Avisos: Esta história tem conteúdos sexuais explícitos, linguagem imprópria e cenas de violência física. Caso ninguém comente vou parar de traduzir a fic. Visto que traduzir demora tempo e consequentemente trabalho que estaria a ser perdido pela falta de interesse geral. Isto não é uma ameaça ou algo do género, é apenas uma precaução e uma forma de me ajudar a gerir melhor o meu tempo.
DISCLAIMER: Esta história não me pertence, é apenas a tradução do "Silencio" da AkashaTheKitty, se quiserem ver o original e as outras magníficas histórias dela vejam o link no meu perfil. Os personagens logicamente pertencem à J..
Silencio: Capítulo 2
Draco correu pelo hall, sentindo o estômago agitado, as palmas das mãos suadas e a testa coberta coberta de gotas frias de suor. Não, aquilo não tinha acontecido! Era impossível! Mas tinha. Estremeceu e virou-se contra a parede vomitando, com os olhos lacrimejantes do esforço. Sentiu-se melhor, o estômago estava mais calmo, no entanto agora tinha um sabor horrível na boca. Ou melhor, ele tinha um abor ainda mais horrível na boca e a sua língua parecia feita de cartão.
Inspirou profundamente, olhando cautelosamente, para os dois lados, para garantir que ninguém o tinha visto. É claro que ninguém o tinha visto, a estas horas não andava ninguém por ali. Cansado, agitou a varinha, afim de se livrar das provas da sua fraqueza. "Scourgify!" Pelo menos das que se podia livrar. Duvidava que fosse assim tão fácil livrar-se da culpa, da vergonha, do desgosto e da deliciosa sensação de satisfação que sentia no seu baixo ventre.
Ele serialinchado, caso alguém descobrisse o que ele tinha feito, com a Sangue de Lama. Os amigos dela jamais o iriam deixar viver, depois dos anos em que ele passou a fazer e a dizer-lhe as piores coisas do mundo. Mas o pior seria, se o seu pai descobrisse, Lucius Malfoy não era conhecido pelo seu amor aos Muggles ou a qualquer pessoa relacionada com eles. Raios! Quem lhe dera nunca ter descoberto aquilo porque agora sentia-se envenenado e com certeza iria passar um mau bocado.
Ter tido sexo com a sabichona da Granger, intima do santo Potter, não era aceitável. Na verdade, se os seguidores do Voldemort descobrissem iam colocar em causa a sua lealdade e dedicação, coisa que ele não se podia dar ao luxo de ter, quando o seu pai tinha caído em desgraça. Levantou a mão e limpou o suor da testa.
Ele não queria que aquilo acontecesse, ele realmente não queria. A intenção dele era apenas assustá-la, talvez até fazê-la chorar um bocado, se tivesse sorte. Queria gozar com ela, puni-la pelo papel que ela teve, com os seus amigos, quando colocaram o seu pai em Azkaban. Não era pedir muito. Era apenas pedir uma vingança justa.
Mas, claro, o tiro saiu-lhe pela culatra.
Ele não contava que ela lhe parecesse tão suave e convidativa debaixo dele, com as suas curvas coladas contra o tecido do seu manto. Ele não contava que ela dê-se tanta luta, mesmo depois dele a ter ameaçado, e certamente também não contava excitar-se devido aos movimentos dela debaixo dele. Ele tinha-a imaginado a implorar-lhe para não a magoar e mais nada. Tola da parva Sangue de Lama, que achava que ele a ia magoar de verdade e arriscar-se a ser expulso de Hogwarts. Ele só queria saber como a pequena cabra iria reagir ao perceber que ele era superior.
O seu pai tinha razão quando dizia que ele se mostrava sempre embaraçosamente fraco nas situações críticas.
A boca dele cerrou-se, tornando-se uma linha fina e cinzenta. Tinha-se excitado rapidamente quando ela se contorceu debaixo dele e, num primeiro momento, ele não a deixou ir porque não queria que os braços e as pernas dela entrassem em contacto com ele, pois isso seria sem dúvida muito doloroso. Apesar da sua especialidade ter sido sempre proteger a própria pele e de saber que aquilo que queria era errado, não a deixou ir porque a desejava, e ele era o tipo de pessoa que tinha sempre o que queria.
E depois ... e depois tinha feito o erro mais estúpido e irreversível da sua vida. Ele realmente tinha dormido com uma Sangue de Lama, ainda para mais foi o primeiro dela, tal como ele imaginou que seria. Afinal quem mais a poderia ter tocado? Ele apostava que o Potter era demasiado hipócrita para agarrar o que lhe estava mesmo à frente do nariz, e a Granger tinha demasiado cérebro para ir com um idiota como o Weasley. Mas fazia mal, ela devia de ter ido com o Weasley que era estúpido o suficiente para a aceitar e poderia assim garantir que talvez os seus bisnetos fossem considerados puros sangues. Claro, que o Weasley iria tornar os seus genes consideravelmente mais burros, mas seria um sacrifício que ela devia estar disposta a fazer em prol de um bem maior. Merlin, sabia o quão precisados estavam os Weasley de serem injectados com inteligência na sua linhagem, não importava a fonte.
