3 Semanas Depois...

Jennifer estava sentada na poltrona que era de sua avó, olhando pra um quadro que estava pendurado na parede com uma foto dela e de seus pais compartilhando um abraço.

Seus pais eram ótimos, cuidavam dela muito bem, e sempre a protegiam dos monstros, eles não queriam que Jen fosse caçadora como eles, mas a ensinaram o básico pra ela poder se proteger caso eles não estivessem por perto.

Ela pensou que se caso ela precisasse usar tudo o que ela aprendeu com seus pais ela seria ótima, ela acabaria com eles e com um sorrisão de glória, mais a realidade era bem diferente.

Quando ela chegou em casa e encontrou sua avó morta ela sentiu seu mundo devastado, ela sentiu uma dor tão intensa que ela nem consegue explicar, sua única família tinha ido embora enquanto ela estava comprando fodidos bolinhos.

Jen nunca se sentiu tão inútil, tão sem ação.

Sua avó sabia o que iria acontecer, ela sabia que iria morrer e mandou Jen pra longe pra protegê-la, e ela foi, porque ela jamais iria imaginar que iria perder a sua avó pra sempre naquela noite.

As lágrimas voltaram a surgir de vagar em um ritmo constante, ela estava completamente sozinha pela primeira vez na sua vida e era a pior sensação que ela já sentiu.

Quando você perde alguém que ama dói muito, mas com o tempo passa porque você sempre tem outras pessoas que estão te dando apoio, que apesar da dor, permanece ao seu lado. Sua família.

Mais Jen não tinha mais família, ela não tinha mais ninguém.

Jen encontrou a carta que sua avó deixou em cima do travesseiro, e isso só fez Jennifer se sentir mais triste, era uma carta de adeus.

Ela sabia o que iria acontecer antes de ter acontecido e ela sacrificou a vida dela pra poupar a da neta, e Jennifer não achava que ela pudesse amar mais a sua avó, mesmo ela não estando mais aqui.

- Vovó, você vai fazer falta.

Ela sussurrou pro ar sentindo a cachoeira salgada escorregando por suas bochechas.

Era a 10 vez que ela lia e relia aquela carta, quem era Bobby Singer?

Pegando seu telefone ela marcou o número mais só dava na caixa postal , ela então deixou uma mensagem perguntando se ele poderia vir até a sua casa, ela não confiava muito pra chamar pessoas desconhecidas pra sua casa mais a sua avó o indicou então ela não tinha porque temer.

E ele era um caçador e apesar de Jen nunca ter querido se envolver nesse mundo ou com essas pessoas de novo ele talvez pudesse a ajudar a caçar e matar a coisa que assassinou a sua avó, ela não iria fugir como sua avó pediu, ela vai lutar, e vai vingar a sua avó.

2 Dias Depois ...

3 batidas na porta tirou Jen de sua névoa de tristeza e saudade, ela acha que pode ser esse tal Bobby Singer.

Ao abrir deu de cara com dois homens, um deles era alto com cabelos longos e castanhos e o outro era um pouco mais baixo cabelos loiro escuro e olhos lindamente verdes.

- Você é Jennifer Watson?

O mais alto perguntou educadamente mais ela quase não prestou atenção porque não conseguia mudar o foco dessas lindas esmeraldas, Deus esse homem é lindo.

- Moça?

Ele perguntou novamente e Jen virou o olhar pro homem de cabelos longos pela primeira vez, ela deu uma risada nervosa e acentiu.

- Sim, e qual de você é Bobby Singer?. - Ela questionou e viu a expressão dos homens entristecerem.

- Uh, nenhum, Bobby não pode vir então viemos no seu lugar. - O homens de cabelos loiro escuro respondeu.

- Ele estava ocupado? É que eu sei que ele é caçador e gostaria que ele me ajudasse com uma coisa muito importante.

Ela virou o olhar pro homem alto.

- Não, ele não está ocupado, ele morreu a alguns anos.

Jen fez uma expressão horrorizada e envergonhada.

- Oh deus, sinto muito eu não sabia.

