Hi! Segundo capitulo da Fic, obrigada pelos coments. Acho que terá mais uns 4 ok?
Aproveitem bastante. O passado aos poucos vai sendo desvendado.
Comentem;
Xoxo;
Há dias que Mel só fala no "Tal do Tio Finn". Ela era apaixonada por música eu sei, afinal era algo no sangue dela , mais que isso, acho que no DNA. Devo admitir o traste do pai dela até cantava bem. Mas agradeço mesmo por saber que ela herdou meu timbre e meu amor pela música.
Devo admitir, não tinha noticias de Finn há anos. E no que ele tinha se convertido? No herói musical favorito da minha filha.
Estou fugindo desse encontro mais do que vampiro de cruz e dente de alho, mas sei que logo deve acontecer. Afinal, Mel entrou para o clube da escola. E isso implica em grande participação dos pais. Acontece que clube + Finn Hudson realmente não me trazem boas recordações.
C
Mel era uma aluna exemplar. Aos poucos foi se soltando nas aulas e mostrando que todo seu conhecimento é superior a qualquer uma daquelas crianças. Eu tinha que rir, porque agora, só agora eu consigo perceber como ela se parece com a Rachel. Como eu não pude imaginar que só alguém como uma filha dela poderia ter esse timbre tão particular?
Mel está entrando para o coral, e eu tenho certeza que ela ganhará o solo para a próxima apresentação aos pais.
Coral + filha da Rachel conseguem me trazer tantas lembranças.
C
Flashback on - Março de 2011 – Seletivas – Auditório Mckinley – Ohio
Cruzo os corredores em direção ao camarim, meus companheiros de coral já estavam por lá. Esse ano tudo seria diferente, tivemos nossa última chance e não podíamos decepcionar.
Perder para os meninos da Dalton. Era uma vergonha. Perder para Finn Hudson era inaceitável.
C
" – Ora, ora...veja se não é a líder dos perdedores se aproximando?"
" – Rachel Berry pronta para babar por mim no palco outra vez?"
" – Babar? Por essa rouquidão exagerada, e esses números de pouca capacidade criativa?" – Aproximou apontando um dedo na minha cara.
" – Em outra vida Hudson, só em outra vida."
C
Como eu gostava de provoca-la. E eu nem sabia por que a baixinha me tirava do sério. São dois anos de competições seguidas que tenho o prazer de vê-la soltar espuma pelos lábios.
Vi que ela estava se preparando para entrar no palco e tentando fazer uma espionagem industrial, ou melhor, musical, me aproximei.
C
Senti aquela mão atrás dos meus ombros e virei sem acreditar
" – O que você faz aqui Finn?" – " Pela amor de Deus, não me deixa em pa...z"
" – Argh Rachel, missão de paz ok?" - " – Só vim te desejar boa sorte do meu jeito"
Ele me disse enquanto eu cruzava meus braços para não socar seu rosco.
" – E quem disse que eu preciso de sorte?" –
" – Você não se garante Berry, eu sei"
" – Da onde você tirou isso?" – " Como você é idiota, meu Deus"
" – Você vai ver o idiota agora".
Não consegui me mover, respirar, falar ou resmungar. Finn Hudson estava me beijando. E uou, que beijo foi esse? Senti seus braços em minha cintura segurando firme no vestido.
Eu não queria. Sabia que eu não queria, mas foi inevitável entrelaçar meus dedos nos seus cabelos e puxa-lo mais próximo.
Foi quando precisamos de ar que toda realidade apareceu.
Ele me soltou, olhou fundo nos meus olhos e disse:
" – Esse é meu jeito de te desejar Boa Sorte, Berry".
Flashback off –
Comecei a reunião de pais contando dos participantes do Coral. Este ano decidimos homenagear os musicais infantis favoritos das crianças. Após uma pesquisa com as próprias. Chegamos em " A Bela e a Fera", " Cinderela" e "Branca de Neve".
Mostramos meu planejamento, e esperei opiniões dos pais. Tudo isso, sem conseguir desviar meus olhos do fundo da sala.