Ele estava a divagar. Fechou os olhos assim que outro tremor de auto-aversão, misturada com luxúria o trespassou.
A coisa que o incomodava mais era de se ter esquecido de quem e o que ela era. Ele tinha sido tão gentil com ela, como tinha sido com a Pansy, quando dormiu com ela, pela primeira vez. Diabos, ele até tinha sido mais gentil com ela, afinal sabia exactamente o que estava a fazer. Até a tinha tentado distrair da dor. Gemeu alto ao perceber que provavelmente tinha deixado uma marca nela, aquela mordida não tinha sido suave. Fez tudo aquilo e nem assim ela pareceu apreciar os seus esforços. Não que ele se importasse muito, mas deixar a sua marca naquela rapariga, em particular, parecia-lhe errado. Pior do que errado, doentio.
Mas se ele tinha que dormir com a Granger, porque não podia... simplesmente tê-la possuído, em vez de… de saciar as suas necessidades, como um estúpido que se importa com ela?
Ele sabia a resposta. Ela tinha o seduzido, aproximando-se dele como uma puta matreira, apesar dele ter deixado bem claro que queria que ela se fosse embora. Ela turvou-lhe a mente com o desejo, deixando-o à mercê das suas hormonas. Ele podia ser popular nos Slytherin, mas não era todos os dias que uma rapariga se despia para ele, convidando-o a fazer o que quisesse e a responder aos seus avanços com prazer. A Pansy parecia gostar dele e eles já tinham dormido algumas vezes juntos, mas parecia-lhe sempre que ela fazia aquilo mais por ele querer do que por ela o desejar. No fundo ela só queria ser sua namorada.
A Granger, por outro lado, não queria nada dele. No entanto, não se tinha preocupado em esconder a sua necessidade. Reagiu com tão pouca restrição que ele tinha de saber até que ponto ela o deixaria ir, tocá-la, vendo-a agitar-se, pedindo-lhe para a possuir... Cedo se tornou impossível de voltar atrás. Ele certamente não tinha a força de vontade e, estranhamente, parecia que ela também não. Ele sempre pensou que as raparigas eram sensatas e que no fim diziam sempre não perante tal situação, mas parece que estava errado.
Ela tinha enterrado as suas unhas na carne dele, deixando marcas profundas nas costas, tanto que ainda as sentia a arderem e algumas estavam coladas à roupa. Draco duvidava que ela se tivesse apercebido do que tinha feito e tinha a certeza que não devia deixar a Pansy ver aquelas marcas em circunstância alguma. Na altura, não se tinha preocupado, na verdade até descobriu que havia muito prazer na dor.
Sentiu-se ficar novamente excitado e corou, ligeiramente, atirando um olhar em redor, para garantir que estava sozinho. Quando se veio, foi uma das experiências mais intensas da sua vida. Tinha ficado completamente sem forças, quase ao ponto de ser assustador. E quando percebeu o que tinha feito e com quem, ainda demorou um bom bocado até perder aquela deliciosa percepção de prazer, que o tinha atingido.
Subiu-lhe uma golfada de bílis pela garganta e engoliu-a. A diferença devia estar no sangue, porque até então ele sentiu-a como qualquer outra bruxa. Ela era bastante comum, uma verdadeira bruxa quotidiana, não era excepcionalmente bonita, nem feia. Se ela fosse uma puro-sangue ou até mesmo meio-sangue e, definitivamente, não uma amiga do Potter, ele não estaria agora tão preocupado. Se ela fosse puro-sangue, até a teria convidado para sair com ele mais tarde. Sem dúvida nenhuma, ele jamais iria dispensar a oportunidade de repetir a performance. No seu intimo sentia uma ponta de remorso, por saber, que aquilo não se voltaria a repetir. Felizmente rapidamente se afastou desse remorso. Não era próprio,de um rapaz como ele, pensar no que perdia por não poder dormir com uma Sangue de Lama.
O que ele não compreendia era a reacção dela. Claro, ela não gostava dele. Professava que o odiava, e talvez fosse verdade, embora, não tanto quanto ele a odiava a ela. Mas ela devia gostar de alguma coisa nele, para se ter atirado daquela maneira. As mulheres não dormem com alguém a menos que queriam algo ou tenham sentimentos por essa pessoa. Merlin, ele esperava sinceramente que ela não sentisse nada por ele! No entanto, o que a tinha feito sair dali a olhar para ele como se lhe tivessem crescido duas cabeças e como um bicho a tivesse mordido? Foi ele o único que tinha tomado uma posição indigna, não ela. Ele era um Malfoy, uma das mais antigas, mais puras, mais respeitadas e poderosas famílias do mundo mágico. Do seu ponto de vista, ela devia sentir-se muito honrada pelo privilégio que ele lhe proporcionou, mesmo que a sua atenção não tivesse sido planeada e, em grande medida, não tivesse sido de livre vontade.
