A Imperatriz do trono do Dragão

Cap.II

Da maneira que o tio de Sakura tinha mandado avisar, realmente dois dias depois foi realizada uma grande festas nos pátios da casa em que eles moravam, que, apesar de simples, era considerada grande em comparação as outras da região.

Para o orgulho do tio de Sakura, pai de Mai Ling, todos os parentes a tanto tempo separados conseguiram vir, e foi com muito orgulho que ele estava ajoelhado atrás de uma mesa com bastante comida, que havia sido colocada á frente da casa, com Mai Ling ajoelhada a sua direita e Sakura ajoelhada a sua esquerda, ambas muito bonitas e de olhos baixos, fitando a mesa. Desta maneira, de poucos em poucos, enquanto aproveitavam a festa, os parentes se aproximavam e saudavam o senhor Kinomoto, elogiando a beleza das duas jovens.Ele agradecia o parente por ele ter podido vir, e as duas jovens apenas acenavam com a cabeça, sempre fitando apenas a mesa a sua frente.

Em um certo momento, um certo momento, Shaoran e sua família também se aproximaram da mesa, para cumprimentar o tio de Sakura e ver também, como os outros, as jovens que tinham sido escolhidas. Shaoran não queria ter ido a festa, mas como fazia tempo que não via seus pais e irmãs, e sua mãe havia insistido muito, aceitara. Afinal, será a chance de ver também a garota que lhe era prometida, que ele sabia fazer parte da família Kinomoto.

Enquando seu pai falava com o tio de Sakura, Shaoran parou para olhava as jovens, para ver se lembrava de alguma das duas. Olhou Mei Ling e a achou bastante bonita, e teve uma vaga lembrança de já ter brincado com ela quando pequeno. Quando ia olhar para Sakura, percebeu que seu parente lhe dirigia a palavra:

-Caro Shaoran! Como você cresceu! Não é a todo que toda a família vem comentando que foi muito justa a sua chamada para o palácio!

Shaoran apenas sorria educadamente e concordava com a cabeça.

-Saiba, continuou o tio- que infelizmente Sakura, que seria sua noiva, foi uma das duas da família chamadas para o Imperador, e gostaria que ficasse conciente que se, ela for escolhida, o acordo entre vocês estará desfeito.

Shaoran apenas concordou com a cabeça, não se sentindo muito triste com isso, afinal, nem a conhecia realmente.

De qualquer maneira nós agradecemos você poder sair de suas obrigações e vir prestigiar Mai Ling- o Tio indicou esta com a mão, e ela abaixou um pouco mais sua cabeça- e a própria Sakura- indicou esta também, que fez o mesmo cumprimento que Mai Ling.

Ao finalmente olhar para Sakura, Shaoran teve que usar de toda o controle que tinha para não fazer a maior cara de espanto do mundo! Era a mulher do bosque. Ele, que estava pensando nela fazia desde que se viram, estava agora tão sem ração que foi com muita força de vontade apenas, que conseguiu abrir a boca para falar pela primeira vez naquela conversa:

-Si...sim senhor, agradeço por tudo de qualquer maneira. Sakura, que estivera todo este tempo com vontade de olhar quem, afinal era o homem com quem teria se casado (ou quem sabe, ainda casaria), ao ouvir aquela voz se esqueceu da tradição e olhou rapidamente para cima, e foi com o olhar mais espantado do mundo e com a boca meio aberta que eles se fitaram, concientes de quem eram, pela primeira vez.

Fitaram-se por alguns segundos, e antes que alguém pudesse perceber que Sakura o olhava, Shaoran agradeceu mais uma vez seu parente, virou as costas e se retirou.

Sakura estava perdida. Nunca imaginara que o homem a quem estava forçado a retirar dos seus pensamentos e que a salvara a poucos dias era aquele com quês estava destinada a ficar até pouco tempo atrás. Ela sabia que deveria estar feliz, pois realmente estava certa, por mais que fosse bonito e tivesse um cargo mais importante que o resto, ele era mandão e seria o típico esposo.... mas ela não se sentia feliz, ao menos não naquele instante.

-Não devo me sentir frustrada assim,pensava ela sem prestar a mínima atenção nos outros parentes que chegavam perto da mesa também- Era o que eu queria, não ter que me casar exatamente com um homem daqueles!

Mas seu coração doía ao mesmo tempo, e ela sentia que alguma coisa estava errada neste pensamento, querendo admitir ou não.

A única pessoa mais confusa que Sakura era, sem dúvida, Shaoran. Com alguma desculpa, ele havia se afastado para os fundos da casa e estava completamente perdido.

-Como isso pode ser? Perguntava-se - Primeiro eu aceito vir aqui para ver se, conhecendo minha noiva, consigo acalmar meus pensamentos daquela mulher, e chegando, soube que a pessoa que está a anos prometida pra mim, foi chamada para o palácio e, se for escolhida, ficará lá para sempre. E por último...

Shaoran coloca as mão atrás da cabeça e se joga um pouco para trás, ficando apoiado na parede externa da casa.

- Fico sabendo que é ela. A parente escolhida, a que estava prometida pra mim e ELA, são todas a mesma pessoa... quais são as chances disso acontecer??? Ele, que tinha vindo com um propósito tão específico, e agora já não sabia mais que caminho seguir.

