Por Leona-EBM
Os Três Juizes do Inferno
Parte II
O moreno concordou e viu Radamanthys se afastar, sem saber se havia realmente feito um bom acordo. Ele deitou-se na sua cama e descansou seu corpo por horas até que acordou a fim de voltar a sua rotina diária.
Aiacos se levantou como sempre, ele colocou sua armadura e saiu para seus afazeres, mas dessa vez as coisas estavam diferentes. Logo na saída do castelo ele encontrou Radamanthys que começou a andar ao seu lado, fazendo a patrulha.
- Como está se sentindo hoje?
- Estou irritado. – respondeu.
- Pelo acordo que fez comigo?
- Também.
- Não tinha como não fazê-lo. Você ia brigar com Minos, chamar a atenção da senhorita Pandora, depois ia acabar sendo deposto como juiz por mim e Minos. Não seria um bom negócio.
Aiacos não disse mais nada, começando a andar ao lado do outro juiz. Ao longe, depois de alguns minutos Minos apareceu com o seu sorriso de sempre nos lábios, encarando Aiacos diretamente.
- Vocês dois fazendo a patrulha?
- Acho que será assim daqui a diante. É entediante ficar sozinho nesse lugar. – falou Radamanthys – Afinal, nós resolvemos ter um compromisso entre nós, Minos. Eu gostaria que você fosse o primeiro, a saber.
A expressão de Minos não pôde deixar de ser ignorada pelos dois juizes. Ele ficou paralisando diante daquela informação, até piscou algumas vezes e abriu os lábios, mostrando como estava surpreso e isso não fazia parte da personalidade fria do juiz.
- Como?
- Isso mesmo que entendeu, Minos. Agora saia da frente e procure o que fazer. – falou Aiacos com agastamento, segurando-se internamente para não mandar o outro pelos ares.
- Isso é alguma brincadeira?
Radamanthys ergueu seu braço e tocou numa das madeixas azuladas de Aiacos, deixando seus dedos resvalarem até o seu rosto, para puxá-lo delicadamente na sua direção, onde depositou um beijo na bochecha do moreno.
- Espero que você fique feliz com nossa aproximação, companheiro. – falou Radamanthys – Agora eu tenho o que fazer. Depois nos falamos, Aiacos. – Dizendo isso foi se afastando dos dois juizes.
Minos cruzou seus braços por um instante e encarou Aiacos, pedindo silenciosamente por alguma explicação e obviamente que o mais novo nem sequer abriu a boca para falar. Ele logo começou a caminhar, sendo seguido.
- Como isso aconteceu? Aiacos, fale comigo!
- Acontecendo. Sabe como é, Minos. Nós ficamos sozinhos nesse lugar sem ter o que fazer, o jeito é achar algum entretenimento com outra pessoa. – disse secamente – Quem sabe você não ache alguém que você goste no futuro.
- Alguém que eu goste?! – indagou num grito, puxando Aiacos pelo braço. – Acha que eu não sei de quem eu gosto?
- Se sabe, então vá atrás. – sorriu de canto, virando parte de seu rosto para trás. – Não perca seu tempo.
- Você está me provocando, Aiacos? Não pode ser tão ingênuo a ponto de saber que eu só quero você.
- Oh! Mesmo? Você mesmo disse que não gostava de mim. Que surpresa! Mas quem sabe você ache outra pessoa, não é mesmo? Afinal existe mais 106 espectros para você encontrar.
Aiacos puxou seu braço com violência e voltou a caminhar, sentindo seu corpo mais leve e feliz com a sutil vingança que estava promovendo junto a Radamanthys. Entretanto Minos não desistiu, ficando a importunar o mais novo que manteve toda sua calma para não explodir na frente do mais velho.
E assim o tempo do expediente teve seu final e eles voltaram para seus aposentos. Aiacos cantarolava alguma música. Ele passou na frente do quarto de Radamanthys como sempre fazia, todavia dessa vez a porta do seu companheiro se abriu e Aiacos foi puxado para o seu anterior.
- Radamanthys!
- Eu estava te esperando, Aiacos. Eu acho que podemos começar a segunda parte do nosso acordo.
O moreno engoliu em seco, mas acatou. Ele estava tão feliz em ver Minos tentando engolir sua raiva e seu orgulho que daria o que Radamanthys pedisse em troca. O louro era mais alto de Aiacos, também tinha mais força física, mas Aiacos tinha certeza que Radamanthys não usaria de golpes sujos para ter seu corpo.
Os juizes sentaram-se na grande cama de casal, Aiacos sentiu que o colchão era mais fofo e macio que o seu, gostando daquele conforto. Radamanthys encheu dois copos com vodka e entregou um deles ao moreno que aceitou com prazer. Talvez fosse melhor ficar bêbado pelo o que aconteceria depois.
- Aiacos, eu sei que você é fraco para bebida.
- Hum?
- Não beba muito, eu te quero sóbrio. – falou, com um sorriso sedutor, fazendo com que sua visita se arrepiasse ao ouvir aquilo. – Eu não vou te machucar. Mas eu tenho curiosidade em saber se você já fazia sexo com outras pessoas.
- Eu nunca havia feito. – revelou para a surpresa de Radamanthys que quase engasgou com sua bebida. – Vai rir também?
Radamanthys nem ouviu a pergunta direito e já começou a rir com divertimento, gostando de saber que o corpo atraente de Aiacos só havia sido tocado por Minos uma única vez ainda por cima.
- Mas nunca havia beijado alguém?
- Hum... uma vez.
- Uma? Aiacos, isso é realmente surpreendente.
- Eu sei, - disse, abaixando sua cabeça. – Mas eu sou forte o suficiente para estar na posição que estou.
- Eu não duvido disso, não discuto sobre isso também. Mas é realmente uma surpresa.
- Por que é tão surpreendente assim? Tantos homens são assim.
- Mas logo você...
Aiacos arqueou as sobrancelhas e balançou a cabeça negativamente, como se não entendesse o que seu companheiro queria dizer. Radamanthys sorriu e voltou a dar alguns goles em sua bebida para depois deixá-la de lado em cima do cômodo próximo à cama, onde acabou por colocar o copo de Aiacos também.
O louro foi se aproximando sutilmente, começando a puxar a armadura do outro para fora de seu corpo, até que Aiacos acabou por tirar sua armadura sozinho, ficando com as roupas casuais de algodão.
- O que acha de tornarmos essa situação ainda mais interessante, Aiacos?
- O que quer dizer?
- E se deixarmos que uma pessoa nos espie, sem que nós notemos.
