Obrigada pelos coments! Ai esta a segunda e última parte! Se pedirem bastante eu até faço um epilogo! Hahah!
Novembro de 2018
Acordei sentindo aquele beijo intenso e profundo no meu rosto. Seu perfume ainda continuava ali mesmo após horas de uma viagem longa.
Abri meu olhos e olhei aquele sorriso torto, aquela covinha. Ele estendeu suas mãos para me ajudar a sair do carro.
Olhei aquela paisagem tipicamente Francesa, montanhas e castelos desse pais que eu tanto gostava de visitar.
Enquanto ele retirava as bagagens avistei um chalé cor de madeira com detalhes em amarelo. Minha mente divagava para as imagens daquela varanda.
" – Coreeeeeeeeeey,- Corria atrás dele com a panela de brigadeiro toda na mão.
" – Deixa eu terminar, se você comer brigadeiro desse jeito, pode ter uma dor de barriga, meu Deeeeus".
O que eu podia falar? Era impossível correr atrás dele, cada passo dele, era no mínimo uns três meus. Tranquei a porta do chalé. Enquanto ele tentava pular a janela e eu ia trancando uma por uma. Vingança por ter roubado minha pabela.
" – Sem sexo hoje mocinho – Ouço um grito do lado de fora. Eu bem conheço o seu "calcanhar de Aquiles".
C
Há vi sorrindo com a mente distante. Eu nunca conseguiria, nunca poderia negar, mas aquele sorriso me trazia uma paz, preenchia meu coração de uma forma que jamais imaginei.
" – Amor, vamos entrar?"
Ela não disse nada, apenas balançou a cabeça. Chegamos e logo reconhecemos todo espaço, poucas coisas haviam mudado como a geladeira mais moderna, o sofá agora com uma janela em vidro imensa para a paisagem das montanhas. Outras continuavam exatamente iguais. O fogão a lenha que anos atrás nos levou a gargalhadas com minha "trapalhadas" em acender o fogo. E a cama, a cama que fizemos amor tantas e tantas vezes, e quando parecia que faltava folego, voltávamos a repetir incansavelmente.
C
Depois que sai do banho o vi deitado na cama com uma revista que tinha comprado no aeroporto. Ainda estava triste, muito triste e com coração pra lá de aflito. Liguei meu celular e dei boa noite para Alice. A danadinha estava tão alegre na casa dos avós que mal sentia minha falta.
Olhei para ele tão compenetrado. Precisava fazer uma promessa para a mim. Precisava burlar todo e qualquer tipo de pensamento, e lembrar do esforço que ele estava fazendo, e sim por mim.
Ele poderia simplesmente pedir o divorcio, poderia ter caído na noite, poderia ter me mandando para longe, ter milhões de amantes ou prostitutas. E eu sei, sei que ele não fez nada disso. E agora esta aqui, aqui esperando que eu saia desse meu eterno transe.
C
Fui surpreendido por aquelas lindas e delicadas mãos que tentavam me abraçar completamente. Olhei para ela já abaixada no meu ombro e a puxei firme. Levantei seu queixo e nos olhamos. Foi intenso, intenso como sempre era.
Seu olhar arrancava meu coração. Era incrível, sempre foi incrível, e eu quero que continue incrível.
Novamente surpreendido sinto seus lábios nos meus, e um beijo calmo, apenas encostando lentamente como os beijos de boa noite que compartilhávamos. Porém logo senti sua língua adentrar a minha boca, e concedi passagem.
Com a maior felicidade do mundo beijava novamente e minha esposa, mãe da minha filha, melhor amiga, amante e namorada. Estava com aquela sensação de estomago revirado por poder beija-lá novamente. Deus, como eu senti falta disso, nossa!
Me deu um sorriso, assim que nos separamos com falta de ar. Virou se aconchegou ao meu peito, e tornou a virar com um selinho selando a minha feliz noite.
Alguma coisa me dizia, que tudo já estava valendo a pena.
Dezembro de 2016
Nós beijávamos intensamente, enquanto eu tentava tirar sua camisola, admito Lea era muito mais rápida para se desfazer das roupas na hora do sexo.
Estava tão feliz, nossa, absurdamente feliz, e tudo tomou esse caminho em poucos minutos:
"Lea, baixinha cade você?"
