Depois da Dor II
by Karol Freitas
Disclaimer: Infelizmente Supernatural não me pertence mas eu posso sonhar com o Dean.
Shipper: Logan/Gabe
Avisos: Fic Slash! Sexo oral nesse capítulo.
Beta: Sem beta
Olá, como vão?
Capítulo adiantado, pois decidi atualizar a historia de quinze em quinze dias. Os capítulos serão curtos e demorados porque estou sem beta. Espero que gostem. Boa leitura!
Capítulo II
O Adolescente estava no quarto parado atrás de sua porta fechada. Não fazia nenhum barulho e até prendia a respiração, esperava paciente com o ouvido pregado á porta a procura de qualquer som externo.
Encontrava-se em duvida; saia ou ficava.
Tentava captar qualquer som estranho, como por exemplo, pessoas rindo e gargalhadas de bebês. Dessa vez não teria que escolher seu destino. Não escutava nada. O caminho estava livre.
Andou nas pontas dos pés e saiu para a rua naquela noite fria e gelada de inverno, onde Rafaela o esperava impaciente.
Quem o visse poderia dizer que ele estava se esgueirando pelas sombras e fugindo de algo, mas não, ele se negava a pensar tal coisa. Preferia usar o terno esquivar-se, evitar o encontro com a nova família feliz, algo comum nos últimos tempos.
Ele acordava, estavam falando do Gabriel, chegava da escola lá estava o pequeno no colo do pai e do tio. Pensava ser a situação mais frustrante de sua curta vida. Desviava e tentava evitar o encontro com o irmão, algo que se provava impossível, e junto com sua negação vinha àquela sensação estranha no estomago e a compulsão de ver o irmão, nem que fosse para se irritar ainda mais.
Sendo uma pessoa pratica, decorou o cronograma da família, segunda e quintas pela manha, terças, quartas e sextas durante a tarde, tirando os dias que Gabriel dormia por lá. Louvava à Deus quando Genevive aparecia e levava o pequeno, fazendo seu estomago e nervos voltarem ao normal, era um alivio. Ah, como ele odiava esconder-se pelos cantos e fugir de uma criança que não podia sequer falar, quanto mais machucá-lo.
Sentimento esquisito esse. Não reconhecia essa emoção contraditória e dúbia, de sentimentos e atitudes duvidosas. Não entendia porque o fazia e seus pais menos ainda, o questionavam.
Sempre perguntavam pelo o que se sentia ameaçado.
Qual era seu medo? Era a pele suave e cheia de dobrinhas, o sorriso meigo que fazia todos quererem sorrir de volta ou talvez ser dominado pela doçura do irmão?
Sua resposta permanecia a mesma, dava de ombros e voltava a fazer qualquer coisa que não fosse olhar para a expressão inconformada de Sam e Dean.
Por esse motivo, no dia anterior havia conversado com Sam e pedido para sair com os amigos que lhe restavam, porque depois que o resultado do julgamento foi liberado, restaram poucas pessoas que valia a pena confiar ou não que não o olhassem em tom de discriminação.
Após todos esses problemas Logan queria se divertir, tinha quinze, quase dezesseis anos, por isso uma noite de diversão, sem ter que esconder-se, era o precisava.
Pegou sua mochila antes de fechar a porta silenciosamente e desceu as escadas vendo Rafaela parada em frente a seu prédio. Ela usava roupas festa e parecia pronta para a noite, cabelos escuros presos em coque elegante, maquiada e saltos finos acompanhada de uma bolsa discreta. Pela expressão que ela fazia ao esperava-lo, estava entediada.
Não entendia como havia dispensado a amiga. Ela era bonita, se vestia bem, mesmo nível social e o entendia como ninguém, a namorada perfeita e mesmo assim, nada. Nenhum desejo, excitação ou qualquer atração física ou emocional.
Ele a abraçou forte. Passou os braços em volta do pequeno e delicado corpo, inspirando o cheiro do perfume conhecido. Conforto e segurança eram as palavras que descreviam Rafaela. Para Logan, ela significava seu porto seguro e amor sem cobranças e julgamentos, uma das poucas pessoas que haviam permanecido em sua vida.
Rafaela sorriu e se arrepiou, sem poder evitar, ao sentir Logan cheirando seu pescoço com um cão marcando o território, mas ela sabia melhor. Logan só fazia isso quando precisava de consolo e aceitação.
"Logan." Chamou se afastando dele e segurando em seu rosto para que ele não desviasse o olhar. "O que aconteceu?"
Ela o puxou pela mão andando em direção a praça ao lado do prédio.
"Não é nada, só meu irmão." Disse ao sentar-se ao lado da amiga e segurar sua mão.