Aiacos ficou hesitante, mas só de imaginar a cara de desgosto de Minos, ele acabou por concordar. Radamanthys se afastou, enquanto desabotoava sua camisa, indo até a porta principal, deixando-a entreaberta, junto com a do quarto. Agora precisava proporcionar o momento perfeito para chamar a atenção de quem queria.
Nos instantes seguintes os dois juizes estavam com os corpos desnudos. Radamanthys beijava o pescoço do mais novo, enquanto sentia as mãos inexperimentes e tímidas do moreno lhe acariciarem.
- Solte alguns gemidos, que eu acho que ele não terá como não ouvir.
- Isso é humilhante, Radamanthys.
- Não é mais do que ele fez com você. – disse, descendo sua boca pelo tórax definido do menor até chegar no seu membro. Aiacos estava sentado, deixando as costas encostadas na cabeceira de madeira, enquanto deixava as pernas abertas para a língua do louro saborear. Mesmo que não quisesse gemer, quando a boca de Radamanthys se fechou no seu membro, um gemido involuntário deixou sua garganta.
Não demorou para quem eles desejassem aparecesse. Podiam sentir o cosmos fraco de Minos, que nem fez muita questão de se ocultar por completo, talvez ele tivesse a intenção que eles parassem com o que faziam. O terceiro juiz ficou na porta do quarto, encostado a batente, observando tudo pela fresta aberta.
Minos ficou estarrecido com a cena. Aiacos estava com o rosto avermelhado e suado, ele mordia o lábio inferno e gemia baixinho, jogando a cabeça para trás todo instante. Sua mão direita estava acariciando os cabelos dourados, enquanto a outra mão estava apoiada em cima da cabeceira de madeira.
Aquilo não era encenação de Aiacos e nem tampouco de Radamanthys que chupava aquele falo com força, sentindo sua língua resvalar pelo membro grosso e ereto. Fazia tempo que o louro não fazia sexo e isso o estava deixando enlouquecido, tanto ele como Minos necessitavam desse tipo de entretenimento e não havia nenhum outro homem naquele lugar que interessasse a Radamanthys. Desde o começo sempre visou ter o juiz mais novo, mas não conseguia se aproximar, pois Aiacos estava muito envolvido com Minos.
- Ah! Radamanthys! – gemeu languidamente quando sentiu um dedo invadir seu corpo, enquanto ainda era chupado. Dessa vez não havia doído tanto, pois sentia muito prazer por causa daquela boca e daquela língua tão hábil.
As pernas de Aiacos foram puxadas para cima, ficando apoiadas em cima dos ombros de Radamanthys que começou a beijar toda a região de baixo, indo com suas narinas para o meio das nádegas do menor, aspirando seu cheiro para depois beijar, passando a língua pelo seu meio. Aiacos estava mais aceso que nunca com todos aqueles toques, ele sentia a língua tímida bater contra sua entrada e involuntariamente começou a mover seu quadril para frente e para trás, deixando que aquela língua lhe penetrasse.
Para Minos aquele ato foi a maior decepção. Aiacos estava aceitando estar naquela posição e ainda pedia por mais. Sem contar que sua expressão de prazer no rosto era inegável.
- Você me quer dentro de você, Aiacos?
- Sim, pode vim, Radamanthys.
Nem mesmo Radamanthys acreditava que o mais novo estava tão acessível e não conseguiu deixar de sentir ciúme só de pensar que ele estava fazendo isso para provocar Minos. O louro o beijou na boca, enquanto o ajeitava para se sentar no seu colo.
O louro apertou sua glande que já estava úmida e a posicionou no meio das nádegas de Aiacos, que começou a descer seu corpo aos poucos, enquanto se agarrava aos ombros de Radamanthys. A penetração foi lenta e dolorosa para o menor, mas ele não desistia, descendo até que finalmente sentou nas coxas grossas e torneadas do juiz.
Beijos cálidos foram depositados no rosto de Aiacos que internamente gostou daquele carinho, apesar de se sentir um pouco incomodado. Aquilo havia sido um pouco romântico ao seu ver. Mas não ficou muito tempo pensando, pois Radamanthys o ergueu e o puxou para baixo, num tranco forte, dando a primeira estocada.
Aiacos começou a descer e subir com a ajuda do outro, sentindo seu corpo se ascender sempre que a cabeça daquele fala batia contra sua próstata. Aquela sensação era muito gostosa, tanto que nem conseguia pensar em outra coisa. Ele só queria sentar, sentir aquilo cada vez mais fundo. Não havia sentido esse prazer com Minos.
- Isso... é bom Radamanthys!
- Eu sabia que ia gostar. – disse, dando um tapa na nádega direita do mais novo. Que não entendia o fetiche de Radamanthys e Minos em lhe bater.
O mais novo estava com a boca aberta, gemendo, e por um instante uma linha de saliva escorreu por seus lábios, dando a chance para Radamanthys se aproximar e lhe beijar, abafando os gemidos que pareciam música aos seus ouvidos. O louro parou com o que fazia, segurando o quadril de Aiacos que o olhou com confusão.
- Por que parou?
- Vamos mudar isso um pouco. – falou, virou o corpo de Aiacos para que ficasse com o rosto virado para o pé da cama, onde ficava a porta, deixando-o de bruços para depois puxar seus quadris, colocando-o de quatro. – Assim vai ser mais forte e mais gostoso.
Aiacos não gostou muito de se ver daquele jeito, também não entendia o motivo de Minos e Radamanthys quererem tanto lhe colocar de quatro, mas não reclamou, ficando com os cotovelos apoiados no colchão macio, enquanto voltava a sentir aquele falo escorregar para dentro de seu corpo, batendo fundo contra sua próstata. A penetração voltou, mas Aiacos sentia que alguma coisa faltava, pois não era sempre que Radamanthys chegava no ponto que queria.
- Radamanthys...
- O que foi? – indagou com a voz ofegante, ele mesmo não estava agüentando tanta pressão, por mais que desejasse prolongar aquele momento, o seu corpo estava dando os sinais de cansaço.
- Mais forte.
Aquele pediu pareceu atingir a alma do mais velho. Ele estreitou o olhar, enquanto encarava os olhos azulados daquele a qual possuía. Suas mãos fecharam-se com mais força no quadril ossudo, chegando a machucar. Ele afastou-se ligeiramente e se enterrou com toda a energia, sentindo o corpo menor tremer, mas o que lhe despertou para a vida foi o grito que Aiacos deu.
- Ah... não... precisava ser... tão forte. – disse ofegante, com os olhos cerrados.
