Conforme andavam pelo trem notaram que a maior parte dos compartimentos já estavam cheios. Pelas janelas nas portas viram um ruivos gêmeos olhando para o que parecia ser uma tarântula que um amigo negro estava segurando em uma caixa. Eles viram um compartimento que parecia estar cheio só de primeiranistas, incluindo um garoto segurando um sapo. Eles teriam entrado, exceto que só tinha espaço para uma pessoa.
ー Você pode ir aí se quiser Harry. - disse tristemente Hermione. ー Tenho certeza que vou encontrar algum lugar para sentar.
Harry continuou andando com ela. ー Hermione, eu disse que nós sentaríamos juntos e é isso que vamos fazer! - então ele sorriu para ela. ー Além disso, precisamos fazer alguns planejamentos do C.A.R.E.
ー Esse compartimento parece vazio; - a garota disse com um sorriso.
ー Isso é bom. Parece que é o último.
Sem hesitar, Harry abriu a porta e deixou Hermione entrar antes dele. Eles colocaram as coisas deles no espaço acima e sentaram juntos. ー Eu estava pensando. - disse Hermione. ー Que seria bom esperar uma ou duas semanas antes de começar a falar sobre o direito dos elfos domésticos. Desse jeito podemos conhecer as pessoas um pouco antes...
ー Antes de convencê-los que somos loucos. - ele disse com uma risadinha. ー Claro. No primeiro sábado depois das aulas começarem podemos colocar os fliers na sala comunal para começar com nossos colegas de casa.
Hermione ficou com um olhar preocupado. ー Isso assumindo que vamos ficar na mesma casa. Sei que sua tia é diretora da Grifinória. Você acha que é para onde vai?
Ele deu de ombros. ー Não sei. Eu gosto de pensar que sou corajoso o suficiente para a Grifinória, inteligente o suficiente para a Corvinal, leal o suficiente para a Lufa-Lufa e sorrateiro o suficiente para a Sonserina. Mas não quero ir para aquela casa!
ー Mas a Sonserina supostamente é para as pessoas ambiciosas e não sorrateiras.
ー É a cada das pessoas que vão passar por cima das outras para subir na escada do sucesso. De acordo com a Tia Minnie, nem todos são maus, mas é a casa preferida dos bruxos das trevas. Até os que não são maus colocam a ambição acima de tudo. Eles não tem só a ambição de ir para o lado negro. Tia Minnie também me avisou que o diretor da Sonserina completamente favorece sua casa, então tenha cuidado ao redor dele. Ele é o professor de poções, seu nome é Snape.
ー Você não quer dizer Professor Snape?
Harry sussurrou: ー Não diga para ninguém, mas minha tia disse que ele nem ensina, então não deve ser chamado de professor. Ela tem tentado demití-lo a anos, levando provas de que ele é um professor terrível mas Dumbledore não escuta ela.
Hermione pareceu chocada. ー Mas, mas, ela é a vice-diretora. Ele tem que escutar ela!
ー Aparentemente não. Só tenha certeza de não irritar o Snape.
ー Isso é o que meus irmãos dizem. - disse uma voz da porta. ー Sobre Snape, quer dizer. Escutei Fred e George falando sobre ele, ele te dá uma detenção por não usar as vestes da Sonserina, não importa de qual cas você é. A propósito, eu sou Ron. Ron Weasley.
ー Harry McGonagall. - ele esticou o braço a chacoalhou a mão de Ron.
ー Hermione Granger. - ela disse, também balançando a mão de Ron.
ー Vocês se importam se eu sentar aqui? Os outros estão todos cheios.
ー Tudo bem. - disse Harry, então Harry se sentou do outro lado.
ー A propósito, esse é Rabicho. - ele disse, indicando o rato que estava na gaiola que ele carregava.
ー Essa é Hedwig. - disse Harry, apontando a coruja branca que estava no assento ao lado de Ron.
ー Então, vocês são amigos ou só não tinham mais escolha de onde sentar?
ー Somos amigos. - disse Harry, fazendo Hermione sorrir. ー Nós nos conhecemos na orientação dos nascidos trouxas.
ー Então vocês dois são nascidos trouxas. - perguntou Ron de maneira indiferente.
Hermione concordou enquanto Harry falava: ー Tecnicamente meu pai é um aborto e minha mãe é trouxa. Eu sou originalmente de Londres mas me mudei para os Estados Unidos quando era bem pequeno. Minha irmãzinha também é bruxa. Ela vem para Hogwarts em alguns anos.
ー Eu tenho uma irmã menor. Mas parece uma grande distância para escola, mesmo se você é daqui. - disse Ron.
ー Minha tia é uma das professoras aqui. A magoaria se nós não viéssemos para cá.
Os olhos de Ron se arregalaram. ー McGonagall? Ela é sua tia?
ー Tecnicamente minha tia avó, mas sim.
ー Uau. - Ron então se virou para Hermione. ー Bem, nascidos trouxa não tem mais problemas em aprender magia do que qualquer outra pessoa. Mesmo assim ninguém pode fazer magia fora de Hogwarts.
ー Na verdade. - disse Harry com um sorriso. ー É diferente nos Estados Unidos. Não tem restrição de idade, só segredo. Você pode fazer quanta magia quiser contanto que não seja na frente de trouxas que não saibam de nós.
Os olhos de Ron se arregalaram novamente. ー Irado.
Hermione disse: ー Harry foi para a escola mágica desde que ele tinha cinco e provavelmente já sabe todos os feitiços do primeiro ano. Nós vamos estudar bastante juntos esse ano. Você quer se unir a nós?
A face de Ron ficou rosa e ele olhou para baixo. Ele não queria passar todo o tempo dele em Hogwars estudando. Ele estava esperando que Fred e George deixassem ele participar de suas pegadinhas. ー Er... Eu provavelmente estarei muito... ocupado.
ー Sem problemas. - disse Harry tranquilamente.
ー Harry. - disse Hermione. ー Porquê não praticamos magia agora? Tenho certeza que o ministério não liga para o que fazemos no trem.
Harry sorriu enquanto Ron empalideceu. ー Claro. Eu vou primeiro. - disse Harry antes de sussurrar: ー New Sparks. - fazendo com que sua varinha saísse do coldre de pulso invisível diretamente para sua mão.
ー Uau. - disse Ron com os olhos bem abertos. ー Você conjurou isso do ar!
ー Claro que ele não conjurou, bobinho. - disse Hermione em um tom condescendente. ー Ele recebeu um coldre de varinha invisível de aniversário mês passado. - ela deliberadamente deixou a outra, já que imaginou que seu amigo talvez quisesse deixar como segredo.
