N/A: Queria começar esse capítulo agradecendo a todos que leram e comentaram. Muito, muito obrigada mesmo! Vocês não imaginam a satisfação que dá ler uma review!
Está aí o segundo capítulo, e vou fazer o possível para atualizar todas as quartas. Beijos e divirtam-se!
-Isso é ridículo! Tô fora, nem pensem... – resolvi alertá-los de uma vez. Aquilo definitivamente não ia dar certo e eu que não ia pagar pra ver.
-Ow, Pottinho está com medinho? – Draco perguntou com sua maior cara lavada.
-Não estou com medo, só estou vendo o quão absurdo é tudo isso e portanto não vou participar. Sem chance.
Os dois se entreolharam e começaram a rir. Eu continuei bem quieto, na minha. Qual é, eu não vou me submeter a isso, entrar numa aposta ridícula para transar com a menina mais gostosa da escola só pra provar para os meus amigos que eu consigo. Coisa mais besta!
-Tudo bem. Se você não quer, a gente não pode fazer nada. – Draco falou e foi para o banheiro. Esse tipo de reação deles me causava mais medo. Eles não aceitavam a derrota assim tão facilmente. Tinha alguma coisa por trás, eles estavam planejando alguma coisa que eu tenho certeza que não vou gostar.
-Bom, estou exausto. Preciso do meu sono da beleza, as garotas estão contando com isso amanhã. Sei que mais da metade das garotas fica excitada com a volta as aulas só para me ver. – Blaise falou se enfiando de baixo das cobertas e virando para dormir. Pouco tempo depois todos fizemos o mesmo. Seria um longo dia, o dia seguinte.
Obviamente no café da manhã nós recebemos nossos horários de aula. Uma coisa que eu adorava era ter aulas de DECAT com o Sirius. Depois que seu nome foi limpo (pegaram o traiçoeiro do Rabicho a tempo) ele foi convidado para dar aulas em Hogwarts. E anda por cima lecionava a minha matéria favorita. Só que esse ano haveria um inconveniente: teríamos aulas com a Grifinória. Ou seja, eu vou ter que agüentar a insuportável da Granger respondendo as perguntas que eu deveria responder.
-Que interessante. Teremos aulas de poções quase todos os dias. Mal posso esperar para passar tanto tempo com o querido Snape! – Draco disse irônico. Snape não gostava de ninguém e a recíproca é totalmente verdadeira.
-Pelo menos serão com a Corvinal. Tem uma garota lá que eu não sei como não tinha visto ainda! Perfeita, quem sabe a gente senta junto... – Blaise quase nunca se sentava com a gente, escolhia sempre lugares próximos a garotas bonitas.
-Bom, acho melhor irmos logo. Sirius não gosta de atrasos. – e juntos fomos para a torre das aulas de DECAT.
Ao chegarmos na sala, a maioria dos alunos já estava ali. Procurei me sentar o mais longe possível da rainha da Grifinória e sua corja de fiéis seguidores, Rony e Neville. Pelo menos nas aulas a chatinha da Weasley mais nova nunca estava.
-Muito bem, cambada! Acabou a mamata, último ano está aí, NIEM's também, não estamos aqui para brincadeira. Muitos de vocês já sabem o que querem fazer da vida, outros não tem a mínima noção. Não estou aqui para aconselhar ninguém. Estou aqui para que vocês aprendam DECAT e não deixem de ser alguém na vida porque não sabiam nada sobre o assunto. Livros e varinhas na carteira. – Sirius chegou e todo mundo ficou bem quieto. Ele costumava ser meio maluco, então era bom fazer exatamente o que ele mandava.
-Esse ano vocês tem que estar preparados para tudo. Duelos, combates, brigas, confrontos corporais e todos os tipos de coisas que uma pessoa pode fazer contra a outra. Vocês sabem os feitiços, mas precisam saber quando usá-los. Por isso, esse ano eu dividi as aulas em teóricas e práticas. Na teóricas nós obviamente leremos o livro, aperfeiçoaremos os feitiços e faremos pesquisas sobre seu uso. Nas práticas nós vamos duelar, combater, dar umas porradas. Sim, ou vocês acham que um bruxinho do mal vai te atacar só com a varinha dele? Não, seus cabeçudos, ele vai chegar dando voadora, te derrubar, te esmigalhar e aí vai jogar o feitiço. Talvez não necessariamente nessa ordem.