O louro não disse nada, ele sentia que se fizesse aquilo novamente não ia agüentar mais segurar. Radamanthys voltou a investir com energia, sentindo seu membro ser amassado por aquele canal quase virgem, passando a língua por seus lábios com prazer, gemendo suavemente a cada investida. Aiacos para maravilhoso, se ele soubesse que era tão bom, ele teria arrancando-o antes das mãos de Minos.
Aiacos gemeu mais alto e acabou gozando sem precisar de nenhum tipo de masturbação e esse foi o momento de maior orgulho para Radamanthys que não demorou a acompanhá-lo. Os dois juizes caíram na cama, abraçados ao outro.
- Gostou?
- Sim, bem melhor.
- Melhor que Minos?
- Sem dúvida. Naquela vez eu nem sequer gozei.
Aquelas palavras foram um choque para o juiz furtivo. Minos não se agüentou, ele empurrou a porta do quarto e foi entrando no cômodo. Aiacos nem fez questão de erguer sua cabeça para encará-lo, também não sabia se tinha coragem para tanto. Radamanthys era o dono do lugar e também parecia ser o dono daquela relação, por isso mesmo que era natural que ele reagisse aquela invasão.
- Que falta de educação, Minos. Aconteceu alguma coisa? – indagou Radamanthys, erguendo-se. Ele vestiu seu roupão negro e puxou o lençol de sua cama para cobrir todo o corpo de Aiacos, deixando apenas sua cabeça de fora.
- Dava para ouvir vocês dos corredores.
- Mesmo? Acho que temos que maneirar um pouco. Atrapalhou seu descanso? Eu peço que nos desculpe.
- Aiacos, o que pensa que está fazendo!? – indagou num tom agressivo.
- Ele está cansado. Pode falar comigo, depois eu direi a ele o que quiser.
- Acha que eu vou cair nesse jogo idiota de ciúme? Eu não estou ligando para isso.
- Que bom, pois não era essa nossa intenção. – sorriu cinicamente, provocando a ira do outro juiz.
- Não seja cínico, Radamanthys. Você não deixaria a porta aberta por distração, pois nunca fez isso quando se deitava com a senhorita Pandora.
Nesse instante Aiacos arregalou seus olhos, mas não moveu um milímetro de seu corpo, não queria mostrar que aquela informação lhe atingiu. Radamanthys por sua vez franziu seu cenho e deixou seu sorriso morrer.
- Saia daqui agora, Minos.
- Eu só estava passando e achei melhor avisar para que isso não aconteça novamente entre vocês dois. Seria horrível se senhorita Pandora se deparasse com tal cena. Ela ficaria chateada com sua traição, Radamanthys. As mulheres são muito sensíveis. – riu baixinho ao ver a expressão revoltada do louro, mas não ficou por ali por mais tempo, logo se afastou.
Radamanthys jogou fora à vodka que estava no copo e pegou uma garrafa de whisky, voltando a encher os copos, colocando-os em cima da cômoda.
- Está cansado?
- Um pouco.
- Beba um pouco.
Aiacos se sentou na cama, enrolando-se no lençol da cama. Ele pegou o copo e começou a sorver o líquido lentamente.
- Então você se deita com a senhorita Pandora?
- As vezes. – confessou.
- Isso é surpreendente. – sorriu, voltando a saborear a bebida.
- Pensei que soubesse.
- Como você percebeu, eu sou desligado nesse tipo de assunto, Radamanthys. – observou. – Mas isso não me importa, sua vida pessoal não me interessa. Creio que nosso interesse seja apenas pelo prazer.
- Ah... Sim, concordo. – falou com certa preocupação, virando todo o conteúdo do copo garganta abaixo. Ele sabia que aquela situação havia ficado ruim para o seu lado. Minos não podia ter feito aquele comentário e sabia que Aiacos ia ficar incomodado com aquilo.
Eles ficaram no quarto por mais um tempo conversando até que Aiacos se vestiu e foi embora. Quando chegou ao seu quarto, o juiz mais novo foi direto para o banheiro, tomando um banho frio para logo depois se deitar.
E assim um tempo se passou. A relação de Aiacos e Radamanthys não era diferente, eles se encontravam quase sempre e tinham uma noite de luxúria. Minos pareceu se afastar um pouco, mas sempre lançava algumas indiretas para o casal.
Aiacos estava caminhando por um dos infernos mais terríveis, onde os corpos dos cavaleiros eram enterrados no gelo, deixando apenas suas cabeças para sentir o vento incansável que vinha de todas as direções. Ele conversava com o guardião daquela prisão. O espectro Valentine.
Quando a conversa teve o seu final, eles se despediram sem muita demora. Aiacos estava com um bom humor naquele dia, pois fazia um tempo que não via Radamanthys e Minos também não veio lhe encher a paciência. Todos estavam em missões diferentes e distantes. Aiacos até tinha um sorriso bobo estampado no seu rosto, ninguém podia saber ao certo o motivo de sua felicidade.
Ele terminou seus afazeres e estava simplesmente aproveitando a paz que governava aquele momento. Acabou por se sentar numa das rochas, enquanto analisava a grama escura e morta que se estendia como um tapete velho no terreno à frente. Momentos de paz deveriam ser ao máximo aproveitados, pois sempre tinham o seu final. E o de Aiacos foi rápido, logo sentiu a aproximação de um cosmos bastante familiar.
- Acabou tudo que tinha que fazer, Aiacos?
- Eu te pergunto o mesmo, Minos.
O cavaleiro de cabelos prateados aproximou com seu sorriso de sempre. Ele ficou parado ao lado de Aiacos, encostado na mesma rocha, olhando-o com atenção.
- Como está seu joguinho com Radamanthys?
- Indo bem. – respondeu secamente.
- Ainda não se cansou de ser um objeto dele? Ou não me diga que é apaixonado por aquela pessoa.
- Será? – sorriu, olhando de soslaio para o mais velho.
- Pelo menos você é um homem mais experiente agora, Aiacos. Diga-me, você conseguiu fazer alguma coisa com Radamanthys ou apenas é um brinquedinho dele?
Aiacos não respondeu, todavia suas feições não se alteraram. Minos riu baixinho, divertidamente, como sempre fazia quando via que o menor não tinha resposta.
- Eu posso deixar você fazer isso comigo se quiser.
- Por que faria isso?
- Por quê? Ora, eu acho que não precisa de explicação. Tudo para acabar com a rotina.
- Ah, claro! A rotina. – sorriu – Então, por esse motivo você faria algo do tipo?
- Não vejo como algo ruim. – falou, deixando sua mão repousar na coxa de Aiacos. – E você?
- Eu não confio em você.
- Acha que eu vou te ferir?
