Rachel entrou na cozinha com sua mochila entre seus braços conforme se juntou a seus pais na mesa. Ela tomou um lugar sem dizer nada e deixou a mochila na sua frente. — Querida, você aqui? - Leroy disse surpreso. — Vai sair?- ele perguntou gesticulando para a mochila. Hiram apenas assistiu, esperando que Rachel respondesse e não fizesse silêncio como fazia ultimamente.
— Eu estou voltando para a escola. - disse ela ao dar de ombros e brincar com a alça da mochila que estava na sua frente. — Você tem certeza? - Leroy se apressou em perguntar a próxima questão antes que seu marido pudesse. — Sim papai. - ela suspirou.
— Mas nós não conversamos sobre isso. - o pai mais alto lembrou desnecessariamente. — Nós precisamos conversar sobre isso? - Ela perguntou secamente. A garota não queria falar, ela só queria seguir em frente com as coisas. Ela não precisava mais de um terapeuta para conversar, que falaria para seus pais as coisas que eles queriam saber (aquele cara era realmente profissional). 'Dr' qualquer coisa que fosse seu nome tinha sido a primeira pessoa a aparecer quando ela acordara... segunda na verdade, Finn tinha sido a primeira.
— Bom, é uma decisão importante Rachel. - Hiram tentou negociar calmamente. — Eu já deixo a casa de vez em quando. - ela respondeu, mantendo também um tom calmo. Já Leroy estava irritado em seu assento, não era a preocupação de um pai comum ter uma filha que fazia coisas secretas, isso era outro nível de preocupação, e ele tinha suas razões. — Mas você nunca nos falou onde vai. - disse Leroy. Ela tinha conseguido um grande avanço em seus projetos na noite passada, e isso era um avanço para superar seus medos.
Agora, antes de realmente testar o progresso de sua armadura, ela gostaria de voltar ao mundo exterior e ver seu progresso lá. Ela temia ficar muito confortável atrás de sua armadura e retroceder, medo de ir para o mundo sem seu alter ego.
— Por favor, papai. - Rachel suspirou. — Não estou fazendo nada ilegal. - ela deixou um 'Ainda não' de fora. — Eu só tenho alguns hobbies, nada demais. - ela tentou uma explicação mais geral. — Não, é "nada demais" quando você se esgueira por ai no meio da noite. - disse seu pai do lado oposto ao dela. — E ainda trazer um montante ridículo de metal e sabe deus mais o que! - ele exclamou. — Quer dizer, o que você pode estar fazendo com aquelas coisas...
— Esculturas de metal. - Hiram sugeriu, da ponta da mesa e ganhou um sorriso de Rachel e uma encarada feia de seu marido. — Leroy… nós confiamos em Rachel, não? - Hiram disse firmemente. — Sim. - o outro suspirou.
— Papai. - Rachel falou suavemente para Leroy. — Você não precisa se preocupar. Eu estou concertando coisas. - disse. 'Porque tudo tinha que soar como se fosse um código?'
— Eu me preocupo Rachel, esta não é você. - disse seu pai.
— Está tudo bem para você e para o pai se eu voltar a escola hoje? - ela resolveu perguntar de uma vez. Leroy olhou para Hiram que estava lhe dando um olhar severo. O mais baixo apenas suspirou, eles não haviam discutido nada com muitos detalhes ultimamente, como normalmente, mas ela ainda estava pedindo por sua autorização, que era o minimo que ele poderia pedir. — Tudo bem, mas direto para casa depois da aula.
Essa era sua intenção desde o principio. — Sim papai. - ela disse obediente para fechar o acordo. Com a discussão finalizada, os homens voltaram a focar no café da manhã. Rachel tirou a mochila de sua frente para colocar na cadeira a seu lado.
Leroy foi o primeiro a ver, já que sentando no lado oposto ao dela seria meio difícil não notar.