Chegou à sala comum dos Slytherin, sentindo-se bem mais composto do que anteriormente. Não havia nada que ele pudesse fazer sobre o assunto, só tinha de esquecer que aquilo alguma vez tinha acontecido. Esperava que ela ficasse calada ou ele iria fazê-la arrepender-se.
No dia seguinte, deu por si a ficar seriamente irritado. Onde é que a Granger estava? Ele tinha-a estado a observar durante a maior parte do dia para ver se ela contava a alguém e estava a tentar prendê-la com o seu olhar para lembrá-la do que iria acontecer caso ela contasse a alguém, mas a vadia não olhava sequer para ele. Ela continuava toda boazinha com os seus amiguinhos, como se ele não existisse no mundo, como se ela não tivesse estado debaixo dele, poucas horas antes. Mas como isso era exactamente o que ele queria, preferiu ignorar o seu ego ferido e descontar a sua fúria em alguém, porque simplesmente só desprezar o Goyle não estava a ser satisfatório o suficiente.
Entre as aulas, avistou o trio maravilha no fundo do corredor e decidiu que era hora de se divertir um bocado. Com seus dois confiáveis, ou melhor, demasiado-estúpidos-para-serem-seus-amigos-mas-verdadeiramente-úteis-em-algumas-situações guarda-costas, caminhou até ao Harry Potter e companhia.
"Então olá, Potter, Weasel... Granger", disse, quase jovialmente, observando com um lampejo de irritação a passividade do olhar dela."Deste um bom show nas aulas, Weasel. É bom saber que carregas a orgulhosa tradição de família de inanidade incessante, resultando na tua perpétua falta de meios pecuniários. Não deve ser fácil viver de acordo com o nome Weasley." Ele fez uma pausa de expectativa, esperando uma reacção, mas quando o Weasley apenas olhou para ele interrogativamente, tal como ele imaginava, ele dignou-se a esclarecê-lo. "Eu disse que eras um palhaço nas aulas, bem como na vida. Realmente, Weasley, é preciso talento para não ter talento como tu."
Ele sorriu e deu um passo atrás assim que o rapaz, previsivelmente voou para ele, só ficando um pouco decepcionado por ter percebido que a Granger seria capaz de o conter, antes do Crabbe e do Goyle terem a chance de se manifestarem. Ele estreitou os olhos, ao vê-la pressionar o seu corpo totalmente contra o do Weasley, sussurrando furiosamente no ouvido do outro. O Potter também tentava acalmar o ruivo, colocando uma mão firme no ombro do amigo e lançando punhais com o olhar para o Draco.
"Tudo bem com ele, Granger?" zombou. "Ele é homem suficiente para ti, ou precisas de arranjar alguma actividade…extracurricular?" perguntou-lhe percorrendo-lhe o corpo indolentemente com os olhos, sem conseguir ver nada por baixo das roupas largas. O Crabbe e Goyle riram, quando compreenderam as suas palavras e a sua intenção.
Hermione corou, e os seus olhos escureceram com a raiva e, finalmente, olhou para ele. "Avisa-me se encontrares alguem que se possa qualificar.", disse-lhe, com a cara cerrada. Ele ficou impressionado. Os capangas ficaram a gozar. Com grande dificuldade ela afastou-se com os dois amigos, furiosos com o que ele tinha dito da amiga desvirginada. Se eles soubessem... Ele queria tanto poder usar aquilo para gozar com eles, mas infelizmente isso estava fora de questão.
Quando ela se virou, os cabelos dela, deixaram a descoberto uma marca no pescoço. Ele sorriu e o Crabbe percebeu isso como uma sugestão para rir ainda mais alto, sendo imitado pelo Goyle. A Hermione virou a cabeça momentaneamente para lançar um olhar desdenhoso aos três.
A vida e as aulas continuaram normalmente, mais ou menos, como tinham sido antes. O Draco sentia-se entediado, mesmo muito entediado. A Pansy continuava a adulá-lo e, claro, ele deixava-a. Afinal, quem não gostaria disso? No entanto, havia dias em que ela o enervava profundamente e então evitava-a. Se ele quisesse ter alguém constantemente a incomodá-lo, a cada passo que dava, ele teria trazido a sua mãe para viver com ele na escola.
Não dormiu com a Pansy, nos dias a seguir, pois os arranhões nas costas ainda não tinham desaparecido completamente. Pelo menos, foi isso que ele se tentou convencer a si próprio. O que se aproximava mais da verdade era que ele se sentia sujo e por muitos banhos que tomasse, não conseguia remover da sua consciência com quem e o quanto ele tinha gostado daquela experiência sexual. Aquilo era verdade, sim, mas não completamente. A única coisa que ele odiava era admitir para si mesmo que, quando fechava os olhos, fantasiava sobre o que tinha acontecido.
Quando a Pansy se aproximou dele, oferecendo-lhe toda a liberdade que ele queria, não conseguiu deixar de comparar a diferença entre o ceder da Pansy e a exigência da Granger para o ter. O pensamento fê-lo imediatamente despertar, e isso acontecia mais vezes do que ele gostaria, no fim acabava sempre com uma erecção e um sabor amargo na boca.