- Seria melhor você tomar cuidado para não se ferir.
- Eu acho que você não entendeu meus sentimentos.
- E você tem sentimentos? – indagou com rispidez. – Não me venha de novo com essa conversa estúpida. Eu lembro-me muito bem daquela ocasião. Você me disse claramente os seus sentimentos.
- Eu estava irritado, Aiacos. Não me leve tão a sério. Eu repito toda vez que te vejo, que eu te desejo e te quero, mas uma única vez eu falei que você não significava nada para mim e você só conseguiu assimilar isso.
- Palavras em demasia ou não são sempre palavras. Você as disse uma vez, você usou meu corpo, você feriu meu orgulho. – disse, erguendo-se num único impulso.
- Eu vejo que ainda está magoado, isso não é um bom sentimento para um juiz.
- Vai querer me julgar agora, Minos?
- Você permitiria que eu te julgasse, Aiacos? Eu adoraria dar sua sentença. Quer ouvi-la?
Aiacos balançou a cabeça positivamente, levando na brincadeira aquele julgamento. No seu íntimo acabou por se acostumar e gostar de ver Minos se arrastando aos seus pés.
- Eu te condenaria a viver acorrentado nos meus aposentos.
- Ah, somente isso?
- Não, eu não seria tão bom. – sorriu maliciosamente. – Eu seria bem sádico. Na verdade, eu não deixaria mais que seus membros se movessem, nem que olhasse para nada sem ser do meu interesse.
- Bem egoísta, não? Eu seria muito infeliz.
- Por isso eu disse que seria sádico. Então, você gostaria de começar a pagar sua condenação agora? Se você o fizer, eu não serei sádico.
- Isso é um convite, Minos? Não consegue pedir claramente para se deitar comigo? Você tem sempre que fazer esse tipo de diálogo sem sentido.
Minos deu outro passo a frente e envolveu a cintura fina de Aiacos com seu braço, puxando-o para perto de seu corpo.
- Meus dias são tediosos. Acha que eu gostei de ser trocado desse jeito?
- Você mesmo disse que não se importava.
- Eu estava mentindo. Quer que eu te fale palavras doces, Aiacos? – indagou num sussurro próximo a sua orelha. – Eu sei ser gentil, eu fui rude com você, eu sei. Eu estava bravo por você ser tão distraído e nunca me notar.
- Isso é um pedido de desculpas?
- Pense do jeito que quiser, eu não me arrependo daquela ocasião e acho que você mesmo não se arrepende da experiência que eu te proporcionei, Aiacos. – dizendo isso passou a língua pelo pescoço do mais novo que se arrepiou por completo.
Aiacos ia responder, todavia se manteve impassível ao sentir a aproximação do cosmos de Radamanthys e em poucos segundos lá estava o outro juiz, observando a cena a sua frente com um olhar atencioso.
- Posso participar da reunião? – indagou o louro.
- É particular. – respondeu Minos.
- "Que situação mais patética. Agora vamos trocar algumas palavras afiadas, no final eu vou para a cama com Radamanthys e esse ciclo continuará". – pensou Aiacos com agastamento.
- Você ainda não se cansou de perseguir o Aiacos? – indagou Radamanthys, colocando as mãos na sua cintura, erguendo seu queixo ligeiramente.
- Não, mas você já deve ter cansado dele, por estar procurando outros espectros para se deitar. – comentou com uma voz baixa, continuando com os lábios próximos ao ouvido de Aiacos, para que ele pudesse ouvir muito bem aquele comentário.
Radamanthys não disse nada, pois não achou palavras para tentar responder. Minos não havia dito nenhuma mentira, ele sempre procurava outros espectros para acabar com o seu tédio sexual, mas sabia que Aiacos não era o tipo de homem que aceitaria esse tipo de comportamento, pois parecia que o mais novo entendia o mundo como se tivesse à cabeça de uma mulher. Se ele estava com alguém, ele ficaria com aquela pessoa, mesmo que não houvesse compromisso, mas também não ia procurar por outros.
- Eu sei que estão se encontrando cada vez menos. Que maldade a sua Radamanthys. Está iludindo essa criança.
- Como se eu fosse muito mais novo que vocês! – disse Aiacos com irritação, dando um empurrão no corpo de Minos, afastando-se daquela cobra antes que a mesma lhe mordesse. – E também não gosto de ficar me misturando com alguém que fica se deitando com todos desse inferno como se fosse um puto, Radamanthys. Depois eu que sou o infantil, a criança aqui, mas eu não fico procurando a felicidade nos braços de qualquer um. Eu já cansei disso, saia da minha vida Radamanthys e você também, Minos.
Os dois juizes mais velhos ficaram surpresos com aquela pequena explosão do mais novo. Aiacos não era de ficar falando o tempo todo, claro que era uma pessoa sorridente e que comentava coisas casuais, mas raramente falava de sentimentos ou ideologias, assim como não confessava o que sentia no momento para ninguém, mesmo que fosse óbvio.
- Eu tenho uma idéia maravilhosa. Por que vocês dois não ficam juntos? Eu acho que seria bem interessante para os dois. – sorriu, enquanto os encarava. – O que me dizem? Olha só, vocês poderiam inverter as posições todos os dias, assim não seria tão rotineiro.
- Você está com a língua afiada hoje, Aiacos. – comentou Radamanthys com um tom irritado.
- Por que acha que eu tenho interesse no Radamanthys? – Minos indagou, cruzando os seus braços. – Acho que nenhum de nós fica se deitando com vários homens para achar a felicidade. Isso é apenas sexo casual.
- Ah, os dois se juntando num diálogo! É assim que começa. Agora vocês podem ficar aliados contra mim, me chamarem de criança ingênua e depois caírem na cama. – comentou com um humor altíssimo, adorando aquela idéia que estava tendo.
- Aiacos, você está provocando dois juizes de uma vez, isso não é bom. – comentou o louro, aproximando-se com um olhar desafiador. – Acho que você não conseguiu entender sua situação. Somos três juizes. Somos três forças diferentes. Mas o que diria se dois juizes ficassem contra um?
- Pois é, isso é o meu karma até agora. Vocês dois estão sempre me perturbando. Se não é o Minos, então aparece você. E agora seriam os dois contra mim? – indagou, mantendo sua impassibilidade, mas sabendo que se aquela fosse a intenção dos dois juizes, ele não teria como lutar.
Aiacos virou-se e se afastou com passos apressados, ele mesmo não queria ouvir nenhuma resposta. Acabou deixando para trás os outros juizes que apenas se encaravam com seriedade, mas nenhuma irritação.