— Ai meu deus! - Leroy engasgou, colocando a colher de volta na tigela de cereal fazendo um barulho que chamou a atenção. O pai mais alto olhou para cima e quase engasgou com o seu cereal. — Rach. - Hiram perguntou cautelosamente, sua voz ainda falha por causa da tosse e do engasgo. — O que você fez?
— Ah… - ela entendeu o que eles queriam dizer com aquilo quando olhou para o equipamento emitindo luz acima de seu coração. O que os médicos tinham colocado nela não fazia isso, essa no entanto tinha que se acender, era parte do que vinha com a fonte de energia dele. — Acho que deveria ter vestido alguma coisa mais grossa. Eu tenho um suéter e ia colocar ele de qualquer jeito. - ela explicou. Mas os pais continuaram a encarar com estranheza o circulo de luz brilhando através de sua camiseta preta.
Sua localização estava num lugar que os deixou desconfortáveis e fez com que desviassem o olhar depois de um instante. — Eu só vou ir buscar meu suéter, eu entendi que está chamando um pouco a atenção. - ela empurrou sua cadeira para trás para sair da mesa quando Leroy a interrompeu. — Acho que você está perdendo o foco Rachel, o que é isso? - perguntou um de seus pais.
— Ah, é que nem o que os médicos colocaram, só que mais confiável, mais forte. - ela escolheu com cuidado suas palavras e não usou nomes mais científicos, ela não queria ter que explicar muito. Ela também não queria dizer poderoso, o que levantaria mais questões.
— Onde conseguiu? - Leroy perguntou subitamente. Ele estava se preocupando internamente, ele já tinha visto um desses, muitas pessoas já tinham visto, mas não sua protegida Rachel, ele sempre fez disso uma certeza, ou pelo menos assim pensara.
— Eu que fiz. - ela respondeu de maneira convincente. — Você que fez? - ele não pretendeu soar debochado, ele apenas assumiu que ela estava mentindo. Era muito similar ao que havia lido e ouvido sobre, aquele que estava em todos os noticiários uns anos atrás. Ele pensou que era uma tecnologia que havia sido mantida em segredo por seus criadores originais. Como Rachel conseguiu? — Você realmente fez querida? - Hiram perguntou suavemente, não querendo magoar sua garotinha que ele ainda via como frágil.
— Sim, é meramente um upgrade do que eu já tinha, talvez eu não devesse ter feito iluminado. - ela riu baixo, tentando livrar a cozinha de toda a tensão que estava sendo criada pelo homem do lado oposto ao seu. — Então ajuda o seu coração a continuar batendo? - Leroy perguntou.
— Bem, é mais confiável e fica menos provável que eu... morra, na falta de palavra melhor. - ela deu de ombros. — Eu estou indo buscar aquele suéter. - ela disse tentando escapar novamente, se levantando de seu assento.
— E você fez tudo sozinha? - perguntou Leroy novamente. — Sim. - ela disse ao empurrar a cadeira para embaixo da mesa, sua fuga rápida tinha se tornado uma lenta. — Você não achou num site ou coisa parecida? - ele insistiu.
Foi a vez dela de rir com escárnio. — Não. - disse, essa era tecnologia dela, ela mesma tinha feito o design. Rachel podia entender o porque ser tão difícil de acreditar, ela tinha escondido seu lado geek até mesmo de seus pais, com medo de que eles a apoiasse naquilo também, então qual seria a esperança que ela teria nos corredores do McKinley High? Nenhuma.
— E é seguro? - Hiram perguntou um tipo diferente de questão, uma preocupada. — Mas é claro pai. - Rachel respondeu rapidamente. — É igual o de antes, mas pode acompanhar meu estilo de vida puxado. - completou.
— Você vai voltar para o Glee Club então? E suas outras atividades extracurriculares, as aulas de canto e dança? - o mais alto perguntou novamente enquanto seu marido procurava em sua cabeça por uma razão explicável para como Rachel tinha aquela coisa no meio do peito.
— Para o Glee Club sim, mas não sei sobre os outros. Por enquanto só quero voltar a ter uma rotina. - ela mentiu parcialmente. — Eu vou buscar aquele suéter e ir, não quero chegar atrasada no meu primeiro dia de volta. - ela usou sua clássica animação para finalmente escapar do cômodo.
