Dragão Branco – Capitulo 2.
Notas da autora:
Ola pessoal! Aqui estou eu com o 2° capítulo, que todos possam ter uma agradável leitura.
Disclaimer: Os personagens de Yu-Gi-Oh não são meus, pois o dia em que tiver total direito sobre eles a Kisara vai entrar na história como par romântico do Seto e o desenho irá se chamar Seto Kaiba Oh!
Casal protagonista: Seto Kaiba & Kisara.
#Dragão Branco #
Por: Lyra Kajin
Revisora: Yasashiino Yume (Kao-chan).
# Capítulo 2. #.
O dia tinha acabado de amanhecer e este seria um dos poucos dias aonde Seto Kaiba poderia dormir um pouco mais. No entanto havia apenas um pequeno empecilho nessa manhã perfeita: 'Seto Kaiba dormir'.
"O Senhor não vai ir trabalhar apenas depois do almoço por conta da seleção?" – Perguntou o Dr° Motaro, fitando Seto já descendo as escadas antes das 6h da manhã.
"E o que isso lhe interessa?" – Respondeu Seto o ignorando completamente.
"Por favor, Senhor Seto ao menos tente dormir um pouco mais". – Pedia ele suplicante.
"Eu não tenho sono". – Comentou Seto com a aparência bastante abatida.
"E eu posso saber a que horas o senhor foi dormir?".
"E o que você tem haver com os meus horários?" – Falou bruscamente, mas sua cabeça estava doendo tanto que resolveu responder meio a desagrado. Eram quase 4 horas da manhã.
"Senhor Seto, por favor, ainda não são 6h".
"E o que você acha que eu posso fazer a respeito?" – Perguntou Seto parecendo um tanto irritado, talvez isso se devesse ao fato de ter dormido menos que 2h.
"Por que o Senhor não volta a seu quarto e eu peço para alguém lhe levar algo para que possa tomar para dormir um pouco mais".
"Esta pensando em me dopar?".
"Estou apenas tentando fazê-lo dormir". – afirmou. "E então?".
Não houve resposta da outra parte, Seto apenas tomou-lhe de volta as escadas que começava a descer e retornou a seu quarto, chegando lá ele voltou-se a deitar em sua cama, seu corpo estava cansado, verdadeiramente estava exausto, mas não conseguia dormir. Por mais que tentasse parecia que mal fechava os olhos e eles logo se abriam em seguida. Já fazia algum tempo que isso acontecia e ultimamente ele estava dormindo a base de alguns comprimidos que o Dr° Motaro receitava. Era sempre um conflito para que o Dr° Motaro o fizesse tomar por que ele mesmo nunca aceitava ser 'dopado', mas estava tão cansado, que tudo o que mais queria era dormir um pouco, quem sabe algo mais que 1h e 40m, como qualquer pessoa no mínimo normal.
"Aqui está senhor". – Falou Dr° Motaro se aproximando da cama aonde Seto se deitou com um copo de suco e um comprimido ao lado do mesmo.
Os olhos do jovem Senhor Kaiba estavam tão cansados que ao fitá-los poderia se perder dentro deles, seu corpo inteiro estava doendo, mas sua mente não conseguia entender isso.
"Eu detesto essas coisas". – Falou pegando o copo e tomando o comprimido voltando, em seguida a se deitar de novo.
"Agora descanse, logo ira dormir". – Falou o Dr° saindo de dentro do quarto.
Algumas horas se passaram e logo Nadinne estava pronta para sair quando percebeu Mokuba descendo as escadas com o silencio habitual.
"Vai acordar seu irmão desse jeito". – Falou Nadinne.
"O Seto ainda ta dormindo? Mas já são 8:30". – Indagou Mokuba ao fitar o relógio, Seto não dormia, muito menos até uma hora dessas.
Dr° Motaro se aproximava enquanto Nadinne e Mokuba conversavam.
"Não se preocupe, O Sr° Kaiba não deve se levantar antes das 11h, não importa o que Mokuba faça".
O rosto de Mokuba pareceu mudar instantaneamente de feição. Ele sabia porque Seto estava dormindo... Era sempre pela mesma coisa, por mais que seu irmão parecesse inabalável para as pessoas que o viam de fora, isso o matava por dentro e momentos como esse já haviam se tornado, quase uma rotina.