ー Mesmo assim é irado. - disse Ron.
ー Obrigado. - disse Harry, então apontou sua varinha para a gaiola de Rabicho e disse: ー Wingardium Leviosa. - fazendo com que a gaiola subisse enquanto que o rato, aparentemente com medo de altura, começou a correr loucamente pela gaiola enquanto guinchava.
ー Coloca ele para baixo! - disse Ron em pânico. ー Não pode ver que ele está assustado?
ー Desculpa. - disse Harry ao abaixar a gaiola.
Hermione tirou sua varinha, junto com uma caixa de fósforos. ー Eu li sobre esse feitiço no 'Guia Iniciante para Transfiguração'. Um dos primeiros feitiços é transformar um fósforo em agulha. - então ela tirou um fósforo e colocou no assento. Depois de sua primeira tentativa, o fósforo estava prata e pontudo mas ainda era claramente um fósforo. Ela abaixou sua cabeça envergonhada.
Harry, que tinha aprendido esse feitiço no ano anterior, disse: ー Hermione, eu acho que você não moveu sua mão do jeito certo. Deixa eu te mostrar. - então ele mostrou o movimento com sua varinha, e ela tentou de novo. Dessa vez transformando em agulha.
Hermione deu um largo sorriso para ele, brigando com o impulso de abraçá-lo. ー Obrigada Harry!
ー Não foi nada. Você só não tinha visto uma demonstração. É difícil descrever movimentos de varinha num livro. Eles deveriam fazer um video disso.
ー Isso seria extremamente útil.
ー Um o que? - perguntou Ron.
ー É um dispositivo trouxa que mostra figuras se movendo. - disse Harry. ー Meio que parecido com uma fotografia magia.
ー Ah. - a face de Ron ficou roxa ao realizar que eles estavam olhando para ele com expectativa. Ele buscou no fundo de seu cérebro por algum feitiço para mostrar, mas só conseguiu pensar em um. ー Meu irmão George me disse uma que deve deixar Rabicho amarelo. - então ele puxou sua varinha de aparência velha.
ー Sol, margaridas, amarelo maduro, torne amarelo esse rato burro! - ele balançou sua varinha mas nada aconteceu, Rabicho continuou cinza.
ー Tem certeza que é um feitiço de verdade? - perguntou Hermione. ー Não é muito bom, é?
ー Deve ter sido uma das piadas estúpidas dele. - Ron murmurou.
Naquele instante o carrinho de comidas parou no compartimento deles. ー Vocês querem alguma coisa?
Harry sorriu. ー Claro, vou querer três sapos de chocolate e um pouco de Chicles de Baba e Bola. Você quer alguma coisa Hermione?
Ela sorriu. ー Meus pais não aprovariam, mas eu gostaria de experimentar algumas varinhas de alcaçuz.
ー E você Ron?
ー Eu tenho sanduíches. - ele murmurou miseravelmente.
ー Tem certeza que não quer nada?
ー Bem, eu não ligaria em ter alguns sapos de chocolate e uma caixa de feijõezinhos de diversos sabores.
Harry olhou surpreso para Ron. ー Se é isso que você quer, mas honestamente! Eu odeio esses feijões! Nunca se sabe qual o sabor dessas coisas nojentas. Um marrom pode ter sabor de chocolate ou pode ter sabor de estrume! Porquê Bertie Bott acha que pessoas vão querer feijões com sabor de vômito nunca vou saber.
ー Isso é nojento! - disse Hermione com um olhar de asco. ー Pelo menos com os doces trouxas você sabe o que está comprando.
ー Ta bom, eu vou querer chiclete ao invés dos feijões. - disse Ron.
Depois que Harry pagou por tudo ele fechou a janela dizendo: ー Eu conheci um bruxo em uma das minhas aulas na América que comprou um sapo que pulou pela janela, desde então ele é meio paranoico com isso.
Depois que eles tinham comido o doce deles, Harry e Ron olharam para o os cartões dos sapos de chocolate. Harry tirou um de Dumbledore e leu a informação alto. Antes que ele pudesse olhar os outros teve uma batida na porta. Um garoto de rosto redondo parecia a beira das lágrimas. Harry magicalmente abriu a porta e o garoto entrou. ー Vocês não viram um sapo por aí, viram?
ー Seu animal de estimação fugiu? - Harry perguntou e o garoto assentiu. ー Qual é o nome dele?
ー Trevor. - disse o garoto.
Harry apontou sua varinha para a porta. — Accio Trevor!
As três crianças com ele no compartimento observaram em surpresa conforme o sapo voou direto nas mãos de Harry. — Você deveria arranjar uma gaiola para ele.
— Sim. Muito obrigado. A propósito, eu sou Neville, Neville Longbottom.
Harry cumprimentou Harry e lembrou parte da história da Guerra de Voldemort. — Você é parente de Frank e Alice Longbottom?
Neville olhou para o chão e se mexeu desconfortavelmente. — Er, sim. Eles são meus pais.
Harry percebeu que Neville estava desconfortável com esse tópico. — Eles são heróis famosos até nos Estados Unidos por desafiar Voldemort. - todos estremeceram. — Foi mal, nos Estados Unidos nós não temos medo de nomes. Quer dizer, se ele aparecesse eu ficaria com medo, mas a única coisa assustadora num nome é tentar soletrá-lo. Muitas pessoas soletraram com um I ao invés de E numa prova na escola.
—Vo..Você aprendeu sobre isso na escola?
— Harry tem ido para uma escola bruxa americana desde que tinha cinco anos. - disse orgulhosamente Hermione.
— Porquê você não senta aqui e eu te conto mais. - disse Harry, grato que eles tinham saído do tópico relacionado aos pais de Neville. Certamente ele não queria ser a pessoa a contar para todo mundo sobre a condição deles, especialmente já que Neville não queria falar sobre.
Neville ainda parecia um pouco nervoso por achar que Harry ainda falaria sobre seus pais, e ficou visivelmente mais aliviado quando ele quase não os mencionou enquanto descrevia o que ele considerava como batalhas importantes que tinha aprendido na escola. Foi durante essa conversa que Ron disse: — Vocês ouviram sobre o Gringotes?
— Sim. - disse nervosamente Neville. — O Pro..Profeta Diário disse que algum bruxo das trevas invadiu um cofre que já tinha sido esvaziado. Fo...Foi no dia depois do meu aniversário.
Neville e Ron começaram a explicar tudo o que estava no jornal sobre a invasão e sobre como os goblins insistiam que nada tinha sido roubado enquanto Harry e Hermione escutavam com atenção. — Mas se o cofre não tivesse sido esvaziado antes, alguma coisa teria sido roubada. - disse Hermione.