Já nos seus aposentos, Aiacos estava bebendo um pouco de sua bebida favorita, olhando para um livro que ele estava lendo. O seu momento de paz novamente foi quebrado quando sua porta se abriu sem aviso.
- Ah, realmente vocês se aliaram. – Aiacos comentou, continuando a folhear seu livro. – O que querem?
Minos fechou a porta e acompanhou Radamanthys que puxou uma cadeira de madeira e se sentou.
- Vamos acabar com esse clima tenso entre nós. Somos três juizes e temos que ter uma boa relação. – falou o louro.
- Concordo. – disse Aiacos, fechando seu livro. – Então vamos viver em paz. Ninguém incomoda o outro.
- Por que quer tanto ficar sozinhos, Aiacos? – indagou Minos.
- Eu sempre fui assim. Por que se incomodam tanto? Eu quero ser assim, eu não ligo em estar sozinho. Eu acho que isso é um direito meu. – comentou com suavidade, pois não adiantava ser agressivo contra os dois juizes. Ele sabia que se surgisse uma situação perigosa, ele que levaria a pior.
O trio ficou em silêncio por um longo tempo. Aiacos deu mais um gole na sua bebida com os olhos fechados, mentalizando que os visitantes fossem embora o mais cedo possível.
- Aiacos você continua ingênuo e desligado. – comentou Minos com divertindo, rindo juntamente com Radamanthys. – Nós não estamos aqui para dizer que vamos fazer as pazes e que está tudo bem e lhe deixaremos em paz.
- Por que me perseguem tanto? – indagou com um tom elevado agora.
Aiacos não entendia, pois nunca foi uma pessoa que se ligava a sentimentos, nunca pensou em ter um namorado antes ou então nunca teve um forte laço de amizade. Ele não tinha noção de quanto era bonito, atraente e charmoso perante os demais. Ele tinha uma postura elegante, sabia falar calmamente quando preciso e se mostrava um bom amigo sempre que conhecia uma nova pessoa e foi assim que aconteceu quando foi nomeado como juiz. Acabou por conquistar aos poucos Radamanthys e Minos.
O motivo para persegui-lo era simples. Eles simplesmente o desejavam e isso estava além de ser apenas sexual casual para fugir de uma rotina tediosa. Havia sentimentos envolvidos, mas como eram homens orgulhosos demais, eles não conseguiriam dizer que o amavam ou que gostavam de sua pessoa, isso era impossível, por isso seria melhor esconder suas intenções atrás de um sexo casual, como eles mesmos disseram.
- Nós gostamos de você, idiota. – Minos disse finalmente, dando um tapa na mesa. – Será que você é tão ingênuo assim?
Aiacos arregalou os olhos, mostrando a pureza de seus orbes azulados, dando a certeza para os outros juizes que ele realmente era uma pessoa que não conseguia enxergar um palmo a sua frente.
- Sexo casual, era isso que vocês viviam falando. Agora estão invertendo as coisas?
Radamanthys bateu com a mão na sua testa, enquanto tentava se acalmar para não bater com a cabeça de Aiacos na parede. Desde quando Radamanthys beijava os homens que se deitava na boca e fazia carinho enquanto estavam dormindo, falando coisas doces? Ele só fazia isso com Aiacos. E quanto a Minos, se fosse somente sexo casual, por qual motivo ficaria depressivo no seu quarto enquanto ouvia os gemidos do mais novo vindo dos braços de outro homem?
Aiacos moveu a cabeça para um lado e depois para o outro, tentando assimilar aquelas novas informações.
- "Radamanthys e Minos estão cansados da rotina e sempre procuram fazer alguma coisa. Sexo é uma ótima distração, pois envolve outra pessoa e você não fica solitário. Como somos juizes e próximos, claro que isso fez um laço de companheirismo, por isso eles me querem como um agente de distração do dia-a-dia para se sentirem melhores". – concluiu em seu pensamento. – "Mas como eles têm afinidade comigo, então querem que eu participe disso e não querem que eu fique sozinho para não... cair no tédio também, sendo que deveríamos ser mais unidos como juizes. Eu acho que consigo entender".
- Está pensativo? Entendeu agora? – indagou Minos, pois Radamanthys só abriria a boca novamente se fosse para xingar o mais novo.
- Ah, sim. – sorriu, balançando a cabeça positivamente com um olhar otimista.
Radamanthys e Minos se encararam de canto. Aquela reação positiva e simplista de Aiacos demonstrava que ele devia ter tirado a conclusão mais simplista e errônea da situação.
- Então diga o que está pensando. – pediu Minos, com um doce sorriso, mantendo sua calma.
- Ah, é preciso mesmo? Acho que já estamos entendidos agora.
- Eu faço questão de deixar bem claro. Então me diga o que está pensando, por favor.
- Como trabalhamos juntos, acabamos por ter afinidade com o outro e queremos um relacionamento mais saudável com o outro, sendo que podemos nos distrair de um jeito prazeroso e vocês se incomodam por eu não procurar esse tipo de coisa e cair na rotina. – falava com calma, observando as feições dos mais velhos.
Radamanthys se ergueu, derrubando a cadeira no chão, ele caminhou até Aiacos e fechou a mão nos seus cabelos e assim puxou o menor num tranco, fazendo-o se erguer com um olhar assustado. O louro deu mais alguns passos e atirou Aiacos contra a parede com sua força, fazendo que o corpo do mais novo ficasse presos aos eixos que se despedaçavam.
- Radamanthys! – Minos o repreendeu.
- Ele só pode estar brincando! – exclamou.
- Ele é assim. – disse, com um ar um pouco inconformado. – Ele sempre foi assim. Não podemos fazer nada se ele não tem cérebro.
Aiacos se desprendeu da parede e caiu de joelhos no chão, sentindo todos seus ossos tremerem pelo forte abalo. Ele ouvia Minos e Radamanthys discutindo, todavia sua cabeça doía o suficiente para que as vozes alheias lhe darem uma forte enxaqueca.
- Maldito! O que pensa que está fazendo? Não queria se acertar? Por que veio me atacando desse jeito? – indagava com euforia, enquanto erguia seu corpo, encarando o louro com ódio.
Minos segurou Radamanthys pelos braços antes que o mesmo fosse atirar o corpo de Aiacos no precipício mais próximo. Aiacos ficou vendo aquela cena por alguns segundos até o louro se acalmar e Minos o soltar.
- Aiacos, nós viemos aqui para propormos algo entre todos nós.
- O que seria Minos?
- Nós três, juntos.
- Ah!? Co-como?
- Isso mesmo que entendeu. O que acha? Assim não terá mais brigas.