Neste momento, Sakura, que havia pedido licença para o seu tio para se retirar um pouco dizendo que não estava se sentindo muito bem, estava andando e pensando algumas coisas muito parecidas com as de Shaoran, virou para ir se "esconder" um pouco nos fundos da casa, e o viu, com os braços cruzados, apoiado na parede, com a cabeça virada para cima e olhos fechados. Arregalou os olhos e o fitou por alguns instantes, admitindo, pelo menos, que ele bonito o suficiente para fazer as suas pernas tremerem, da maneira que elas estavam tremendo nesse momento.

Shaoran repara que tem alguém o observando, e abre os olhos. Novamente os olhos deles se cruzam, e eles se fitam por alguns instantes. Shaoran já não estava mais espantado com a fato de Sakura fita-lo, e não pôde deixar de pensar, naqueles segundos, o quão seria invejado quando (ou se) casasse com ela, ela era, pra todos os sentidos, bem mais bonita que qualquer uma que ele esperava para um casamento arranjado como aquele.

-Tu...tudo isso é realmente engraçado, não? Sakura havia reparado naquela troca de olhares, da mesma maneira que Li reparara, que ambos se sentiam igualmente confusos com tudo aquilo, e simpatizara um pouco mais com ele naquele momento.

Shaoran, que estava achando aquilo tudo, menos engraçado, respondeu:

Bem, de qualquer maneira é um tanto irônico. Ele se sentia, agora, estranhamente a vontade perto dela, e se surpreendeu, quando relembrava esse momento milhões de vezes nos próximos dias, com o que teve coragem de dizer nas poucas palavras que trocaram. Sakura não se sentiu diferente, e mesmo sendo mais corajosa que a maioria das mulheres que conhecia, não sabia como falara realmente o que pensava com ele.

- Quantas somos, este ano? Perguntou diretamente. Sabia que, ao estar ligado de alguma maneira ao palácio, Shaoran teria mais informações sobre as mulheres, que eram escolhidas todo ano, para serem as concubinas do imperador. A diference, desta vez, é que, com a antiga Imperatriz havia morrido ainda nova e sem deixar um herdeiro, a concubina que primeiro desse um filho ao Imperador, seria a nova Imperatriz Mãe.

-Sessenta, tornou ele.

Sakura abriu mais anda seus longos cílios negros sobre seus olhos de ônix.

-Sou uma das sessenta? Sabia que, em geral, mais de cem moças eram chamadas para ver se algumas ao menos, agradavam o Imperador.

-Não tenho dúvida que no fim você será a primeira., replicou ele.

Sua voz, tão profunda, tão tranqüila, atingiu-lhe o coração com uma força profética, e Sakura lembrou-se de que ele seria, aos olhos do mundo, o seu parente masculino mais próximo, trabalhando também com o Imperador.

-Onde eu estiver, você estará perto de mim, exclamou impulsivamente ela.- Insistirei nisso. Você não é meu parente?

Fitavam-se de novo, esquecidos de tudo naquele momento exceto de si mesmos. Shaoran falou , um tanto secamente, como se não a tivesse ouvido:

- Vim aqui hoje com o propósito de pedir ao ser tutor que ma dê como mulher. Mas agora não sei o que ele fará. Shaoran foi surpreendentemente sincero, mas não disse tudo. Não disse que tinha ido pedir a prometida em casamento para poder esquecer completamente aquela estranha que mechera tanto consigo.

- Pode- se recusar a convocação imperial? Perguntou ela.

Desviou o olhar do jovem guarda e então, acentuando a sua graciosidade. Aproximou-se um pouco mais.

- Meu dever não é servir o Imperador, se for escolhida?

Pensou em se mostrar superior, mas no mesmo momento, se sentiu muito mal, desviou o olhar e sua voz voltou novamente ao tom gentil, e disse realmente o que estava em seu coração naquele momento:

- Se não for escolhida, serei certamente a sua mulher.

Se fitaram intensamente, tentando adivinhar os pensamentos um do outro e entender os seus próprio, mas, naquele instante, Lu Ma chegou, espreitando as duas fisionomias jovens.

Seu tio a chama agora, estava procurando por você a algum tempo. Disse que você precisa voltar, parentes perguntam por você.

- Sim, estou indo, respondeu Sakura acompanhando a velha e já se afastando. Antes de ir, se virou ainda para Li, que falou:

-Espero que ainda nos vejamos. Talvez nas entradas do palácio. Espero que eu possa lhe ser de alguma ajuda e possamos ser... umm.... amigos.

Sakura baixou os olhos já seguindo seu caminho...

-Sim, sim... amigos.....

Continua...

Bem, esse cap. naum ficou beeem como eu queria..., espero que vcs não achem muito monótono..... na verdade, ele não era pra ser muito legal.. era pra ser mais explicativo mesmo.. a partir do próximo cap. a fic começa de verdade, pq a Sakura finalmente vai para o palácio, e tudo se desenrola, vai entrar os outros personagens e rolar mais romance... isso se eu naum enrolar muito.. -_-'

Poxa, muuuito obrigada pelos comentários, mesmo! eu recebi bem mais dos que eu achei que receberia, por isso, Anna, Lyka, Rafa, Serenite, Raissa, Anne e Hotaru-chan , brigada mesmo pelos elogios e sugestões.^___^ Sobre as falas estarem todas na mesma linha estar tudo enrolado, eu peço desculpas. Na hora de postar, eu coloquei no formato errado e akilo aconteceu, mas já está arrumado, valeu por avisarem.^^