Capítulo 2: The next day.

Enquanto se aproximava do próprio escritório foi se preparando psicologicamente sobre como agir quando a visse. Ele não podia agir de forma diferente do normal, porque não sabia ainda o que ela queria fazer sobre aquilo e logo nem Skinner, nem ninguém devia suspeitar de que havia acontecido.

Ele abriu a porta e ela estava sentada na cadeira dele, olhando uma pasta cheia de documentos, provavelmente do caso do dia, mas tudo que ele conseguia olhar, era para os dois botões abertos da camisa dela. Talvez por isso ele nunca tentou transar com ela antes, sabia que não conseguiria pensar em outra coisa o dia todo. As pernas cruzadas pareciam um convite, embora ela estivesse usando calças um tanto largas, como se quisesse parecer menos feminina para facilitar passar aquele dia de forma normal.

- Bom dia. Ela exclamou retirando-o de seu sonho acordado.

- Bom dia. Ele respondeu simplesmente e se aproximou, tentando parecer normal, embora fosse a última coisa que ele estivesse parecendo no momento. – Você podia ter me acordado. Tive que correr para chegar no horário.

- Mulder! Ela fez uma cara alarmada, como se dissesse que não era o momento de falar sobre aquilo.

- Precisamos conversar. Ele sussurrou, sentando-se na cadeira de frente a ela.

- Não agora. Acho que por isso nunca fizemos isso antes. Você não consegue separar as coisas. Ela o repreendeu.

- Quer dizer que você já tinha pensado nisso antes? Ele sorriu de forma sagaz e ela fez outra careta de reprimenda. – Está bem. Depois. Me deixe ver isso.

Pelo resto do dia eles falaram apenas do caso e trivialidades, embora mentalmente ambos estivessem ansiosos para falar sobre o que havia acontecido e como lidar com aquilo. Ela não queria parar. Ele não queria parar. E então finalmente, quando o fim do expediente chegou, Mulder perguntou:

- Podemos conversar agora?

- Sim, mas não aqui. Vamos tomar um café? Ela convidou ainda séria, naquela pose tipicamente Scully de ser. Ele assentiu e os dois sentaram numa cafeteria qualquer. A intenção de Scully era simplesmente estar num lugar em que as coisas não poderiam evoluir para nada além de uma conversa, já que seus hormônios agora livres estavam em ebulição e ela temia acabar na cama dele novamente antes de ter a chance de falar sobre isso.

Quando finalmente estavam com os cafés em mãos e ela sorveu um longe gole, perguntou:

- E então, o que você quer saber, Mulder?

- Bom, em primeiro lugar, porque você saiu às pressas de manhã? Você sempre é furtiva assim ou é só quando tem o melhor sexo da sua vida? A piadinha ajudava a quebrar o clima tenso.

- Eu precisava ir pra casa e trocar de roupa. Eu não podia chegar no trabalho com a mesma roupa amassada de ontem, ficaria meio óbvio. Ela explicou. – E você poderia ser mais modesto, não?

- As pessoas deduziriam que você fez sexo, não que fez sexo comigo. Apesar que realmente isto é um evento tão raro que...

- Cale a boca, Mulder! Não faça com que eu me arrependa. Então ele parou de provoca-la e ficou sério tocando na mão dela, sobre a mesa.

- Isso quer dizer que você ainda não está?

- Porque eu estaria? Você está? Um calafrio subiu pela espinha dela e suas mãos começaram a suar.

- Não! Mas você é a pessoa mais importante da minha vida, Scully. Não quero perder você.

- Também não quero perder você.

- Mas agora que começamos, acho que não consigo parar. E eu não quero parar. Ele confessou, sem deixar de fita-la. "E nunca mais conseguirei olhar pra você sem imagina-la nua na minha frente" Ele quis acrescentar, mas não achou apropriado.

- Eu também não quero. Na sua casa ou na minha? Ela perguntou levantando uma sobrancelha.

Não havia porque negar. Eles sempre tiveram uma relação baseada em sinceridade e não era agora que iriam começar a fazer jogos. Eles já sabiam o que queriam, então não havia porque perder mais tempo do que já haviam perdido. Eles fariam funcionar, não iriam estragar tudo.