Uma vez que estava do lado de fora ela conseguiu ouvir Hiram perguntar ao seu marido com cautela. — Eu sei que estava embaixo da camiseta, mas não acha que parece um pouco familiar? - ele sussurrou. — É… parece. - respondeu Leroy.
Bem, não é todo dia que você vê uma fonte de luz brilhando do peito de alguém.
...
Cinco segundos, aquilo deveria ser um novo recorde. Ela estava caminhando para o seu armário e pareceu que apenas cinco segundos depois de entrar no prédio ela recebeu um lembrete congelante do porque ela odiava tanto esse lugar.
O slushie azul foi um tapa de realidade que bateu contra sua cara e seu suéter.
Ela sabia que um suéter de animal era uma má ideia mas a coruja estupida estampada na frente era grossa o suficiente para cobrir seu equipamento. Ela teria que achar outra maneira de cobrir, por enquanto a fita isolante que pegara no armário do zelador teria que servir, apenas esperava que não fosse superaquecer ou algo do gênero.
Agora mesmo ela estava se questionando o porque de ter feito tão visível, ela ia ter que esconder de qualquer jeito. A primeira aula já tinha começado, mas com sorte ela sabia que teria um passe livre graças a tabela de horários que havia sido enviada para casa semanas atrás.
Então esse era o porque de se achar em um dos vários banheiros com a qual era familiar através da escola. Ela não esperava que ninguém fosse entrar ali, mas apenas para caso isso acontecesse ela já tinha coberto de fita e colocado sua camiseta preta de volta. A camiseta tinha sido salva pelo suéter de coruja que recebera o ataque total do slushie.
Ela parou em frente da pia e do espelho que estava mais longe da porte enquanto penteava seu cabelo lavado. Ela deixou seu suéter arruinado abandonado ao lado de sua mochila. Isso era algo que realmente não sentiria falta. Pelo menos ela estava preparada, tinha deixado um casaco em seu carro pra caso precisasse, teria que ir buscar depois.
Ela recuou conforme a porta foi aberta e alguém entrou. Rachel não se deu ao trabalho de lançar um olhar para o invasor já que estava muito ocupada se acalmando. Barulhos altos e inesperados ainda a afetavam mais do que faziam antes.
A outra garota deixou a própria mochila em cima da pia que a mais distante dela. Rachel não parou de olhar para seu próprio reflexo, estudando as pequeninas cicatrizes de seu rosto e a bagunça de seu cabelo. Ela ouviu a outra garota no banheiro bufando e suspirando enquanto mexia pela mochila. Rachel então ouviu ela pegar agressivamente algumas folhas de papel e a mochila sendo largada contra o chão, a torneira foi ligada para ser desligada logo após novamente. Ela ouviu o papel passar sobre algum tecido e então uma pausa.
— Rachel? - seus olhos voaram para a dona da voz muito reconhecível. — Você voltou. - a surpresa na voz da garota combinava com a surpresa que Rachel estava sentindo agora mesmo.
— Quinn? - ela perguntou. — Eu não reconheci você. - disse, Rachel esperava que a garota loira estivesse de volta no uniforme das Cheerios com seu cabelo preso em um rabo de cavalo alto. E não ainda nos vestidos com cardigan que ela estava usando ali. Ela devia estar limpando alguma coisa dele, Rachel assumiu.
— Eu também não te reconheci. - falou a loira. Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios antes de sumir novamente. — Co-como você esta? - ela continuou. 'Quinn Fabray acabou de gaguejar?'
— Uh, bem. - Rachel murmurou. — Como foi o seu verão? - o verão tinha acabado faz tempo mas não poderia machicar tentar alguma conversa leve com sua antiga carrasca. — Ocupado. - Quinn expirou, como se para tentar dispersar o estresse que estava sentindo.