"Nadinne vai escolher a nova funcionária hoje?".
"Sim". – Pausou. "Mas nem pense em ir comigo, fique ai e faça seu irmão almoçar antes de seguir para a cede".
Mokuba fez inicialmente um ar de frustração por não poder acompanhar Nadinne na tão esperada entrevista.
"Tudo bem! Pode deixar, que ele almoça hoje a força".
Nadinne deu um sorriso e deixou Mokuba tomando café da manhã, sentado a mesa com o Dr° Motaro que estava lhe fazendo companhia. Logo a mesma chegara à sede da Corporação aonde já era esperada por Matsuda que a aguardava no hall de entrada.
"Bom dia Nadinne! Fico feliz em saber que você mesma veio para fazer a seleção".
"Muito bom dia Matsuda, o Sr° Kaiba quis que eu mesma a escolhesse". – Nadinne pausou fitando o grande hall de entrada em que estava. "E por falar nisso a onde elas estão? Não as vejo em lugar algum".
"Elas estão em uma sala separada no terceiro andar, todas já estão lá, estávamos apenas aguardando sua chegada".
Matsuda fez uma reverência e ambos seguiram de elevador até o andar a onde estavam sendo aguardados.
Eram quase 10:00 da manhã quando finalmente Seto se levantou. Com o bom humor habitual ele ainda tentava abrir os olhos à cama, mas tudo parecia ainda lento por conta do medicamento que havia tomado. Mokuba, como sempre estava ao seu lado aguardando que acordasse de forma que a primeira coisa que Seto viu ao abrir os olhos foi o rosto do irmão.
"Seto você acordou!" – Falou alegremente Mokuba.
"Não eu estou dormindo ainda, não esta vendo?" – Respondeu Seto com a voz ainda embargada.
"Cruzes, seu ignorante". – Bufou Mokuba ainda ao lado do irmão na cama. "Acabou de acordar e já esta de mal-humor. Por isso que eu já cansei de falar...".
Seto não deixou que o irmão terminasse a frase.
"Que bom, então já que se cansou de falar, não há necessidade que venha a se repetir de novo".
Ao virar-se Seto se deparou com uma de suas empregadas que estava, parada a sua frente como se estivesse aguardando alguma ordem ou algo a respeito. Seto revirou os olhos ao vê-la e revirou-os ainda mais quando percebeu que ela inda permanecia no mesmo lugar.
"Eu posso saber o que você está fazendo parada ai como se tivesse criado raízes?".
Com certeza esse não era um dos dias em que ele acordara co o melhor dos humores, pelo contrario toda a vez em que ele acabava por dormir forçadamente era a mesma coisa, acordava sempre tão contrariado por ter adormecido que todos que viessem a passar, pela sua frente seriam seus alvos para artilharia pesada. A jovem mal conseguia pronunciar uma palavra.
"É... Hã... Eu..." - Isso certamente não adiantaria para acalmar a ira do jovem.
"Até onde eu me lembro você é paga para trabalhar e não para ficar ai olhando para a minha cara".
"Sim senhor". – Foi a única coisa que conseguiu pronunciar.
"Então o que esta fazendo ainda parada ai?".
A jovem fitou o rosto do jovem Senhor por alguns segundos e fez uma formal reverência ao mesmo saindo do quarto no instante seguinte. Todas que ali trabalhavam sabiam do gênio bastante difícil de Seto, mas quando ocorriam tais fatos, era mesmo que sendo uma pessoa já mais acostumada com os inúmeros foras conseguir conter as lágrimas ao começarem a rolar pela face.
"Seto você foi muito ruim com ela". – Indagou Mokuba em meio a um bico.
"Não comesse você também". – Falou Seto se encaminhando para o banheiro de seu quarto aonde tentava fazer com que seu cansaço fosse embora com o rolar da água.