— Exatamente - disse Harry. — Os goblins estão tentando fingir que suas medidas de segurança impediram o roubo, mas não foi assim. Espero que eles criem uma maneira disso não acontecer novamente. Eu odiaria pensar que alguém pode roubar meu cofre.
...
Não demorou muito e o trem chegou a Hogsmeade e os alunos foram instruídos a deixar suas bagagens e desembarcar. Logo após descerem do trem Harry e Hermione ouviram uma voz familiar falando: — Primeiro ano! - e eles encontraram Hagrid. Sabiam da orientação que Harry levava os primeiranistas para o castelo em barcos. Harry e Hermione dividiram um barco com Neville e Ron. Todos os alunos, incluindo Harry, encararam o castelo maravilhados assim que colocaram os olhos nele. Depois que chegaram no destino, subiram escadas de pedra e se reuniram na frente de uma porta gigante de carvalho.
— Todo mundo aqui? - perguntou Hagrid antes de erguer um punho gigante e bater três vezes na porta do castelo.
A porta se abriu de uma vez. Uma bruxa alta, de cabelos pretos com vestes verde-esmeralda estava ali. Tinha um rosto bem sério. Harry deu um grande sorriso e disse: — Oi Tia Minnie. - causando algumas risadinhas dos outros alunos enquanto as orelhas da professora ficaram rosas. Ela olhou para o garoto loiro com uma expressão irritada, embora Harry podia ver um fantasma de sorriso em seu rosto. — Harry, o que eu te disse esta manhã?
— Me desculpe, Professora McGonagall. - ele disse com uma expressão séria, apesar do fato de que queria muito rir.
— Tudo bem Sr. McGonagall. Só não deixe isso se repetir. - então ela olhou para os outros alunos. — Se vocês me seguirem, os levarei até o Grande Salão onde teremos a Cerimônia de Seleção.
Enquanto eles caminhavam, ele pode ouvir alguns alunos sussurrando 'Tia Minnie' enquanto riam baixo. Um garoto que tinha um cabelo loiro bem claro (o de Harry era um loiro mais escuro) caminhou até Harry com um minion de cada lado.
— Então você é o sobrinho da McGonagall. Eu acredito que ela te chamou de Harry. Ser bem conectado na escola é muito importante. O diretor da Sonserina é meu padrinho. Meu nome é Malfoy, Draco Malfoy.
— Sério? - disse Harry, tentando imaginar que tipo de pais que teriam aquele homem horrível como padrinho do filho, e que tipo de criança teria orgulho disso. Por alguma razão essa criança o lembrou do homem que seu pai tinha fotografado abusando de um elfo-doméstico. — Snape é seu padrinho?
— Sim. Você já ouviu dele?
— Já. - disse Harry simplesmente com uma expressão neutra enquanto Hermione escutava a conversa.
— Bom. Se associar com o tipo certo de pessoas pode ser benéfico. Eu posso te ajudar nisso. Minha família, como uma das mais antigas puro-sangue da Europa, tem todo o tipo de conexões. O mais importante que você precisa saber é evitar andar com o tipo errado. Eu posso te ajudar com isso. - disse Draco ao estender sua mão para Harry, esperando que ele o cumprimentasse.
Harry encarou Draco, imaginando como ele tinha a coragem de se gabar da pureza de seu sangue, alguma coisa que ele não tinha controle nenhum. — Eu acho que posso definir o tipo errado sozinho. Obrigado. - Harry então deu as costas e foi para a frente da fila, seguido de perto por Hermione. Ron e Neville tinham ficado no final da fila para evitar Malfoy porque ambos tinham escutado ele.
Um tempo depois e eles estavam esperando para serem selecionados. A maioria das crianças estava nervosa sobre como seria, mas tia Minnie tinha dito para ele o que aconteceria de verdade e o tinha feito jurar segredo. Quando ele viu quão nervosa Hermione estava, ele sussurrou para ela: — Tia Minnie me disse para não contar para ninguém o que acontece, mas não é um teste que você precise se preocupar. Você não precisar saber de nada para ser escolhida, eu prometo. Embora, se isso fosse uma prova você teria a melhor nota.
Ela corou e sussurrou de volta: — Obrigada, mas eu não sou tão inteligente. Eu só...
— Ser inteligente não é um coisa do qual você deveria se envergonhar. Você sabia que existe uma casa que é totalmente dedicada a ser inteligente?
Naquele instante eles foram conduzidos para o Salão Principal de Hogwarts para serem sorteados. Quando todos entraram Harry olhou para o teto, que estava exibindo estrelas. Hermione disse: — Não é o céu de verdade. Só está encantado para parecer assim. Eu li sobre isso em...
— Hogwarts, uma História. - disse Harry, sorrindo.
Hermione ficou vermelha. — É um livro ótimo, não é?
— Absolutamente, mas eu direi que não mudou muito para a última edição.
Os olhos dela se arregalaram. — Que edição você leu primeiro?
— A edição de 1980. Tia Minnie deu para os meus pais antes de nos mudarmos para os Estados Unidos. Eu fiz meu pai ler para mim quando eu aprendi que era mágico.
Minerva colocou um chapéu em um banquinho de três pernas.
Depois que o chapéu cantou sua música, "Abbot, Hannah" foi a primeira pessoa que Minerva chamou para o chapéu seletor.
Depois de um pequeno momento de pausa o chapéu gritou: — LUFA-LUFA!
Criança depois de criança foi chamada em ordem alfabética até que finalmente: — Granger, Hermione. - foi chamada. A pequena garota de cabelos espessos caminhou timidamente até o banquinho e colocou o chapéu.
Harry também observou nervosamente, esperando que ele e sua melhor amiga acabassem na mesma casa. Finalmente o chapéu gritou: — CORVINAL! - então ela tirou o chapéu e se juntou as pessoas da mesa que estavam lhe aplaudindo mas sem perder o olhar preocupado.
Harry ficou um pouco surpreso ao ver que Neville Longbottom se tornou um Grifinório, ele parecia mais um lufano para ele. Embora Harry não tenha ficado surpreso quando Draco Malfoy foi sorteado na Sonserina. Ele balançou sua cabeça quando Draco desfilou arrogantemente para a mesa dele como se fosse uma honra ser selecionado para uma casa que prefere ambição sobre lealdade, inteligência e coragem.
— McGonagall, Harry. - sua tia lhe chamou, logo depois sussurros se espalharam pelas quatro mesas.
