rammstein) Eu também ADORO as músicas deles! Estava em um perfeito impasse na hora de fazer o resumo... Até que eu ouvi a música e percebi que as primeiras frases se encaixavam perfeitamente! (suspira apaixonada) Eles são demais!

Arigatou por ter lido e comentado! Adorei ler a sua opinião... Espero mesmo que tenha gostado do capítulo embora ele esteja meio sem sal nem açúcar! '

Beijos Nai-chan! ... Posso te chamar assim? Ja ne!

Nikki: Ah! (saltita) Que bom que gostou! Arigatou pelos elogios! Embora realmente não me ache merecedora de nenhum deles... '

Hai... A Rin é humana sim! Acho que você entendeu errado alguma parte... Mas eu espero que, embora esse capítulo tenha sido bastante insignificante, ele lhe revele algumas coisinhas a mais... Bem, saiba que a sua opinião é de extrema importância pra mim! E me anima muito na hora de escrever!

Beijinhos! Ja ne!

Agatha-chan: (chorando emocionada depois de ler a review da Agatha pela décima terceira vez) A... Arigatou... (enxuga as lágrimas com um lencinho de papel e joga no lixo repleto deles)

Você não tem idéia do quão bom foi ler o que você me disse! Ajudou-me tanto a não desistir! Pensei em mandar isso pro espaço quando não conseguia mais escrever! Ah! Arigatou mesmo Agatha-chan! De verdade... Fiquei muito feliz quando li que tinha gostado do capítulo! Não me acho, de maneira alguma, merecedora de nenhum dos seus elogios, mas agradeço a sua atenção. Sinto-me muito honrada por ter você como a minha leitora! (reverencia Agatha-chan) E você não fez papel de tola, lerda e desinformada coisa nenhuma! Você não é obrigada a saber o que o nome significa... Mas a sua dúvida já foi respondida logo no início do capítulo! ;)

Ha! Sentindo inveja por quê?! Você escreve 239487953 vezes melhor que eu sua boba! (inconformada) Acorda né! Hunf!

Espero que tenha gostado desse capítulo, embora eu tenha enrolado muitíssimo nele! ' Beijos pra ti minha querida! Ja ne!

Drica: É né... (coçando a cabeça) Não creio que você desvendou muito não... Pelo contrário! (rindo sem graça)

Mas no próximo eu acho que dá pra ter uma idéia do que vai acontecer! Bem, até eu postá-lo você pode acumulando a sua curiosidade... (escondendo-se)... Arigatou por ter lido! Gostei muito de saber a sua opinião!

Beijos... Ja ne!

Kelly: (fazendo uma reverência) Arigatou pela review, Kelly! Adorei saber que você gostou! Continue mandando a sua opinião, por que ela é muito importante pra mim! (sinal de paz e amor)

Beijinhos... Ja ne!

Belinha-chan: Ah! Sabe que adorei o seu apelido?! Achei ele uma graça! Mas bem... Voltando ao que interessa... (sorriso sem graça) Nem demorei vai! O próximo talvez demore um pouquinho... Mas nada muito alarmante! (esconde-se atrás do sofá)

Arigatou pelos elogios! Fico feliz que tenha gostado! Mistérios da Rin? (dando uma de desentendida) Que mistérios? (assobiando)

Beijos! Ja ne!

\o/ Embora tenha me dado um certo trabalho, saibam que adorei ler e responder todas as reviews! Agradeceria muito se continuassem mandando a opinião de vocês! E, se não gostaram do capítulo, podem esculachar! Digam o que não gostaram para que eu possa melhorar!

Arigatou mais uma vez pela atenção de vocês!

Beijinhos minhas crianças e até o próximo capítulo!

Ja ne!