Todos continuavam calados e olhando atentamente para ele. Então esse ano as aulas seriam mais ativas. Isso é bom, precisamos mesmo estar bem preparados. Mas eu ainda não sei o que quero da vida, ser auror, medibruxo, jogar profissionalmente, abrir um negócio, enfim.
-Bom, queridinhos, para matarem a saudade dos seus coleguinhas nós trabalharemos em duplas. Sim, vocês serão como um time, e trabalharão juntos até o fim do ano. – ele disse sorrindo. Isso era bom, eu e Draco sempre fazíamos uma ótima equipe. E por fora poderíamos ajudar Blaise também.
-Porém, não precisam se agitar assim. O titio aqui é que vai determinar as duplas.
O burburinho foi geral.
-Se não gostarem, problema de vocês. Eu sei quem trabalha melhor com quem, foi isso que observei em vocês ano passado. Já fiquem sabendo que quero uma pessoa que seja melhor na prática junto com alguém que seja melhor na teoria. Assim um ajuda o outro a se melhorar no que falta. Não preciso que fiquem competindo entre si quem é melhor.
Continuamos todos inconformados com aquilo. E se eu caísse com alguém da Grifinória? Passar um ano trabalhando com um daqueles fedorentos não era uma idéia agradável.
-Ah, e eu estou pouco me...lixando para essas briguinhas de casas. Um dia vocês verão que isso é ridículo. Agora, quando eu chamar o seu nome, sentem-se junto com o seu parceiro.
Eu não tinha a mínima esperança de cair com o Draco. Nós dois éramos bons em prática. Blaise também não era lá essas coisas em teoria, era bem improvável que caíssemos juntos.
-Blaise Zabini e Lilá Brown. – céus, ele estava misturando as casas! Estaria Sirius louco de vez?
-Draco Malfoy e Neville Longbottom. – definitivamente pirado.
-Harry Potter e Hermione Granger. – louco, retardado, perdeu amor à vida, comeu merda, perdeu o juízo, não!!!!
-Ronald Weasley e Parvati Patil.
Eu continuei sentado ignorando aquela ordem. Eu não ia trabalhar com a mandona de jeito nenhum. Não mesmo.
Ela parou na minha frente de braços cruzados e me olhando muito feio.
-Você não é o único que ficou enojado com essa distribuição, Potter. – ela falou meu nome como se fosse um palavrão. Para que cruzar os braços na minha frente? Eu já não tinha problemas o suficiente com os seios dela?
-O que você sugere, então, senhorita sabe-tudo?
-Obviamente eu vou falar com o professor. E você vem junto, para ele não pensar que só eu estou descontente. – Mandona! Eu vou junto se eu quiser! Que vontade me deu de não ir só de birra! Mas era melhor ir de uma vez do que ter que trabalhar o resto do ano com ela.
-Com licença, professor Black. – ela chamou ao chegarmos na mesa dele. Ele só levantou o rosto, com cara meio de maluco, os cabelos despenteados e um brilho estranho no olhar.
-Nós temos um problema. Realmente não podemos trabalhar juntos, será que não poderia trocar nossas duplas?
-Mas senhorita Granger, você é ótima em pesquisas, a melhor da sala, eu diria. E o Potter aqui é um dos melhores na prática dos feitiços e eu espero que em combates corporais também. Vocês formam uma equipe e tanto.
-Mas eu não gosto dele! Quer dizer, bem, nós, er...Não nos damos muito bem, sabe...
-Bobeira de briguinhas de casas. Meus queridos, pensei que já tinham superado isso. Não vou trocar as duplas, de forma alguma! Aqui entre nós – ele falou se abaixando e aproximando seu rosto – vocês são a minha grande esperança! Tenho grandes planos para vocês, na minha opinião vocês tem potencial para serem a melhor equipe da sala!
Por que esse maluco tinha que instigar o espírito competitivo da Granger? Os olhos dela até brilharam quando ele falou isso. Ótimo, agora ela estava convencida de que seríamos os melhores e faria de tudo para que isso acontecesse. Eu também queria ser o melhor, mas não com ela!