Harry ouviu pessoas dizerem: "Ele é parente dela?" "Aposto que ele é um Grifino." e "Ele não parece com ela." assim como outras coisas similares enquanto ele caminhava na direção do chapéu. Ele podia ver sua Tia Minnie parecendo frustrada com todo o sussurrar tanto quanto ele.
— Vamos ver. - disse o chapéu seletor. — Quem nós temos aqui? Harry... Espera um momento, eu ouvi distintamente o nome McGonagall. Bem espertinho em mudar seu nome, hmm?
— Por favor não conte para ninguém.
— Okay, okay. Eu nunca revelo o que se passa na cabeça das pessoas. Eu posso ver que também não foi você que fez isso. Eu não sinto nenhuma vontade real de se provar e parece que você não tem problemas de alto estima. Eu posso ver que você tem bastante coragem e a lealdade que você tem com sua família é admirável. Não tem uma inteligência ruim também, mas onde te colocar?
— Corvinal, por favor? - Harry pediu silenciosamente para o chapéu. — É para onde você sorteou minha amiga Hermione.
— Você tem certeza? Você também se daria bem na Grifinória.
Harry sorriu. — Eu sei, e tenho certeza que é onde minha Tia Minnie me quer, mas eu realmente preferiria estar com minha melhor amiga.
— Muito bem. - disse o chapéu. E então gritou: — CORVINAL!
Harry tirou feliz o chapéu e viu o leve olhar de decepção no rosto de sua tia. Enquanto ele andava para sua mesa viu que a maioria dos alunos que não estavam em sua casa já estavam observando a próxima criança indo em direção ao chapéu. Ele sentou ao lado de uma Hermione extremamente feliz, que disse: — Eu estava tão preocupada que nós não continuaríamos amigos depois que fui sorteada aqui. Eu espero que você não esteja desapontado, nem sua tia. - ela falou um pouco rápido e Harry achou isso divertido.
— Tá tudo bem. Eu posso amar muito minha tia mas eu acho que é melhor se ela não for a diretora da minha casa. As pessoas sempre culpariam o favoritismo por qualquer coisa que eu conquistasse e se eu me metesse em confusão e alguém não achasse a punição suficiente eles diriam a mesma coisa. Além disso, só porque eu estou na Corvinal não quer dizer que eu não possa falar com ela.
Enquanto eles conversavam os outro primeiranista eram sorteados. Eles ficaram surpresos ao ver um par de gêmeas: Padma e Parvati Patil serem separadas respectivamente em Corvinal e Grifinória. — Olha só. - disse Harry quando isso aconteceu. — Elas não vão parar de serem irmãs só porque foram parar em casas diferentes, ou vão?
Hermione chamou a atenção de Padma para que ela fosse sentar com eles. — Oi Padma Patil. - ela disse. — Eu sou Hermione Granger e esse é Harry McGonagall.
—Olá. É bom te conhecer. - disse a garota.
Harry disse: — É bom te conhecer também. Eu acho que você é a gêmea inteligente, hmm.
A garota corou e por alguma razão Hermione pareceu um pouco irritada. — Eu, eu acho. Ela é mais interessada em coisas como moda do que na educação dela, mas ela ainda é inteligente. Ela é mais popular. É verdade que você é parente da diretora da Grifinória?
Depois que Harry assentiu eles voltaram a prestar atenção na seleção. Depois que Ronald Weasley virou um grifinório e Blaise Zabini virou um sonserino, Alvo Dumbledore se levantou e disse algumas palavras (Nitwit! Blubber! Oddment! Tweak!) e então o banquete começou.
Harry conheceu algum dos outros corvinais, incluindo outro garoto chamado Terry Boot enquanto eles comiam o jantar magnífico que os elfos domésticos tinham preparado. Harry pensou em falar com sua tia quando tivesse acabado de comer, mas não tinha certeza se seria apropriado ou não. Ele não queria envergonhá-la em frente a seus colegas de trabalho. Ele tentaria achar onde era o escritório dela no dia seguinte. Por estar perdido em pensamentos ele se assustou com a entrada da Dama Cinzenta, a fantasma residente da Corvinal. Ela não falava muito mas parecia muito esperta e gentil ao dar as boas vindas para os alunos novos.
Quando Harry acabou de comer, olhou para a mesa dos professore e viu sua tia conversando animadamente com um homem extremamente baixo. Ele se virou para o estudante mais velho que estava por perto, que era uma garota bonita com cabelo longo e encaracolado, que também usava um distintivo de monitora. — Com licença. - ele disse, chamando sua atenção.
— Sim, er, Harry McGonagall certo?
Harry sorriu. — Sim. Eu estava me perguntando quem é esse homem baixinho que está conversando com a Professora McGonagall.
—Esse é o Professor Flitwick, professor de Feitiços e diretor da nossa casa. Então você é parente da Professora McGonagall?
— Sim, ela é minha tia avó.
Penelope sorriu. — Ela provavelmente está falando com ele sobre você então. A proposito, eu sou Penelope Clearwater mas quase todo mundo me chama de Penny. Sou a monitora que vai levar todos vocês para o dormitório depois do banquete.
— É bom te conhecer Penny.
Naquele instante Harry sentiu uma dor lancinante em sua testa. Ele imediatamente colocou sua mão direita no local que doeu. Ele notou que um homem que não poderia ser ninguém menos que o Professor Snape (baseado em sua aparência) tinha acabado de notá-lo. Ao lado dele estava um homem usando um turbante estranho que estava de costas para ele.
No momento seguinte ele sentiu um ataque mental e imediatamente empurrou o babaca oleoso para fora de sua cabeça com toda a força que conseguiu reunir. O professor de poções, pego completamente fora de guarda, caiu de costas no chão e chamou a atenção de sua tia Minnie. Ela olhou de Snape para seu sobrinho e formou a pergunta 'oclumência?' com sua boca, para o qual ele confirmou. Ele viu a expressão dela mudar de preocupada para fúria completa quando ela se virou para o professor que estava sendo ajudado pelo homem de turbante.
— O que foi? - perguntou Hermione, Penny e Padma juntas com expressões preocupadas.
— Snape. - disse Harry entredentes. — Ele tentou ler minha mente! Tia Minnie, quero dizer, a professora McGonagall me avisou que ele iria. Ele certamente não perdeu tempo!
Hermione assentiu em concordância enquanto as outras duas encaram ele confusas. As sobrancelhas de Penny se franziram um pouco enquanto ela parecia estar pensando bastante. — Legilimência? - ela perguntou finalmente.