— Como a Beth está? - Rachel perguntou cautelosamente. Ela então percebeu que nem sabia se Quinn tinha ficado com a bebê, ela assumiu que sim, especialmente pelo o estado em que ela se encontrava agora; ela parecia com a cansada e esteriotipada mãe solteira. Ela ainda mantinha certa graça e a maior parte de sua beleza, coisa que alguém em sua posição invejaria muito.
— Bem, ela vai bem. - disse Quinn antes de desviar o olhar dela e verificar a si no espelho. Ela ainda não estava acostumada a ver aquele reflexo encarando ela de volta. — Está tudo bem mas você não parece tão bem assim… - disse Rachel com cuidado, sabendo que ela poderia passar dos limites a qualquer instante e trazer a Quinn normal de volta.
— É. - Quinn concordou novamente e olhou de volta para a morena. — Eu estou bem… É que tudo anda tão louco ultimamente e não me entenda mal. Eu amo Beth mas é tudo tão díficil e… - a loira se interrompeu e arfou. — Eu sinto tanto. Como você está, você sabe, depois de tudo? - ela finalmente realizou.
— Bem… Estou de volta. - Rachel deu de ombros. — Eu ia te visitar no hospital mas… - Quinn parou, como se tentasse encontrar uma desculpa boa. — Bem, eu não tive tempo... quer dizer… eu não...
— Não se preocupe com isso. - Rachel interrompeu ela. — Porque você teria me visitado… Nós não somos lá muito amigas… - ela ressaltou. Quinn abaixou a cabeça por um segundo. – Não. Mas nós somos… uhm, colegas de equipe, então eu deveria...
— Sério Quinn, não se preocupe com isso. Finn foi o único que me visitou e só uma vez porque eu terminei com ele. - Rachel disse ao interromper a loira. Ela soou amarga, lembrando da falta de visitantes no hospital. Embora ela não tenha ficado lá tão surpresa com isso, de qualquer maneira ela dificilmente chamaria qualquer um dos integrantes do Glee Club de amigos.
— Ah sim, ele está de mal humor desde disso. - Quinn murmurou para que apenas Rachel pudesse te ouvir. — Sério? Estou surpresa que ele não disse que foi ele quem terminou comigo. - Rachel disso junto de uma risadinha. — É… mas como que você está Rachel, depois de seus ferimentos. Eu li no jornal e também passou na TV. - ela disse.
— Passou? - Rachel perguntou surpresa. — Sim. - disse com o cenho franzido, como assim Rachel não sabia disso? — Eles disseram que foi um milagre que você não tinha nenhum osso quebrado mas que você estava em coma. - ela explicou, ainda de uma distância razoável de morena.
— Oh… foi um coma induzido. - Rachel achou melhor ela explicar. Mas achou que nunca soou tão séria quando você coloca "induzido" na frente. — Eu estava com um inchacho na… - a garota menor se interrompeu, não querendo entediar ou deixar a outra garota com nojo. — Você sabe, todos os detalhes chatos. - ela completou.
— Tudo bem. Eles não disseram muita coisa no noticiário, mas mesmo assim foi uma grande história. - Quinn falou. Na verdade ela achava revigorante que qualquer um estivesse falando com ela. Ela tinha destruído qualquer chance de uma amizade verdadeira quando virou a capitã das líderes de torcida e agora tinha perdido todos os amigos falsos por causa da gravidez. Embora que ela não se arrependesse de perder eles e ficar com sua filha. — Eu estou surpresa que seus pais não te contaram, eu tenho certeza que eles foram assediados pelos repórteres. - falou a loira.
— É, papai não gosta que eu leia ou assista o jornal. - Rachel explicou como se fosse nada demais. —O que?! Porque?! - perguntou Quinn de maneira surpresa. — Papai disse que está me protegendo da verdade nua e crua, entre outras coisas. - ela disse ao dar de ombros. — Ele até mesmo proibiu os sites de notícia no meu notebook. - ela disse, mesmo que a morena tenha certeza que poderia hackear qualquer coisa que ele tinha bloqueado, só nunca tinha pensado em tentar.