Olhei por toda volta e nada dele, avistei um caminho de pétalas de rosa na escada e fui subindo para o segundo andar.
Encontrei minha esposa vestida em uma camisola preta e sexy com um papel imenso em cima da cama.
Olhei para a folha imprensa em papel A3 que até um cego conseguiria enxergar.
"positivo"
As letras garrafais, seu riso e choro ao mesmo tempo. Ela me jogando em cima da cama. Era felicidade demais para ser verdade.
" - Conseguimos amor, conseguimos". - Ela repetia, como se fosse um mantra. O canto das nossas vidas. Alheio a todas as contradições, exames e prognósticos, nós conseguimos.
Agora estávamos aqui comemorando a chegada de mais um membro para nossa família. E eu não poderia estar mais feliz.
C
O senti adormecer depois de muito conversarmos, ele estava com adrenalina a mil, E eu então, nem falar né?
Estou tão feliz em poder dizer que estou grávida. Não vejo a hora te ter novamente um bebê em meus braços. Não vejo a hora de contar para a Alice, Não vejo a hora de exibir minha barriga enorme por ai...
Não vejo a hora...dormi repetindo...não vejo a hora...
Novembro de 2018
Passamos uma manhã calma e tranquila, ela ainda não queria sair, e eu procurei não forçar. Afinal entendo que ela precisa de espaço também.
No fundo eu sabia que algo tinha mudado após ontem a noite, era pequeno, porém infinitamente significativo. Esboçava um sorriso ou outro e se empolgou para fazer nossa comida. E cozinha era algo que ela não chegava perto há algum tempo.
Arrumei toda mesa, e nos sentamos para comer. O silêncio predominava no ambiente, mas já não me incomodava mais, aos poucos acabei acostumando.
" – Esse macarrão me lembrou nossa viagem, e você lembra porque?
Rimos juntos, espontaneamente. Obvio que eu lembrava.
" – Sim, porque quando decidimos visitar o interior da França, você me pediu para fazer mercado e eu SÓ trouxe macarrão desta mesma marca, e nada além."
" – Sim Cor...e você nem diversificou o molho, nunca comi tanto molho branco na minha vida, acho que fiquei um ano sem comer depois".
" – Sim, mas a senhorita também nem queria que enfrentasse um supermercado né?"
" – É vivemos praticamente a viagem toda em quatro...paredes" .
C
Falei a ultima parte com a voz entrecortada, eu sei, e ele sabe. Mas não tocamos no assunto. Não sei o que é sexo há dois meses, e acreditem com Cory isso é absolutamente milagre.
Nunca perdemos nem o folego, nem o tesão. Tomei coragem e o encarei.
" – Sabe, se você precisar...enfim de outra pessoa para...aliviar, ou quiser separar, eu vou entender...
C
Eu ouvi bem? Que besteira ela estava dizendo agora?
" – Shiu Lea, não termine – " Puxei minha cadeira ao seu lado e acariciei seu rosto..
" - Eu te amo, você é minha família, e nunca foi só sexo, você sabe disso".
" - Eu sei é que...aind...você não merece...Cor" – Coloquei a mão na boca dela outra vez
" – Me deixa terminar – "
"Eu estou esperando você, e eu só quero me aliviar se for com seu corpo, suas mãos, enfim você todinha ok?"
Ela consentiu com a cabeça. E eu realmente não queria voltar no assunto. Sou homem, e sim esta difícil para mim, mas nada se compara a dificuldade que ela enfrenta. E sim, ela não pode se preocupar comigo agora.
C
Agosto de 2018
Olhei aquela ambulância branca, aqueles médicos e enfermeiros, aquela maca, uma cama repleta de sangue, Alice chorando desesperada sendo segurada pela babá.
A cena era assustadoramente horrorosa. Escuto os gritos dela que se contorcia sendo carregada.
" – Quem vai acompanha-la?"
Sou tirado dos meus devaneios. " – Eu, eu mesmo"
" – Papai, a mãe, ela vai...sh,..sh...morrer?"
Puxei Alice nos meus braços em questão de segundos
" – Shh, não filha, por favor não pensa nisso, ela só ta um pouco dodói, eu logo volto tá? Fica lá com a santinha que a Vovô Ann deu e peça com bastante força pra ela tá?"