Na Sede da Corporação as poucas jovens que ali se encontravam (nove no total), já haviam passado por avaliações de redação e conhecimentos gerais e se encaminhavam para a entrevista pessoal. Que seria realizada pela própria Nadinne. Desde que chegou, no entanto uma jovem em especial chamou a atenção da governanta. Ela era muito bonita e tinha um corpo bastante esguio, mas seus cabelos não muito comuns chamavam a atenção de qualquer um que a visse. Ela, no entanto tinha um rosto abatido e enquanto todas as outras conversavam entre si, ela permanecia quieta, sentada, parecia que a situação de 'deixada de lado' não há incomodara em momento algum. Logo a mesma foi chamada, ela se sentou à frente de Nadinne que tinha Matsuda a seu lado auxiliando-a.
"Bom dia". – Falou Nadinne pela primeira vez à frente da jovem que havia lhe chamado tanta atenção, apenas nesse momento ela percebeu os olhos incrivelmente azuis que a jovem possuía o que fazia com que a beleza dela aumentasse ainda mais.
"Muito bom dia". – Responde a mesma ainda que receosa afinal estava à frente de alguém bastante importante já que se tratava de uma entrevista.
"Você tem um ótimo currículo, pelo que posso ver você tem cursos bastante qualificados?".
"Eu tive a chance de estudar em boas escolas, senhora".
"Me desculpe, mas é no mínimo curioso, como uma pessoa com tamanha qualificação como você ter sido indicada diretamente pela responsável da agência para o cargo?".
"Me desculpe, mas do que a senhora está falando?".
"Da carta de qualificação, dentre todas as nove candidatas você foi à única que trouxe uma. O que te qualifica e me garante sua integridade para o cargo".
Agora sim ela conseguia entender a respeito do que Nadinne estava falando. À carta que Megumi a entregou quando havia ido até a agência e que a mesma havia pedido para que ela não a perdesse de forma alguma. Era a tal carta da qual estavam falando agora. 'Então eu sou a única com uma carta dessas ninguém mais foi indicada como eu'.
"Me diga, porque ela teve tanta confiança em você?".
"Ela é uma amiga da família senhora, já há bastante tempo".
"E porque ela te indicou? Você não parece ter o perfil de alguém que esteja acostumada a trabalhar, muito menos dentro de uma casa".
'O que eu posso responder para ela. Será que eu devo mentir? Não, serei descoberta uma hora ou outra, eu tenho a carta que nenhuma das outras tem só me resta contar a verdade'. Ela fitou por alguns instantes a face da senhora a sua frente e decidiu contar-lhe exatamente o que havia acontecido em sua vida nos últimos meses.
"Bom, é uma história um pouco longa, mas vou tentar reduzi-la para a senhora".
Disse Kisa um pouco preocupada com aquilo que começaria a contar. A governanta apenas a fitava cautelosamente. Kisa respirou fundo e decidiu começar a contar de uma fez tudo o que lhe havia acontecido.
"Minha família nunca foi rica senhora, mas eu sempre estudei em bons colégios por isso meu historio escolar é muito bom. Há seis meses meus pais vieram a falecer em um acidente de carro e desde então eu me vi sozinha". – Suspirou. "Eu tento me virar sozinha desde então e a única ajuda que tenho e a de Megumi que é uma amiga da família senhora, por isso ela me indicou por saber que sou de confiança, sou discreta, tenho estudo, uma boa coordenação motora e não tenho problema algum em trabalhar dento de uma casa nos afazeres domésticos, será u ma grande honra para eu trabalhar pela Corporação Kaiba".
"Então você mora sozinha?".
"Sim senhora, tenho morado sozinha desde o falecimento de meus pais". – Em alguns momentos Kisa podia sentir que iria lhe faltar à voz.
"Este será um trabalho interno espero que não haja empecilhos para que possa se desvencilhar de seus bens e se mudar para a casa durante o período em que ficará conosco?".
"Quando meus pais vieram a falecer Senhora o governo tomou todos os nossos bens". – Kisa tentava não chorar podia sentir seus olhos lacrimejarem quando falava do que lhe tinha acontecido. "Não existe nada que eu tenha no momento que não possa ser deixado para trás".
Nadinne fitou por alguns instantes a face da jovem que tentava controlar os próprios sentimentos para que as lágrimas não viessem a rolar por sua face.