— Você pode usar outro computador, tipo o que tem aqui na escola. - a loira falou. — Eu acho que sim. - Rachel disse dando de ombros novamente. Esse tipo de atitude vindo da morena era um pouco desanimadora. — Mas eu quero manter o respeito e a confiança deles. - ela completou.
Quinn apenas acenou afirmativamente, ela podia entender aquilo. Rachel ainda tinha alguma espécie de laço com seus pais, já ela não tinha nenhum com os dela, só um cheque que ela tinha recebido uns meses atrás. Dinheiro de culpa, que ela usou pra ajudar ela a pagar um pequeno apartamento pra Beth e ela.
— Deixa pra lá. Mas o que você está fazendo aqui? - a pergunta de Rachel trouxe Quinn de volta a realidade. A loira imediatamente fez uma careta. — É nojento, mas eu estava atrasada no meu caminho para o Glee e percebi que tinha baba de bebê no meu cardigan. - ela disse. Rachel imitou a careta da loira. — Legal ein. - a morena comentou sarcasticamente.
Quinn deu uma riasdinha cansada. — É… Eu adoro essas surpresas. - então ela notou como poderia ter soado. — Não me entenda mal, eu amo ela… e mesmo que pareça estupido ela é a luz da minha vida… - ela continuou com um suspiro. — Eu só estou tão cansada. - ela finalizou.
— Como você consegue? - Rachel perguntou com interesse genuíno. — Quem disse que estou conseguindo? - Quinn respondeu com humor. — Bem, você ainda está na escola e ainda tem ela, e eu tenho certeza que poderia parecer pior. - Rachel comentou com uma risada, para que Quinn soubesse que era um comentário leve.
— Sério? - a loira falou ao se olhar de novo no espelho, ela só conseguia ver uma bagunça louca olhando de volta. — É. Eu acho que com dois empregos, escola e um apartamento e bebê para pagar… Eu não acho que posso me sentir muito pior. - ela completou.
— Quinn. Isso é muito, até mesmo para você. - Rachel comentou. — O que quer dizer com isso Berry? - Quinn perguntou, olhando para a morena com curiosidade mas também com amabilidade. — Ah, vamos lá Fabray, você era capitã das líderes de torcida campeãs de Sue Silvester no seu segundo ano. Isso tem que contar pra alguma coisa, embora que você também seja bem mais do que isso. - ela falou olhando para a loira. — Se você precisar de qualquer coisa… - Rachel tentou adicionar mas foi interrompida por Quinn.
— Não Rachel. Eu fui horrível com você, então não seja legal comigo. Não é justo. - a loira falou. — Eu falei sério Quinn, se precisar de qualquer coisa. Eu posso até tomar conta da Beth se quiser. - Rachel sugeriu. Embora ela não estivesse tão certa do que a tinha compelido a se voluntariar desse jeito, ou talvez fosse o choque de ver Quinn desse jeito.
— Obrigada. - Quinn suspirou, desistindo. Mas ela duvidava que pediria a ajuda de Rachel, não tinha contra a garota mas ela tinha passado recentemente por um acidente grave e a loira não podia saber com certeza se ela era mentalmente estável. Ela também parecia que tinha visto dias melhores.
Foi só então que Quinn notou o suéter cheio de raspadinha no chão e o fato de que o cabelo de Rachel ainda estava úmido. Aí ela percebeu o porque da outra garota estar no banheiro. — Karofsky e Azimio são uns desgraçados. - Quinn falou para a outra que somente sorriu em concordância e se virou de novo para a torneira e para o espelho.
...
Um vez que as duas estavam prontas, foram para o Glee juntas, Rachel nem sabia que eles tinham Glee naquela manhã durante sua manhã livre. O resto da equipe não sabiam se ficavam mais surpresos com o fato de que Rachel estava de volta ou por Rachel estar de volta para o Glee junto de Quinn Fabray. Eles já tinham superado o fato da loira parecer sempre pra baixo, então aquilo não era um choque, ela escolhendo a compania de Rachel Berry, no entanto, era.