Deixei minha filha aos prantos com a babá, e pedi para ela ligasse para os familiares. Entrei naquela ambulância como seu eu tivesse indo para uma sentença de morte. O que de certa forma, era.
C
Segurei minha mão o caminho todo, mesmo os médicos se atravessando a todo momento ligando todos os equipamentos.
" – Não vou mentir, o estado é grave" – Dr. Antony me informava enquanto eu perdia todos os meus cabelos.
" – Ela esta de quase 7 meses, e sim era uma gravidez de auto risco, vocês sabiam desde o inicio Cory".
" – Mas hoje em dia? Com tanta tecnologia? Vocês não conseguem fazer nascer um BEBE DE 7 MESES? PORQUE?"
Falei visivelmente exaltado.
" Cory entenda, nós vamos realizar o parto, mas pode ser e provavelmente aconteça o momento que precisaremos escolher, ou a vida dela, ou do seu filho".
Custei a entender o porquê estava acontecendo conosco. Seria nossa teimosia? Tínhamos tantos sonhos e planos para Benjamin, Já tinha providenciado toda coleção de roupas infantis do Canucks pra ele. Me imaginei no ginásio, me imaginei tocando bateria enquanto ele iria destruir todos os instrumentos.
Suspirei, precisava ser racional nesta hora, Alguém tinha que ser.
C
Acordei sentindo tudo rodar, alguns equipamentos, a sala branca. Ainda não lembrava de muita coisa. Porque, porque estava aqui mesmo?
Vi Cory levantar em um pulo e acariciar o meu rosto.
" - Me diz que não aconteceu, o que eu imagino que aconteceu?"
" - Sim".
E só foi possível derramar lágrimas. O choro mais pesado da minha vida.
C
É a maior dor do mundo. Nessa situação não importa sua fama, dinheiro, vaidade, beleza, nada.
Nada se compara a dor de uma mãe perdeu seu filho tão amado e desejado. Não importa a sua idade, quantos filhos tenha. O sentimento é o mesmo. Forte e arrebatador. Esmagador e intenso. É horrível.
Tentei me esforçar pelo meu marido, pelos meus famílias e amigos, pela minha filha que aparecia chorosa todos os dias me dar bom dia.
Mas não consegui reagir, entrei no meu quarto escuro e apertado. E não quero jamais sair daqui.
Novembro de 2018
Estávamos no terceiro dia, e nossos progressos incluíam um passeio de barco em um rio pequeno e aconchegante.
Algumas brincadeiras ao ar livre. E agora um jantar a luz de velas que eu tinha preparado enquanto ela pediu para caminhar no hotel.
Fiz tudo em tempo recorde. E consegui terminar antes que ela voltasse.
C
Rimos a noite toda, ele me deixou tomar um vinho desde que eu não tomasse meu remédio obviamente. Não sei se o álcool continua sendo uma fuga, mas confesso estava me sentindo um pouco melhor.
Começamos a nos beijar e senti seus carinhos nas minhas costas, chegando até minha bunda. Senti arrepios enquanto ele encostava no meu pescoço e falava aquelas palavras que ele sabia fazer.
Me entreguei completamente naquela noite. Senti todo meu corpo gritar de saudade e desejo. Foi incrível, mais incrível do que todas as vezes, todos os lugares do mundo. Melhor que nossa primeira vez, melhor do que quando eu disse que o amava. Foi uma noite de amor recuperado, ressurgido, reencontrado.
C
Dois dias depois estávamos de volta. Ela ainda mantinha os meus traços na personalidade quieta que sobressaiu a Lea que eu conheço após o ocorrido. Mas eu estava esperançoso. Voltei a conseguir fazer uma ou outra piada com ela. E isso já era um grande feito, pelo menos pra mim.
C
Estava no aeroporto com Vô Edith e Vovô Marc. Fiquei alguns dias sem meus pais e parecia uma eternidade. Eu tava louca de saudade da mamãe, do colo dela e do cheiro dela, tomara que ela tenha melhorado.
Vi eles entrando no salão do desembarque e não me contive, sai correndo:
" – Mamãaaaaaaaaaaae" – " Papaaaaaaaaaaaai".