— Exatamente. - disse Harry. Então eles explicaram para os outros que tinham notado a dor de cabeça momentânea de Harry. Muitos acharam divertido com Harry sendo a causa da queda de Snape. Eles viram rapidamente Dumbledore guiar uma Minerva raivosa e Severus em um pequeno cômodo conectado ao hall. Por meio segundo gritos puderam ser ouvidos do grande salão até que alguém aparentemente colocou um feitiço silenciador. Harry riu. — Eu quase me sinto mal por Snape.
Aquilo deveria ser ilegal. - disse Penelope. — É uma invasão de privacidade.
— Tia... Professora McGonagall reclamou diversas vezes para o Dumbledore, mas ele não faz nada. E é por isso que ela insistiu que tanto eu quanto minha irmãzinha aprendêssemos oclumência antes de vir para cá.
Alguns minutos mais tarde Harry começou a rir alto quando Snape saiu da salinha com uma marca de mão vermelha marcada no lado de seu rosto, evidência que tinha sido estapeado pela Tia Minnie. Ambos pareciam furiosos e Dumbledore, que foi o último a sair, parecia bem cansado. Ele caminhou até o podio de maneira cansada. Ele rapidamente deu alguns avisos de começo de ano, incluindo para evitar o corredor do terceiro andar. — Hora de dormir! Para a cama.
— Todos os primeiranistas, me sigam para sua casa longe de casa pelos próximos sete anos — a Torre da Corvinal. - ela obviamente sentia muito orgulhoso sobre a torre e levou eles para a direção oeste do castelo e por diversos lances de escada.
— Porque as escadas se movem? - perguntou Harry.
— Mágica. - disse Penny como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
— Eu sei que é mágica, mas qual é o sentido em ter escadas se movendo aleatoriamente. Não é muito útil e pode fazer você se atrasar para a aula ou até mesmo fazer você se perder. Quero dizer, seria uma coisa se você pudesse ficar na beira da escada e dizer para onde você quer ir mas isso é idiota.
Penelope, assim como todo mundo, ficou parada ali por alguns instantes pensando no que ele tinha dito. — Você está certo Harry. É idiota, mas é a maneira que existe. - finalmente disse Penelope.
— Talvez nós possamos achar um jeito de mudar isso enquanto estivermos aqui. - sussurrou Hermione no ouvido de Harry, fazendo com que ele desse um sorriso de canto.
— Isso nos colocaria numa edição mais atualizada de 'Hogwarts, uma História. - Hermione riu com ele ao pensar nisso, mas ele sabia que ela adoraria ser mencionada naquele livro.
Finalmente eles alcançaram seu destino, estavam encarando uma pintura em tamanho real de um homem de cabelo branco extremamente bagunçado e uma barba grossa, usando óculos e robes azuis de bruxo. Ele sorriu para ele: — Oi pessoal. Meu nome é Al. Qual é a senha?
— Relatividade. - disse Penelope. Depois que a porta abriu ela sussurrou: — Qualquer coisa que isso signifique.
Harry olhou seu arredor para ver uma sala comunal grande decorada nas cores da Corvinal. O tapete era da cor bronze enquanto as paredes eram pintadas de azul claro. As cadeiras acolchoadas e sofás eram azuis enquanto as mesas eram de madeira. Diversos gênios estavam sentados lendo em suas pinturas. O quadro de anúncios tinha tinha algumas coisas pregadas nele, incluindo o para a seletiva de quadribol aberta para os segundanistas e acima. Mostraram para eles duas escadas do outro lado do cômodo que iam para baixo, a da direita levava para o dormitório masculino e o da esquerda levava para o dormitório feminino.
Antes de ir para seu dormitório Harry agradeceu Penny e deu boa noite para Hermione. Ele notou que as portas à sua direita tinham diferentes números, a primeira porta era para os alunos do sétimo ano e eles foram para lá. Do outro lado do dormitório dos alunos do quarto ano estava um banheiro bem grande. Quando ele finalmente alcançou o seu, abriu a porta para ver um cômodo com quatro camas largas de dossel que tinham cortinas e cobertores azuis.
Ele rapidamente identificou sua mala (era a única com múltiplos compartimentos) ao lado de uma das camas e tirou um pijama. Depois que ele se trocou, puxou um livro de poções avançadas para dar uma revisada. Ele tinha a sensação de que Snape faria sua vida difícil na sala de aula. Ele não tinha certeza de quando isso seria já que o calendário de aulas só seria entregue na manhã seguinte mas ele sabia que queria estar pronto. Enquanto ele lia, seus colegas de dormitório: Terry Boot, Michael Corner e Anthony Goldstein apareceram e também se prepararam para dormir.
— Pra que que você já está estudando? - perguntou Terry. — Eu sei que somos Corvinais mas ainda não temos lição de casa.
— Eu acho que Snape vai tentar alguma coisa na aula de poções e eu quero estar pronto. A Ti... Professora McGonagall me avisou sobre ele, e ele já está com raiva de mim.
— Então ela é sua tia? - perguntou Michael.
— Tecnicamente ela é a tia do meu pai, mas sim.
— Porque que o Snape já está com raiva de você? - perguntou Anthony.
— Ele tentou ler minha mente durante o banquete e eu derrubei ele da cadeira.
— Snape é aquele cara? - perguntou Michael. — Como aquilo aconteceu?
Depois que Harry explicou sobre a leitura de mentes e sua defesa os outros estavam maravilhados. — Uau. - disse Terry.
— Minha tia não queria aquele nojento passando pela minha cabeça, então ela insistiu que eu aprendesse antes de vir para cá. - ele suspirou. — Mas eu acho que preciso praticar. Eu não creio que ele vai admitir uma derrota tão facilmente.
...
Depois que os companheiros de quarto de Harry foram dormir ele puxou seu espelho de comunicação para fora da mala e escapou para a sala comunal. — Brianna.
Trinta segundos depois a face sorridente dela apareceu. — Oi Harry. Nós viajamos pelo floo internacional então já estamos em casa. Minhas aulas começam amanhã. Como foi a viagem de trem? Para qual casa você foi selecionado? Já beijou Hermione?
Harry corou mas sibilou de volta: — Eu não vou beijar a Hermione e se você disser isso de novo eu vou te esganar.
— Tá. - ela disse com um sorriso maroto. — A negação é o primeiro estágio. Você foi para a Grifinória?
— Na verdade eu estou na Sonserina.
— O que? - sua irmã pareceu aterrorizada. — Como?
— Tudo o que eu tive que fazer foi mentir para minha irmã.
— Idiota! Qual é, que casa que você está?
— Corvinal.
— A Hermione também está nela?
— Sim. E o Snape tentou ler minha mente durante o jantar.
Ela pareceu preocupada. — Sério? O que aconteceu?
Ele contou sobre o Snape caindo de sua cadeira e sobre a Tia Minnie estapeando ele. Ela estava chorando de tanto rir na hora em que foi chamada para jantar.