- Su casa. Ele respondeu. Acho que ela não é usada pra isso há mais tempo que a minha.

- Eu vou ignorar isso, antes que eu mude de ideia.

- Não vai mudar não. – Mulder provocou.

Eles fecharam a conta e seguiram para o apartamento dela normalmente, porém assim que ela abriu a porta ele puxou-a pelo braço para beija-la, fechando a porta com o pé. Logo em seguida começou a retirar o casaco dela enquanto ela tentava sem sucesso pará-lo por um minuto que fosse.

- Espere, Mulder. Conseguiu falar entre um beijo e outro.

- Que foi? Meu hálito está ruim? Ele brincou, fazendo-a rir.

- Não, você não acha que estamos indo muito rápido com isso? Esperamos tanto e...

- Exato. Tivemos sete anos de encontros, não foi o suficiente? Ele perguntou, agarrando-a possessivamente pela cintura.

- Tivemos encontros? Ela pareceu confusa.

- Bom, eu estive com você nos últimos anos por muito mais tempo que com qualquer outra mulher. Acho que conta como encontro.

- É, pensando por este lado... Ela balançou a cabeça, ainda pensativa.

- Se você está insegura, ninguém precisa saber. Vamos manter isso entre nós, até sabermos o que fazer com esse novo hum... Padrão no nosso relacionamento.

- Uma noite já pode ser considerado um padrão? Ela sorriu.

- Duas com hoje... O que você vai fazer amanhã? Ele perguntou erguendo-a pelas nádegas e carregando-a.

- Você pretende monopolizar minhas noites, a partir de agora, Mulder? Eu tenho uma vida sabia? Ela sussurrou no ouvido dele, deliciando-se com o cheiro do perfume dele.

- Desde quando? Você sempre me acompanhou em expedições malucas e agora quer recusar uma proposta sexual?

- Eu estou pensando em como isso pode afetar a nossa amizade, se é que ainda somos amigos. Ela explicou um tanto insegura com os fatos.

- É claro que somos! Amigos que gostam de estar um com o outro, e às vezes fazer sexo um com o outro. Ele esclareceu jogando-a na cama e deitando-se sobre ela. – Não negue que você já tinha pensado sobre isso... - Ele prosseguiu, beijando o pescoço dela. – Você sempre achava defeito nas mulheres com quem eu saía.

- Ninguém manda você ter mal gosto. Ela se defendeu.

- Se você está criticando meu gosto, você está se ofendendo, Dana Scully. – A mão dele escorregou para dentro da calça dela, fazendo-a soltar um suspiro. – Aliás essa roupa de hoje foi a sua tentativa de não chamar atenção para o que fizemos ontem?

- Foi tão óbvio assim? – Ela ergueu uma sobrancelha, realçando os grandes olhos claros.

- E um completo fracasso. Fiquei imaginando o dia inteiro o momento em que eu retiraria essas roupas. – Mulder abriu o botão da calça e abaixou o zíper.

- Viu? Por isso nunca fizemos isso. Você agora não vai mais prestar atenção em nada do que eu falo, vai apenas ficar me imaginando nua. - Ela resmungou.

- É claro que não! Eu vou prestar atenção ainda mais, se você estiver nua. Ele garantiu, arrastando-se pela cama e levando a calça dela com ele. E então ele a fitou e percebeu que ela estava incomodada com algo e resolveu falar seriamente, saindo de cima dela e deitando ao lado dela na cama, acariciando seus cabelos.

- Qual o problema, Scully? Se você realmente não está afim, podemos assistir um filme, tomar umas cervejas ou somente dormir, como temos feito durante todos esses anos. Ele sorriu amistosamente, fazendo-a rir. Porque era tão difícil admitir que amava aquele homem mais do que seu coração era capaz de suportar? Porque era tão difícil se entregar ao momento?

- Não é nada disso, Mulder. É que nós esperamos tanto e eu sempre imaginei que quando acontecesse... Se acontecesse alguma coisa entre nós seria algo mais...

- Especial? Ele a interrompeu.

- Muito brega de minha parte? Ela pareceu embaraçada e abaixou a cabeça, deixando o cabelo cobrir parcialmente seu rosto. Mulder afastou o cabelo e levantou o queixo dela.