— Rachel! - Mr. Schue interrompeu pela metade um discurso sobre deus sabe que música que ninguém queria saber. — Você voltou! - ele falou. Ela notou desapontamento em sua voz, o Glee Club tinha trabalhado melhor sem ela? — Como você esta? - perguntou para a garota.
— Melhor. - ela disse. Responder com somente uma palavra foi mais um choque para o pessoal. Ela viu Kurt e Mercedes se mexerem em suas cadeiras para não fazer contato visual com ela. Ela assumiu que eles estavam na defensiva, mas ela não estava ali para pegar a coroa dela de volta, apenas para ter um pouco de normalidade em sua vida.
— Hm, que bom. - o professor falou, desajeitadamente, pensando que normalmente Rachel ainda estaria falando em parágrafos sobre sua ausência e retorno. Ela apenas olhou ao redor para os outros. A maioria parecia confusa, Santana parecia tão confusa quanto Brittany com aquela Rachel diferente que tinha ali. Finn estava mal humorado assim como Quinn tinha falado. A loira tomou um lugar num canto solitário quando Rachel notou uma cara nova, um garoto loiro sentado na primeira fileira, próximo de Finn.
Mr. Schue notou isso. — Ah, Rachel, esse é Sam, nosso novo integrante. Sam essa é… - o professor tentou falar mas foi interrompido pelo dito loiro. — A Rachel que eu tanto ouvi falar. Finn me contou tudo sobre você. - ele adivinhou.
Isso não foi uma surpresa para a garota, quem mais teria falado nela se não seu ex. O silencio provindo da sala, em maior parte causado pela falta de sua voz, mostrava que era evidente que ninguém estava interessdo em saber como Rachel realmente estava.
Ela teve uma recepção melhor de sua antiga tormentadora no banheiro feminino. Então foi para onde ela foi. — Posso sentar aqui? - ela perguntou para a loira, que assentiu, fazendo com que ela sentasse ao seu lado. — Claro. - Quinn disse ao dar de ombros com um pequeno sorriso. Não tinha sido um jeito perfeito de voltar para o novo ano escolar, mas Rachel pensou que de um jeito estranho, poderia ter sido pior.
...
O resto do dia tambem foi quieto, provavelmente porque ela não estava falando. Se ela não abrisse a boca durante todo o tempo, ela não teria pessoas gritando com ela para abandonar suas opiniões. Ela recebeu vários "bem vinda de volta" de professores e até de poucos estudantes. Ela também foi bem encarada, isso incomodava bastante.
Ela também sentiu como se estivesse sendo seguida. E nas três ocasiões no dia que ela parou em seu armário, ela notou Finn parado não muito atrás. Ela só revirou os olhos e tentou continuar o dia. Na única aula que ela dividia com ele, ele tinha aquele olhar fixo com aquela jeito de cachorro pidão. Ela sabia que isso era sua própria culpa, ela passou tanto tempo tentando conquistar ele e magoando outros no processo, incluindo ele, para no final terminar tudo.
O beicinho dele era realmente pertubador, porque ele não podia seguir em frente como todos os outros caras fariam? Okay, ela sabia que estava esteriotipando por pensar assim, mas era Finn. Pelo bem de sua reputação ele podia pelo menos fingir que tinha superado. Se ele não parasse com os olhares e com o stalking, logo ele seria tão ruim quanto Jewfro.
...
Finalmente os pais dela estavam adormecidos, pelo menos assim ela assumiu, eles tinham ido para a cama e ela realmente não queria pensar neles fazendo qualquer outra coisa.
Mas finalmente tinha chego a hora para seu primeiro teste em sua veste. Ela ainda não tinha nenhum nome, ela sabia que em tempo teria um. Ela não tinha nem certeza se funcionaria. Não era facil entrar. Ela tinha feito o design em seis peças: as pernas, braços, torso e capacete eram separados e iriam se conectar magnéticamente assim que ela os colocasse. Cada peça era apoiada em uma posição que ajudaria ela a entrar.