— Jantar? - perguntou Harry, confuso por um instante. — Ah sim, a diferença de hora. Duh.
— Sim irmãozão. E eu achei que você ia ser um corvino inteligente. Agora eu tenho que ir, até mais!
— Até depois. Diz oi para todo mundo.
...
Na manhã seguinte ele encontrou Hermione na sala comunal conversando com algumas garotas. Padma estava lá, assim como as outras garotas do seu ano: Mandy Brocklehurst e Lisa Turpin. Uma segundanista asiática bonitinha chamada Cho Chang estava falando para elas o que esperar do primeiro ano.
Hermione e Harry se sentaram com Padma e Anthony para o café da manhã e depois que Flitwick deu o calendário deles Harry olhou para todos em horror. Hermione vendo a reação de seu amigo também verificou suas aulas. — Oh deus, nós temos duas horas de poções com os lufanos logo depois do café da manhã.
A refeição se tornou mais solene depois disso, semelhante quando um prisioneiro no corredor da morte sabe que é sua última refeição. Os primeiranistas da Corvinal fizeram o caminho para as masmorras lentamente, sabendo exatamente o que esperar.
...
Harry prestou atenção desde o começo da aula, tomando notas conforme Snape falava sobre engarrafar a fama e fabricar a glória até que finalmente o professor gritou: — McGonagall! - a cabeça de Harry se ergueu ao mesmo tempo em que ele reforçou seus escudos de Oclumência. — O que eu obteria se adicionasse raiz de asfódelo em pó a uma infusão de losna? - Harry tentou não sorrir. — A poção do Morto-Vivo senhor. - ele sabia que aquela era uma poção de nível N.I.E.M, então ele estava contente por ter lido sobre elas na noite anterior.
Snape pareceu irritado. — Onde você olharia se eu te pedisse para me encontrar um bezoar?
Harry notou que a mão de Hermione estava erguida enquanto ele respondeu: — No estômago de um bode, embora devem ter alguns em seu armário no caso de alguém se envenenar aqui. - diversas risadinhas puderam ser ouvidas depois do comentário e as orelhas de Snape ficaram vermelhas.
— Cinco pontos da Corvinal por sua ousadia McGonagall! Qual é a diferença entre monkshood e wolfsbane?
— Nenhuma senhor. - Harry disse de maneira fria, sabendo muito bem que deveria ter ganho pelo menos vinte pontos para sua casa até agora. — Também podem ser encontrados sob o nome aconito.
O rosto de Snape estava vermelho e ele se virou para os outros alunos. — BEM, e porque vocês não estão copiando isso?
Enquanto os outros anotavam essas questões Snape tentou pegar Harry de guarda baixa e atacou sua mente novamente. Harry sentiu o ataque mais agressivo mas ainda assim conseguiu evitar, fazendo com que o bully vacilasse por um instante até que ele disse: — Mais cinco pontos da Corvinal porque aparentemente o Sr. McGonagall acha que não precisa fazer anotações.
Hermione que estava ficando com mais raiva a cada momento assistindo a cena não conseguiu evitar e disse: — Porque ele deveria anotar quando foi ele que respondeu as perguntas?
— Dez pontos da Corvinal, senhorita... Granger eu acredito. - ela assentiu com uma expressão brava. — Por falar fora da sua vez.
...
Cada aluno, tanto corvinos quanto lufanos estavam cheio de raiva quando saíram da sala de aula. Algum dos lufanos foram até Harry e disseram que Snape deveria ter dado 50 pontos para ele. Eles tinham algum tempo livre antes do almoço, então Harry disse para Hermione: — Eu vou falar com minha tia! Isso é ridículo!
— Posso ir com você? - perguntou Hermione. — Como uma testemunha de como Snape estava se comportando.
Harry sorriu para o fato de que ela não usou o termo professor para se aplicar a aquele idiota. — Se você quiser.
...
Logo eles se viram na frente da sala de Transfiguração no mesmo instante em que uma turma estava saindo de lá. Harry entrou e disse: — Professora McGonagall, podemos falar com você no seu escritório?
— Você sempre é bem vindo Harry. Olá Hermione.
...
Depois de entrarem no escritório dela Harry disse: — Primeiro, eu quero ter certeza que você está bem comigo sendo um corvino.
Ela colocou sua mão no cabelo loiro de Harry. — É claro que estou. Eu tinha esperado que você fosse para a Grifinória mas a Corvinal também é uma casa honrada.
— Bem. Agora, eu quero saber o que aconteceu noite passada além de você estapear o Snape?
Ela deu uma risadinha. — Nada mais do gritos que caíram em ouvidos surdos eu temo. - então ela pausou. — Deixa pra lá. Eu sei que você veio direto de poções. Como foi?
— Terrível! Aquele "professor" atacou o Harry a partir do início da aula. Ele passou questões difíceis de poções no nível N.I.E.M, mas Harry acertou todas. - Minerva sorriu orgulhosa. — ... mas mesmo assim ele tirou pontos dele mesmo assim. E então... - Hermione continuou a falar até que Minerva se levantou e abriu um armário para revelar algo que Harry não tinha visto antes.
— Essa é minha penseira. Eu a comprei nove anos atrás enquanto coletava evidências contra Snape. O diretor, é claro, ignorou completamente mas eu ainda faço uso desse equipamento. Harry eu quero que segure minha varinha contra sua cabeça, então lembre exatamente o que aconteceu na aula hoje.
Assim que ela extraiu a memória chamou um elfo para o escritório com o almoço enquanto eles assistiam como a aula tinha sido. Minerva deu pontos para os corvinos e lufanos que responderam corretamente as perguntas e também devolveu todos os pontos que foram tirados injustamente.
— Já que o diretor não fará nada para parar o claro desrespeito de Snape pelas políticas da escola eu irei. Ele não deveria ter autorização para dar ou tirar pontos! Só não diga isso para ninguém.
— Obrigado Tia Minnie, quero dizer... Professora McGonagall.
— De nada. Eu vou adicionar sua memória com as minhas outras evidências. Eu levaria isso para a mesa de conselheiros mas Lucius Malfoy controla e ele apoiaria Snape e ameaçaria qualquer um que não concordasse com ele.
Nós conhecemos o filho dele. - disse Harry.
...
Conforme as semanas se passaram Harry e Hermione estava no topo de todas as aulas que participavam, impressionando Flitwick e Sprout. Harry tinha dificuldades em ficar acordado durante as aulas de História da Magia durante a leitura então ele o colocava no mudo e lia o capítulo da aula ao invés de ouvir.