"É quase meio dia querida". – Falou Nadinne docemente. "Esteja amanhã na mansão as 07:00 que eu irei lhe apresentar o restante da equipe com quem você ira trabalhar. Você terá também um quarto que geralmente é dividido com mais uma pessoa se quiser dormir lá, para que não tenha que voltar a sua casa todos os dias".
"Quer dizer que eu vou poder dormir lá?". - Kisa ficou tão entusiasmada que ainda não tinha se dado conta de que tinha sido escolhida para ocupar o cargo na mansão.
"É claro. Se você quiser assim, não haverá problema algum. Basta levar suas coisas".
"Sim senhora". – Respondeu Kisa entusiasmada.
"E mais uma coisa menina". – Chamou Nadinne quando Kisa começava a se levantar.
"Pois não senhora?". – Respondeu Kisa.
"Assim que chegar será informada de seus afazeres e das regras da casa. Não mantemos muito contato com o Senhor Kaiba, mas é bom que já fique sabendo que ele é bastante rude com pessoas que ainda não conhece, por isso se vier a cruzar com ele não se assuste".
"É claro senhora".
Kisa respondeu sem entender completamente a frase, afinal ela já vira Seto Kaiba algumas vezes pela tv e ele nunca lhe pareceu uma má pessoa. 'Para falar a verdade já o vi várias vezes enquanto acompanhava torneios e alguns programas com as novas tecnologias para os duelos apenas para poder vê-lo.'. Mas é claro que ninguém nem ao menos sonhava com esse detalhe de sua vida. Ao se levantar para sair da sala em que se encontrava, a mesma foi acompanhada até a porta por Matsuda, que a entregou um cartão com o endereço da residência e uma carta para que sua entrada fosse liberada quando chegasse aos portões da mesma. Kisa se dirigiu para a saída do prédio e ao passar pela sala de espera viu que ainda havia três jovens que iriam passar pela entrevista que ela acabava de sair. 'Estão ali, mas eu...' Quando ela se viu pensando nisso que finalmente percebeu que ela havia sido a escolhida, dentre as outras oito a carta que Megumi lhe dera foi o que havia a escolhido.
Na sua caminhada pela cidade Kisa acabou parando a frente de um sobrado aonde moravam algumas famílias, com certeza não era o local mais adequado para uma jovem morar sozinha, principalmente por não ser exatamente a melhor área da cidade.
"Afinal de contas eu não tenho nada a perder mesmo". – Falou consigo mesmo visualizando o prédio. "Depois de trinta dias eu procuro outro lugar, enquanto isso eu fico na mansão dos Kaiba". – Terminou a conversa consigo mesma adentrando o prédio com tamanha veracidade que parecia que sua vida dependia disso. 'Finalmente parece que alguma coisa em minha vida começa a dar certo'. Pensava enquanto colocava as poucas coisas que possuía dentro de uma mochila.
"Será que nenhum desses incompetentes é capaz de fazer um serviço que preste rápido!". – Exclamou Seto furioso de dentro de sua sala, ele já não havia acordado de bom humor e por conta de alguns empregados seus parecia que seu humor estava indo de mal a pior ainda.
"Me... me... desculpe Senhor Kaiba, eu... eu... verei o que posso fazer". – Tentava falar um assistente amedrontado.
"Eu acho que você ainda não me compreendeu". – Respirou fundo 'Porque ainda contrato esse tipo de pessoas para trabalhar nesta empresa'. "Pouco me importa o que você pode tentar fazer. Eu quero que você faça e isso para a-g-o-r-a. Compreendeu minhas palavras?".
"Sim senhor". – Respondeu sem nem ao menos fitar a face de Seto.
"Então o que você incompetente ainda esta fazendo parado ai!". – O jovem Senhor Kaiba bateu com sua mão sobre a mesa fazendo um enorme estalo.O assistente saiu correndo da sala no mesmo instante.
'Estou cercado de idiotas'. Seto respirava fundo tentando retomar o controle de seus atos, em sua sala vazia podia ouvir claramente as batidas de seu coração. 'Por que sempre de um jeito ou de outro eu acabo assim... Sozinho'. Ele próprio sabia que sempre ficava assim por culpa sua, de uma forma ou de outra sempre acabava espantando todos ao seu redor, sabia o quanto difícil que era para alguém ficar ao seu lado por conta de seu gênio. 'Mas se não for assim acabarão por não me respeitar e tudo o que consegui cairá ao chão junto comigo'.
