Sobre a fic: Cada capítulo desta fic tem entre 1.000 a pouco mais de 1.500 palavras (parece ser um número grande, mas não é), e cada um virá com um resumo do que aconteceu no capítulo anterior, com exceção do primeiro. Mas mesmo que você se sinta perdido com o desenrolar dos acontecidos, sinta vontade para (re) ler os capítulos passados. E me perdoem, mas eu não tenho certeza de quantos capítulos esta história terá.
Disclaimer: Gundam Wing não me pertence. Esta história é apenas uma tentativa de entretenimento para fãs e não tem fins lucrativos, o que é uma pena...
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Resumo do capítulo anterior: Os pilotos Gundam após terem sido reunidos no Reino de Sank, foram enviados para uma missão no meio deserto. Quatre, Duo e Trowa se instalaram na base secreta dos Maguanaks. Enquanto não colocavam a missão em prática, Quatre resolveu visitar Duo e confessar ao amigo o que estava sentindo. De repente, Trowa, que havia perdido a memória, aparece e tenta confortar Quatre com gestos e algumas expressões de carinho, entre elas uma que lhes chamam a atenção: "Meu anjo...".
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oOoOo Lembrança 2: "meu anjo" oOoOo
Trowa parecia confuso com os novos sentimentos que havia experimentado há alguns minutos atrás: afeto, compaixão, angústia e ciúme. Ciúme? Parecia ser o único de todos aqueles sentimentos que ele não compreendia, afinal, além de pilotos, eram amigos e naturalmente seria comum ter sentimentos por eles. Só que ciúme era algo que pelo o que o rapaz conhecia só era destinado aos casais apaixonados. Seria o seu caso? Ele pensou: "Será que eu e aquele garoto loiro tivemos algum envolvimento amoroso?".
Trowa como foi treinado a fazer, estava agora analisando a situação. Desde o momento que perdeu a memória, Quatre parecia sempre ser o que mais se preocupava com ele: quando combateram no Reino de Sank, estava ao seu lado; quando se sentia só, de repente o árabe aparecia para lhe fazer companhia; quando esquecia de algo banal a respeito dos Gundans, o loiro sempre estava ali, por perto para ajudá-lo.
Ele tinha tantos pensamentos que não sabia distingui-los do que poderia ser verdade ou um golpe dos sentimentos que estava tendo. Mas a cena que há poucos momentos havia contracenado com Quatre, pareceu-lhe ainda mais misteriosa. Por que havia se preocupado com o fato de Quatre está chorando? Por que o que Duo disse parecia ser tão falso? Por que abraçou Quatre? E acima de tudo, por que chamou o garoto árabe de "meu anjo"?
"Meu anjo"… Parecia que o loiro tinha gostado de ser chamado assim, concluiu Trowa, e se assim ele se sentia bem, assim Trowa faria, pois não sabia o porquê mas prefira ver um sorriso no rosto de Quatre do que aquelas lágrimas. Então veio em sua mente, uma imagem e Quatre sorrindo usando aqueles esquisitos óculos para pilotar o Gundam dele, mas também junto com isso, uma terrível dor de cabeça.
A dor que Trowa sentia era tão forte que sentiu a necessidade de vomitar. Andou em direção ao banheiro, apoiando-se nas paredes para não cair, pois misteriosamente suas pernas pareciam está fracas. Fez um gesto para vomitar, mas nada saia de sua boca, apenas sentia uma sensação ruim. Então resolveu ir à cozinha beber água para tentar esquecer aquela sensação amarga.
Olhou para o relógio da sala, já eram 4h45min da madrugada, assustou-se com o horário. Entretanto a surpresa maior foi quando entrou no recinto viu que o mesmo estava cheio de pessoas, os integrantes da Tropa Maguanak e entre eles o seu líder, Rashid. Todos os presentes cumprimentaram Trowa com gentileza, enquanto que Rashid veio em sua direção.