Aiacos podia ser distraído, ingênuo e tantas outras coisas, mas ele não era burro. Ele fechou as pálpebras por alguns segundos e balançou a cabeça negativamente. Ele sabia muito bem que quem ia se dar mal naquela situação seria ele mesmo. Não conseguia ver Radamanthys ou então Minos como passivos num sexo casual, sendo que se fosse um sexual casual a três, isso ia implicar um sério dano ao seu corpo.
- Por que recusa? – indagou Minos.
- Ah, eu não posso recusar?
- Não! – disseram os dois juizes em uníssono.
- Então não é uma proposta, isso é uma imposição.
- Desisto, Minos. Ele não entende as coisas como uma pessoa normal, esse é o problema. – falou Radamanthys. – Eu vou te fazer entender a situação de jeito simples. Nós já decidimos, você não tem escolha, se não quiser se ferir gravemente não resista, Aiacos. Eu acho que você não é ingênuo a ponto de pensar que ir contra nós dois será fácil.
Aiacos engoliu em seco, ele sabia que não teria chance contra os dois, ele nunca pensou em lutar contra ambos, mas se tinha à chance de escolher, ele negaria aquele tipo de relacionamento.
O silêncio de Aiacos acalmou Radamanthys. Talvez o mais novo tivesse entendido finalmente o que estava acontecendo, ele deu um passo à frente, aproximando-se até que parou e tocou no rosto tépido de Aiacos, sentindo sua maciez, ele inclinou-se para baixo e buscou os seus lábios, beijando-o com calma, como se pedisse desculpas pela recente agressão.
Minos sorriu e suspirou, a situação havia ido para o lado que ele queria. O juiz se aproximou dos outros, se colocando atrás de Aiacos, abraçando-o pelas costas, enquanto seus lábios tratavam de resvalar pela curava de seu pescoço, sentindo novamente o seu gosto doce.
As pálpebras de Aiacos se fecharam. Ele tentava se concentrar em qualquer coisa para se manter são, mas não estava conseguindo ignorar as mãos que passavam por seu corpo, retirando sua armadura aos poucos, jogando-as no chão. Mas não era somente a sua armadura, mas as dos demais também estavam sendo retiradas.
O clima esquentou, Aiacos estava quase desnudo, com os lábios trêmulos e as maçãs do rosto avermelhadas. Os mais velhos lhe tocavam em todos os pontos, não o deixavam um segundo sequer em paz, em certo momento Minos virou seu corpo num giro rápido e lhe tomou os lábios, enquanto Radamanthys amassava seu corpo logo atrás, empurrando seu membro ereto e rijo contra suas nádegas.
O trio foi andando para o quarto, caindo nos lençóis brancos, enquanto atacavam o anfitrião sem dar um descanso. Aiacos havia caído em cima de Minos, tendo Radamanthys nas suas costas, sentindo que ele estava retirando sua última peça de roupa para lhe levar ao estado da nudez completa. Em poucos segundos os três já estavam nus.
- Deveríamos ter feito isso antes. – Minos comentou, enquanto lambia a jugular de Aiacos.
- O problema é que tentamos esperar que ele perceba por ele próprio o que queríamos e perdemos muito tempo.
- Eu estou aqui ainda, parem de falar como se eu não estivesse. – reclamou o mais novo, gemendo baixinho em seguida, quando Minos agarrou seu membro.
- Claro que você está aqui, senão não seria tão divertido como está sendo. – Minos sussurrou.
Aiacos gemeu ainda mais alto quando sentiu o a cabeça do membro de Radamanthys bater contra sua entrada. Se o louro entrasse de uma única vez no seu corpo, ele não ia resistir, ia acabar desmaiando ali mesmo, felizmente somente a glande passou, ficando parada logo na entrada, enquanto voltava a sentir os beijos do mais alto nas suas costas.
Minos ficou acariciando aquelas madeixas azuladas até que se ajeitou na cama e puxou Aiacos pela sua nuca na direção de seu pênis. O mais novo nem discutiu, ele abriu os lábios trêmulos e deixou sua boca ser preenchida.
- Vamos, Aiacos. Eu queria muito sentir sua língua. – Minos disse, enquanto sua mão fechava-se nos fios azulados, começando a mover a cabeça do menor.
Com dificuldade Aiacos conseguiu chegar até o final da base daquele falo, deixando sua língua resvalar no sentido contrário de sua cabeça, iniciando uma felação bem molhada e prazerosa para Minos, que jogava sua cabeça para trás gemendo languidamente a cada espasmo de prazer.
Radamanthys parou um pouco para observar a felação, ele puxou uma mão de Aiacos e a colocou em cima de seu pênis para que o mesmo o masturbasse. Aos poucos o mais novo começou a masturbar os dois juizes, ora desconcentrando-se um pouco com o que fazia com a boca, ora desconcentrava-se com Radamanthys, ora parava por alguns segundos para recuperar o fôlego.
A cabeça de Aiacos se afastou um pouco, ele pegou aquele falo úmido e o segurou com firmeza, passando a língua por sua extensão lentamente até chegar no seu saco, onde começou a chupar com cuidado. Minos quase gozou ao ver aquilo.
- Ah, bom trabalho Radamanthys... você o ensinou bem. – disse Minos com um largo sorriso, enquanto jogava sua franja para trás.
O louro apenas assentiu com a cabeça diante do elogio, ele sabia que havia feito um bom trabalho, no começo quando se deitava com Aiacos, o mais novo era tímido e um pouco reprimido, todavia o tempo e a sua insistência o fez mudar de atitude.
Aiacos voltou colocar aquele membro na boca e quase o mordeu quando o dedo indicador de Radamanthys o penetrou de uma vez. Continuou com a felação até Minos gozar na sua boca, quando terminou o mais velho se afastou e puxou-o pelo queixo para lhe beijar a boca que lhe deu tanto prazer.
- Agora venha aqui, Aiacos. – disse Radamanthys, virando seu corpo bruscamente, como se fosse um boneco de pano qualquer. Aiacos nem protestou, ele estava atordoado com tudo que acontecia. Quando encarou Radamanthys, este lhe sorriu e puxou sua cabeça para ir até seu membro, onde começou a dar um tratamento similar ao de Minos.
Minos tinha a visão traseira e a que desejava desde que perdeu Aiacos para Radamanthys. Ele levou a mão ao pênis que já encontrava-se rijo e começou a posicioná-lo para o meio das nádegas redondas e macias que brilhavam para seus orbes dourados. Sua glande resvalava na vertical propositalmente, Minos batia com seu membro no corpo do outro, como se estivesse demarcando território. Quando se deu por satisfeitos, uma mão apartou uma nádega da outra e com a outra foi guiando seu falo até aquele pequeno canal, onde começou a penetrar lentamente.