Rafaela sorriu. Há algumas semanas Logan mal podia dizer a palavra irmão, muito menos meu.
Ela olha para Logan esperando que ele continue, o que o faz bufar e olhar para frente, pensador.
"Eu amo e odeio Gabriel Winchester." Disse irritado, passando a mão pelos cabelos loiros despenteados. "Odeio ouvir aquela voz aguda e amo ver seu sorriso."
"Logan, não é errado gostar do seu irmão. Ele não vai tomar seu lugar." Disse a ele, calma e serena. "Não é errado querer passar um tempo como ele e nem se sentir feliz perto dele."
"Mas eu não quero!" Disse inquieto.
"Ele é seu irmão. É normal que você não queira gostar dele, mas confie em mim. Isso vai passar."
Logan olhou para seus sapatos e pensou no que Rafaela lhe dizia.
Não era novidade aquele discurso; seu pai, seu tio, sua avó e até seu psiquiatra lhe diziam ser uma atitude normal. Talvez ele devesse escutar a amiga e engolir seus sentimentos contraditórios porque Rafaela sempre estava certa, e mesmo que ele não quisesse admitir, já amava o irmão.
"Talvez você esteja certa."
"É claro que estou certa." Falou se levantando e ajeitando a roupa, o puxando em direção a diversão da noite.
-x-
Estavam em um club gay.
Quando chegaram a seu destino, uma boate um tanto luminosa na parte da cidade onde não costumava frequentar, Logan ficou ligeiramente duvidoso. Fez careta não acreditando em sua sorte.
Fez de tudo para Rafaela desistir dessa ideia; sugeriu em sair da fila e achar um lugar com um pouco mais de classe, tanto que estava tentado a arrastar a amiga junto sem se importar com sua reação e até a subornou com uma semana inteira de almoço gratuito onde ela quisesse. Logo ficou claro, nada que ele dissesse faria Rafaela mudar de ideia. Ela insistiu e afirmou ser um lugar seguro, ninguém os mataria e não morreriam com alguma infecção se bebessem algo.
Realmente tentou fazê-la mudar de ideia porque qualquer lugar parecia melhor do que aquele, pelo menos era o que parecia ao olhar para o lugar que, em sua opinião, era decadente demais. A fachada era luminosa de cor vermelho-sangue, suja e velha, que piscava inconstantemente dando a impressão de que cairia a qualquer momento.
Nada ali passava confiança a ele. Preferia ficar em casa trancado no quarto ou em um lugar mais tranquilo, qualquer coisa era melhor do que estar ali. Entendia o que a amiga fazia, queria que ele esquecesse seus problemas e se divertisse.
O que ele não entendia era porque Rafaela havia o levado uma boate gay. Se pudesse escolher, não enfrentaria aquela parte de sua vida. Nunca havia conversado com ninguém sobre isso. Sua preferência sexual era uma incógnita, feminino ou másculo para ele se dava igual e não fazia qualquer distinção entre os gêneros. Sinceramente não se importava quem estava a sua frente o beijando, era algo mais emocional do que físico para ele. Pelo menos era o que achava até hoje, ele podia certar errado, certo?
Bem, agora ela estava lá e iria testar sua teoria.
Passaram pela porta com documentos falsos e entraram no lugar desconhecido. Logan analisou o lugar, um grande salão escuro com globos de luz brilhando por todo o lugar, um bar ao fundo, uma porta indicando o banheiro e do outro lado havia uma escada.
Não era tão ruim como havia imaginado.
O ambiente era limpo o suficiente e as pessoas pareciam bonitas. Rondou o lugar durante um tempo até que Rafaela foi parada por homem alto que mais parecia uma montanha de músculos, continuou a andar sozinho e encontrou um lugar discreto perto do bar e observou a festa ao redor.
Pediu uma bebida qualquer de nome esquisito e deixou liquido, doce e ardido, descer por sua garganta. Já estava anestesiado, cabeça leve e sem preocupações. Sensação engraçada que lhe percorria. Um copo e seu mundo começava a ficar melhor, mais feliz e simples.
Suspirou contente. Sair de casa tinha tido sua recompensa. Talvez ele não encontrasse suas respostas, mas seus problemas pareciam menores, então, por enquanto o álcool era o suficiente.
Fechou os olhos sentindo uma leve náusea o tomar, com o mundo girando devagar nada conseguiria o alcançar. Deixou-se levar por essa sensação gostosa, agradável e quente. Sussurros suspirados, corpos dançando que roçavam contra ele e arrepios que passavam por seu corpo ao ver-se embriagado com todas as sensações.
Sentiu mãos em sua cintura quebrando sua epifania sensorial.