" – Minha pequena, que saudade de você, saudade" – Mamãe me pegava no colo, sorrindo. Nossa como ela tinha mudado. Ela tava sorrindo, e era o sorriso mais lindo do mundo.
" – Aprontou demais por aqui né?" – " Fiquei sabendo de todos os sorvetes e guloseimas.
" Só um pouquinho mãe, eles me levaram ao parque, cinema, zoológico, mamãe, foi incrível..."
C
Sorri com todas as histórias da minha filha. E mais ainda com a risada contagiante da Lea. Ainda era cedo para dizer, mas as coisas pareciam ir bem, eu espero que continue assim.
C
Estávamos deitados no quarto abraçados cansados da viagem quando ela chega com olhinhos quase fechado e de pijama e um panfleto na mão.
" – O que foi meu amor?" - Puxei a criaturinha entre Lea e eu.
" – Enquanto vocês estavam na viagem, a minha escola nos levou em um orfanato, e ela era cheio de criança que não tem papai nem mamãe, quer dizer as vezes tem um outro ou nenhum. Vocês acreditam?"
Olhamos os dois intrigados para ver onde ela queria chegar?
" E ai, nos brincamos com todas elas, e elas são muito legais, e eu fiquei pensando que eu tenho pai e mãe e elas não tem."
Eu pensei em interrompê-la ao ver o semblante da Lea, mas ela foi mais rápida a danadinha.
" – Ai a tia me contou que as vezes algumas famílias que não tem filhos, ou papai do ceu só manda um, vão lá e escolhem uma criança pra levar pra casa. Vocês podiam fazer isso né? Sério, ia ser tão legal né? Eu podia ajudar a escolher néee?"
C
Consegui fazer a pestinha dormir depois de tagarelar por horas sobre essa ideia. Eu assumo a ideia é ótima. Mas nunca tínhamos falado disso né? Nunca e nem sei o que Lea pensa sobre isso, e enfim ela esta progredindo agora, é melhor esquecer.
Novembro de 2012 – Uma semana depois.
Acordei decidida a contar para o Cory, melhorei muito nesta ultima semana graças a conversa de uma certa filha sabichona. Ele vai ficar um pouco chateado comigo por ter me precipitado, será?
Chamei ele na cozinha e entreguei a chave do carro.
" – Amor, vamos em um lugar? Eu vou te guiando".
Mesmo sem entender, ele me obedeceu. Entramos no carro e fui dando as coordenadas enquanto ele me interrogava sobre tudo.
C
Paramos em uma casa grande, enorme na verdade. E assim que vi a placa na entrada não pude acreditar.
" Lar Criança Arteira"
Poderia ser?
C
Entramos e no jardim já víamos crianças correndo e brincando. Algumas delas como Andrea de 13 anos correram até mim.
" – Oi Tia Lea"
" – Oi meu amor, tudo bem? Conhece o Cory?"
" – Sim já vi vários filmes seus" – Afirmou timidamente.
" – Amor, você pode me explicar o que esta acontecendo?" – Ele estava certo, merecia uma explicação.
Saímos dali para um dos parques que cercavam a propriedade.
" – Assim que Alice falou sobre a visita dela, eu fiquei pensando. Que o mundo é muito injusto mesmo. Eu com tanto desejo de ser mãe, e outras tantas crianças com desejo de só ter uma mãe."
Respirei fundo e continuei.
" – Sei que você vai achar cedo, Cory, precipitado ou o que quer que seja, mas eu realmente quero tentar. Soube que as crianças ficam anos na fila, e senti que posso fazer algo por elas. Vim semana passada e contei historias, foi revigorante para mim." – Senti ele sorrir e segurar forte as minhas mãos.
" – Podemos escolher juntos, um filho uma filha, o que quer que seja, acho que na hora que for pra acontecer aqui ou em outro lar, vamos sentir né?"
C
A abracei tão apertado que acho que quebrei suas costelas. Nada, nada poderia ser melhor que isso.
Beijei, abracei, disse eu te amo tantas vezes que perdi a conta.
" – Pode ser uma, duas, ou vinte meu amor, se for pra te fazer feliz eu topo qualquer coisa."
