Escrito por Chopi-chan

Betado por Morphine Black

"Pois só quem já amou tem ouvido capaz de ouvir e entender estrelas" - Olavo Bilac

Marin narrando

-Onde estou? - Perguntei, mesmo sabendo que não obteria resposta. O lugar me parecia um tanto... surreal.

Era uma local em que não possuía linha do horizonte. Eu estava cercada por flores que aparentavam sorrir para mim, mas eu sabia que elas eram falsas, a final, apenas aparentavam. Não havia vento, tudo ali era muito monótono, o chão onde eu pisava não parecia terra e sim... asfalto?

Senti um frio repentino e um arrepio subir pela coluna, mas ainda não sentia vento algum. Comecei a gelar e não estava me sentindo muito bem, eu preciso sair deste lugar! O desespero começou a tomar conta de mim e a loucura a me invadir, até que uma pequena borboleta me chamou atenção, aquele inseto era-me estranhamente familiar, como se já tivesse visto aquela mesma borboleta várias vezes.

Me aproximei e parei para deslumbrar sua beleza. Sorri e fiz um gesto para pegá-la, mas parei, assustada, quando ouvi uma risada cínica atrás de mim.

- Quem está aí? - Perguntei me virando para todos os lados em busca do dono da risada. - Apareça! - Eu já gritava, estava extremamente aterrorizada, tinha que ter alguém ali! Eu precisava de alguém!

Coloquei as mão fortemente sobre a cabeça, que latejava, em quanto lágrimas desciam dos meus olhos, que estavam fechados pela forte dor de cabeça, até que senti como se algo estivesse me iluminando e ao mesmo tempo me alertando de algo.

Abri os olhos lentamente posicionando-os em direção à luz, quando meu cérebro focou a imagem, pude ouvir uma forte buzina do caminhão antes de ser... morta.

-x-x-x-x-

Acordei ofegante e suada, minha franja estava pregada na minha testa e meus olhos castanhos traziam grandes olheiras. Olhei para meu reflexo no espelho pregado a minha frente, eu usava uma bata branca, possuía vários fios de máquinas ligados ao meu corpo e meu cabelo castanho agora batia nas minhas costas.

Olhei em volta, com certeza eu não estava no meu quarto. O local era quase todo branco, mas tinha vários quadros, flores e balões com bilhetes dizendo "Melhore logo! Esperamos por você!" entre coisas do gênero, mas eu não entendo, por que eu estou no hospital? E com tantos desejos de melhoras? Eu me sinto bem! Tentei me levantar, mas fui impedida por uma moça que acabara de entrar, ela se parecia estranhamente comigo, só que ela usava roupas melhores.

- Ei, calma! Faz onze meses que você não anda, é melhor não tentar de uma vez! - Falou amavelmente me pondo novamente na cama. - Papai vai ficar tão feliz quando souber que você acordou!

Não estava similando nada. Por que ela estava tão surpresa com isso? É como ela não esperasse que eu acordasse. Vi uma tímida lágrima descer sobre sua face e um sorriso de plena alegria e alívio.

- Nós estávamos com tanta saudade! - Disse me abraçando fortemente como se eu pudesse fugir a qualquer instante.

- Desculpe, mas... - Falei confusa me livrando de seu abraço. - Mas quem é você?

A pergunta pareceu fazer mais efeito do que o esperado, ela parou e me olhou incrédula, a alegria que tinha estampada antes em seu rosto sumira.

- Você não se lembra de mim? - Balancei a cabeça negativamente ainda intrigada com sua mudança de humor.

Percebi que algo nela se mexia, uma grande mancha escura crescia em seu peito e ia aumentando em direção ao pescoço, latejando tristemente. Se continuasse assim ela seria tomada pela mancha.

- O que é essa coisa em você? - Olhava atentamente para aquela mancha esquecendo de todas minhas outras perguntas. Ela olhou para si mesma mas não pareceu ver nada de errado.

- Que coisa?

- Essa mancha escura no seu pescoço! - Disse apontando para que ela visse, mas ela não parecia enxergar.

- Eu não tenho nenhuma mancha, Marin. - Disse preocupada, ainda a olhava atentamente e a mancha começava a clarear até sua pele voltar ao normal, mas então eu percebi outra coisa, Marin, será esse meu nome?