A situação estava a ficar tão descontrolada, que até o prazer de maltratar os outros já não o fazia feliz. Ele esperava sinceramente que quando as marcas das costas tivessem desaparecido, já ele tivesse esquecido aquela história toda e voltado ao seu Eu antigo. Sem a prova física, poderia estar novamente com a Pansy e descobrir que afinal a Granger não era nada de especial na cama.
Ele caminhava por um corredor em direcção á biblioteca, no fim de um dia de aulas, perdido nos seus pensamentos, quando alguém gritou: "Ei! Malfoy!" Draco parou ao ver quem se dirigia a ele e colocou um sorriso no rosto. "Olá, Potter. Tão sozinho, sem os teus amiguinhos, não é? Será que, finalmente eles se fartaram dessa tua cabeça grande e estúpida de cicatriz e abandonaram-te?
"Eu estive a pensar", disse o Potter, caminhando na direcção dele ", no que o Voldemort terá mandado a tua mamã fazer ultimamente."
Draco fez uma careta perante o nome e sorriu sem sinceridade. "Parece-me que estás a sugerir que a minha mãe está sob a maldição Imperius. Eu posso garantir-te que não está."
O Potter balançou a cabeça. "Não, ela não está. Ela própria escolheu ser uma ferramenta do Voldemort, não é? Faz o trabalho sujo, depois do teu pai ter sido preso e ofereceu-lhe o seu único filho. Diz-me, Malfoy ..." Ele aproximou-se ainda mais. "Como te sentes por saberes que a tua mãe gosta mais dela própria do que de ti?"
"Tu não sabes nada do que estás a falar!" Draco resmungou. "Pelo menos a minha mãe preocupou-se o suficiente para permanecer viva, em vez de lutar numa batalha perdida. Diz-me, Potter, como te sentes por saber que a tua mamã preferiu morrer a ter que olhar para a tua cara feia, mais uma vez?" O olhar na cara do Potter foi impagável. O que fez com que Draco continuasse a pressionar. "Também não era como se ela fosse viver durante muito tempo, afinal ela não passava de uma Sangue de Lama imunda. Sabes, acho que é por isso que tu gostas tanto de te rodear de nascidos Muggles e de traidores de sangue. Fazem-te lembrar a mamã e o papá, não é? Será que funciona? Serão eles suficientemente sujos para ti? "
"Vamos resolver isto, Malfoy" informou o Harry, puxando a varinha. "Aqui e agora."
Draco saltou para trás, puxando também a sua varinha. "Espero poder assistir ao dia em que Ele vos matar a todos!" anunciou.
"Ai sim?" disse uma voz suave, atrás do Potter, à sua esquerda. Draco empurrou-o para ver de pé a Granger, com os olhos frios e a varinha apontada a ele e assim como o Potter gritou "Expelliarmus!" desarmando-o. Porra. Decidiu usar o seu descaramento mais uma vez. A Granger já tinha visto a sua fraqueza suficiente para o resto da sua vida.
"A esconderes-te atrás da Muggle, que coragem." disse ao Potter. "Sempre me pareceste o tipo que se esconder atrás de outros, à espera de uma oportunidade para agir como um herói. E boa escolha! O mundo não vai sentir faltar dela, finalmente alguém arranjou uma maneira de acabar com a Granger." Ignorou o olhar furioso do Potter e olhou para o hematoma no pescoço da Hermione, ainda visível. "Então mas o que é isso?", perguntou, dando um passo na direcção dela, como que a analisar a marca, fazendo-a erguer a varinha e o queixo para ele. "Alguém já tentou? Os meus aplausos, mas pelos vistos não conseguiu, não o censurou, não vale o esforço, não é?"
Draco ignorou a fúria do Potter e concentrou a sua atenção na Hermione. Ela estava prestes a responder-lhe, quando uma voz inconfundível e fria por trás do Draco e do Harry disse: "O que é que se passa aqui?"
Draco não se conseguiu conter, deixou o seu sorriso ampliar-se e virou-se para o professor Snape, olhando para o Potter com desaprovação. Atrás dele, a Granger tentava esconder à pressa a sua varinha. "Ele atacou-me, professor", disse no seu melhor tom de ofendido."Eu estava a passar aqui e ele atacou-me com a varinha."
O professor estreitou os olhos para o Harry. "Menos 20 pontos para os Gryffindor e detenção durante uma semana, a partir de agora." Quando Potter olhou como se fosse objectar, o Snape levantou uma sobrancelha e ele calou-se. Draco não podia estar mais contente.
"E a Miss Granger?" perguntou o professor, "Ela ajudou de alguma maneira o ?"
Draco considerou a pergunta por um segundo, e depois deu de ombros. "Não, professor. Bem, a não ser que gritar para ele parar seja considerado ajudar?" Ele estava bem ciente do olhar surpreso no rosto dos outros dois, o que lhe dava ainda mais vontade de rir.