O sistema hidráulico/robótico usado para mover a pele robótica movia-se junto com seus próprios movimentos de dentro e não funcionariam de verdade até que todas as peças estivessem conectadas com o capacete. Ela não tinha não tinha feito isso de maneira fácil para si, mas não teve o tempo necessário para criar os robôs que poderiam "vestí-la". Mas para todo o caso ela desenhou os designs para tais robôs se achasse tempo mais tarde.
Ela pegou o capacete primeiro. Não era muito pesado se considerasse que ele era feito de ferro, e embora ela acreditasse que ouro titânio daria um equipamento melhor não é um tipo de material que se pode facilmente obter, obviamente.
Assim que ela colocou o capacete, mantendo a frente aberta, ela percebeu que tinha um problema. Ela foi até o computador e logou no capacete de lá. Rachel ativou o programa de gravação de voz. Fazia apenas sete semanas, talvez menos desde que ela tinha começado a constuir isso então ainda era primitivo. A mecânica para fazer a veste se mover tinha sido o mais difícil. — Primeira nota: colocar espaço para as orelhas. - ela falou.
Como ela não tinha notado isso? Como poderia lutar contra o crime e vingar o ataque a sua vida se isso ficava beliscando suas orelhas? Sim, ela sabia que era sem importância, mas era sua invenção e ela podia mexer do jeito que quisesse.
A próxima parte a se encaixar era a do torso. Estava atualmente em dois pedaços, alinhados para se fecharem ao redor dela. A garota entrou no meio, ela tinha configurado um pequeno guincho, para que ela pudesse acioná-lo e as duas peças se encaixariam lentamente ao redor dela. Uma vez que estava bem preso ela sentiu as peças se conectarem ao capacete.
A seguir vinham as pernas. A parte de cima das pernas ela podia colocar com as próprias mãos, eles ficavam bem apertados ao seu redor. Eles eram articulados em um dos lados para que ela conseguisse encaixar cada coxa. A parte de baixo era mais fácil de se colocar. Cada bota era um pedaço daquele quebra cabeça louco ficou pronto para ser pisado.
Elas estavam no chão, com as duas panturrilhas abertas e assim que ela colocou os pés ali dentro o resto da bota se encaixou ao redor de sua perna. Até agora as coisas estavam surpreendentemente confortáveis. Ela tinha os braços prontos para entrar nas luvas bem longas. Ela achou que seria fácil, não foi. — Segunda nota: dividir os braços em parte menores. E terceira nota: construir essas drogas de robôs para me ajudar a entrar e sair dessa coisa. - disse antes de fechar o painel do rosto e inicializá-lo.
Era isso, ela estava completamente presa dentro. Era apertado, mas tinha que ser. O meio da placa do peito estava conectado ao ser reator arc, e ela não queria isso se movendo, poderia arrancar fora de seu peito e ela queria seu coração batendo.
Ela deu um jeito de se olhar no espelho. Ela estava contente que o reator arc brilhava tanto, simplesmente porque ficava ótimo em sua armadura prateada. — Quarta nota: dar uma voz ao computador. - ela disse. Estava odiando as mensagens que ficavam aparacendo em frente ao seus olhos. Ela gostava do barulho robótico que fazia quando ela andava ao redor da sala e como parecia leve assim que estava tudo junto. Estava pesado demais até que ela fez as botas para carregar o peso da máquina. Mesmo assim, até agora tudo tinha corrido bem.
Ela estudou a máquina no espelho de dentro do capacete e da luz translúcida a sua frente. Seu peito se encheu de orgulho, ela tinha construído essa coisa, e sim precisaria de mais trabalho, mas estava ficando bom.
Ela ainda precisava instalar armas, e aí era onde entraria algumas coisas ilegais. Ela também precisaria instalar os propulsores, essa coisa teria que voar, teria porque ela não chegaria a lugar nenhum andando nisso. Mas era um começo.
Agora ela só tinha que sair dessa merda.