-Tudo bem, entendemos que não é possível. Obrigada, mesmo assim, professor. – ela respondeu e voltou para sua carteira. Eu continuei olhando para ele, que me deu um sorriso maníaco e voltou a escrever qualquer porcaria que ele estivesse escrevendo.
Voltei para a minha carteira. Se ela se deixava vencer assim fácil, então que viesse se sentar comigo. Não vou até lá.
Senti alguém me olhando penetrantemente. Sabia que era ela, não ia olhar. Não ia olhar. Não...Olhei. Droga, ela estava com aquela cara de mandona novamente.
-Somos uma equipe, você tem que se sentar comigo.
-Então venha você aqui, Granger. – eu respondi e virei para frente de novo.
Passaram uns cinco minutos até que uma quantidade enorme de livros bateu com um forte baque ao meu lado. Ela se sentou e ficou olhando para frente, esperando Sirius continuar a aula.
Olhei para o lado e vi Malfoy sentado, muito emburrado, ao lado de Neville, que examinava desatentamente uma planta qualquer. Não muito atrás Blaise e Lilá olhavam para frente como duas estátuas, a tensão palpável entre eles. Ainda assim eles estavam melhores do que eu. Eu caí com a megera indomável, a rainha da grifinória, a mandona sabe-tudo. Eles podiam se odiar livremente, mas eu ainda tinha que ficar sentado do lado dela, a odiando mais que qualquer pessoa e ao mesmo tempo desejando jogá-la em cima daquela mesma carteira e fazer sexo com ela até que ela quebrasse as janelas gritando meu nome.
-Muito bem, duplinhas! Aqui vai seu primeiro trabalho: pesquisar sobre o feitiço desgovernado, suas aplicações e usos em campos de batalha. Quero um pergaminho de 30 cm sobre a minha mesa na próxima aula. E queridos adoradores de pesquisa, façam seus parceiros trabalhar! – Sirius conseguia ser irritante quando dava aulas. E deu carta branca para a megera me atormentar.
-Bom, você ouviu o que o professor Black disse. Nem pense em deixar essa tarefa só para mim.
-Nem nos seus sonhos, Granger! – no fundo ela adoraria fazer a pesquisa sozinha. Era do tipo de pessoa que não suportava trabalhar em equipe, confiava mais nela mesma. Agora, querida, você vai ter que me agüentar!
-Dispensados por hoje! Espero vê-los na biblioteca estudando como loucos até quarta! Vejo vocês por aí, jacarés! – Sirius nos disse e saiu da sala.
-Bem, que horas você pode ir na biblioteca fazer a pesquisa? – ela me perguntou com uma certa arrogância.
-Acho que seria melhor se cada um de nós fizesse uma pesquisa separada e depois a gente se reúne e junta as informações. – eu não vou ser visto na biblioteca da escola com uma grifinória!
-Isso não é trabalho em equipe, Potter.
-Pro seu governo, Granger, eu não pretendo mesmo trabalhar em equipe com você. Muito menos expor minha figura junto da sua em público.
-Escuta aqui, seu sonserino nojento – ela falou me empurrando com força. Quem essa garota pensa que é? – Também não me agrada nada a idéia de ser vista por aí com um ser asqueroso como você. Mas sacrifícios tem de ser feitos se quisermos um ensino de qualidade. Então você vai junto comigo naquela porcaria de biblioteca fazer essa merda de pesquisa e acabou.
-Escute aqui você – eu falei bem puto, que raiva dessa garota me empurrando, segurei os pulsos dela com força. – nunca, jamais toque em mim outra vez, entendeu? E eu não sou um dos seus capangas da Grifinória para você pensar que manda em mim. Quando eu achar que é preciso a gente senta na merda da biblioteca e junta essas porras de pesquisas. Então é bom você ir fazendo a sua. Sozinha.
Ela não esperava uma reação tão violenta de mim. Ficou meio paralisada olhando para mim com olhos arregalados. É, senhorita Granger, vou te mostrar quem manda aqui. Soltei bruscamente os braços dela e saí da sala. Tinha poções agora, ou seja, um dia promissor.