- Tudo bem, mais nos também somos caçadores e talvez pudéssemos ajudar com o seu problema.

O mais baixo falou com um sorriso encantador e Jen tem que realmente se compor, ela acentiu e abriu mais a porta convidando ambos pra entrar.

- Então, eu ainda não sei seus nomes. - Ela lembrou e os dois homens sorriram com desculpa.

- Sinto muito, meu nome é Dean Winchester e esse é o meu irmão Sam.

Ele estendeu a mão e ela aceitou com prazer e reverência.

- Prazer.

Ambos sorriram e Dean perguntou. - Você é caçadora também?

- Não, eu na verdade tento não me envolver tanto com tudo isso, fico o mais longe possível.

Dean acentiu.

- Então como você conhece Bobby Singer?

- Minha avó me deixou uma carta antes de morrer e lá dizia pra eu procurar por um caçador chamado Bobby Singer, ela escreveu que ele poderia ajudar.

- Nossos pêsames por sua perda.

Sam falou com um sorriso gentil no rosto e Jen sorriu de volta.

- Obrigado.

- Ela era caçadora? – Dean questionou.

- Não, ela era médium, meus pais eram caçadores, eles morreram quando tinha 15 anos – Ela virou o rosto não queria ver pena no olhar dos homens.

- Nossa mãe morreu quando eu tinha 4 anos e meu irmão 7 meses, nosso pai morreu a uns 8 anos atrás e nosso pai substituto Bobby se foi a pouco tempo, então confie em mim sabemos como é perder pessoas que amamos. - Dean revelou olhando Jen diretamente nos olhos, ele parecia gentil e seu irmão também.

- Não é fácil, mas pelo menos você tem o seu irmão, eu não tenho ninguém, não tenho irmãos , Nem sequer um primo, bom pelo menos não que eu saiba. – Ela falou de vagar entristecida pelas injustiças da vida.

- Realmente não é fácil, mas você tem que continuar, sua avó não iria querer que você deixasse de viver por causa de sua morte, você ainda é jovem, tem muito o que viver. – Sam falou gentilmente.

- É. – Ela respondeu simplesmente.

- Então porque vocês escolheram ser caçadores? Sei que a maioria dos caçadores escolhem essa vida porque perderam alguém próximo, foi o seu pai?. - Ela questionou ainda no mesmo tópico.

Dean riu discretamente ganhando um olhar de Sam.

- Quem dera, eu sou caçador desde os 5 anos de idade, claro que eu não caçava com essa idade mais eu estou nessa vida desde que eu era criança. - Dean respondeu.

- Nossa, você pelo menos gosta do que faz?.

- Salvamos vidas, o tempo todo, pessoas inocentes tem a chance de ver outro dia graças a nos, então eu posso dizer que é recompensador. – Dean falou sorrindo levemente e Sam estava igual, ela poderia dizer que eles se orgulhavam do que faziam apesar dos riscos, ela sorriu pra ambos.

- E seus pais? Porque escolheram essa vida? – Sam questionou curioso.

- Meu irmão, ele tinha apenas 3 anos quando foi morto por um lobisomem, meus pais me disseram que eles o levaram pro parque e nesse dia não tinha ninguém lá além deles é claro, então essa coisa apareceu e o levou embora ... Meus pais não puderam fazer nada, e esse maldito monstro fugiu levando meu irmão com ele, eu ainda não tinha nascido. – Ela contou com mágoa.

- Então você não acredita que ele ainda esteja vivo?. – Sam questionou e Jen negou com a cabeça.

- Tenho certeza que não, meus pais o procuraram e procuraram muito, mas o máximo que acharam foi os sapatos dele, ele provavelmente foi comi... – Ela não conseguiu terminar, eles apenas acenaram com a cabeça com um olhar triste e reconfortante.

Jen olhou pros dois e seus olhos pararam em Dean que estava olhando pra ela também, ela limpou a garganta enquanto se levantava.

- Querem algo pra beber? Talvez biscoitos?. – Ela perguntou mudando de assunto e os meninos responderam ao mesmo, um não de Sam e um sim de Dean.