- Não. Eu entendo. Eu acho que você merece mais que isso, Scully. Desculpe. O que você quer, Scully? Quer que eu vá embora?

- Alguma vez eu quis que você fosse embora? Ela perguntou sinceramente.

- Sempre há uma primeira vez. Ele esboçou um sorriso.

- Não. Eu só quero um banho bem demorado. Quero tirar o peso do trabalho das minhas costas e daí eu sou toda sua. – Ela garantiu, beijando pousando a mão sobre a ele.

- Só isso? Ele pareceu aliviado. – É a sua casa, fique à vontade. Mas acho melhor eu ir embora e tomar um banho também, trocar de roupa...

- Porque? Ela o interrompeu quando ele se preparava para levantar.

- Porque se você vai se arrumar toda, eu também preciso estar apresentável.

- Você pode tomar banho comigo. Eu não disse que precisava ser uma atividade individual. Ela disse com um tom lascivo ele que estava começando a conhecer só agora. Em resposta ele sorriu. Ela se levantou e foi até o banheiro encher a banheira. Enquanto a água escorria foi até a cozinha e buscou uma garrafa de vinho branco, já trazendo-a aberta com duas taças.

Mulder assistia tudo com interesse, pensando se ela fazia isso sempre, ou só pq ele estava ali e como se ela lesse seus pensamentos ela disse:

- Eu tenho um ritual que acho que você vai gostar de participar.

- Eu já tenho certeza. Ela voltou ao banheiro para conferir a água na banheira e acendeu umas velas perfumadas, ligando o rádio ao lado. Por fim ela apagou a luz, deixando o banheiro na penumbra das velas que ela tinha acabado de acender e voltou para o quarto, puxando-o pelo braço. – Vamos?

Ele entrou no banheiro e exclamou:

- Nossa, você sempre faz tudo isso para tomar banho? Vou começar a tomar banho aqui todos os dias.

- Talvez eu não o convide todos os dias. – Ela provocou, enchendo as taças e deixando-as ao lado da banheira.

- Você sempre tem que ser estraga-prazer. Ele resmungou puxando-a pela cintura e beijando-a mais uma vez, enquanto começavam a despir um ao outro com rapidez. Então entraram na banheira, um de frente para o outro com um suspiro aliviado.

- Era disto que eu estava falando... Scully suspirou satisfeito tomando um gole de seu vinho e recostando-se na borda da banheira. Mulder a imitou enquanto tentava esticar suas pernas na banheira, mas era impossível.

- Você tem razão. Essa é uma maneira melhor de começar a noite. Ele tomou um gole demorado. – A você, Scully. A mulher mais incrível que eu conheço. Ele ergueu a taça e eles brindaram sem desviar o olhar em nenhum momento.

- Esta água está tão agradável que estou com dificuldade em me mover daqui. Disse ela mergulhando para molhar os cabelos. Não só a água, o vinho já estava fazendo efeito e deixando-a extremamente relaxada.

- Não tem problema, eu lavo você. Disse ele escorregando a mão pelas pernas dela e juntando-as entre sua virilha.

- Está bem. Comece pelas minhas costas. Ela se virou sorrindo, provocando-o.

- Você é muito mandona. - Ele ensaboou a esponja e esfregou delicadamente nas costas dela, desde o pescoço, contornando os ombros, até a cintura. Ela suspirou satisfeita e fechou os olhos. Em seguida retirou todo o sabonete e beijou o ombro dela suavemente dizendo:

- Eu adoro o cheiro da sua pele. – Continuou beijando-a pela nuca até encontrar a cicatriz do chip. Aquilo o trouxe memórias ruins de todo o sofrimento que ela havia passado e instintivamente a abraçou, encostando o peito contra as costas dela. Ele queria cuidar dela, protege-la, impedir que qualquer coisa ruim pudesse lhe acontecer. Mulder esfregou os cabelos dela com o shampoo e o toque das mãos dele era restaurador e ela foi se inclinando até acabar deitada sobre o peito dele que se recostou na borda da banheira para aconchega-la.

- Se sente melhor? Ele perguntou baixinho, agora ensaboando ambos os braços dela com suas mãos.

- Você não tem ideia do quanto. - Ela disse com um tom sincero e calmo. Mulder ensaboou mais as mãos e as colocou sobre os seios dela, contornando-os e deslizando pela barriga dela, deslizando ainda mais, até adentra-la sutilmente.