A aula com Snape foi como se esperava que fosse: um tédio. E é claro, ele me ignorando todo o tempo em que não estava fazendo uma piadinha comigo. Já cansei de retrucar e pegar noites de castigo por isso. Agora eu deixo ele falar igual um idiota. Se bobear eu até rio das piadinhas dele.
-Parece que o destino está a nosso favor, não é Blaise? – Draco perguntou com um ar bem malicioso enquanto caminhávamos para o salão principal para o almoço.
-Sim, parece que os ventos sopram na nossa direção!
-O que diabos vocês querem dizer com isso? – perguntei irritado.
-Oras, Potter, você não aceitou nossa aposta logo de cara, mas parece que até o Sirius ta jogando do nosso lado. Trabalhando com a Granger até o fim do ano parece tempo suficiente para você seduzi-la e levá-la para sua cama!
-Querem parar com essa idéia maluca? Eu nunca vou entrar nessa aposta de vocês, então esqueçam!
-Você que sabe, Harry. Mas você ainda tem tempo para mudar de idéia. E olha que vale a pena hein! – Blaise respondeu enquanto nos sentávamos na nossa mesa. Ele está realmente doido se acha que vou cair nessa.
-Olá, rapazes! Como foi seu primeiro dia de aula? – Luna apareceu do nada e se sentou ao nosso lado. Se fosse outra pessoa, todos da mesa fariam um escândalo até ela sair, mas ela era nossa amiga, do trio maravilha, então ninguém se atreveria.
-Já tive melhores... – respondi.
-Eu soube que você caiu no projeto de DECAT com a Granger. – ela me olhou com cara de piedade.
-Como você já soube disso? – perguntou Draco maravilhado.
-Todo mundo da escola está comentando da ceninha que vocês fizeram depois da aula. Tem até um grupo feminista do quinto ano que está muito bravo com você, Harry. Disseram que você quase bateu na Hermione.
-Mas isso é mentira! Eu só segurei os pulsos dela porque ela me empurrou primeiro!
-Ainda assim, ela é a mulher, o sexo frágil, nunca vão ficar do seu lado. Tome cuidado, viu. O grupinho é bem...extremista. – Luna falou enquanto colocava purê de batatas em seu prato e como se comentasse sobre o tempo.
-Elas que se atrevam a mexer comigo.
-Você está ficando literalmente o terror das mulheres, Harry! – Blaise brincou.
-Cale a boca! – joguei o guardanapo nele.
-E você, Blaise, como está se saindo com Lilá Brown? – Draco perguntou.
-Até que bem. Ela não é de tudo feia. Dá para desperdiçar um domingo com ela.
-Você tem noção de que está falando de uma grifinória?
-Bom, ela tem pernas longas e um belíssimo e farto par de peitos. Dá pra encarar, mesmo sendo grifinória. É só tomar um bom banho depois.
Depois desse comentário ficamos todos quietos e terminamos de comer em silêncio.
-OK rapazes, vejo vocês na janta! Boa aula! – Luna se despediu e foi para sei lá que aula ela tinha.
-Eu tenho Trato de Criaturas Mágicas agora, e vocês? – perguntei para os outros dois.
-Eu tenho uma horinha vaga, ou seja, um maravilhoso soninho de depois do almoço. – respondeu Blaise.
-Eu também tenho TCM. Vamos logo, não queremos nos atrasar para a aula de Hagrid.
A aula ocorreu tranqüilamente, vimos um bichos esquisitos, que pareciam minhocas fantasiadas de dragões. Na verdade eu e Draco só continuamos nessas aulas por causa de Hagrid. Ele sempre foi um cara muito legal com a gente, e é um pouco sentimental, ficaria triste se não freqüentássemos suas aulas.
-Harry, Draco! Que bom vê-los aqui de novo! Pensei que largariam a matéria esse ano. – ele falou todo orgulhoso.
-E perder a aula mais divertida de Hogwarts? Nem ferrando! – Draco respondeu. Ele aprendeu a ser legal com Hagrid na marra, mas depois que acertaram suas pendengas eles se tornaram o que pode se chamar de amigos.
-Que bom! Espero que tenham gostado dessa aula, não imaginam as criaturas fantásticas que eu conheci nessa minha última viagem à Índia! Vou trazê-las aos poucos para estudarem. Agora preciso ir, Máxime me espera para um chá.
