Bom, gente, lá vai o segundo capítulo! Não sei como irá funcionar a assiduidade dos posts, já que faço faculdade e meu ano está uma loucura! Pretendo tentar postar sempre 2 capítulos por semana, ok? Obrigada por ler! Comentem, onegai. :D
Capítulo 2. Encontro.
"Pode entrar" – ela disse, com um sorriso.
A porta se abriu revelando duas pessoas. A primeira era uma senhora de aproximadamente 50 anos, de cabelos pretos com fios grisalhos, e olhos bem pretos, marcados com sinais do tempo. Ela segurava a mão de uma garotinha, que parecia estar com medo de estar ali. Ela tinha os olhos profundamente azuis, e os cabelos eram pretos bem lisos, indo um pouco abaixo do ombro. Não parecia ter mais que 5 anos e tinha o rosto aparentemente febril.
"Olá, eu sou Uchiha Mikoto, e essa menininha aqui é minha neta, Uchiha Harumi" – a senhora disse com um sorriso formal, porém doce.
"Prazer em conhecê-las, Mikoto-san e Harumi-chan; eu sou Haruno Sakura. O que as trouxe aqui?" – Sakura falou com curiosidade, observando as feições da menina.
"Ela está com febre há uns 2 dias, achamos que iria passar mas como só piorou, resolvemos trazê-la logo. O pai não pode vir já que é muito ocupado, e quem teve que cuidar dela fui eu" – Mikoto disse rindo.
"Entendo" – Sakura disse. Parecia um caso bem comum de virose; não havia sido o primeiro nem o segundo do dia. A médica seguiu a consulta fazendo perguntas e mostrando alguns possíveis exames para a menina fazer posteriormente. Elas se arrumaram para ir.
"Volte logo para eu me garantir que você está boa, sim Harumi-chan?" – Sakura disse sorrindo.
"Hai!" – a menina disse decidida, com uma expressão bem madura para sua idade.
A mulher e a criança se despediram e foram embora. Mikoto resolveu não levar a criança para a casa do filho, em vez disso a "sequestrou" para a sua casa. Achava que já era triste o suficiente a pequena não ter mais a mãe, ainda mais ficar naquela casa sozinha com os empregados. A casa dos Uchiha era grande e espaçosa, com um gramado bem grande na frente e com um jardim impecavelmente bem cuidado. Era o orgulho de Mikoto. Resolveu preparar um chá enquanto a criança brincava no jardim com suas bonecas. Logo Sasuke chegaria para buscá-la.
"Mãe? Cheguei. Já vou levá-la-" – Mikoto ouviu as palavras de seu filho, enquanto havia acabado de colocar o chá em duas xícaras.
"Espera aí, mocinho. Você vai tomar um chá comigo enquanto eu converso com você sobre a situação atual de sua filha" – A senhora Uchiha sabia como ser convincente, e como chamar a atenção de seu filho.
Sasuke revirou os olhos. Não tinha como fazer algo sobre, teria que ouvir sua mãe. Com certeza tinha uma papelada lhe esperando, mas foda-se, lá estavam as duas únicas mulheres da sua vida. Sentou-se na cadeira ao lado e os dois ficaram olhando para a pequena brincando.
"Sei que desde que Aya morreu, você tem evitado suas funções de pai, mas essa situação já está ridícula." – A mãe do moreno começou sem cerimônia alguma. Havia quase um ano desde que Aya, esposa de Sasuke e mãe de Harumi, havia morrido. Ela tinha apenas 26 anos quando sofreu um infarto fulminante e não resistiu, deixando uma criança de apenas 4 anos sem mãe. Aya não era apaixonada por Sasuke como ele também não era por ela. O casamento havia sido um detalhe profissional, na intenção dos pais dos dois de fundirem empresas e negócios que tinham. Sasuke não a amava, era verdade, mas a respeitava. O amor, aliás, era apenas uma mera infantilidade de quem achava que tinha que ter alguma coisa entre o sexo e as demais relações entre homem e mulher.
"Oka-san, eu sei que você acha que Harumi é responsabilidade sua, mas contratei pessoas muito bem capacitadas para cuidar dela" – o homem disse ríspido, pensando em toda a seleção que fizera para achar babás experientes para cuidar de sua filha.
"Sasuke, Harumi não precisa de babás, precisa de um pai!" – Mikoto disse tão ríspida quanto o filho. Ele não sabia com quem estava lidando, pensou.
Ele respirou fundo e pensou um pouco sobre o assunto. Talvez estivesse se sobrecarregando demais na empresa, na sua eterna concepção de que todos ali eram uns inúteis e ele sempre acabava cuidando de tudo sozinho.
"Vou ver o que posso fazer" – disse simplesmente, mas sincero.