Seus olhos nublados se abriram para deparar-se com um homem, alguém que mostrava ter o dobro de sua idade, alto e magro, cabelos loiros cumpridos, pele morena do sol com aparecia de surfista.
Não falaram nada. Nomes e conversas cotidianas não eram importantes. Ele estava ali para relaxar e ver do que realmente gostava, seria um toque áspero e mais agressivo ou um suave e delicado que o satisfaria? Logo descobriria.
Puxou o homem em sua direção e o beijou devagar, voltando a fechar os olhos e aproveitando o sentimento. Abriu as pernas e deixou que ele se acomodasse, roçando seus membros e separando seus lábios para receber o invasor.
Era bom. Molhado e lento, explorador. Sentia-se bem, mas não era nada causado por seu companheiro. Era o álcool que o deixava solto e contente, porem, ainda assim, o contato entre peles fazia seu prazer se multiplicar.
Desviou o rosto e respirou, instável e necessitado de ar, em êxtase, mergulhado em seu próprio prazer. Lábios molhados deslizaram por seu pescoço e mãos acariciaram seu abdômen por debaixo da roupa. Seu zíper foi desfeito e seu membro colocado para fora rapidamente junto aos testículos.
Um choque de prazer passou por seu corpo assim que mãos ásperas e lábios molhados devoraram seu pênis. Sentiu algo estranho, algo bom, mas com a impressão de que faltava algo.
Foi lambido, sugado e chupado na ponta cabeça inchada, sensível ao toque, até ser engolido por completo. Mordeu os lábios gemendo baixo e agarrou nos cabelos cumpridos e loiros, jogando a cabeça para trás sem conseguir evitar e esticando o pescoço até encontrar apoio na parede ao receber sua primeira chupada.
A boca a seu redor parou de se mover, ainda firme e quente, o mantendo aprisionado. Olhou para o para baixo. O homem a seus pés o olhava necessitado, numa suplica obcena. Pedia que ele tomasse o controle. Logan fez o que foi pedido, o puxou pelos cabelos devagar e voltou a empurrar a glande inchada de seu pênis lentamente até que o homem estivesse com o nariz enterrado em seus pelos.
Sentiu-o gemer, engasgar e respirar pelo nariz, pulsando e contraindo a garganta em volta de seu membro, sem querer se afastar ou empurra-lo.
Sim, isso que era prazer. Suas pernas tremiam e a respiração tornava-se irregular. Tinha que dizer, ter o poder de fazer o que quisesse com essa pessoa era o que o eletrizava.
Pensou, pela primeira vez, malicioso e maldoso.
Se ele continuasse assim com o membro até o talo enfiado garganta abaixo, alguém faria algo para impedi-lo antes que esse surfista perdesse a fôlego? E se ele o usasse e o fodesse, o deixando jogado pelos cantos, será que pensariam tão bem de sua pessoa?
Ouviu os protestos e focou a atenção em sua companhia.
Ele não seria não ruim.
Moveu suas mãos empurrando o homem para a parede e voltou a agarrar a cabeleira loira. Direcionou o pênis ereto e enterrou-se novamente na cavidade molhada e comprimida, mantendo o homem quieto e imobilizado, o obrigando a receber tudo o que ele quisesse dar.
Moveu-se agitado. Empurrou os quadris rapidamente sem pensar em mais nada. Não sentiu muito mais depois disso. Empurrou uma, duas, três vezes até que identificou aquele choque que passava por todo o corpo transformando-se em orgasmo. Gozou longamente derramando o sêmen na garganta que o sugou e chupou cada gota, contraindo os músculos que prolongava seu prazer.
Puxou o surfista, que estava sem fôlego, e o colocou de pé. Abriu rapidamente seu zíper e colocou a mão em volta do membro molhado e ereto. Moveu-se apressado, apertando e tocando nos lugares certos. Passou os dedos pela extensão do membro e nas bolas pesadas e inchadas, incitando sua liberação.
Escutou um gemido entrecortado e quando ouviu um guincho de dor ao tirar a ultima gota de sêmen, afastou-se do homem sem dizer nada. Tinha conseguido suas respostas, ou no mínimo partes delas.
Sem olhar para trás se meteu no meio da multidão procurando por Rafaela. Ele encontrou-a parada de costas para ele, um pouco distante de onde estava. Andou decidido e tocou em seu ombro.
"Rafa?" perguntou estranhando a reação rígida da amiga e quando enfim ela se virou pode ver seu rosto avermelhado e lábios inchados, como se tivessem sido mordidos num ataque de nervosismo, entretanto seus olhos diziam o que ele precisava saber.
Rafaela demonstrava um olhar envergonhado e... excitado? No momento em que ela olhou em seus olhos, ele soube. Ela havia visto tudo, cada momento de seu surto dominador.