-Sim

-Não

Ela sorriu e foi buscar suco e biscoitos, quando ela trouxe tudo Ela colocou na frente de Dean que pegou com prazer, quando ele estendeu o braço direito ela viu uma cicatriz estranha lá.

- O que é isso no seu braço Dean?. – Ela questionou inocentemente e isso fez Dean puxar mais a manga pra baixo pra esconder a cicatriz.

- Nada demais. – Ele respondeu mais Jen sentiu algo diferente em seu olhar, como se ele estivesse ocultando algo maior por trás disso, Jennifer sempre foi bastante sensitiva com emoções, mais ela não acha que isso é algo sobrenatural, talvez apenas um dom, ela gostaria que isso tivesse funcionado com a sua avó, talvez ela ainda pudesse estar aqui.

- Sua avó foi morta por algo sobrenatural?. – Sam questionou devagar tentando sair do assunto que parecia que não só deixava Dean desconfortável mais Sam também, Jen acentiu.

- Sim, demônio, o mesmo que matou meus pais, minha avó disse isso na carta, e ela também disse que ele me quer. – Ela falou envolvendo as mãos nos ombros com uma carranca no rosto.

- Quer você pra que? – Dean parecia interessado.

- Pra me matar, e foi por isso que eu chamei Bobby Singer, bom no caso vocês, eu não sei caçar, então preciso de alguém que saiba pra me ajudar a mandar esse desgraçado pro lugar onde ele deveria estar. – Jen rosnou com raiva.

- Não se preocupe, vamos ajudar, caçar coisas do mal é o nosso trabalho. – Sam falou gentilmente com um sorriso, e Dean acentiu.

- Sim, mais você não vai caçar com a gente. - Dean falou simplesmente esfregando o pescoço.

- Oque? Porque não?. – Ela questionou confusa, era óbvio que ela iria ajudar, ela queria estar lá quando matasse a coisa.

- Jennifer, intenda que é perigoso e você mesma afirmou que não sabe nada sobre caçar. – Sam tentou se explicar e Jen ficou irritada.

- Nada disso, eu vou com vocês, eu preciso ver com meus próprios olhos que esse demônio não vai mais machucar ninguém, ele matou toda a minha família, ele matou todos, e eu só preciso confirmar por mim mesma, eu ... – Lágrimas começaram a surgir dos olhos castanhos da moça quando lembranças inundaram o seu cérebro, tudo poderia ter sido tão diferente, ela ainda poderia ter os seus pais e o seu irmão, ela ainda poderia ter a sua avó, e agora ela não tem nada.

Jen sentiu braços a envolverem passando calor corporal pra ela, Jen não sabia quem era, mais sentir o toque humano de novo era muito bom, era reconfortante.

Quando ela olhou pra cima tentando se concentrar através de seus olhos aguados no rosto da pessoa que a estava consolando ela viu.

Olhos verdes a encarando.

4 Dias depois...

Os irmãos falaram com o homem que foi possuído antes de saírem em direção ao bunker, o que não foi de grande ajuda pois o homem só sabia chorar, e se desculpar por ter matado a sua avó, Jen sabia que não foi culpa do pobre homem, afinal ele foi apenas uma marionete nas mãos daquele demônio.

Estar na estrada com os irmãos winchesters era no mínimo interessante, ela se via obrigada a ouvir Dean cantando junto com o rádio em diversos momentos e Sam reclamando pra ele abaixar o maldito volume.

Ela também notou que Dean podia comer de tudo, enquanto Sam preferia ficar só na salada na maioria das vezes, os irmãos também costumavam discordar bastante sobre variados assuntos, mas no final acabavam rindo e Jen não podia deixar de rir junto do amor fraternal dos irmãos.

Isso só fazia ela pensar como tudo poderia ser se seu irmão mais velho estivesse vivo, seria diferente e mais feliz com certeza.

Apesar deles brincarem muito entre si eles também discutiam de verdade as vezes, era bem raro mas acontecia, e Jen pode ouvir uma vez sobe uma tal marca, Jen não sabia o que isso significava mais ela podia ver o olhar preocupado e cauteloso que Sam jogava em seu irmão de vez em quando, seja o que for, não é bom.