Defesa Contra as Artes das Trevas teria sido divertido, interessante e ótimo se não fosse por um fator: o professor. Professor Quirrel, com sua sala de aula fedendo a alho e seu medo relacionado a qualquer tópico que ele se referia. Seu gaguejar não ajudava ou o cheiro forte que emanava de seu turbante.
...
Harry estava animado de ter sua primeira aula de Transfiguração com a tia Minnie. Ele não sabia que ela era um animago, então ficou tão surpreso quanto todo mundo quando ela virou um gato. Ela começou imediatamente sua leitura.
— Transfiguração é uma das aulas mais complexas e perigosas que vocês vão aprender em Hogwarts. Qualquer um que brinque nas minhas aulas vai sair e não voltar mais. Vocês foram avisados.
Harry nunca tinha visto ela mais séria do que quando estava ensinando. Ele sabia que nem ele conseguiria escapar de nada na aula dela. Ele estava grato do olhar orgulhoso que ela tinha quando ele transformou seu fósforo em agulho poucos instantes depois de Hermione. Ela deu cinco pontos para cada um e um sorriso. Nenhuma outra pessoa foi capaz de fazer nada com seu fósforo.
No caminho da saída ele ouviu alguns sonserinos, com quem eles dividiram a aula, murmurando algo sobre "mascotes da professora" até que Draco, Crabble e Goyle foram de verdade até eles. — Aposto que a Tia Minnie te mostrou como fazer isso logo antes da aula começar. - disse Draco.
— Na verdade. - disse Hermione. — Harry me mostrou como fazer esse feitiço no trem. Ele já tinha tido anos de educação mágica nos Estados Unidos.
— Mesmo assim não é da sua conta Malfoy. - disse Harry. — Vamos Hermione.
Juntos eles deram as costas para Draco e começaram a ir embora até que eles ouviram ele dizer: — Petrifucus... - ponto em que Harry agarrou Hermione e a tirou do caminho. —... Totalus.
O feitiço acertou uma estátua próxima e Harry conjurou sua varinha do coldre e gritou. — Accio Varinhas! - fazendo com que as três varinhas dos garotos fossem parar em sua mão esquerda. — Harry! - gritou Minerva ao ver Harry apontando quatro varinhas para três sonserinos aterrorizados. — O que está acontecendo?
— Seu sobrinho roubou nossas varinhas!
— Depois que você tentou nos petrificar pelas costas. - disse Hermione. - O feitiço de Draco acertou a estátua depois que nós desviamos.
— Qual é a varinha do Sr. Malfoy? - perguntou Malfoy.
Depois que ela viu que a varinha de Draco tinha performado o feitiço de petrificação, o garoto declarou: — Ele roubou minha varinha e usou um feitiço contra mim.
— Professora McGonagall porque não usamos sua penseira?
Os olhos de Draco se arregalaram com a sugestão e Minerva lançou para ele seu olhar mais malvado. — Se você admitir atacar eles agora perdera dez pontos e conseguirá uma detenção. Se eu tiver que buscar minha penseira e ela provar que você atacou eles você vai perder cinquenta pontos e ganhar cinco detenções. Você escolhe Sr. Malfoy.
O rosto dele ficou vermelho de raiva mas ele sabia que tinha sido pego. — Ta bom! Eu fiz... Tia Minnie. - e saiu com seus guarda-costas.
McGonagall falou na direção dele: — Quinze pontos da sonserina e detenção amanhã as sete da noite sob a supervisão do Sr. Filch. Eu devolverei a varinha de vocês amanhã para o Professor Snape amanhã durante o café da manhã.
— Harry. - disse Minerva depois que Malfoy já tinha ido embora. — Isso foi um feitiço ótimo. Estou curiosa do porque você não usou um feitiço de defesa contra ele.
— Eu imaginei que ele fingiria estar machucado e eu acabaria metido em problemas por causa do papai dele.
— Bem pensado Harry. Cinco pontos para a corvinal.
...
Quando sábado chegou Harry e Hermione acharam que tinham esperado demais para falar sobre o C.A.R.E. Com a ajuda de Penny eles organizaram para que a maioria da Corvinal os encontrassem na sala comunal as dez e meia para conversar sobre o assunto.
Harry começou de maneira nervosa. — Alguém aqui não sabe o que é um elfo doméstico?
Alguns nascidos trouxas ergueram suas mãos e a reunião começou ali. Hermione explicou o que eles tinha encontrado sobre a escravidão deles e muita das crianças que tinham elfos ficaram bem surpresos ao saber disso.
— Mas se é um contrato. - disse Cho. — Devem existir alguns furos.
— Provavelmente. - respondeu Hermione. — Mas nós não sabemos onde o contrato está, então não sabemos as palavras com exatidão. Nós procuramos tanto na Biblioteca de Hogwarts como na da Professora McGonagall. Nós vamos continuar tentando achar ele mas por enquanto gostaríamos de focar em dois objetivos.
Harry continuou. — Um deles é informar as pessoas e o outro é conseguir um tratamento melhor para os elfos. - naquele instante eles distribuíram brochuras com fotos mágicas de elfos sendo agredidos (assim como informação sobre eles). — Meu pai tirou essas fotos no Beco Diagonal enquanto nós estávamos fazendo compras. O dono do elfo estava batendo nele sem problema nenhum no meio da rua.
— Eles são tratados piores do que vermes. - disse Hermione. — E ninguém faz nada sobre isso!
— o que nós queremos é formar uma comunidade de avanço pelo respeito dos elfos. - disse Harry.
Hermione tirou dez distintivos do C.A.R.E. — Dois sickles para se juntar a nós e você consegue um distintivo. O dinheiro vai para imprimirmos nossos textos.
— A professora McGonagall disse que se conseguirmos dez membros ela vai nos patrocinar para virar um grupo oficial de Hogwarts. - disse Harry. — Então nós poderíamos ter uma pequeno stand de informações no Grande Salão e avisos em todos os salões comunais.
Padma foi a primeira a comprar um distintivo e foi seguida de Penny, Cho, Michael, Terry, Anthony, Lisa Turpin, Marietta Edgecombe, Mandy Brocklehurst e Roger Davies. Outros também se juntaram mas essa foi a lista que eles deram para tia Minnie.
No domingo de manhã metade da Corvinal e alguns membros de outras casas estavam usando distintivos da C.A.R.E. Alguns deles até mesmo enviaram os textos para seus pais. Hermione teve uma ideia de começar uma petição para que o Ministério fizesse com que o abuso dos elfos domésticos se tornasse ilegal. Harry e Hermione estavam sentados no stand de informação no Grande Salão quando Malfoy foi até eles, flanqueado por seus capangas e segurando um dos panfletos, ele parecia completamente furioso. Harry tinha uma ideia do porque Malfoy estava com raiva.