C
Finn Hudson, em carne e osso ali na minha frente. Aliás, diga-se de passagem, lindo. Não estava mais no ensino médio, para suspirar feito adolescente para ele. Mas tenho que admitir ele continuava o mesmo, as mesmas covinhas, o mesmo sorriso frouxo. O mesmo ar, o mesmo tudo.
Concentrei nas suas informações. Notei algumas mães se contorcendo nas cadeiras com sua beleza. Um bando de safadas.
C
Assim que a reunião acabou vi os pais lentamente indo embora, enquanto sinto ela se aproximar.
" – Realmente o mundo não é uma ervilha Finn Hudson?"
" – Veja só se não é a velha e linda Rachel Berry aqui na minha frente?"
Ela sorriu para mim. E devo admitir continuava com aquele sorriso que deixei há anos atrás.
" – Não perca seus elogios "Professor Hudson". Não caio nos seus galanteios"
" – Pode até ser que não, mas não foi sempre assim não é Rachel?"
" – Não tenho mais 17 anos Finn" – Falou me reprendendo – " Aliás estou aqui somente pela minha filha".
" – Calma, não quero falar de passado".
" – Mamãeeeeeeeeeee".
C
Vi mamãe conversando com Tio Finn e entendi direito? Parece que eles se conhecem né? Achei muito legal.
Cheguei já pulando no colo dela, não era sempre que ela vinha aqui na escola. Aliás, falando mesmo quase nunca.
" – Mel, já ouvi muitos elogios seus hoje" - "Estou muito orgulhosa de você". – Ela me disse sorrindo.
Olhei para ele que sorria também. Ia aproveitar agora.
" – Mamãe, eu tenho um pedido para te fazer."
" – Claro, filha peça."
" – Quero que o Tio Finn me dê aulas particulares de música."
C
" – O que?"
Só conseguir dizer como minha filha queria ter aulas com ele? Por quê? Eu posso pagar qualquer ótimo professor, ótimo nome da Broadway para ela. Justo com Finn?
" – Quero ser boa como você mãe, quero ficar boa para que ninguém tire sarro de mim na peça da escola."
Vi seus olhinhos tristes e o olhar de Finn direcionado para nós.
" – Mas você nunca quis fazer aula antes Mel, porque agora?"
" – Sei la, porque com Tio Finn é mais legal".
C
Concordei com aquele absurdo. Fazer o que né? Ela queria muito mesmo. Nas duas últimas semanas Finn frequentava a minha casa para dar aulas em três dias diferentes. Graças a Deus, nunca nos cruzamos.
Mas quando chego a noite. Ela vem toda cheia de novidades. Aprendeu novas notas, arriscou sua primeira música no piano. Adivinhe só? Noite feliz. Estava fazendo progressos, e eu tenho que admitir que ele era um ótimo professor.
O insuportável, arrogante, metido, problemático, irresponsável, garanhão. Já disse insuportável? Líder da escola concorrente que me atormentou até quando conseguiu no meu ensino médio, tinha se tornado um excelente professor. O mundo da volta.
Deitei puxando ela entre meus braços, o sono me consumia, mas ela não parava de falar, um só segundo.
" – Mãe, você e o Tio Finn já se conheciam?"
" – Si...m – Falei um pouco gaguejante.
" – Como mamãe? Onde? Porque?"
" – Longa história. Durma agora".
C
Fhashback on – 2012 –Regionais
" – Rachel, ai esta você" – Ouvi a voz de Kurt atrás de mim, corri o abraçar.
" – Enfim, você chegou, eu estou tendo um treco sem você"
" – Calma Drama Queen, tive que vir com Finn, né...depois que nossos pais começaram a namorar..."
Não o deixei completar. Sim depois daquele beijo ano passado não havíamos trocado uma só palavra pelo acontecido. Nunca mais vi Finn Hudson, graças a Deus, e a distância mínima entre nossos colégios.
Mas claro que estava bom demais para ser verdade. A mãe dele e o pai do Kurt, meu melhor amigo, começaram a namorar. E eu era obrigado a vê-lo constantemente nos jantares e aniversários da família.