- Falta muito pra chegarmos nesse tal bunker que você fala tanto? - Jen resmungou com a cabeça encostada no vidro embaçado da janela do carro.

- Apenas algumas horas mais e chegamos. – Sam falou educadamente como sempre e Jen acha que Dean deveria aprender umas coisinhas com o seu irmão mais novo.

- Se você não nos fizesse parar sempre pra tudo talvez já tivéssemos chegado. – Dean falou aborrecimento em sua voz profunda, Sam revirou os olhos.

- Dean. – Sam alertou seu irmão pra ser um pouco mais compreensivo.

- Oque? É verdade.

- Sinto muito Dean, mas eu prezo a segurança na estrada e tínhamos que parar pra dormir e comer e ir ao banheiro etc ... – Jen falou simplesmente e Dean resmungou alto.

- Não é necessário parar pra comer, poderíamos comer no carro como sempre fazemos. - Dean falou a encarando pelo espelho.

- Não dá, eu fico enjoada. – Jen fala com uma careta.

- Ah qual é, você realmente não foi feita pra essa vida. – Dean disse secamente mas não existia maldade em sua voz.

- Sinto muito Dean, mas eu não sou como você ok? Eu admiro o que vocês dois fazem mas essa não é a minha vida, eu espero que isso acabe logo e assim eu posso voltar pra minha vida chata e comum. – Jen falou alto e voltou a encarar a estrada escura da noite através do vidro da janela.

- Jennifer não fica com raiva, Dean é um idiota as vezes. – Sam explicou a mulher que deu um pequeno sorriso de volta, Dean revirou os olhos novamente.

Dean parecia uma pessoa bipolar, as vezes ele era super doce, e outras vezes ele parecia que queria apenas arrancar a cabeça de alguém, talvez seja assim que você fica quando passa tantos anos perto monstros, sei lá.

6 Horas depois Jen estava dormindo, ela queria estar acordada quando chegassem, mas ela deve ter acabado adormecendo em algum ponto da noite, ela acordou com alguém balançando seu ombro suavemente.

- Ei bela adormecida, chegamos. – Era Dean com uma voz suave, ela bocejou e esticou os músculos rígidos de ficar sentada na mesma posição por tanto tempo.

Ela não podia ver muito na escuridão da noite mais um grande prédio no meio do nada era meio difícil de passar despercebido.

- Espera, é aqui? . – Jennifer perguntou descrente achando difícil achar normal a ideia de alguém morar em um lugar como esse.

- Você ainda não viu por dentro Jennifer, você vai gostar. – Sam defendeu o lugar e Jen tinha uma carranca no rosto.

- Bem...

Ela começou a andar seguindo os homens pra dentro do enorme bunker, quando Dean acendeu as luzes do lugar Jen não pode deixar de abrir a boca em um 'O' perfeito, ela estava espantada esse lugar era incrível, tinha grandes salas com mesas enormes e várias estantes recheadas com livros, parecia uma biblioteca pessoal.

- Uau. – Jen sussurrou quando começou a passar os dedos por cima da mesa que tinha um mapa enorme do mundo.

- Eu sei, também tive essa mesma impressão quando coloquei meus olhos nesse lugar. – Sam falou com um sorriso de covinhas quando levava a mala com as coisas de Jennifer pra dentro.

- É a nossa Batcaverna pessoal. – Dean falou orgulhosamente, Sam revirou os olhos e Jen achou que foi o recorde de reviramento de olhos em apenas algumas horas.

- Bem, não tenho o que falar, é incrível. – Jen falou admirada.

- Sim, esse lugar é enorme e tem vários quartos, vem, vou mostrar onde você vai ficar . – Dean estendeu a mão pra Jennifer que exitou um pouco mais acabou cedendo.

Dean a levou pra corredores com muitas portas, ela não acha que todas essas portas sejam quartos, provavelmente estão vazios.

Dean abriu uma das muitas portas e nesse tinha uma cama no centro do quarto com criados mudos e abajures, e uma pequena cômoda no canto do quarto, era bem simples e Jen gosta assim.