Ele murmurou: — New Sparks. - para conseguir sua varinha e apontou por de baixo da mesa. Quando Malfoy estava perto o suficiente ele murmurou: — Accio Varinhas.
Os sonserinos nem notaram as varinhas voando de seus bolsos e por de baixo da mesa quando Draco gritou: — COMO VOCÊ OUSA TIRAR FOTOS DO MEU ELFO?
Harry e Hermione agiram completamente surpresos e ela disse alto: — Nós não tínhamos a menor ideia de que seu pai era o monstro batendo covardemente em um elfo no meio do Beco Diagonal.
Esquecendo de onde ele estava Draco gritou: — Como você OUSA dizer qualquer coisa sobre meu pai, sua sangue ruim desgraçada!
— Vinte pontos da sonserina pelo uso dessa palavra. - gritou Flitwick perto deles.
Malfoy empalideceu por um instante e então zombou de Harry. — Eu te desafio para um desafio de bruxos hoje a noite.
Harry sorriu, sabendo que um covarde como ele nunca faria aquilo de verdade. — Claro, mas eu quero que seja oficial e na frente da escola toda. Eu verei se a professora McGonagall pode responsável por isso.
Malfoy empalideceu mais ainda. — E...Eu... um filho de um aborto que nem você não é digno de um duelo de bruxos. Eu só colocarei fogo no seu stand! - ele disse ainda zombeteiro e arrogantemente buscou por sua varinha.
Tanto Harry quanto Hermione começaram a rir alto com o olhar de horror na face dele e então de compreensão. — Professor Flitwick. - chamou Harry. — Você pode vir aqui por um instante?
— Certamente. - ele disse ao ir até lá.
— Draco acabou de nos ameaçar dizendo que queimaria nosso stand, então nós estamos imaginando se você poderia segurar a varinha dele e dos amigos dele para nós até que acabarmos aqui ou ele saia.
Flitwick pareceu pensar por um instante. — Considerando o que eu ouvir ele dizer um minuto atrás, eu acredito em você. - ele se virou para os sonserinos. — Posso ficar com a varinha de vocês?
— Na verdade, nós temos elas Professor. - disse Harry. — Eu consegui convocá-las antes que eles fizessem algum dano.
— Você convocou elas? - Flitwick parecia chocado.
— Sim. - Harry respondeu.
— A Professora McGonagall me informou que você tinha uma educação prévia mas isso é incrível.
— Nós estamos indo agora professor. Podemos receber nossas varinhas de volta?
— Sim. Só tenha certeza que não usarão elas contra outros alunos, especialmente corvinos. - ele devolveu as varinhas e observou eles irem embora.
— Americanos tendem a ser preguiçosos e o feitiço de convocação é uma ferramenta maravilhosa para pessoas preguiçosas. Eles fizeram dele alta prioridade. Eu aprendi quando tinha oito anos e foi um dos mais difíceis que eles ensinaram mas valeu a pena na minha opinião. Eu não precisei levantar do sofá para trocar de canal da TV desde então. - Harry disse para o diretor de sua casa.
— Você é tão sortudo. - disse Hermione com um sorriso.
— Incrível. - disse Flitwick. — Eu me pergunto o quanto avançados seríamos se o Ministério nos deixasse começar a ensinar crianças mais jovens. Mas continuem, eu os vejo mais tarde. - ele então deixou seus alunos.
Logo depois Hermione se virou para Harry com olhos pidões. — Você tem que ensinar esse feitiço.
...
Na semana seguinte Harry e Hermione continuaram a estudar juntos e a serem os melhores de suas aulas. Cinco primeiranistas pediram ajuda para eles com suas aulas um dia. Eram Padma e Anthony da Corvinal, Susan Bones e Hannah Abbot da Lufa-Lufa e Neville da Grifinória (todos já eram membros do C.A.R.E). Então eles decidiram separar uma hora na biblioteca todos os dias com o grupo para ajudá-los em suas diferentes aulas (apenas os temas da semana - não semanas a frente como Harry e Hermione faziam quando eram só os dois estudando).
...
Quando se tratou da primeira lição de voo, todos os alunos do primeiro ano apareceram. Hermione estava muito nervosa apesar do fato de que ambos tinha lido alguns livros sobre Quadribol e voo. Harry tentou acalmá-lá mas sem sucesso e quando ele esticou sua mão e disse: — Sobe! - sua vassoura foi direto para ela, a de Hermione não foi e simplesmente rolou no chão como a de Padma, a de Neville nem se mexeu. Madame Hooch então mostrou para eles a maneira adequada de segurar a vassoura e Harry achou engraçado quando ela disse que Malfoy estava segurando do jeito errado por anos. Quando todos estavam prestes a começar a voar Neville perdeu o controle de sua vassoura e depois de um voo terrível ele quebrou seu pulso, fazendo que Madame Hooch tivesse que guiá-lo para a enfermaria. Ela avisou a todos que deveriam ficar no chão, enquanto isso Malfoy aproveitou a oportunidade para roubar o Lembrol de Neville que tinha caído no chão.
— Devolve Malfoy. - gritou Harry.
— Me faça McGonagall! - ele respondeu ao sair voando em uma vassoura.
Um segundo depois a varinha de Harry estava em sua mão. — Accio Lembrol!
Draco estava segurando com tanta força que ele foi puxado junto e caiu de sua vassoura, que estava a um metro e meio do chão antes de soltar o lembrol que foi direto para a mão de Harry. Depois que ele gemeu de dor Crabbe e Goyle foram até ele mas não pareciam ter certeza do que fazer. Hermione queria ajudar Draco mas Harry disse: — Ele não pode estar tão mão se ele geme desse jeito. Ele está mentindo. Além disso você sabe do que ele te chamaria se tentasse ajudar.
Naquele instante Madame Hooch voltou sozinha e imediatamente notou Draco no chão. Seu rosto ficou vermelho e ela estava obviamente furiosa, correu até ele enquanto gritava: — EU TE DISSE PARA NÃO USAR AS VASSOURAS. Você não vai ter mais nenhuma aula de voo nessa escola e tem uma detenção polindo todas essas vassouras quando a Madame Pomfrey disser que você está bem. E eu vou recomendar que você nunca tenha permissão para usar uma vassoura assim como um banimento no Quadribol para a vida toda no caso de você decidir que quer jogar!
O resto da turma começou a rir quando Draco saiu coxeando de lá, aparentemente com um tornozelo torcido, ao lado de Madam Hooch.