Se fosse só isso, ok eu encararia. Mas Finn logo começou a namorar Quinn uma líder de torcida do meu colégio. O que com certeza, só me leva a crer que aquele beijo há um ano, exatamente um ano tinha sido um erro. Um tremendo erro.
C
A procurei por toda parte. Eu sei estava namorando, eu sei. Rachel era insuportável, metida, arrogante, prepotente, já falei insuportável? Mas era um imã, uma coisa magnética que me deixava dias e dias ouvindo apenas sua voz no meu ipod, ou vendo escondido seu vídeo no youtube.
Era linda. Era forte, era tão ela... e eu nunca vou admitir que não tenho nem metade da confiança que ela tem em si mesma. Nunca mesmo.
Me aproximei da coxia e pude enxerga-la arrumando o vestido.
Toquei seu ombro. Quando ela se virou
" – Ano passado, vim te desejar boa sorte e acabei ganhando. Esse ano eu acho que preciso mais uma vez te dar boa sorte, porque assim, mantemos a tradição e EU continuo ganhando".
Puxei entre meus braços e a beijei. Não ouvi sequer protestos, ou ela manifestando que queria sair dali. Ao contrário, foi mais forte e intenso que da última vez.
C
Parece que eu senti todos os ritmos eu um só momento? Sabe quando você escuta uma música e seu coração acelera de tão maneira que parece que ela foi feita para você?
Pois é, senti que aquele beijo do Finn foi feito exatamente para mim.
Nos separamos. E ele saiu, como sempre.
Nos apresentamos, ambos vidrados um no outro.
Quase nos encostamos quando nossos corais estavam no palco para ouvir o resultado.
Tum...tum...tum
Empate.
Todos comemoraram. Estávamos no campeonato nacional.
Sinto ele passar por mim e piscar rapidamente. Antes que me vire, porém, escuto bem baixinho e perto dos meus ouvidos.
" – No final, deu sorte para nós dois".
C
Depois de dois meses de estreia. Você já pode se dar alguns luxos, pedi três dias de folga, e minha substitua assumiu os palcos de Wicked.
Cheguei em casa um pouco mais cedo, e ouvi a música que soava na sala de estar.
Aproximei para ouvir, e percebi um Finn Hudson encantador e muito concentrado no meu piano branco, enquanto Mal soava os versos de uma música da "Mulan", um dos seus desenhos favoritos. Mais encantadora ainda, uma filha linda.
" Eu talvez
Tenha que me transformar
Vejo que
Sendo só eu mesma não vou poder
Ver a paz reinar
No meu lar ..."
Não resisti e me aproximei cantando
Quem é que está aqui
Junto a mim
Em meu ser
É a minha imagem
Eu não sei dizer
Vi seus rostinhos espantados, e Finn até derrapou um pouco no piano e continuou, terminei os versos finais junto com ela, com meus olhos cheios de lágrimas por ver a carinha dela radiante de felicidade.
"Quando a imagem de quem sou
Vai se revelar..."
" – Ual mamãe, isso foi incrível"
" – Linda, você está cantando muito bem" – Sorri a abraçando.
" – Graças ao Tio Finn mamãe, ele está me ensinando muto."
" – Obrigada Finn..."
C
As duas eram lindas juntas. Tive que conter para não parecer "menos homem" ou um bobo na frente delas.
" – Bom, preciso ir, já deu minha hora"
" – Não, por favor, fica" – " Mamãe Tio Finn pode ficar para jantar?"
Escuto ela pedir enquanto segura a mãe pela mão.
" – Filha, acho que ele deve ter outro compromisso".
" – Tio, você pode ficar?"
Mentir pra que né? Eu não tinha nada mesmo.
" – Claro, minha florzinha. Claro".
Olhei para Rachel que sorria timidamente. Olhei pra Mel que sorria amplamente. Um jantar? Que mal há nisso né?
Sem magoas, rancores ou voltas no passado. Afinal, um dia teremos que falar nisso. Um dia, não precisa ser hoje.