- Esse nome. - Ela me olhava atentamente agora. - Esse nome é o meu?

- E sim, Marin! - Disse com um sorriso triste, dando ênfase ao meu nome para que eu me acostumasse. - Você não se lembra de nada mesmo querida?. - Forcei minha mente ao máximo, mas eu não conseguia me concentrar, tem muito barulho aqui!

- Apenas...de uma borboleta e uma luz forte sobre mim...um barulho alto e ... - Parei colocando as mãos em minha cabeça que parecia que iria explodir.

- Você está bem?

- Faça parar... - Minha voz saia tremida, eu já estava toda encolhida com minhas mãos segurando fortemente minha cabeça. - Faça esse barulho parar! - Falei mais alto agora, eu não aguentava mais toda essa zoada.

- Que barulho Marin? - Disse a moça assustada.

- O que está acontecendo comigo? Por que eu estou aqui? - Perguntei quase gritando, agora eu a encarava, ainda segurando minha cabeça que latejava.

- Marin... - Ela agora estava séria e me encarava sem desviar. - Você foi atropelada por um caminhão e .. - Suspirou tristemente. - Ficou desacordada nos últimos onze meses.

Entrei em estado de choque, apertei minha cabeça com mais força, várias imagens de minha suposta vida passavam como flashes na minha mente, cada um mais doloroso que o outro. Eu conti alguns gritos de dor, a mulher começou então a desesperar-se e chamar por ajuda, eu escutava várias vozes chamando pelo meu nome, o que apenas me fazia sentir mais dor. Não consegui mais conter meus gritos, comecei a bater em mim mesma para fazer aquilo parar, mas senti mãos fortes me prenderem na cama. Consegui ouvir o choro da mulher que si parecia comigo antes de levar um sedativo.

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Roxanne narrando

O vento soprava mais fracamente nessa manhã de domingo, levando algumas folhas consigo. Eu estava em frente ao túmulo de minha falecida mãe, meu semblante nunca fora tão triste. Cenas do ocorrido passavam pela minha cabeça, porém feriam meu coração.

FlashBack on

- Finalmente eu estou em casa! - Disse abrindo a porta de casa felizmente, masa felicidade se foi rapidamente quando percebendo o silêncio que estava lá dentro. - Que estranho...será que a mamãe já está dormindo uma hora dessas? - Perguntei para mim mesma.

Olhei pelos cantos da casa para ter certeza de que não ocorrera um milagre e minha mãe tenha resolvido parar de olhar aquela janela, mas ela não estava em lugar algum, nem mesmo em frente à janela.

Subi até seu quarto e ela também não estava deitada, olhei para o banheiro, talvez ela apenas estivesse fazendo o número dois.

- Mãe? Você tá aí? - Perguntei batendo à porta e ela se abriu levemente, estranhei e abri a porta bem devagar, mas acabei por me deparar com uma cena que iria passar a me assombrar para sempre. - MAMÃE! - Corri até ela, eu já estava em prantos, ela estava deitada dentro da banheira com um de seus braços para fora com o pulso cortado deixando o chão coberto de sangue, o que me fez escorregar e me cobrir de seu sangue.

Eu estava aterrorizada, olhava para mim mesma e via seu sangue em mim, o cheiro forte era nauseante. Me arrastei até ela e estendi minhas mãos até seu rosto quase sem vida, tentei ligar o mais rápido possível para emergência.

- Moça, moça ,por favor eu preciso de ajuda! Minha mãe, minha mãe está morrendo! - A mulher no outro lado da linha tentava me acalmar e pedia informações, respondi, mas então vi que o brilho estranhamente aliviado da minha mãe estava sumindo, a vida dela estava escapando das minhas mãos. - Mãe? MÃE! - Larguei o telefone e comecei a balançar o corpo de minha mãe procurando algum sinal de vida, sem sucesso.

O mundo agora parecia girar, eu não conseguia parar de chorar ou gritar, a cena de minha mãe ensaguentada era demais para mim, o cheiro forte de sangue me deixava tonta e enjoada. Gritei por ela até não me restarem mais forças, escutei uma sirene e logo desmaiei.