Aiacos fechou sua boca ligeiramente no pênis de Radamanthys, mas logo o retirou, antes que cerrasse seus dentes ali mesmo. Enquanto Minos entrava no seu corpo, Radamanthys esperou, acarinhando os cabelos azulados, enquanto seus olhos estavam paralisados, observando a cena à frente com fascinação.
Ter Aiacos nos braços era maravilhoso, mas vê-lo possuído por outro homem e saber que logo poderia fazer o mesmo era ainda melhor.
- Vai logo, Minos. – Radamanthys mandou, sentindo seu baixo ventre formigar.
- Acho que está impaciente demais. Quer que eu o divida no meio? – indagou numa voz baixa, como se estivesse se contendo para não gemer alto.
Aiacos ouvia o diálogo, mas não disse nada, ele somente gemia baixinho. Não queria raciocinar.
- Entre de uma vez.
- Quer que eu entre com tudo? – indagou num tom sádico.
- Ah, sim, eu quero ouvir Aiacos gritando nessa cama.
O mais novo engoliu em seco com aquele pedido do louro. E para infelicidade Minos pareceu ter gostado da idéia, pois num único tronco, ele se enterrou no meio das suas nádegas, empurrando seu corpo para frente tamanha a força que exerceu. E o que Radamanthys tanto queria aconteceu, Aiacos gritou bem alto, atiçando a sua vontade.
O vai-e-vem não começou num ritmo lento como Aiacos estava acostumado, pois Minos já tratou de se lançar contra ele com velocidade e força, batendo suas coxas contra as nádegas que ele fazia questão de apertar e beliscar.
- Ah... Minos... devagar! – implorou entre os longos gemidos.
- Se já consegue falar, então consegue continuar o que estava fazendo, Aiacos. – falou Radamanthys, puxando a cabeça do mais novo contra seu falo. Aiacos hesitou no primeiro segundo, mas resolveu obedecer antes que fosse castigado, e ele sabia que seria.
Aiacos mais babava no pênis do louro do que chupava, pois sua concentração estava sendo desviada para outro ponto. Minos se enterrava com tanta força, que seus pêlos estavam se arrepiando a todo instante.
- Ah, Aiacos. Seja mais atencioso comigo. – Radamanthys pediu.
- Ele não está sendo atencioso com você. Desculpe-me, mas acho que é por minha causa. – Minos comentou com divertimento.
- Eu também acho. Vamos Aiacos, se concentre aqui. – falando isso, sua mão direita se enroscou nos fios azulados, puxando-os levemente, causando um pouco de dor no mais novo.
- "Esses dois vão me matar e se eu abrir a boca para reclamar, eu tenho certeza que eles vão realmente judiar" – refletia, enquanto tentava se concentrar no que Radamanthys lhe pedia.
Aiacos pedia mentalmente para que Radamanthys gozasse logo para sua boca ficar livre para gritar. Ele fechou as pálpebras com força, apoiou-se melhor no colchão e passou a chupar aquele pedaço de carne com gosto, como se fosse um alimento necessário, fazendo um barulho alto, enquanto gemia. Aquilo excitou ainda mais Minos e Radamanthys.
Radamanthys não se agüentou, gozando logo em seguida na boca do mais novo, deixando seus músculos tensos por alguns segundos para depois relaxar e olhar para o rosto sofredor de Aiacos. Mas se Aiacos pensava que teria descanso, ele se enganou, pois sua boca logo foi devorada por uma língua hábil e sedenta.
Quando Aiacos pensou que fosse realmente enlouquecer, ele sentiu suas nádegas ficarem úmidas, e o gozo de Minos começar a escorrer por suas coxas. Aos poucos Minos saiu, dando descanso para o mais novo.
- Agora é minha vez. – falou Radamanthys.
- Es-espere um pouco. – pediu com os olhos arregalados.
- Esperar? Eu não agüento mais esperar.
- E eu quero de novo. – Minos disse, apontando seu membro que continuou ereto mesmo após a ejaculação. – mas vamos cuidar disso primeiro, Radamanthys. – disse, pegando o membro de Aiacos e o colocando na boca, onde começou a chupar logo em seguida.
Aiacos sorriu de canto com aquilo, gostando daquele toque úmido no seu membro. Os gemidos longos, carregados de prazer, estavam ainda mais chamativos. Ele parecia um animalzinho de estimação sendo agradado, enquanto se contorcia na cama. Radamanthys teve a oportunidade de ver isso, Minos apenas ouvia e desejava observar, mas sempre que parava para olhá-lo, Aiacos o encarava com seriedade, como se indagasse o motivo para ter parado. E nesse ritmo acabou gozando, sem demorar muito.
- Ele está acabado. – falou Minos, enquanto passava a língua pelos lábios. – Mas eu ainda quero mais.
- Então vamos os dois de uma vez, eu sei que Aiacos agüentará. – Radamanthys propôs.
Aiacos sentiu seu coração parar uma batida com aquela proposta tão indecente. Ele se sentou no colchão e encarou os dois juizes que lhe sorriam.
- Não! – disse num tom firme, tentando manter um olhar autoritário.
- Como um espectro de Hades, eu sei que isso não será tão difícil para você. Claro que você já suportou coisas piores nos seus treinamentos. – comentou Minos com entusiasmo.
- Coisas piores? Eu nunca enfrentei coisas piores que isso. – murmurou, enquanto cruzava seus braços. – Não vou aceitar isso. Se estão tão necessitados, por que vocês não se dão prazer?
Minos e Radamanthys ficaram se olhando por um longo período de tempo. A chama de seus olhos estava acesa, como se fosse um desafio, mas logo desistiram da idéia e voltaram a olhar para quem desejavam.
- Somos ativos demais para isso. – Radamanthys disse num tom de brincadeira. Eram raros os momentos que o juiz tinha uma conduta tão aberta e bem humorada.
- Concordo com você, Radamanthys.
- Vocês não vão fazer isso...
E antes que Aiacos terminasse de falar, o louro já o puxou para cima, fazendo-o ficar de joelhos para depois abraçar sua cintura.
- Você vai ficar deitado em cima do peito corpo. – e dizendo isso, ele deitou no colchão junto com o corpo menor.
- Boa posição, Radamanthys. Mas não seria melhor colocá-lo sentado, assim ele sentaria nos nossos pênis de uma vez. – comentou sem nenhum pudor.
- Não, isso será um tanto avançado para ele, não acha? Seria melhor assim, pois nós iremos infligir menos dano a ele.