Snape assentiu, aceitando a sua explicação. "Vamor, Potter", disse empurrando-o à sua frente. Harry lançou um olhar furioso ao Draco, mas continuou a andar obedientemente.
"Agora sê um bom menino, " murmurou o Draco, apenas alto o suficiente para o Potter ouvir. Ele não lhe respondeu, assim como o Professor Snape, no entanto Draco notou que os punho do rapaz de cerraram, mostrando-lhe claramente que o tinha ouvido. Não se sentia tão bem há dias, deleitou-se com a sensação por alguns segundos e depois suspirou para concentrar a sua atenção na Granger. "Acho que as palavras que procuras são «muito obrigado»", explicou-lhe amavelmente, enquanto ela o fintava sombriamente. Ela soltou um som de nojo e depois girou os calcanhares para o deixar sozinho, ele correu atrás dela e agarrou-a por um braço, detendo-a.
"Onde é que pensas que vais?", perguntou-lhe ele. "Isto não de graça."
Ela lançou-lhe um esgar exasperado. "Então o que devo dizer para me livrar desta honra?"
"Dizer «obrigado» seria um começo."
"Não." O rosto dela parecia uma pedra de tão determinado.
"Não?", perguntou-lhe ele, sem estar surpreendido com a resposta dela.
"Não. Eu preferia ficar de castigo todos os dias até ao final do semestre, do que te dizer obrigado uma única vez!"
"Ai", disse ele casualmente. "Tem cuidado, Granger, podes ferir os meus sentimentos."
Ela bufou entediada com o cinismo dele.
"Sabes, não vai ser com esses sons que me vais agradecer", continuou casualmente.
"O que é que queres?" tal como ele queria, ela explodiu à sua frente.
"Bem, antes de tudo, não quero ter esta discussão no corredor", disse olhando à volta. "Deve haver algum lugar mais privado."
De repente, ela olhou para ele apreensivamente, tentando lentamente afastar-se dele.
"Ah, deixa-te disso, Granger", disse ele, irritado. "Eu não preciso de ti para isso." Disse ignorando o facto de que o sua pulsação tinha acelerado quando a ideia daquelas imagens, demasiado familiares, lhe passaram pela cabeça.
"Então o quê?" perguntou-lhe, corando uma pouco.
"Por aqui", disse-lhe, arrastando-a para a sala mais próxima, outra sala de aula. Engraçado como o lugar parecia lotado com a presença deles ali. Considerou brevemente trancar a porta, mas decidiu que era melhor não, qualquer uma a podia abrir e iriam achar que eles estavam a fazer algo que não deviam. Mesmo que evidentemente não estivessem. "Agora", disse ele. "Porque razão fizeste isso?"
Ela olhou para ele com uma expressão confusa. "Fiz o quê?"
"Por razão atiraste o teu corpo de Sangue de Lama virgem contra mim?" perguntou pacientemente, realmente não tinha percebido, até aquele momento, o quanto esta questão o incomodava.
"Ah. Isso". Ela pensou por uns segundos. "Não sei."
Voilá! Ela reconheceu que a culpa tinha sido dela. "Foi porque tu tens uma queda por mim? Acredita, que eu entendo.", disse sarcasticamente.
"Não", respondeu-lhe claramente. "Se fosse esse o caso, eu deveria ter-me suicidado, em vez de …" Ela desviou o olhar novamente e a sua pele adquiriu um tom rosado.
"Bem, eu acho que é seguro dizer que lamentamos todos que esse não tenha sido o caso." Respondeu-lhe friamente.
Mais uma vez, ele conseguiu irritá-la o suficiente para a fazer olhá-lo nos olhos. "E qual foi a tua razão?" perguntou ela presunçosamente.
"A minha?" Ele franziu a testa, sem perceber onde é que ela queria chegar.
"Sim, tu também estavas lá, tanto quanto me lembro."
"Não se pode esperar que eu consiga pensar quando tenho uma rapariga nua à minha frente!"
"Ah, então tu não podes ser responsabilizado, mas eu posso?"
Aliviado que ela tinha finalmente chegado ao ponto, disse: "Exactamente!"
"És um imbecil mimado", disse-lhe cheia de raiva. "És tão responsável pelo que aconteceu como eu!"
"Eu?" disse um pouco alto demais. "O que é que eu fiz?"
"Por um lado, foste tu quem me puxaste para a escuridão, para uma sala isolada"
"Isso não significa nada."
"E então," ela atravessou a sala ", deitas-te em cima de mim!"
Ele realmente tinha feito isso, pensou corando. Mas ela estava errada, porra, não tinha sido nada assim! "Eu só estava a tentar dar-te um susto. Tu devias ter-me empurrado."
"Eu tentei". Ela estava praticamente lívida. "Eu até te pedi para me deixares ir, lembras-te?"
Infelizmente, ele lembrava-se. "Óptimo", ele disse impaciente. "Eu fiz isso. Mas então quando te disse para te ires embora e tu não foste, como explicas isso?" Ele sabia que ela agora não tinha forma de se escapar.