Flashback off

Algumas enfermeiras estavam atrás de mim por questão de saúde. Eu olhava para a sua lápide, sem derramar uma lágrima ou mover um músculo, meu rosto está inchado de horas de choro e meus olhos estão sem brilho algum. Nesse momento estou mais parecida com uma marionete, quase que sem vida, era como se cada minuto que passasse eu afundasse cada vez mais numa escuridão sem fim.

- Roxanne... - Escutei alguém me chamar e virei lentamente esperando que fosse uma das enfermeiras dizendo ser a hora de ir, mas elas apenas me olhavam com expreções piedosas, olhei novamente para o túmulo, ignorando.

O vento começou a soprar mais forte, o que me causou um certo arrepio.

Não conseguia tirar as lembranças de minha mãe da cabeça, mas quanto mais eu recordava, mais raiva eu sentia. Me abaixei, ficando bem próxima de sua lápide e sussurrei para que ninguém ouvisse além do vento.

- Nunca...- Respirei fundo. - Nunca, eu vou seguir seus passos, mamãe.

A brisa se transformou em ventania nessa hora, arrastava folhas e galhos de árvores e as pessoas próximas protegiam seus rostos com os braços. Eu continuava agachada sem mover um músculo e logo a ventania parou e o silêncio reinou novamente no lugar.

- Roxanne. - Levantei minha cabeça em direção da voz, uma bela mulher de expressões fortes e decididas e idade mais avançada estava parada de pé na minha frente, ela sorria de forma tranquila para mim, me levantei e a encarei com estranheza.

- Desculpe, mas como sabe meu nome? - Perguntei curiosa, de onde eu conhecia essa mulher?

- Mas que tipo de avó eu seria se nem ao menos soubesse o nome de minha netinha? - Perguntou brincalhona colocando as mãos na cintura.

- Avó? Sinto muito senhora, mas minha avó morreu há muito tempo.

- E eu não sei disso? Isso ficou bem claro para mim quando eu vi meu próprio corpo sendo enterrado!

- O quê? Olha senhora eu sinto muito mas eu não estou com humor pra esse tipo de brincadeiras, agora se me dá li... - Fui interrompida sentindo um frio no meu pescoço, ela atraveçava meu pescoço com a sua mão o que não me permitia falar.

- Você fala demais sabia? - Disse retirando sua mão do meu pescoço.

- O...o que é você? - Perguntei assustada.

- Já disse, sou sua avó! Agora escute filha, você tem que ficar calma. Você deve se lembrar de mim em seu sonhos, não é? - Comecei então a lembrar de onde a conhecia, eu já visto ela várias vezes em meu sonhos.

- Mas como você pode estar aqui? - Perguntei confusa.

- Por que você está se transformando minha querida.

- Transformando?

- Sim! - Ela chegou mais perto de mim e pós as mãos em meu rosto, enquanto eu continuava a olhá-la confusa e espantada. - Mas calma, logo tudo vai terminar...

Um forte dor cabeça começou a tomar conta de mim, todas aquelas lembranças ruins passavam de uma vez pelos minha cabeça, sentia como se fosse explodir a qualquer momento. Me deitei no chão e gritava fervorosamente, as enfermeiras vieram até mim tentando me acalmar, mas era inútil. Lágrimas de dor saiam dos meus olhos enquanto eu apertava minha cabeça com força, olhei para cima em busca daquela mulher, ela estava ficando cada vez menos visível aos meu olhos.

- E logo tudo vai recomeçar... - Sussurrou sumindo.

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Akira narrando

- Hum...foi isso mesmo que viu Keiko?

- Sim senhora Tsunade. - Disse a menina de cabelos brancos, ofegante com a mão segurando a cabeça.

- E que você pensa em fazer Tsunade? - Perguntei com uma leve curiosidade sobre o assunto.

A mulher a nossa frente sentou-se lentamente, pensativa. Nada daquilo me cheirava bem. Sabia que algo estava para acontecer, nunca vimos tantos casos de adormecidos acontecendo com tanta frequência. Mas o que isso quer dizer?

Olhei para Keiko, ela também me parecia bastante curiosa, com certeza aquilo que ela previu afetou a Tsunade.

