CAPÍTULO 2
Ao lado de Gina, Harry sentia uma paz que há muito não experimentava.
p - Sabe, Gina... – hesitou o garoto – não sei se foi muito bom para você. Foi minha primeira vez, sabe?
p - Foi maravilhoso, Harry! Foi minha primeira vez também... Bem... pelo menos com um garoto – acrescentou a ruiva, corando ligeiramente.
p - É Isabelle, não é? – perguntou Harry um pouco encabulado. Isabelle era uma garota francesa de 17 anos que no ano passado havia estado em Hogwarts fazendo intercâmbio. Era uma menina negra muito bonita e ela e Gina andavam na época sempre juntas. Sentira um pouco de ciúmes da amiga, embora a garota francesa sempre o tivesse tratado bem.
p - Dez pontos para Grifinória pela percepção, Sr. Potter – caçoou a ruiva, numa imitação afetada do Prof. Snape.
p - Mais alguém sabe? Quer dizer... seu irmão?
p - Suponho que Roni desconfie. Hermione sabe e me deu todo apoio. E agora você. Você... – a garota encarou-o muito séria – vai ficar com raiva de mim?
p Por um momento Harry ficou em silêncio. Depois, abraçando Gina carinhosamente disse bem perto do seu ouvido, o que fez com que a garota se arrepiasse:
p - Gina, eu amo você. Nada vai mudar isso. O que aconteceu hoje foi fantástico, pelo menos para mim. Eu não vou ser hipócrita e dizer que não sinto nenhum ciúmes desta garota, mas eu quero que você seja feliz. De coração- acrescentou, dando um beijo carinhoso no rosto da menina.
p - Oh, Harry... – Gina tinha lágrimas nos olhos – Você é uma pessoa tão adorável! E o que aconteceu hoje foi mágico, foi lindo! O fato de amar Isabelle não quer dizer que eu não ame você. Com todo meu coração, querido!
p Gina voltou a beijá-lo com paixão, encostando seu corpo jovem no dele e acendendo o desejo novamente. Dessa vez eles fizeram amor com muita calma e com muito carinho, chegando juntos ao clímax. Mais tarde, ainda aninhada nos braços de Harry, Gina falou bem baixinho, como quem faz uma confissão:
p - Eu não sou forte como vocês, Harry. Como o garoto olhava-a intrigado, a ruiva acrescentou: - Quero dizer,você, Roni e Mione. Eu tenho muito medo dessa maldita guerra! Eu sou covarde, Harry! Eu deveria ficar com você! – acrescentou quase aos prantos – Mas eu tenho medo de ver as pessoas que eu amo morrer!
p Harry aconchegou-a mais ainda nos braços e acariciou seu rosto com muita ternura. – Sabe, Gina, nós vamos ficar mais tranqüilos se você sobreviver à guerra. Você tem uma chance de ser feliz, não desperdice, por favor. Eu lutarei melhor sabendo que você está em segurança.
p Gina, Isabelle e outros jovens da França e da Inglaterra, onde a guerra estava pior e os aliados de Voldemort mais fortes, eram enviados pelos pais que podiam custear as despesas para estudar nos países do sul da Europa onde a situação era mais tranqüila no momento. Jogadores de quadribol habilidosos como Gina e sua namorada haviam recebido convites para jogar na liga juvenil da Espanha, onde terminariam os estudos. No início Gina relutara muito em ir para o exterior e abandonar seus amigos e familiares na Guerra contra o Lorde das Trevas. Tivera longas conversas com Harry, Roni e Hermione que a convenceram a ir. Ela iria no dia seguinte através de uma chave de portal colocada na estação de trem de Hogsmeade. Mas havia prometido para si mesma que ficaria se Harry lhe pedisse para ficar, apesar de todo o medo que sentia. Amava Isabelle, mas tinha muito mais do que amor por aquele garoto que a salvara das garras de Voldemort quando ela era apenas uma menininha indefesa. Nunca poderia esquecer que Harry, pouca coisa mais velho do que ela enfrentara o Lorde das Trevas e matara um basilisco. Tentaria uma última vez:
p - Peça para que eu fique, Harry!- Levantou-se da cama e exibiu seu maravilhoso corpo jovem, totalmente nu – Eu sou sua! Se você me pedir, você sabe que eu ficarei do seu lado! Serei sua garota, sua amante, sua irmã. O que você quiser, meu amor!
p Harry respirou fundo, emocionado com a devoção da garota. Dizer aquelas palavras doeu mais nele do que a maldição cruciatus que recebeu de Voldemort quando Cedrico morreu:
p - Eu quero que você vá embora, Gina! Eu amo você, por isso eu quero que você viva.
p Gina iria brigar com ele, tentar fazer com que o garoto mudasse de idéia. Mas ao se aproximar dele viu todo o seu sofrimento, percebeu o quanto aquelas palavras doera em seu peito. Percebeu que Harry estava prestes a chorar. Abraçou-o ternamente e beijou a famosa cicatriz, a marca da dor e de todo o sofrimento do garoto. Agora era ele, que em prantos havia se aninhado em seus braços e molhava com suas lágrimas os seus delicados seios.
p OK, Sr. Potter –disse a ruiva em tom decidido, tentando animá-lo - eu vou, mas você vai fazer uma coisa que eu exijo. Quando Harry olhou-a mais uma vez intrigado ela acrescentou: - Eu vou fazer você voltar às boas com um certo casal que anda muito preocupado com você. Eu não vou para Espanha sem deixar alguém tomando conta do moreno de olhos verdes mais bonito de Hogwarts! – disse as últimas palavras sorrindo e parecendo muito satisfeita com a decisão que tomara.
p Harry sorriu timidamente. Ele teria que ganhar essa maldita guerra. Nem que tivesse que morrer. Se fosse a única alternativa ele morreria feliz, nem que fosse apenas para ver os sorriso de Gina novamente.