- Eu acho que tenho uma ideia sim. Ele respondeu, massageando-a.

- Sabe, não era nisso que eu estava pensando quando o convidei para tomar banho comigo. Ela tentou responder com a voz firme.

- Quer que eu pare? Ele mordeu sua bochecha.

- Não.

Ela pôs a mão sobre a dele, incentivando-o. Ele era muito bom naquilo e parecia sentir tanto prazer quanto ela, pois podia sentir o quão excitado ele estava, pois a ereção crescia atrás dela. Ela queria virar-se e olhar para ele, mas ele não permitia e sussurrava no ouvido dela para ela relaxar e se entregar. Não foi difícil obedece-lo, mas temeu machuca-lo de tanto que apertou suas coxas em torno da mão dele. Era como se ela tivesse levado um choque elétrico que se espalhava pelo seu corpo, era como ser reanimada depois de um longo coma e nenhum homem antes a fizera sentir-se assim. Ele lia seus pensamentos, sabendo exatamente o que fazer para agrada-la embora sexo foi um nos pouquíssimos tópicos o qual nunca conversaram a respeito.

Quando finalmente ele a soltou, ela rapidamente se virou e o beijou e as mãos dele agarraram os cabelos dela, ainda cheios de shampoo e se espalharam em seguida pelos braços dela.

- Minha vez. Ela resmungou, afastando-se para esfregar os cabelos dele com o shampoo, sentando sobre as coxas dele. Ela repetiu todo o processo que ele havia feito com ela, ensaboando seu peito e seus braços demoradamente, deixando por último o que ele provavelmente considerava a parte mais importante de seu corpo. Quando ela o tocou naquela região já tão sensível ele deu um gemido discreto e apertou os dentes nos lábios, numa expressão de dolorosa satisfação.

- Você está pronto? Ela perguntou retoricamente.

- Eu nasci pronto. Ele respondeu encaixando-a sobre ele. Scully secou uma das mãos para pegar a garrafa de vinho e bebeu um longo gole do bico mesmo e ofereceu a ele que fez o mesmo, surpreso com a atitude dele.

- Posso confessar uma coisa, Scully? Perguntou ele ofegante enquanto ela se movia sobre ele.

- Pode.

- Nunca imaginei que você fosse tão boa nisso. – Ele provocou sorrindo.

- Muito menos eu imaginei isso de você. Com todo filme pornô que você assiste. Ela retrucou mordendo o lábio inferior dele.

- Touché! Ele a beijou novamente e Scully o levou ao mesmo nirvana que ele a fizera encontrar pouco tempo atrás. Aquilo tinha sido ainda melhor que a primeira vez, se é que era possível. Havia tanta espuma na banheira que seria impossível sair dali completamente limpos então se dirigiram ao chuveiro onde massagearam as cabeças um do outro tentando se livrar de todo aquele shampoo e pela primeira vez analisaram o corpo um do outro verdadeiramente.

- O que você está olhando? Ela perguntou intrigada e um tanto acanhada.

- Eu sempre tentei imaginar você sem roupa e a realidade é bem melhor do que eu esperava. Disse ele correndo o olhar pelo corpo dela como um felino olhando para uma presa apetitosa.

- Sempre? – Ela perguntou surpresa.

- Sempre. Eu sempre achei você atraente. Você nunca tentou me imaginar nu?

- Eu não precisava. Eu já tinha visto você nu antes de ontem. Troquei sua roupa uma vez, ajudei você sair de uma banheira também, esqueceu? Ela se gabou.

- Sua aproveitadora. – Ele fingiu estar indignado e beliscou carinhosamente o traseiro dela.

- Mas tem outra coisa que eu estou curiosa para saber. – O olhar dela era sedutor e o deixava excitado por antecipação.

- O que? – Perguntou ele com interesse. Ela fez um sinal para que ele se aproximasse do rosto dela e sussurrou no ouvido dela.