- Talvez alguém possa estar por traz disso. - Sugeri pensativa.

- Não creio que seja isso Akira, por que alguém iria provocar inúmeros ocorridos com adormecidos? - Argumentou Tsunade ainda refletindo sobre minha afirmação.

- Mas... - Paramos e olhamos para Keiko. - Talvéz Akira tenha razão senhora Tsunade! - Olhei para Tsunade e a vi erguer uma sobrancelha em sinal de dúvida. - Em minhas visão eu vi... algo se aproximava... - Todas as atenções prenderam-se à Keiko neste momento. - Não parecia humano, mas com certeza não era nenhuma criatura mística, eu conseguir ver uma aura tão maligna, que ninguém ousava se aproximar. Era como se a aura dele me repelisse, para que eu não visse sua face.

- Mas o que isso significa? - Perguntei.

- Eu não sei. - Disse Keiko abaixando a cabeça tristemente por não poder falar mais.

- Não abaixe a cabeça Keiko, você ajudou bastante. - Disse Tsunade levantando decidida.

- É isso aí Keiko! Não fique triste, nós vamos achar esse maldito! - Disse a animando e ela balançou a cabeça afirmativamente.

- Akira! - Olhei para Tsunade e ela parecia ter algo em mente. - Quero que você encontre o maior número de recém-adormecidos possível e traga-os para o Konoha. Avise aos outros times que venham até o pátio, irei anunciar a missão a todos, vá agora!

- Certo! - Sai calmamente pela a porta, estava decidida a cumprir essa missão, sabia que algo importante estava em jogo. Minha pele então começou a mudar, meu rosto estava mudando, me contorci um pouco e logo já estava em forma de um cachorro grande e negro, corria pelos corredores latindo, avisando que era uma emergência.

Muitos já me acompanhavam em direção ao pátio, quando cheguei, esperei que todos chegassem. Muito já estavam lá, então resolvi anunciar logo.

- Prestem atenção! Muitos de nós seremos enviados hoje a uma missão de importância máxima, não quero saber qual não poderá ir, aquele que for chamado vai cumprir com seu dever! - Falei alto para que todos escutassem, eu estava ainda na forma de um cachorro. Olhei para o meu lado e vi que Tsunade havia chegado.

- Akira, não assuste os novatos. - Dei um sorrisinho sarcástico. - Agora eu irei explicar o que deverá ser feito. Ultimamente, muitos adormecidos tem sido despertado no norte do país e muitos outros passaram a acontecer no continente europeu, a missão será reunir o maior número possível de recém adormecidos de forma discreta e trazê-los até aqui, não sabemos ainda o motivo desse acontecimento ou se tem alguém por traz disso, mas não podemos arriscar. - Todos os olhares estavam presos a Tsunade, todos pareciam determinados e confiantes. - O time alfa vai cobrir o norte do país, os times beta, gama e celta irão cobrir o continente, o resto ficará aqui a postos, caso algun dos outros times precise de ajuda.

- Time alfa, vamos! - Disse correndo em direção aos portões sendo seguida por mais cinco. Chegamos ao enorme estacionamento do lado de fora do internato, pegamos um dos carros junto com alguns equipamentos, nós teríamos que ser discretos.

- Akira, você sabe de mais alguma coisa? - Perguntou Lionel com sua calma inconfundível.

- Não, mas vou descobrir.

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Yoooooooo

Finalmente terminei esse capítulo, ok organizar essa fic não foi nem um pouco fácil, eu vou anunciar os escolhidos, mas não vou dizer os pares! MUAHAHAHAHA

É porque eu quero que fique o suspense em relação a isso gente, mas durante a história vocês vão descobrir seus pares ;D

N/B: ah. '-'

Escolhidos:

Pan-pan-pan-PAN!

FranHyuuga - Nitaida Keiko

ravena love - Danillo Albiol Cortez

Shii-sensei - Lionel Fernando Villa-Real

Hiina-Chan - Aya Kobayoshi

Lily Angel88 - Roxanne Roux Lefevre

Soft Leon - Kusari Mana

Bem é isso, até o próximo capítulo o/

bjs,

Chopi-chan