Harry e madame Máxime estavam casados há 3 anos e ele ainda a tratava como se ela fosse a dona e ele o cachorro.
-Ficaram sabendo da novidade? – Blaise surgiu do nada. As vezes me indago se ele aprende essas coisas com a Luna!
-Qual é dessa vez? – Draco respondeu sem muito interesse.
-Adiantaram os testes para os times de quadribol. Serão amanhã de tarde, os interessados devem se inscrever no salão comunal de sua casa até amanhã ao meio dia.
-Você não deveria estar sabendo disso, Harry? Afinal, você é o capitão do time!
-Ah eles acabaram de colocar o anúncio no quadro de avisos, o anúncio oficial será feito na hora do jantar por Dumbledore.
-Melhor assim. Vamos ter mais tempo para treinar. Esse ano eu faço questão da taça.
-Você faz todo ano, Harry. – de novo Luna apareceu do nada.
-Sim, mas esse é o último ano, tem um gostinho especial.
-Eu estava pensando em me candidatar ao time. – ela falou toda sonhadora.
-Pirou? Você nunca jogou! E ia ser acertada pela bola pelo menos um milhão de vezes!
-Para o seu governo, senhor Zabini, eu já joguei quadribol sim! Num torneio que teve no meu bairro. Eu fui goleira e mandei muito bem!
-Bom, se você acha que consegue, não vejo porque não tentar.
-As pessoas não me aceitam muito ainda, sabe Harry. Mesmo depois que vocês se tornaram meus amigos, ainda sofro um pouco de rejeição.
-Eles não sabem o que estão perdendo, Luna. E quem sabe você entrando para o time você se torne mais amiga deles. – Draco falou. As vezes eu me surpreendo que ele saiba ser gentil com as pessoas. Principalmente com Luna.
-Verdade. Vou lá me inscrever, então. Torçam por mim! – ela disse sorrindo e foi correndo em direção ao castelo.
Depois de um longo período na aula de transfiguração, finalmente chegamos para o jantar. E não demorou muito Dumbledore anunciou sobre os testes que seriam amanhã a partir da uma da tarde. Nós tivemos sorte, a Sonserina pegou o campo as quatro. Isso também significava que todos estavam dispensados de tarde, pelo menos as pessoas dos times e os aspirantes a. E isso fazia com que muitos incompetentes se candidatassem só para ganharem a tarde livre.
Depois da janta eu dei uma passada na biblioteca para juntar o material para a pesquisa. A última coisa que precisava era levar um sermão da Granger.
Achei uns 3 livros sobre o assunto, assinei o livro de empréstimos e quando estava para sair ela entrou com a sua amiguinha ruiva.
-É bom mesmo que faça seus deveres, Potter. – ela não perdia a oportunidade de me provocar.
-Não pedi sua opinião, Granger. Então faça um favor à humanidade e fique quieta, ok?
-Por que você não faz um favor e desaparece, Potter? – a ruiva pentelha me perguntou.
-Formiguinha ruiva, o papo ainda não desceu no seu nível, sacou. Vá paparicar sua rainha sabe-tudo e me deixa em paz.
-E você se julga quem, cicatriz? Deus?
-Weasley, se eu fosse Deus sua família nunca existiria. – claro que isso irritou a garota profundamente, pois eles tinham essa coisa nojenta de "me bata mas não fale da minha família". Ela sacou a varinha e apontou para mim. O que ela espera me fazer? Cócegas?
-Gina, se acalme. Esse verme não vale a pena. Vamos antes que alguém apareça.
-Vai, formiguinha. Faz o que a rainha mandou, faz!
-E você cale a boca, seu idiota! Vá arranjar outra pessoa para atormentar! – Granger se virou para mim com uma ferocidade assustadora. Os cabelos soltando do rabo de cavalo, os olhos escuros de raiva...Me fez imaginar se ela era selvagem assim também na cama.
Elas entraram na biblioteca antes que eu pudesse me recuperar dessa súbita visão e responder à altura. Mas tudo bem, outras oportunidades aparecerão.
Voltei para o salão comunal e fiz a maldita pesquisa de DECAT. Não daria o gostinho à megera de me azucrinar.
