– Je t'aime Je t'aime Je t'aime Je t'aime ... très, très bien ... mon trésor.
– Maman, quand je vous reverrai?
– Quand votre père vous apporter à l'Angleterre. Que fais-tu?
– Hmmm .. prendra du temps. Nous recherchons pour cette femme aux cheveux rouges ...(1)
Janete sentou-se, olhando para a rua, deliciando-se com a voz do garoto que estava na Romenia. A campainha soou e apenas por estar na sala, foi que abriu a porta. Dois adolescentes altos a encararam. Um era ruivo e sardento, o outro moreno de olhos verdes.
– Et alors(2)? – ela riu suavemente, quando o menino lhe respondeu. – ce qu'ils veulent?
– O que? – o adolescente ruivo pediu, obviamente desbaratinado.
– O que desejam? – ela repetiu em inglês, sorrindo com a resposta do telefone.
– Aqui... é a casa de Hermione Granger, não é? – o ruivo pediu, meio receoso.
– Oui. (3)
– Senhora, podemos falar com ela? – o moreno pediu, depois de cutucar o ruivo.
– Mais bien sûr... – respondeu, tanto para os garotos a sua frente, quanto para o filho ao telefone. Virou-se e gritou. - MIONE! VOCÊ TEM VISITAS!
Harry e Rony estremeceram. O grito da mulher tinha quase a potencia de um berrador.
– Djanete, não precisa...
– JANETE! Meu nome não tem DJ! Posso falar com o seu pai, mon trésor? (5)
Janete saiu da sala aconchegante, quando Hermione desceu as escadas, que levavam aos quartos.
Ola. – os adolescentes se cumprimentaram.
Quem é a francesa? – Harry esticou-se um pouco, pra ver Janete, que naquele momento havia se sentado a mesa da cozinha, com o telefone sem fio grudado ao ouvido. A morena mais velha, tinha os cabelos soltos, tão armados quanto a grifinória, estava descalça, usando um vestido lilás com enormes flores azuis, que chegava até os pés.
É minha tia... e ela não é francesa. Ela apenas fala em francês com o filho dela. – Hermione olhou para trás. Obviamente a tia havia saído da sala para dar um pouco de privacidade a eles, mas mantinha-se na parte inferior da casa, pois a recepção do aparelho celular na parte superior era péssima. O fato de estar de costas para eles indicava que ela prestava mais atenção no telefone, no que na sobrinha.
Vocês se parecem um pouco. – Rony comentou. – se bem que os cabelos dela são mais escuros que os seus.
Rony... desde quando que você fica prestando atenção nisso?
Desde que está ensaiando a dois dias para falar qualquer coisa que possa impressionar bem os seus pais. – Harry entregou rindo.
Hermione olhou para o ruivo, que ficara cor de beterraba, enquanto com o cotovelo, batia no estomago de Harry. Janete levantou-se na cozinha, bastante exaltada.
NÃO ME INTERESSA, IGOR! SE O MEU FILHO tiver um arranhão, eu vou QUEBRAR AS SUAS PERNAS!
Rony e Harry olharam-se de soslaio. A tia de Hermione era bastante explosiva pelo visto.
– Ela tem algum problema?
– Um ex-marido, que pegou o filho para passar um tempo e...
– SERÁ QUE EU PRECISO REPETIR EM ROMENO? – Ela não deu chance para o homem responder, falando rapidamente na língua que anunciara, repetindo as advertências. Do nada, Janete tirou o telefone, encarando-o com perplexidade.
– Tia, aconteceu alguma coisa? – Hermione questionou.
– O porco teve coragem de me desligar na minha cara! – Janete respirava de maneira controlada, Rony deu dois passos para trás. Era exatamente a mesma expressão de sua mãe, antes de começar a soltar os berros por conta de alguma coisa que os filhos teriam feito. Lentamente, ela andou até a sala. – mione, posso lhe dar um conselho, realmente válido?
– Acho que sim...
– Bem... se algum dia você cometer a burrice que a sua tia cometeu, de se casar, e pensar na possibilidade do divórcio, não se separe. Mate seu marido antes. Você é inteligente e com certeza vai conseguir se safar de ser punida.
Snape suspirou, enquanto largava um livro. Aquela...nova professora... Definitivamente iria lhe causar problemas. Ele reconheceria aqueles olhos até mesmo no inferno. Durante a sua vida inteira, em diversas partes da Europa, ele tivera visões dela. Podia ter parecido com outras mulheres, mas era ela. Com a mais absoluta certeza.
E agora, ela se materializava, do nada, na sua frente, com o cargo amaldiçoado...
Notas finais do capítulo
Nota do capitulo
(1) - Eu te amo, eu te amo te amo , eu te amo… muito, muito muito… meu tesouro.
- Mamãe, quando eu vou ver você de novo?
- Quando seu papai trouxer você até a Inglaterra. O que vocês estão fazendo?
- Hum... vai demorar então. Estamos procurando por aquela mulher de cabelo vermelho...
(2) E então?
3 – sim
4 – mas é claro.