"Por que razão não saíste tu?" a voz dela era incrivelmente calma.
Ele até tinha uma resposta para isso. "Eu não estava em condições de sair. Alguém me podia ver."
Ela fez outro ruído de desgosto. "Por favor, o teu manto facilmente poderia ser reparado."
Draco inclinou-se e num sussurro teatral disse: "Não era o meu manto que eu não queria que vissem."
"Então por…" a compreensão assomou-lhe o rosto e a sua boca abriu-se num 'O' silencioso. Em seguida, balançou a cabeça. "Ninguém te teria visto de qualquer maneira. Era demasiado tarde e tu sabes disso muito bem!"
"Tu achas realmente que eu iria correr esse risco? Achas que eu quero que alguém saiba como uma Muggle me deixou naquele estado?"
A Granger desabafou. "Tu és inacreditável!"
"Bem, eu acredito!" disse ele.
"Então achas que por teres tido uma erecção deves ser exonerado de toda a culpa?"
"Exactamente." Afirmou ele.
"Bem", disse ela com os dentes cerrados. "Isso está fora de questão. Tinhas outras formas de ter lidado com a situação, podias ter…"
"Batido uma à tua frente?" sugeriu ele. "Sim, o meu sonho sempre foi perder a minha dignidade de uma forma lenta e dolorosa, como a que sugeris-te."
"Esperado", continuou ela como se ele não a tivesse interrompido.
"Vê-se percebes, Granger", disse ele na sua voz mais paciente. "Quando uma rapariga está nua à tua frente, a tocar-te... esperar não é realmente uma opção."
As bochechas dela coraram, mas manteve o seu ponto de vista. "Ainda assim…"
"Seja como for, Granger, tu não respondes-te à minha pergunta. Por que razão fizeste aquilo? Tu, obviamente, não tinhas uma erecção, e as tuas roupas estavam inteiras." Ela estremeceu lembrando-se da forma como tinha rasgado o manto dele.
"Eu honestamente não sei", explicou. "Eu estava com tanta raiva e de repente…" Ela balançou a cabeça. "Eu acho que foram as hormonas que nos fizeram esquecer o que…", ela disse as últimas palavras com um misto de desprezo e repugnância, "estávamos a fazer."
Hormonas? Sim. Por que não? Foi a melhor explicação até agora, embora não tenha sido totalmente satisfatória. Mas por que razão ela tinha de soar tão relutante? "Não tentes enganar-me." Alertou-a. "Eu sei que gostaste e muito."
Ela ficou novamente corada, levantou o queixou desafiadoramente e disse-lhe: "Também tu."
"Eu sou um gajo".
"Então?"
"Os gajos têm relações sexuais com qualquer coisa e gostam sempre. Mesmo que sejam Muggles." Ele realmente não tinha pensado nisto antes, mas era um óptimo argumento. Parabéns a ela por o ter feito perceber.
A Granger revirou os olhos. "Ah, isso é uma estupidez! Quem disse que uma rapariga não se pode divertir com quem ela quer?"
"Elas podem", admitiu. "Se forem umas vadias. És uma vadia, Granger?" perguntou-lhe com a voz enganosamente suave.
"Aparentemente, não mais do que qualquer outro homem", ela retrucou. "Já acabámos? Tenho coisas mais importantes para fazer, como ver o Crookshanks perseguir a própria sombra."
"Isso é a coisa mais importante que tens a fazer?" disse ele, levantando uma sobrancelha. "Ouso dizer que me deverias agradecer por te ter ajudado a veres-te livre da virgindade. Não estava planeado acontecer nesta década ou na próxima, pois não?" Os olhos dela adquiriram um tom brilhante, perigoso.
"Não vais começar a chorar agora ou vais?" perguntou ele com desgosto. "Eu não estou com humor para essas…" Ele foi interrompido pelos punhos dela cerrados a baterem contra o seu peito e estômago.
"Idiota!" gritou ela. "Porco imundo! Sacana!"
Apesar dos punhos dela o estarem a magoar, ele não conseguia parar de rir, enquanto tentava afastar os piores golpes. Estava a divertir-se bastante até que ela o acertou na virilha. "Não, então!", disse ele, agarrando-lhe os braços com força, para evitar outra rajada de murros. "Sem truques sujos".
"Por que não?" perguntou ela com desdém, os olhos ainda brilhantes, mas com as suas emoções agora sob controle. "É a tua especialidade." O rosto dela estava vermelho, como quando estava debaixo dele a gemer.
"Bem, sim", admitiu. "Mas é suposto tu lutares pelo poder do bem, dos Hufflepuffs e... e... dos Muggles." Ele torceu o nariz em desagrado ao que tinha acabado de dizer.
"Ter a certeza de que tu nunca ias ser capaz de procriar era praticar um bem maior!" respondeu-lhe com naturalidade.
Ele ficou imóvel por um momento e depois gritou, "Porcaria!"
A Granger fez uma careta. "Essa observação não poderia deixar de ser uma surpresa vinda da tua parte.", murmurou sarcasticamente, tentando livrar-se das mãos que lhe apertavam dolorosamente os braços.
