Mirok chegou ao porto num carro muito elegante, preto. Ele ainda usava terno e óculos, sua roupa e acessório preferido. Enquanto andava reparou em um homem alto, com uma roupa característica do Japão: kimono, um kimono muito estranho. Mas não era nessas coisas que Mirok reparava e sim na revista que o homem lia.
Ah! Dá um tempo! – Gritou Mirok arrancando a revista das mãos do homem, com raiva.
Ei! – Gritou o homem de volta.
Mirok é uma fraude. – Disse Mirok lendo a capa da revistam, então o homem o reconheceu.
Olha... Não liga pra isso. – Falou o homem tentando anima-lo.
É claro. – Respondeu Mirok olhando para o rosto homem, que tinha olhos bem expressivos. – Aí, você é Bankotsu, não é? – Perguntou Mirok reconhecendo-o.
É. – Respondeu Bankotsu contente por ser reconhecido.
Eu te vi lutar em Londres. – Disse Mirok. – Você é ótimo.
Eu já vi alguns filmes seus. – Falou Bankotsu percebendo que Mirok estava mais contente. – Não dá pra fingir aqueles movimentos.
É, tem que dizer isso pra imprensa. – Nesse momento alguém chamou Bankotsu.
Desculpe, preciso ir. Até logo. – Despediu-se Bankotsu. – Foi bom falar com você!
Até mais! – Gritou Mirok contente, enquanto Bankotsu acenava de longe.
Mirok foi tirar sua bagagem do carro. Umas dez malas cheias de acessórios e roupas. Foi quando Inuyasha passou por ele, com a mesma roupa de antes mais um sobre tudo preto, que ia até a altura dos joelhos.
Oh... psiu! – Pediu Mirok chamando Inuyasha. – Quando o navio chegar dá pra colocar isso a bordo? – Mirok falou como se fosse mais uma ordem do que um pedido.
Quer que eu carregue sua bagagem? – Perguntou Inuyasha fingindo-se de ingênuo, mas estava incrédulo pela cara de pau do outro.
É. – Respondeu Mirok pegando dinheiro no bolso. – Eu pago você e você carrega as malas. É complicado demais? – Perguntou Mirok como se Inuyasha fosse um retardado.
Não. – Respondeu Inuyasha pegando o dinheiro da mão de Mirok. – Tudo bem. – Disse ele dando um sorriso malicioso, que Mirok não percebeu.
Ótimo. – Disse Mirok sorrindo, mas parou de sorrir ao ver o que Inuyasha fazia.
Inuyasha pegou uma das malas, andou até a beira do cais, onde achou que o navio ia parar e largou a mala ali, na água. Depois sorriu para Mirok, mostrou o dinheiro que ele lhe dera e seguiu seu caminho. Mirok olhava incrédulo.
Se eu pedisse pra estacionar o carro... – Disse Mirok sozinho e chocado.
Enquanto isso um pouco mais afastados e escondidos atrás de umas caixas, estavam Sango e seu companheiro observando o porto com binóculos especiais, com os quais conseguem ver mesmo no escuro.
Nós não sabemos se aquele cretino mentiu ou não. – Disse o homem para Sango. – Guinkotsu já pode estar a quilômetros. – Nesse momento eles percebem um barco chegando. Um barco estranho, onde na proa tinha a figura entalhada de uma mulher, cujo nome escolhido foi Midoriko, o nome do barco. – O que é aquilo? – Perguntou o amigo de Sango. Mas ela nem respondeu, pois também estava impressionada com o barco.
Quando o barco parou já havia uma fila de lutadores esperando. O primeiro da fila era Mirok, logo seguido por Bankotsu.
Só pode ser brincadeira. – Disse Mirok olhando o barco e começando a subir com dificuldade, por causa de todas as suas malas, através de uma rampa.
Sango observava todos subindo e quando o último subiu ela viu, através de seu binóculo, o olho de metal de Guinkotsu brilhando, num canto escuro próximo ao barco.
É ele! Fica aí! – Gritou Sango para seu amigo e saiu correndo na direção do barco.
Espera! – Gritou o amigo.
Isso Sango... vem pro papai. – Sussurrou Guinkotsu saindo de seu esconderijo e subindo no barco.