— Bom dia Sr. Barton! Já está de pé? Ainda é cedo... – Rashid falou a Trowa.
— Bom dia – Trowa respondeu friamente.
— O Senhor deseja alguma coisa? – Rashid perguntou cordialmente.
— Não. Eu apenas vim beber água – Trowa mostrou a mão numa menção para que o outro não dissesse mais nada –, e eu mesmo me sirvo.
— Como quiser senhor – Rashid falou isso e fez um gesto com as mãos indicando que era o momento de todos se retirarem e deixarem Trowa a sós no local. O líder da Tropa Maguanak estranhou o fato de seu jovem mestre, como ele chamava Quatre, não está naquele momento ao lado do latinho mas preferiu não comentar e o deixou sozinho.
Trowa sentou em uma cadeira e colocou o copo com água sobre a mesa. Não conseguia entender mais nada, aquela vontade de tomar água e nem a dor de cabeça estavam agora presentes. Nem ao menos pensar ele conseguia, sua única ação era observar o conteúdo do copo a sua frente que era transparente e tinha um tom azulado que lhe lembrou algo.
— Quatre... – Trowa sussurrou.
Foi a única coisa que disse. Ele não sentia sono, na verdade, não sentia mais nada além da vontade de ter novamente o corpo de Quatre em seus braços. Trowa desejava tanto aquilo que não reparou que já amanhecera e novamente Rashid estava na cozinha preparando o café-da-manhã, afinal, Quatre confiava no líder dos Maguanak.
Rashid colocou todos os pratos dispostos sobre a mesa. Quem olhasse de fora imaginaria que aquilo deveria ser um banquete para um monarca, pois havia uma grande bandeja com frutas, dois tipos de bolos, biscoitos, pães, coalhada, manteiga, geléia, sucos, leite, café e chá. Mas talvez fosse para alguém com esse status mesmo, pois Quatre era também conhecido como "Príncipe do Deserto".
Tudo ali cheirava maravilhosamente, mas um líquido em especial despertou a atenção de Trowa: o chá. O líquido tinha um cheiro doce e relaxante que despertou a curiosidade do moreno para saber o que era aquele líquido de cor clara.
— Rashid, como é o nome desse chá? – perguntou vagamente.
— Chá de flor de laranjeira, o preferido do Mestre Quatre. O senhor não se lembra? – Rashid perguntou estranhando a pergunta de Trowa.
— Não – Trowa respondeu friamente.
— O Sr. Barton costumava beber juntamente com o Mestre Quatre. Parecia gostar muito...
— Pode me servir uma xícara?
— Certamente que sim, senhor.
Enquanto o líquido claro e com cheiro adocicado era despejado do bule para a xícara, Trowa se perdia na sua lembrança que tinha de Quatre sorrido. Talvez fosse para ele ou não. Bebeu um gole do chá, o gosto pareceu-lhe familiar e também delicioso. Sorriu ao perceber que cada fragmento que recordava da sua memória perdida tinha algo em comum: a presença do loiro, o que fez aumentar ainda mais a sua curiosidade para saber qual a relação que ele tinha com o árabe. Continuou tomando o chá sem perceber a presença de alguém o chamando.
— Trowa... Trowa...
— Hã... Quatre? – Trowa olhou para ver quem era – Aa... É você Duo...
— Que isso cara? Desde quando eu tenho cara de anjo?
— Desculpe...
—Tudo bem, esquece! O que você tá tomando? – Duo afastou uma cadeira, a virou contra mesa e sentou-se.
— Chá de flor de laranjeira – Trowa não dirigia o olhar a Duo, apenas continuava tomando o chá.
— É? Você gostava, sabia? Esse chá é a cara do…
— Quatre – interrompeu Trowa, o que assustou Duo – Posso te perguntar algo?
— Claro! – Duo falou com entusiasmo enquanto pegava alguns biscoitos de um pote a sua frente.
— Qual era o meu envolvimento com Quatre? – Trowa perguntou em seco a Duo.