"Granger", disse ele, num tom desconfortavelmente intenso. "Tu usaste um feitiço de protecção?"
"Quando?" perguntou-lhe, tentando soltar-se, mas sem êxito.
"Quando é que achas?" gritou-lhe, sacudindo-a um bocado. "Usas-te um feitiço de protecção?"
Intrigada, ela fez uma careta, por ele a estar a tratar como uma boneca de trapos. "Não, claro que não. Tu não me deste essa oportunidade. Além disso, se eu tivesse, não achas que, oh, eu não sei, teria funcionado?"
"O quê?" ele sacudiu a cabeça, sem entender. "Quero dizer uma protecção mágica."
Aos poucos, fez-se luz na cabeça dela. "Ah. Quer dizer, como um método contraceptivo? Não. Agora podes deixar-me ir embora?
Ele largou-a como se ela o estivesse a queimar."O que queres dizer com não? Toda a gente sabe que isso é da responsabilidade da rapariga!"
Hermione corou de raiva."Tu realmente tens que deixar de seguir estereótipos." Disse-lhe, num tom quase civilizado. " Existem várias razões para eu não o ter feito, além do facto óbvio de me teres silenciado, eu não conheço nenhum feitiço de protecção."
"Não sabes?" ,perguntou, convenientemente ignorando a parte dele a ter silenciando.
"Eles não nos ensinam isso até termos 17."
"Eu sei disso. Mas isso não impediu a Pansy…" ele vacilou um pouco perante o brilho ameaçador nos olhos dela, mas depois retomou alegremente. "Ela realiza-o sempre que durmo com ela." Foi, naturalmente, completamente desnecessário salientar que as relações duravam pouco tempo, mas ele sentiu que adicionou um toque agradável à conversa.
"NÃO me comparares com a prostituta dos Slytherin!" exclamou ela, exasperada.
"Então, então, cuidado com esse tipo de linguagem", disse ele. "Mas eu perdoou-te, porque ela é minha prostituta dos Slytherin e tu és a minha prostituta dos Gryffindor, só me falta encontrar uma prostituta dos Ravenclaw. Claro que não posso andar com uma Hufflepuff." Ele notou, com satisfação, que ela quase tremia de raiva. Ela realmente não gostava nada da Pansy. Era bom saber! "Então, explica-me novamente porque razão não sabias nada de feitiços de protecção?"
"Eu não tinha necessidade de os conhecer."
"Bem, obviamente precisavas."
"Por que não o fizeste tu?"
"Eu não sei."
"Mas disseste que a Pansy o faz sempre que dorme contigo!"
"Achas honestamente que a minha mente consegue estar a pensar em magia nesses momentos? Talvez seja por isso que nós confiamos nas raparigas para o fazerem."
"Grande estúpido", disse ela. "Mas também não importa. Não precisamos dele."
Alívio, não era suficiente para descrever o que ele estava a sentir. "Ah, que bom! Então tu usaste alguma coisa…" Ele fez uma onda vaga com a mão. "Alguma coisa Muggle?"
"Não."
"NÃO? É melhor que tenhas uma boa explicação, para teres achado que não precisávamos de protecção, porque eu não vou acolher um bastardo fruto de um encontro louco com uma Sangue de Lama." Rosnou ele furioso.
Sem mencionar que ele provavelmente iria literalmente e irrevogavelmente ser morto se isso acontecesse. O pensamento atingiu-o como uma pedra, e sentiu a sensação nauseante do horror e do pânico a espalharem-se pelo estômago.
"Se te calares, eu poderia explicar-te!" ela disse-lhe asperamente. "De acordo com Julgamentos e Atribulações dos Adolescente em Hogwarts…"
"O quê?"
"Cala-te!... Houve alguns problemas nesse aspecto... há alguns anos. Algumas estudantes e até mesmo uma professora tiveram de deixar de repente a escola. Assim, no final, a direcção decidiu lançar um feitiço sobre a escola, impedindo qualquer coisa de ser concebida."
"Essa era a tua grande razão para não te preocupares?" Ele estava morto. Gemendo, encostou-se à parede. "Granger, já te ocorreu que se isso fosse verdade alguém saberia?"
Ela franziu o sobrolho para ele. "Alguém sabe. Aposto que Dumbledore sabe." No seu olhar aguçado, revirou os olhos. "Então, tu estás a duvidar porque a Pansy não sabe disto, não é? Nesse caso, o mundo não é redondo e os livros não servem para ler."
"Não achas que alguém iria saber?" ele perguntou mais acaloradamente, ignorando a alfinetada que ela deu na Pansy. "Isso não seria um boato? Sussurrado pelos cantos?"