Sango! Não sobe nisso! – Gritou o amigo dela. – Volta Sango! – Mas ela já não o ouvia mais e continuou correndo para o barco.
Todos já estavam no barco e Mirok de repente avistou alguém conhecido.
Ei! Você aí! – Chamou Mirok indo na direção de Inuyasha, mas antes que pudesse chegar nele, algo bateu contra seu corpo, fazendo suas malas caírem no chão. – Qual é garotão vai... – Mirok ia dizendo, mas percebeu que uma bela mulher apontava uma arma para o seu pescoço. -...Encarar...? – Ele conseguiu terminar a frase.
Não! – Respondeu Sango, ainda apontando a arma para o pescoço dele. – E você? – Ela perguntou.
Oi. Sou Mirok. E você é... – Perguntou Mirok tentando agradá-la.
Onde está o Guinkotsu? – Sango quis saber.
Não sei de quem ta falando...- Disse Mirok abaixando a arma que ainda estava em seu pescoço e aproximando seu rosto do de Sango. -...Mas eu posso te ajudar a encontrar. – Sango por um segundo ou dois ficou presa naquele olhar, mas logo despertou.
Sai da minha frente! – Ela o empurrou e passou dando graças a Deus por ter se livrado dele.
É só mais uma fã adorosa. – Zombou Inuyasha rindo dele e seguindo Sango, deixando Mirok pra trás.
Sango vai até um compartimento do barco, averiguando todos os lados, se voltando com a arma para um lado e para o outro. De repente um homem entra por uma porta no lado oposto da sala, fazendo com que Sango, no susto, apontasse a arma para ele.
É uma honra conhece-la Sango. – Disse o homem sorrindo. – Narak ao seu dispor. – Sango abaixou a arma.
Estou procurando um assassino. – Explicou Sango. – Ele entrou neste navio.
Estou impressionado, mas o barco é meu e se quiser dar uma volta... – Ele disse com o rosto um pouco mais maligno que o normal. -...Eu lhe mostro-o pessoalmente. – Nesse momento Inuyasha e Mirok entraram na sala.
Aí! Seja gentil com a moça. – Disse Mirok. – Só ta fazendo o trabalho dela.
Quando eu quiser reforço... – Respondeu Sango muito rudemente. -...Eu peço pelo rádio. – Ela falou virando o rosto para a porta a sua frente, que estava sendo aberta enquanto eles falavam, para dar passagem a dois homens, um vestido de azul e preto, e o outro de amarelo e preto.
O rádio ta a mão? – Perguntou Mirok se preparando para o pior. – O homem de azul parou a frente de Sango e ficou em postura de luta.
Saiam da frente! – Gritou Sango apontando a arma para o homem de azul, mas ele simplesmente encostou a mão na parte da frente da arma e congelou a mesma, logo depois a quebrando no meio.
O outro parou a frente de Mirok e colocou o braço direito sobre o esquerdo, que estava erguido até a altura de seu peito, de encontro ao mesmo. Da mão direita dele saiu uma espécie de cabeça de serpente, que mostrou a língua como uma cobra de verdade, deixando Mirok e Sango chocados.
Renkotsu – o de amarelo – E Suikotsu – O de azul – São inimigos mortais – Disse Narak observando os três. – Mas são escravos sob o meu poder.
De repente um raio azul, vindo da entrada, atingiu Suikotsu e outro amarelo atingiu Renkotsu. Depois que eles caíram os raios se uniram e Raiden surgiu atrás dos dois humanos e do meio-youkai.
Já chega! – Raiden gritou.
Lord Raiden. – Disse Narak parecendo frustrado. – Que gentileza nos agraciar com a sua... Presença.
Suas aberrações de circo atacaram meus lutadores! – Gritou Raiden com raiva. – Isso é expressamente proibido antes do torneio... Como seu imperador sabe.
Minhas sinceras desculpas. – Respondeu Narak fingindo inocência, inexistente. – Não acontecerá de novo. Prometo.
Eu vou me assegurar. – Disse Raiden.
É claro. – Aprovou Narak. Até chegarmos a ilha onde você não tem domínios! – Observou Narak calmamente.
Conheço bem os meus domínios feitceiro! – Falou Raiden já exautado.
Obrigado! – Respondeu Narak.
Mas que torneio? – Interrompeu Sango, sem entender nada.