— Bem… - o americano tentou enrolar e recebeu um olhar repreensivo de Trowa – Eu posso dizer que você e ele tinham uma ligação muito forte... – Duo despejava leite em uma xícara e procurava entre os potes aquele que continha achocolatado.
— ...
— Era engraçado, parecia que um podia sentir o que o outro sentia. Quando vocês combatiam juntos, tinham uma sintonia que nem eu e o Heero temos...
— Você e o Heero…?
— Não se preocupe, só somos amigos... hehehehehehe – Duo ria da cara espantada de Trowa enquanto lambuzava um pedaço de pão com a manteiga.
— Como ele está?
— Quem? O Qua-chan? – Duo perguntou supondo de quem Trowa estava se referindo.
— Sim – pela primeira Trowa dirigiu o olhar a Duo.
— Ainda dormindo! Acordou duas vezes durante a madrugada chorando compulsivamente.
— Eu posso ir vê-lo? – Trowa desmostrava uma pequena aflição no olhar que era quase imperceptível.
— Seria muito bom pra ele, vai lá! – Duo deu um leve tapinha no ombro de Trowa como que para incentivá-lo a agir.
Trowa saiu da cozinha indo na direção ao quarto de Duo onde Quatre estava dormindo. Subiu as escadas que guiavam ao andar onde ficava o cômodo. Abriu a porta e se deparou com algo que para ele parecia ser a visão de um adormecido em seu leito. Caminhou até a acama, ficou em pé ao lado dele observou o rosto do árabe que parecia cansado e tinha as marcas das lágrimas que com certeza havia derramado.
O latinho caminhou novamente até o lado oposto no qual estava o árabe, tirou os sapatos e deitou-se ao lado de Quatre na cama, abraçando-o gentilmente, envolvendo a cintura do pequeno piloto. Trowa esboçou um leve sorriso ao ver que o garoto loiro retribuiu o seu gesto e falou algo:
— ... Trowa...
O sorriso no rosto tornou-se um pouco mais nítido quando ouviu o seu nome sendo dito daquela forma tão doce e gentil, características que faziam parte da essência do loiro. De repente um sono esquecido há algumas horas, voltou com força fazendo com que Trowa adormecesse com Quatre em seus braços, sentindo aquecido e acolhido pelo abraço que o loiro lhe dava e, talvez, esse gesto fosse capaz de fazê-lo esquecer que estavam no meio de uma guerra.
Duo que se deliciava com o farto café-da-manhã que estava sendo posto a sua disposição, estranhou o não retorno de Trowa. Imaginou logo que ele poderia está em seu quarto observando o sono do piloto árabe, por conseqüência, o americano julgou melhor subir as escadas e conferir o que estava acontecendo.
O garoto americano abriu a porta de seu quarto lentamente na ânsia de não perturbar o sono de Quatre e chamou com a voz bem baixa pelo piloto do Heavy Arms: "Trowa!". Mas para sua surpresa, o piloto estava dormindo e abraçando o corpo do garoto loiro que também retribuía o gesto. Os dois estavam deitados na cama e pareciam está felizes que achou melhor deixá-los a sós.
Continua...
E aí, gostaram? Continuo o meu apelo: será que existe algum movimento, "Vamos fazer o Trowa sofrer!"? Se tiver me avisem pra euzita me alistar nele, tá? Quero coments, podem dizer que está horrível, que eu não sei escrever, que não entenderam alguma parte ou está simplesmente FANTÁSTICO! (bem que eu prefiro esta opção...). Bjuxxxxxxxxxxx
Resposta para reviews:
Yue-chan: Muito obrigada pela sua R.R.! Assim como você, eu sempre senti falta de detalhes maiores sobre essa fase "amnésia" do Trowa e é um momento delicado e maravilhoso para se escrever coisas sobre o assunto. Viva a 3x4! \o/ e bjuxxxxxxxxxxxx para você.