"Senhor Kaiba!". – Exclamou o mesmo assistente se voltando para ele.
"Espero que já tenha terminado aquilo que começou há três horas atrás".- Respondeu friamente.
"Bom Senhor é que...".
"Fora".
"O que?". – Indagou o assistente sem compreender o que ela tinha acabado de dizer.
"Se eu olhar para essa sua cara por mais um minuto eu te mando embora".
"Mas...".
"FORA!". – Com o grito o assistente saiu da sala correndo sabendo que não havia agradado nenhum pouco seu patrão que estava com o humor bem pior do que quando chegou.
'Bando de incompetentes' enquanto Seto ainda bufava junto a sua mesa, pensando seriamente em demitir todos os funcionários da assessoria por não conseguirem concluir com precisão um relatório.
"Seto o que você está fazendo estão todos no andar de baixo com medo de você?".
"Por que você não procura algo construtivo para fazer?".
"Quer algo mais construtivo do que ficar ao lado do meu irmaozão!".
"Muito bem o que você quer?". – Falou Seto olhando para o irmão.
"Como você é mau como pode pensar uma coisa assim de mim!". – Exclamou ofendido Mokuba. "Você podia ser um pouquinho mais educado com eles". – Falou em um tom de voz pidão.
"Saia da minha sala e me deixe trabalhar em paz sim". – Falava Seto levando a mão até a cabeça.
"Não te contei, o Matsuda já voltou e eles já escolheram a nova funcionária".
"E?".
"Como assim 'e'?".
"E o que eu tenho a ver com isso". – Concluiu.
"Que tal demonstrar algum interesse a final é sua nova funcionária!".
"Caso ainda não tenha percebido eu tenho muitos funcionários, para me importar com cada um deles".
"Você é um péssimo patrão". – Falou Mokuba cruzando os braços em forma de protesto.
"Eu não sou um patrão".- Pausou. "Sou um empresário".
"Você é ridículo!".
"Obrigado. Que tal me deixar demitir algumas pessoas agora".
"Seto!".
"Tudo bem se eu prometer não demitir ninguém hoje você me deixa?".
"Temos um trato?".
Seto nem ao menos respondeu, fez um sinal de positivo com a cabeça para o irmão, que logo saiu da sala deixando-o em paz mais uma vez. 'Sozinho mais uma vez. Como é bom o silêncio'. O mesmo pegou o telefone e encaminhou uma chamada para a mesa da secretária que rapidamente atendeu ao telefone sabendo que este não era um bom dia para deixar o mesmo tocando.
"Eu quero que você ligue para os recursos humanos e encaminhe um pedido de demissão para mim compreendeu?".
"Sim Senhor, de qual funcionário?".
"Um gordo, careca e atolado da assessoria".
"Sim Senhor eu já sei quem é. Devo encaminhar o pedido com a data de hoje?".
"Não, coloque a data de amanhã na dispensa. Prometi que não iria mandar ninguém embora hoje".
"Perfeitamente Senhor".
No dia seguinte ainda era cedo quando Kisa se despediu do local aonde morava, carregando consigo apenas uma mochila em direção a mansão dos Kaiba. Antes de se encaminhar para o local passou na agência para que pudesse cumprimentar Megumi, que havia lhe indicado para o cargo.
Chegando na mansão adentrou facilmente o portão com a carta de acesso que tinha em suas mãos, ainda era cedo por volta das 06:45, e ela se perdeu olhando o grandioso prédio branco que formava a residência, apesar da grandiosidade tinha um estilo bem diferente dos altos aparelhos modernos que Seto Kaiba inventava, o que talvez estivesse a fazendo admirar ainda mais o local, era quase que uma contradição vislumbrá-la. 'Que linda'.
"Bom dia".
"Muito bom dia". – Respondeu meio sem graça Kisa ao ter sido pega.