- O seu gosto. – Ele poderia ter caído para trás imaginando o que ela quisera dizer com isso, mas confirmando suas suspeitas, Scully começou a lamber o peito dele descendo em direção ao umbigo e não parou por ali. Quando ele percebeu ela já estava ajoelhada tomando-o nos lábios vigorosamente. Se era o vinho, ele não sabia, mas talvez ela devesse beber mais vezes. E ela o encarava, analisando suas reações para saber como agir e com que intensidade fazer, quando sentia que havia o machucado, ela se tornava mais carinhosa, e parecia não cansar. Ela estava obstinada em experimenta-lo, como havia dito.

- Você tem certeza? – Ele perguntou antes de finalmente aliviar-se.

- Esta é a cara de uma mulher que não tem certeza? Ela perguntou, soltando-o por um minuto. Ele fez um sinal negativo com a cabeça e ela continuou até lev-alo ao delírio com sua língua e o toque macio de suas mãos. Ele lutou para permanecer firmemente em pé e ela não só simplesmente o experimentou, como engoliu e parecia ter gostado disso.

Oh meu Deus, Dana!

Ela se levantou lambendo os lábios, como uma gata se limpando após a refeição e perguntou suavemente no ouvido dele:

- Você me beijaria agora?

- Aonde você quer que eu beije primeiro?

Ele desligou o chuveiro enquanto beijava os lábios dela. Scully tentou secá-los, porém inutilmente pois Mulder a carregou de volta para a cama, ainda ensopada. E antes que ela protestasse ele lambeu seu pescoço e começou a beija-la em direção a virilha. Sem demora colocou a cabeça entre as pernas dela e deu uma mordida suave em seu clitóris, fazendo-a gemer. E então ela sentiu a língua dele, percorrendo sua intimidade e a adentrando finalmente sem reservas. Era como se ele estivesse tentando engoli-la, pois se aprofundava a cada minuto um pouco mais, pressionando a virilha dela e trazendo-a de encontro aos seus lábios. Ela sentia que estava completamente molhada mas aquilo estava sendo tão agradável que ela não queria se entregar facilmente.

- Você é deliciosa, Scully. Eu poderia ficar aqui até amanhecer, esperando você chegar lá e me espremer entre suas pernas. Ele resmungou baixinho, finalizando com uma mordida em sua coxa.

- Eu gostaria que você precisasse provar isso. Mas não vai demorar tanto. – Ela sorriu e com esse aviso ele continuou o que fazia com ainda mais empolgação, se é que era possível. Ele adorava ver o corpo dela se curvando todo depois de um orgasmo e embora perigoso, porque ela era muito forte, era agradável ser quase esmagado entre as coxas dela.

- Quer saber que gosto você tem, Scully? Perguntou ele, erguendo-se e deitando ao lado dela.

- Venha aqui. - Ela respondeu beijando os lábios dele e abraçando-o, trazendo-o para perto para abraça-lo e puxou as cobertas sobre eles. Ambos permaneceram assim até pegar no sono mas antes disso ele fitou os olhos fechados dela e disse:

- Eu não estava dopado, Scully. Eu a amo. De verdade. – Com esta confissão ele fechou os olhos e adormeceu, não esperando uma resposta pois pensou que ela já estava dormindo. Ela não estava mas fingiu, para não ter que lidar com aquilo, porém sorriu satisfeita e em seu inconsciente também respondeu que o amava. O despertador tocou e ela se levantou rapidamente enquanto ele continuou se espreguiçando demoradamente, esticando os braços e murmurando.

- Bom dia. Foi bom acordar com você, Scully. Mas... Você nunca relaxa?

- Preciso responder isso? Ela olhou para ele com aquela típica expressão cética.

- É cedo, deite aqui mais um pouco... Ele acariciou a cama de forma maliciosa.

- Não posso. Olhe meu cabelo. – Ela disse, tentando arrumá-lo no espelho. – Preciso tomar um banho.

- Seu cabelo está perfeito. – Ele levantou-se e colocou as mãos na cintura dela, deitando a cabeça em seu ombro. – Quer que eu lave pra você de novo?

- Nada disso. Temos que chegar no horário. – Ela se desvencilhou dele e beliscou seu queixo. – Vá preparar algo para comermos enquanto eu tomo banho.

- Ok, chefe. – Ele disse com um tom irônico. – Você tem sorte que eu gosto de mulheres mandonas.

- Fale menos e trabalhe mais. – Ela gritou do banheiro.

- Abusada. Ele resmungou baixinho.