" – Vinte? Tá maluco né? Imagina vinte comilões como você e Alice, estaremos falidos, só em comida."
A abracei novamente. E agora finalmente consegui enxergar um pouco de luz no quarto escuro em que ela vivia. E eu precisava absurdamente nesta luz.
C
Passamos o ultimo mês nos revezando entre compromissos e as visitas ao lar, as crianças eram encantadoras e Alice já estava enturmada com todos seus novos amigos.
Ainda não nos sentimos tocados, mas voltávamos lá com toda paciência do mundo. Afinal eu já tinha passado por um parto, quase morrido na sala, perdido meu filho, e ainda não poderia mais engravidar?
Um pouco de paciência, eu podia e devia ter.
C
Entramos na sala e a movimentação estava grande. Era recepção de novas crianças, algumas achadas na rua, abandonadas, destratadas, ou apenas órfãs mesmo.
Logo as crianças correram nos abraçar e nos apresentar um por um por.
" – Tio esse é o Lucas, ele chegou hoje"
Vi aquela pequena criaturinha me olhando, olhando com os olhinhos expressivos e indo em direção a Lea.
" – Tiiiaaa, quero você." – A olhei com os olhos marejados. Senti uma pequena lágrima escorrendo nos meus olhos.
" – Oi Lucas, você é lindo sabia?" – Ele abaixou e pediu o colo da Lea. Foi assim durante toda tarde. Descobrimos que ele tinha sido maltratado pela pai e não tinha mãe, a pai abriu mão dele para o lar.
Estava com 3 anos, e tinha uma deficiência na perna, que o deixava caminhar meio desajeitamente. Mas e dai né? Eu sou todo errado também. Quem afinal liga para isso.
No final do dia sabíamos que queríamos o Lucas parte da nossa família.
C
Vi aquele serzinho adormecer nos meus braços e pude sentir novamente aquela sensação semelhante de quando segurei Alice a primeira vez. Alias nossa filha o acariciava como se fosse um brinquedo, e eu podia dizer que ela babava por ele, assim como Cory.
Agora, eu enxergava luz, e uma chance nesse mundo. É reconfortante saber que nada nesta vida está perdido, nem quando você acha que tudo esta perdido.
Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas agora com Alice, Cory e Lucas eu sabia que tudo seria possível.
Afinal, dizem que o Caminho, se faz caminhando"
C
Happy Thanksgiving!
Era um corre – corre absurdo naquela casa, os brinquedos voavam por todos os lados. Alice, Cory, alguns priminhos e até Carol sobrinha do Cory que estava bem grandinha entrou no jogo do Lucas.
Fazia pouco mais de uma semana que ele estava na nossa casa, e eu posso dizer. Só encheu de alegria. Não conseguimos usar o mesmo quarto do Benjamin. Eu sou da opinião de que a pessoinha veio ao mundo por algum motivo e cumpriu sua missão. Então não consegui usar as mesmas roupas, pintura e moveis do quarto para o Benjamin, porque por mais que doa. Ele veio a esse mundo e cumpriu exatamente a missão que lhe pertencia. Ainda o amo muito. E agora Lucas esta conosco para continuar a nossa missão como pais, a minha missão como mãe de um menino lindo.
" – É nosso feriado favorito, viu Lucas?" – " Papai e mamãe amam tanto que dizem que foi ele que me trouxe pra eles, não sei bem porque, mas acho que ele trouxe você também."
C
Reparei nela observando nossos pequenos. E a abracei por trás.
" – Obrigada"
" – Porque?"
" – Por me amar, por amar nossa família, pelo melhor Thanksgiving"
" – Uau, melhor é? Olha que nós já vivemos alguns bens intensos."
" – Nada, nada se compara a esse. O melhor Thanksgiving da minha vida.
" Happy Thanksgivinggggggggggg"
Vimos as duas vozes mais doces do mundo correr nos abraçar.
Era sim, o melhor Thanksgiving da vida.
A.N – Entendo nada de leis americanas de adoção, por isso pulei todos os tramites. Escrevi essa história inspirada em uma amiga que passou por dois abortos. Ela sempre dizia que o bebe tem sua missão no mundo. Escolhi nome Lucas em homenagem também (L).
Espero que tenham gostado!