- Aposto que voz está cansada então vou deixar você descansar. – Dean falou enquanto colocava a mala junto a cômoda, ele ia saindo quando Jen pegou no pulso dele fazendo ele virar pra encara-la.

- O que foi?.

- Só, obrigada, quero que você e seu irmão saibam que eu agradeço por estarem me ajudando. – Ela sorriu de vagar e Dean deu um meio sorriso.

- É o nosso trabalho, e é uma merda as vezes mas o que posso dizer? É a minha vida. – Ele disse e sorriu gentilmente quando saiu do quarto.

Jen acordou ao som do despertador do seu celular, ela teve que colocar o celular pra despertar pois como os quartos não tinham janelas ficava impossível saber se já amanheceu.

Ela estremeceu ao se espreguiçar, ficar tanto tempo dentro de um carro era horrível pras suas costas.

Ela saiu do quarto e seguiu o mesmo caminho que veio com Dean ontem a noite, esse lugar era enorme e muito fácil de se perder ali dentro, tinha tantas coisas pra explorar era excitante.

Quando chegou a grande sala ela se encontrou com Sam que estava sentado concentrado em um laptop, Dean tinha razão seu irmão era um nerd.

- Ei, descansou? Foi uma longa viagem. – Sam falou com um sorriso formoso e infeccioso que Jen não pode deixar de sorrir de volta.

- Posso dizer que sim, esse colchão é ótimo. – Ela disse se lembrando que não dormia tão bem a bastante tempo.

- Dean acha a mesma coisa. – Sam falou sorrindo carinhosamente enquanto ficava novamente seu olhar na tela no Laptop.

- Sei, e ... onde ele está agora?. – Jen perguntou tentando soar casual e Sam a encarou com um olhar divertido no rosto, ela franziu a testa em questão.

- O que foi?.

- Nada, acho que ele está na cozinha, é por ali, não tem erro. – Ele disse sorrindo apontando pro corredor com o dedo indicador, Jen corou e acentiu.

Ela seguiu o caminho instruído por Sam e quando achou a cozinha viu que Dean estava sentado na mesa com um jornal em uma mão e uma xícara de café em outra.

- Ei, bom dia. – Jen saldou o homem que virou pra olhar pra ela.

- Ei, na verdade é boa tarde mas vale também. – Ele sorriu e ela riu desconcertada quando colocava o cabelo pra trás da orelha, ele apontou pra uma cadeira em sua frente quando ele se levantou pra pegar café pra ela.

Ele estava usando uma camiseta preta casual e aquela misteriosa cicatriz era visível mais uma vez.

- Dean, eu não quero te aborrecer pois parece que é um assunto doído pra você mas, o que é essa cicatriz no seu braço? Se você não quiser ...

- É o resultado de umas escolhas erradas que eu fiz, não tem importância agora. – Ele falou suavemente cortando Jen.

- Intendi, só que ... ela é bem estranha não é? Parece que foi desenhada. – Jen se arriscou a continuar no assunto, Dean encolheu os ombros.

- É. – Ele respondeu e Jen sabia que não iria conseguir tirar mas nada dele sobre esse assunto, o que diabos tinha por trás dessa cicatriz?.

- Bom, como vocês vão invocar esse demônio? E porque tínhamos que vir até aqui pra poder fazer isso?. – Ela perguntou mudando de assunto.

- Aqui temos tudo o que precisamos pra tortura se for preciso, Depois vem a parte de invocar que é a parte fácil, depois tiramos informações dele e no fim...

- Matamos ele. – Jennifer falou calmamente por fora mais ardendo de raiva por dentro, ela mesma queria matar essa coisa.

- Não, nós temos que manda-lo pro inferno que é onde ele merece, se matarmos ele matamos a pessoa que ele está possuindo também, temos que fazer do jeito certo. – Dean entendia que Jen quer se vingar da coisa que matou a sua família, mas não podia matar mais gente inocente no processo.

- Tudo bem, só não quero que ele machuque mais ninguém. – Ela falou enquanto fungava, Dean acentiu.

- Acredite, é o que queremos também.

TBC