Tentou não sorrir, mas um sorriso de canto, um tanto malicioso, acabou saindo de seus lábios. Percebeu a expressão acanhada da amiga, como se estivesse tentando esconder algum segredo.
Era algo a se pensar.
Ele não estava arrependido e a sensação do poder ainda vibrava em seu corpo. Tinha descoberto gostar do poder e do controle que exercia sobre outras pessoas, que se feito da forma certa, poderia satisfazer a todos.
Estava decidido. Era a sua vez de tomar as redias da situação e confortar a amiga que sempre havia feito o mesmo por ele. O tempo daquele garoto tímido e que se escondia havia acabado. Ele iria enfrentar seus problemas de frente como um Winchester faria, adicionando um toque pessoal.
"Vamos." Disse com um sorriso calmo e sereno, estendeu as mãos para Rafaela que parecia arredia. "Está tudo bem." Reforçou.
Ela se aproximou e Logan circulou sua cintura como sempre havia feito. Perguntou sobre o homem que estava com ela, tentando distraí-la. Ele gostava dela e gostaria de mantê-la como amiga.
Rafaela relaxou e começou a falar sem parar, um tanto nervosa, mas era o suficiente para ele. No fim da noite, ao amanhecer, a deixou em casa e se despediu com o um abraço apertado e um beijo no rosto demorado, se sentindo seguro e feliz.
"Você vai ficar bem?" Rafaela perguntou a ele, preocupada.
Logan pensou nisso e percebeu que sim. Ele ficaria bem, pois agora sabia o que deveria ser feito. Sorriu para ela e foi para casa, onde sua família o esperava.
-x-
Abriu a porta devagar, sem produzir ruídos e fechou-a com cuidado. A casa estava escura e quieta, na ponta dos pés foi em direção a seu quarto. Escutou um ruído baixo, quase ínfimo, vindo da porta ao lado. Desviou sua rota e entrou aonde o barulho vinha.
Gabriel estava acordado, movia-se e balançando as mãos e pés, tentando pegar os brinquedos que ficavam pendurados em cima do berço. O bebê sorria ao vê-los flutuando acima dele e resmungava por não conseguir pegá-los para voltar a sorrir e tentar pegá-los novamente.
Logan sorriu.
Sorriu verdadeiramente ao ver o pequeno, inquieto, a brincar sozinho. No fim Rafaela e todos os outros tinham razão. Ele não tinha motivo real para rejeitar o irmão. Desde que o bebê havia nascido ele andava isolado e quieto. A culpa não era de Gabriel, era dele nessa sua mania de atenção. Sentia-se melhor depois de analisar seu próprio comportamento confuso. Essa seria sua primeira atitude adulta, cuidar de seu pequeno e lindo irmãozinho.
"Ei, pequeno! O que você está fazendo?" Perguntou.
Gabriel parou de se remexer e olhou para Logan. Estendeu os braços balbuciando algo que somente o bebê podia entender.
Logan suspirou lutando contra suas reações e o pegou no colo, pela primeira vez, sem ser obrigado.
Gabriel gargalhou naquela voz gostosa de bebê e se acalmou quando Logan acariciou seus cabelos grossos e escuros.
Gabriel o olhava atento e contente.
"O que você está fazendo acordado há essa hora?" Perguntou ao pequeno.
Gabriel balbuciou novamente como se entendesse o que foi perguntado e estivesse tentando responder.
"É dor de barriga?" Disse fazendo cócegas na barriguinha do bebê. "Ou é frauda suja?" Levantou Gabriel no alto e o cheirou, brincalhão.
O Gabriel gargalhou de novo e agarrou no pescoço de Logan com as mãos frágeis e macias, se acalmando novamente. Logan massageou as costas do irmão até que percebeu Gabriel dormir, respirando calma e profundamente. Ele o colocou no berço e o cobriu, lhe dando um beijo suave no rosto antes de se virar e ver Dean o observando.
O Tio não sorriu, brigou ou faz qualquer tipo de comentário. Ele unicamente o analisou serio, pensador. Logan continuou parado pacientemente, esperando para ver o que aconteceria.
"Está tudo bem?" Dean enfim perguntou.
Parecia ser uma pergunta simples e talvez, por isso, ele não estivesse dando a devida atenção. Teve a impressão de não entender o verdadeiro significado dela.
"Sim." Disse dando de ombros, preferindo não pensar sobre o assunto.
Andou até o Tio e deu um abraço nele, bem apertado, e foi para o seu quarto. Ele Sabia que sua reação tinha sido inesperada, estranha até, porem essa seria sua nova atitude.
Comentários e criticas?
Até mais.^^