"Tudo bem". – Respondeu a jovem de cabelos negos na altura dos ombros que havia ido ao seu encontro com um sorriso. "Eu já me peguei olhando-a por varias vezes. Muito prazer meu nome é Thianna e eu vou te apresentar algumas pessoas com as quais trabalhamos. Venha!".
"Sim e muito prazer em conhecê-la meu nome é Kisa". – Ambas sorriram e Kisa adentrou a casa e a cada passo que dava ficava ainda mais encantada com a casa. "Ela é linda!".
"Sim. Realmente é um belo local para se trabalhar. Mas você já deve ter sido avisada pos pontos contra não?". – Indagou Thianna enquanto adentravam pela casa.
"O humor do Senhor Kaiba?".
"Você quer dizer o mau humor do Senhor Kaiba não?". – Perguntou em meio a uma brincadeira. "É tão horrível assim?".
"Não, com certeza é bem pior do que você possa estar imaginando. Mas não se preocupe dificilmente o vemos. É só manter as coisas no lugar, sempre tudo limpo e organizado que ele não vai se incomodar com a sua presença".
"Entendo". – Kisa pode perceber que finalmente haviam chegado à cozinha, lá se encontravam algumas jovens e umas três senhoras.
"Pessoal esta é Kisa ela ficará no lugar de Imália que entrou de férias". – Thianna se encarregou de fazer as apresentações e dentre as pessoas que estavam no cômodo duas chamaram sua atenção: Uma senhora que era a cozinheira e se chamava Taba e uma jovem muito bonita, com longos cabelos loiros e com um ar arrogante que se chamava Áhia. Todas na cozinha a cumprimentaram menos Áhia que se mantinha indiferente.
"Já que você já á apresentou as demais que tal encaminhá-la até o quarto e dar a ela o seu uniforme para que comesse as tarefas de casa". – Falou Nadinne entrando de surpresa na cozinha.
"Como quiser senhora Nadinne". – Falou Thianna cumprimentando-a. "Vamos Kisa vou te levar até seu quarto".
"É claro. Muito bom-dia senhora Nadinne". – Falou já saindo do local e Nadinne colocando as outras funcionárias e cada uma em um setor específico da casa.
As duas saíram por um grande corredor que dava em vários quartos reservados aos funcionários.
"Este será seu quarto Kisa". – Falou abrindo a porta do mesmo.
Kisa ainda na porta podia ver que era um quarto ao certo bastante aconchegante, nada que pudesse ser comparado com o local que viveu por seis meses. Em cima da cama havia um uniforme e sapatos aos pés da mesma.
"Eu vou dormir sozinha aqui?". - Falou extasiada com o local.
"Sim, meu quarto e este aqui na frente do seu, caso precise de alguma coisa. Agora troque sua roupa pelo uniforme e vá para a cozinha aonde Nadinne deve estar a esperando, basta seguir por este corredor que você terminará lá esta bem?".
"Sim, não se preocupe eu estarei lá assim que terminar".
"Não demore muito está bem?".
"Thianna, posso lhe fazer uma pergunta? Quem é aquela garota bonita que não falou comigo?".
"O nome dela é Áhia, mas não ligue para ela por que se acha mais do que qualquer uma dentro desta casa. De noite te conto os detalhes, mas por enquanto se mantenha afastada dela e do Senhor Kaiba".
Thianna saiu pelo corredor enquanto Kisa adentrava o quarto, que era realmente belo, apesar de ser apenas de uma funcionária ele era bastante aconchegante, 'Como deve ser os quartos lá de cima' enquanto imaginava Kisa trocou sua roupa e em seguida seguiu para a cozinha aonde Nadinne a esperava 'Que casa linda'. Certamente Kisa nunca tinha visto uma casa como aquele em que estava agora.
"Senhora Nadinne, já estou aqui como à senhora me pediu". – Falou Kisa se apresentando já devidamente uniformizada.
"Creio que já saiba as regras da casa?".
"Sim senhora Thianna me comentou". – Lembrando das palavras da jovem a respeito do jovem Senhor.
"Pois então menina faça seu trabalho muito bem feito e não terá problemas". – Falou Nadinne com um tom de voz gentil.