Você foi escolhida Sango. – Disse Narak. – Para minha alegria. – Revelou. – Boa noite. – Dizendo isso saiu dali por onde entrou.
Você é mesmo Raiden! – Disse Inuyasha.
Venham comigo! – Falou Raiden, se transformando em raios elétricos de novo e saindo da sala.
Depois que os três saíram de lá, começaram a conversar.
Tem um cara que das mãos saem coisas! – Gritou Mirok assustado. – Tem um outro que congela coisas e depois tem um outro que pelo que eu posso ver, é feito de eletricidade. Quer dizer, como é que ele desapareceu daquele jeito? O que que ta havendo aqui? Quem é esse cara? – Gritou Mirok dizendo tudo isso num fôlego só.
Eu acho que nós temos que pensar direito. – Disse Sango tentando acalma-lo um pouco.- Existe uma explicação racional pra isso.
Ele é Raiden, Deus do trovão e protetor do domínio da Terra. – Respondeu Inuyasha.
Ah! Ótimo! – Disse Sango.
É. É uma explicação racional. – falou Mirok.
Ouçam. – Raiden apareceu sentado numas caixas atrás deles, assustando-os um pouco. – O que estão para enfrentar é muito mais importante do que seus egos, seus inimigos ou sua busca de vingança. – Falou para eles e cada um encontrou seu motivo. – Vocês embarcaram numa missão secreta. Foram escolhidos para defender o domínio da Terra, em um torneio chamado Mortal Kombat.
Defende-la de quem? – Perguntou Sango.
Seu mundo é um dentre muitos domínios. – Explicou Raiden. – Um deles é uma terra esquecida chamada Sengoku Jidai. Governada por um imortal que se proclamou Imperador. Agora ele procura um novo mundo para conquistar e escravizar.
Espera aí! – Agora foi Mirok a falar. – Se esse cara é tão poderoso... Por que ainda não invadiu a gente?
Para entrar no domínio da Terra, o feiticeiro demônio do Imperador, Narak, e seus guerreiros têm que obter dez vitórias seguidas no Mortal Kombat. – Disse Raiden rindo. – Venceram nove. Esse será o décimo torneio.
Um punhado de gente, num barco, avaliado, vai salvar o mundo? – Perguntou Sango, não acreditando.
Exatamente! – Respondeu Raiden. – A essência do Mortal Kombat não é a morte, mas a vida. Homens e mulheres humanos defendendo o próprio mundo de youkais e humanos malignos. – Disse Raiden.
Mas eu sou um youkai. – Disse Inuyasha sério. Mas sem se importar muito, pois mataria Narak de qualquer jeito. – Não seria contra as regras?
Não, eles também têm humanos como aliados. Além disso, só os humanos te aceitaram, ou seja, sua mãe e seu avô. – Respondeu Raiden e Inuyasha se calou.
Por que está nos dizendo isso? – Perguntou Sango. – E os outros?
São todos grandes lutadores. – Ele explicou. – Mas olhei dentro das almas deles e das suas. Um dos três decidirá o resultado do torneio. O destino de bilhões depende de vocês. – Ele falou rindo um pouco. – Desculpe.
E quanto a Narak? – Perguntou Inuyasha.
Ainda só preocupado com a vingança? – Especulou Raiden. – Se desafiar Narak agora vai perder sua vida e sua alma. – Respondeu ele sério.
Não! – Gritou Inuyasha. – Ele vai pagar pela morte do meu irmão! – Falou muito sério e com raiva.
Não está pronto... – Respondeu Raiden calmamente, mas parou de falar ao ver que as nuvens se moviam estranhamente no céu, formando caveiras e serpentes. – Vejam! – Ele falou para os três. – Já começou.
Do outro lado do barco Narak movia os braços, erguidos para o céu.
Já começou! – Ele gritou para todos saberem que era o começo do fim do domínio da Terra, isso é claro na mente dele.
Oi para todos,
Dedico esse capítulo a Jaque que me mandou um comentário.
Muito obrigado Jaque.
Eu achava que as pessoas não se importavam com comentários, mas percebi que isso ajuda muito. Essa é a minha 1ª fic e se puderem comentem. Por favor.
Mas desde já agradeço se pelo menos lerem e gostarem. Mas se der comentem.
Valeu!