Minos pareceu refletir e concordar. Aiacos não acreditava que o seu destino estava sendo decidido por aqueles dois, ele tentou se remexer e se livrar daquele abraço e esse foi seu grande erro. Minos moveu suas mãos lentamente, fazendo a dança da marionete, controlando Aiacos.
- Sabe, Minos. Eu sempre pensei que você usava essa técnica para outras coisas. – comentou Radamanthys.
- Ela é muito útil. – sorriu.
- Me solta, Minos! – gritou, enquanto sentia seu corpo ser comandado. Aiacos estava deitado confortavelmente, deixando sua cabeça três centímetros abaixo da testa de Radamanthys, que já posicionava seu falo para lhe penetrar.
Minos via de camarote o membro do louro resvalar para dentro, sumindo por completo de sua visão. Aiacos gemia, mas não sentia tanta dor, ao contrário, ele gostava daquilo, já estava acostumado a Radamanthys.
- Mi-Minos! Não... não faça isso! – pediu em desespero, enquanto abria ainda mais suas pernas a mando da técnica do outro juiz. No entanto Minos não ficou mais a controlá-lo, pois Radamanthys fez questão de segurá-lo num abraço espertado.
Radamanthys puxou a cabeça do mais novo para baixo, beijando com ânimo, não deixando a boca de Aiacos descolar da sua. Minos foi entrando aos poucos, sentindo o corpo de Aiacos abrir ainda mais, quando passou a glande tudo ficou mais fácil, Minos começou a entrar e sair, roçando seu membro no corpo de Aiacos e no membro de Radamanthys. Aquilo era excitante demais!
- Ah... Minos! Pare!
- Calma, eu vou ser cuidadoso. – disse, enquanto se segurava para não se enterrar de uma vez.
- Você vai agüentar, Aiacos. Logo vai se acostumar com isso. – Radamanthys falou com cama, enquanto beijava seu rosto.
- Ah... não... vou agüentar! – gritou.
Aos poucos, com cuidado Minos conseguiu colocar seu membro. Ele passou a mão pelas costas de Aiacos que estavam encharcadas de suor. Os dois acariciaram o corpo do mais novo, dando beijos por todo os cantos, Aiacos estava deitado na curva do pescoço do louro. Ele arfava e gemia baixinho, mesmo que nenhum deles se movesse.
- Parece ter se acalmado. – Minos comentou, recuando um pouco seu membro, fazendo Aiacos gemer alto, para depois se mover para frente, dando uma estocada até o final. O mais novo pensou que ia morrer quando Radamanthys começou a mover sua cintura para cima e para baixo, fazendo os dois membros entrarem e saírem ao mesmo tempo.
O pênis de Aiacos estava sendo pressionado entre seu abdômen e o de Radamanthys, aquilo lhe machucava um pouco, mas também fazia que em certos momentos sentisse prazer.
Os gemidos de Aiacos eram intoxicantes, quanto mais ele gemia, mais queriam que ele gemesse. O moreno sentia uma dor imensa no seu corpo, aquilo não estava sendo tão prazeroso, ele parecia estar sendo rasgado ao meio, mas podia ser pior. Ele podia notar que seus camaradas estavam se contendo, que eles poderiam ter lhe tratado como se fosse um boneco sem vida. Alguns minutos foram o suficiente para Aiacos começar a sentir um pouco de prazer naquela loucura, ele não tinha mais controle das suas ações.
- Ah... Aiacos... isso está muito bom. – Radamanthys falou, sentindo seu corpo reagir a tudo aquilo. Com certeza os dias não seriam tão rotineiros se fizessem isso sempre.
O mais novo não dizia mais nada, ele só conseguia gemer e bem alto, com certeza aqueles que passavam pelo castelo podiam ouvir, mas Minos e Radamanthys não se importavam. E Aiacos não conseguia parar de gemer, aquilo estava sendo alucinante.
Aiacos sentiu um líquido quente e espesso no seu interior, Minos havia gozado. Ao poucos o membro de Minos foi recuando, e ele sentou-se na cama, encostando-se na cabeceira de madeira.
- Ah! Isso foi muito bom. – disse Minos com uma voz ofegante, todo o seu corpo estava suado.
- Ah... Ah!... I-isso não... será repetido! – falou Aiacos, olhando Minos de soslaio.
- Mas você vai se acostumar. – insistiu o outro juiz.
Enquanto o diálogo estava correndo, Radamanthys acabou sentando-se na cama, voltando a mover Aiacos para cima e para baixo na vertical dessa vez, voltando às estocadas, procurando seu prazer, enquanto sua mão direita masturbava o pênis de Aiacos. O louro gozou logo no seu interior, e Aiacos acabou lhe seguindo.
O trio estava deitado na cama, exausto. Aiacos tinha uma expressão dolorida na face, seu cenho estava franzido e seus lábios entreabertos estavam avermelhados por tantos beijos e mordidas que havia recebido.
E ficaram assim por um longo tempo até suas pálpebras fecharam-se e adormeceram.
Um bom tempo se passou após esse episódio. A vida dos três juizes era bem diferente desde então. Eles sempre estavam com um sorriso divertido nos lábios e tratavam dos seus afazeres com um bom humor, pois logo que o serviço acabava, eles se encontravam e começavam a se divertir.
Desta vez estavam jogados nos lençóis azulados de Minos. Os juizes estavam sentado, bebendo um pouco de whisky com gelo, enquanto conversavam e acariciavam seus corpos já suados e desnudos.
- Parece que nossos dias de paz finalmente chegaram. – Minos comentou. – A invasão ao santuário de Athena começará amanhã.
- Logo, Lorde Hades irá governar a Terra. – Comentou Radamanthys.
- Hum, eu não vejo a hora desse momento chegar. Parece que estou muito tempo parado. – Aiacos comentou.
Minos e Radamanthys se olharam com malícia diante daquele comenta´rio.
- Muito tempo parado? – Radamanthys indagou.
- Se for isso, nós podemos dar um jeito. – falou Minos, enquanto engatinhava na direção do mais novo.
- "Falei merda de novo". – pensou com tristeza, sendo atacado por dois pares de mãos habilidosas que já conheciam cada ponto de seu corpo.
Os dias certamente não seriam mais os mesmo. Certamente.
OoO
Esse conto foi feito num momento de pura inspiração, saiu num único dia e me proporcionou bons momentos de distração. Eu espero que tenham gostado do meu romance super erótico entre esses três juizes juntos.
Comentários são bem-vindos. O que acharam?
e-mail: gotasdegelo(arroba)hotmail.(ponto).com
6/8/2009
Por Leona-EBM