"Sim senhora". – Afirmou juntamente com a cabeça.
"Você sabe fazer uma cama com perfeição?". – Indagou Nadinne.
"Sim senhora, as arrumo muito bem". – Afirmou Kisa sem nem ao menos querer saber o por que da pergunta.
"Pois então este será seu primeiro trabalho. – Respondeu Nadinne com um sorriso "Vá até o segundo andar e arrume o quarto do final do corredor a direita". – Pausou. "Já são quase 09:00 e com certeza ele já deve ter acordado e subido para a sala de computadores, mas se lembre não deixe nem ao menos uma dobra nos lençóis estamos entendidas?".
"Perfeitamente senhora". – Finalmente Kisa parou e percebeu o que iria fazer. "Mas me desculpe à intromissão senhora, de quem é o quarto de quem vou arrumar?".
"É o quarto do Senhor Kaiba, encaminhei todas as demais funcionárias para outros setores e só tenho você para fazê-lo, mas não se preocupe ele não dorme até tão tarde".
Por um momento Kisa sentiu todo o seu corpo estremecer, afinal de contas mal havia chegado e iria arrumar o quarto do tão falado Seto Kaiba. 'E se ele estiver lá'.
"Sim senhora". – Respondeu Kisa segundos após ainda tremendo.
E assim seguiu Kisa pelas escadas acima ao encontro de seu primeiro afazer, tudo era muito diferente e seu coração parecia querer saltar de seu corpo 'Não há motivo para isso a final é apenas um quarto e como à senhora Nadinne falou ele não estará lá'.
De uma certa forma Nadinne estava correta, realmente Seto não estava dormindo, mas ele ainda não havia saído do quarto. Tinha se encaminhado para banheiro do mesmo para tomar um banho, ainda se sentindo cansado pelo dia péssimo que havia passado. Seto soltou um suspiro enquanto a água caia sobre seu corpo 'Afinal do que estou sentindo falta.'.
Kisa adentrou o quarto e pode perceber o quão grandioso era o mesmo. Já havia visto quartos assim em cenas de filmes, mas nunca tinha entrado em um de verdade para saber se eles realmente existiam. 'Eles existem mesmo'.
"Uau!" – Deixou escapar se aproximando da cama desarrumada. "Eu não vou deixar uma única dobrinha para contar história". – Ao pegar um dos cobertores em seus braços, sentiu um aconchego tomar conta de si, algo que não sentia desde que seus pais haviam falecido. Estranhamente ela se sentiu em casa naquele instante.
Seto havia terminado o banho e enquanto colocava seu roupão pode ouvir uma voz vindo de dentro do quarto 'Eu detesto que entrem no quarto enquanto estou aqui, aonde será que Nadinne está com a cabeça'. Apesar da eminente irritação a voz lhe era familiar de alguma forma, ele tinha certeza de já tê-la ouvido alguma vez e de uma certa forma ela lhe acalmava e uma estranha sensação de conforto correu pelo seu corpo ao ouvi-la.
Kisa ainda estava de frente para a cama e de certa forma ainda abraçada ao cobertor quando Seto começou a sair de dentro do banheiro. Ao ver a forma feminina que estava parada ao lado de sua cama sentiu o ar lhe faltar, sua respiração parecia não querer o obedecer e seu coração batia acelerado mesmo a contra gosto. A jovem estava de costas para ele e certamente ainda não havia notado a sua presença, mesmo com os cabelos presos em um rabo de cavalo tinha certeza de quem estava vendo. 'Ela' sua voz não saia mesmo que tentasse falar alguma coisa 'Não pode ser ela'.
Ele se aproximou a cautelosos passos para que a jovem a beira de sua cama não notasse a sua presença, quando finalmente Kisa percebeu que não estava sozinha no quarto já era tarde demais ele já estava atrás de si.
"O que você esta fazendo aqui?".
Continua...
Comentários:
Muito bem pessoal ai está o segundo capitulo, para todos que leram, eu agradeço muito e tenho certeza de que terão uma boa leitura com este capítulo.
Kiimi muito obrigada pela ajuda e pelas dicas e espero que você goste deste capítulo mas por favor não se desespere logo, logo tem mais...
o/