"Não", disse calmamente. "É um segredo. Ou era, até que eu encontrei esse livro. A Madame Pince quando me viu com ele, confiscou-o, e, desde então, não fui capaz de o encontrar. Eles não querem que saibamos, é uma questão de moralidade. "
"Bem, nós vamos saber, não é?", ele gemeu sentindo-se miserável, fechou os olhos para bloqueá-la e encostou a cabeça contra a parede. Ele estava a tremer. Sentia agora a bílis a subir-lhe familiarmente à garganta e como sempre teve de engolir em seco, repetidamente. Interrogou-se quantos pedaços dele iriam encontrar se as suspeitas dele se confirmassem. Ele supunha que dependia de quem o apanhasse primeiro: eles ou o seu pai… mas depois de alguma reflexão concluiu que de qualquer das maneiras ele ia acabar sempre da mesma maneira:morto.
"Eu não me preocupava com isso se fosse a ti", disse-lhe ela alegremente. "Existem sempre outras opções."
"Como o quê?", perguntou-lhe ainda com os olhos fechados.
"Não precisamos de discutir esse assunto, porque mesmo que não houvesse um encanto - que existe - e houvesse um risco - que não houve - então o risco seria muito pequeno, apenas uma vez e num período particular do meu ciclo!"
As palavras dela acalmaram-no um pouco. Não fazia ideia o que ela queria dizer com o "ciclo", mas ela estava certa. Não havia razões para alarme. Pelo menos não agora. E se ele não tivesse sorte... bem, ele poderia sempre esperar que ela caísse das escadas abaixo. Talvez ele próprio a pudesse ajudar nesse ponto, pensou animado.
Sem aviso, a porta abriu-se, para deixar entrar um bando de raparigas dos Ravenclaw. Ele sorriu, ao lembrar-se do que tinha dito sobre ter de arranjar uma Ravenclaw. Estas, no entanto, pareciam-lhe um pouco jovens demais.
"Oh, desculpem!" disse uma delas, corando. "Nós pensávamos que a sala estava vazia."
"E está." Assegurou-lhes a Hermione dirigindo-se para a porta de saída.
Espera. O quê? Desde quando é que ela tinha começado a decidir quando é que a conversa tinha terminado? Ele seguiu-a. "Eu não tinha acabado.", informou-a.
"Oh, mas o que é que ainda podes ter para me dizer?"
"Não contes a ninguém."
Ela revirou os olhos para ele.
"Estou a falar a sério", disse ele, agarrando-lhe um braço. "Não quero que fiques toda emocional e contes aos teus amigos ou a um gajo qualquer que descubra que a tua cereja já foi comida." Ele esperava que ela tivesse uma reacção acesa ao facto da sua virgindade ter sido falada, por isso observou-a com atenção por alguns momentos, mas ficou decepcionado quando ela apenas olhou para ele com um olhar resignado.
"Oh, qual é o teu problema?" disse-lhe, exasperada. "Quero dizer, contar ao Harry seria …" Ela parou o de falar e arregalou os olhos para o rapaz louro.
"Achas realmente que eu não sei que posso usar isto contra ti?", perguntou, um pouco divertido.
"E porque não o fazes?" perguntou, olhando para ele um pouco assustada com a resposta dele.
"Eu iria adorar, eu ia mesmo amar fazer isso. Ver a cara dele quando ouvisse que eu tinha fornicado a sua peque… Ow!" Ela tinha-lhe dado um murro com força no exacto local em que o tinha agredido anteriormente. "Cuidado!"
"Não uses essa palavra", disse-lhe ela, com a voz a pingar gelo. "E responde à minha pergunta!"
"O fornicar? Ow!" Ela deu-lhe novamente um murro, o que o fez pensar seriamente em contê-la novamente. "Pára com isso!" berrou, franzindo a testa e esfregando o peito.
"Responde!" exigiu-lhe.
Ele considerou o pedido dela, concluindo que não era nada especial."Eu tenho muito mais a perder do que a ganhar." Numa versão curta da coisa.
"O quê?" , perguntou. "O amor da Pansy Parkinson?"
Ele sorriu, satisfeito, o pensamento da Pansy incomodava-a. "Entre outras coisas..."
"Ah, não te preocupes", disse ela. "És a única coisa que eu verdadeiramente desejo para ela!"
Ele levantou uma sobrancelha. "Tu desejas que a tua melhor foda seja para ela?"
Ela atacou-o novamente, mas, desta vez, ele estava preparado e agarrou-a, usando o seu próprio impulso, levou-a contra a parede. Ele estava preparado para lhe dizer exactamente o que ele pensava sobre raparigas violentas Sangue de Lama, quando de repente sentiu as curvas subtis dela pressionadas contra ele. O pulso acelerou, olhou para os lábios macios e convidativos dela e inclinou-se para os reclamar como seus, quando ela cochichou algo inaudível.
"O quê?" resmungou ele não querendo perder o seu foco de atenção.
"Eu disse," repetiu ", vais querer mesmo beijar uma sangue de lama no meio do corredor?"
A realidade caiu-lhe em cima, afastou-se dela, mais uma vez, cheio de auto-aversão e profundamente desgostoso, por se ter desviado tão facilmente. Sem uma palavra, virou-se e caminhou de volta para a sua sala comum, como se estivesse a ser perseguido pelo próprio Lord Voldemort.
